{"id":43604,"date":"2025-09-13T12:06:17","date_gmt":"2025-09-13T15:06:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/produzir-mais-e-desafio-para-a-pesquisa-e-a-extensao-rural\/"},"modified":"2025-09-13T12:06:17","modified_gmt":"2025-09-13T15:06:17","slug":"produzir-mais-e-desafio-para-a-pesquisa-e-a-extensao-rural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/produzir-mais-e-desafio-para-a-pesquisa-e-a-extensao-rural\/","title":{"rendered":"produzir mais \u00e9 desafio para a pesquisa e a extens\u00e3o rural"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O milho \u00e9 um dos pilares do agroneg\u00f3cio paranaense. Sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e estrat\u00e9gica \u2014 tanto no fornecimento de ra\u00e7\u00e3o para cadeias de prote\u00edna animal quanto no abastecimento de novas ind\u00fastrias \u2014 coloca o cereal no centro de um desafio: \u00e9 preciso aumentar a oferta.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A quest\u00e3o foi amplamente debatida no 18\u00ba Semin\u00e1rio Nacional de Milho Safrinha, realizado entre os dias 9 e 11 de setembro, em Londrina. Durante o evento, pesquisadores e extensionistas do IDR-Paran\u00e1 (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1 \u2014 Iapar-Emater) apresentaram diagn\u00f3sticos, dados t\u00e9cnicos e caminhos poss\u00edveis para ampliar a produ\u00e7\u00e3o de maneira sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com cerca de 3 milh\u00f5es de hectares cultivados e 20 milh\u00f5es de toneladas colhidas na \u00faltima safra, o milho responde, de forma direta ou indireta, por mais de 40% do valor gerado pelo agroneg\u00f3cio paranaense. \u201c\u00c9 o principal insumo para as cadeias de aves, su\u00ednos, leite, peixes e at\u00e9 ovos f\u00e9rteis. O que produzimos n\u00e3o \u00e9 exportado, \u00e9 consumido aqui mesmo, dentro do estado\u201d, explicou o engenheiro-agr\u00f4nomo Edivan Jos\u00e9 Possamai, do IDR-Paran\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Paran\u00e1 \u00e9 o segundo maior produtor do pa\u00eds, atr\u00e1s apenas de Mato Grosso, mas ainda assim precisa importar eventualmente. \u201cEm determinadas \u00e9pocas, temos de trazer milho do Paraguai para suprir a demanda. Isso evidencia que nossa produ\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o atende plenamente o consumo interno\u201d, destacou Possamai.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Dos mais de 300 mil estabelecimentos agropecu\u00e1rios do estado, cerca de 95 mil trabalham com gr\u00e3os, sendo 73% deles conduzidos por agricultores familiares. \u201cO milho tem papel fundamental tamb\u00e9m na esfera social. Est\u00e1 inserido na pecu\u00e1ria, nos sistemas agroindustriais e na base de milhares de pequenas propriedades\u201d, ele acrescentou.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A necessidade de aumentar a produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas conjuntural, mas tamb\u00e9m estrutural. \u201cA cadeia produtiva do milho responde por aproximadamente 40% do valor econ\u00f4mico gerado pelo agroneg\u00f3cio paranaense\u201d, observou a diretora de pesquisa e inova\u00e7\u00e3o do IDR-Paran\u00e1, Vania Moda Cirino.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Al\u00e9m de atender a cadeia de prote\u00edna animal, o cereal passou a ser demandado por novos segmentos industriais. \u201cA produ\u00e7\u00e3o de etanol de milho est\u00e1 crescendo. E ser\u00e1 que teremos mat\u00e9ria-prima suficiente para suprir esses setores?\u201d, questionou a diretora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ela citou o exemplo da futura instala\u00e7\u00e3o de uma planta de combust\u00edvel sustent\u00e1vel para avia\u00e7\u00e3o (SAF) no estado, com inaugura\u00e7\u00e3o prevista para 2028. \u201cS\u00f3 essa empresa vai investir R$ 2,3 bilh\u00f5es no Paran\u00e1. Precisamos garantir o fornecimento de milho para esse novo mercado\u201d, alertou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O cen\u00e1rio clim\u00e1tico tamb\u00e9m imp\u00f5e barreiras. Pablo Ricardo Nitsche, pesquisador em agrometeorologia do IDR-Paran\u00e1, apontou o aumento dos riscos nos \u00faltimos anos, com maior ocorr\u00eancia de estiagens, veranicos e eventos extremos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cA m\u00e9dia das temperaturas est\u00e1 subindo, e embora a quantidade de chuva anual permane\u00e7a similar, ela se concentra em menos dias. Isso significa chuvas mais intensas, que aumentam os riscos de eros\u00e3o e dificultam o manejo da \u00e1gua no solo\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Diante desse contexto, a pesquisadora Graziela Moraes de Cesare Barbosa enfatizou a import\u00e2ncia das pr\u00e1ticas conservacionistas para manter a produtividade. \u201cO terraceamento \u00e9 indispens\u00e1vel para reter a \u00e1gua da chuva e preservar o solo. Mesmo com plantio direto e rota\u00e7\u00e3o de culturas, a aus\u00eancia de terra\u00e7os pode resultar na perda de at\u00e9 40% da \u00e1gua por escoamento superficial, al\u00e9m de toneladas de solo por hectare em eventos extremos\u201d, relatou.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outro aspecto desafiador est\u00e1 relacionado \u00e0 sanidade das lavouras, que enfrenta press\u00f5es de pragas e doen\u00e7as (como o complexo do enfezamento) e tamb\u00e9m o controle de algumas plantas invasoras, como a buva e o capim-amargoso.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">NAPIs \u2014 O enfrentamento ao complexo do enfezamento \u2014 causado por pat\u00f3genos transmitidos principalmente pela cigarrinha-do-milho \u2014 e o manejo de solos motivaram a forma\u00e7\u00e3o de ampla a\u00e7\u00e3o de pesquisa no \u00e2mbito dos Napi\u2019s (Novos Arranjos de Pesquisa e Inova\u00e7\u00e3o). Os Napi\u2019s s\u00e3o redes colaborativas que integram centros de pesquisa, universidades e entidades privadas com o objetivo de solucionar gargalos estrat\u00e9gicos e gerar impactos sociais e econ\u00f4micos relevantes para o Paran\u00e1. Os trabalhos s\u00e3o coordenados pela Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria, vinculada \u00e0 Seti (Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Ensino Superior).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cTemos plena convic\u00e7\u00e3o de que, com ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, seremos capazes de superar esses desafios\u201d, concluiu a diretora Vania Cirino.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">EVENTO \u2014 O Semin\u00e1rio Nacional de Milho Safrinha \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da ABMS (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Milho e Sorgo), entidade civil de \u00e2mbito nacional voltada ao aprimoramento dessas culturas. A organiza\u00e7\u00e3o da 18\u00aa edi\u00e7\u00e3o coube ao IDR-Paran\u00e1, Crea-PR (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia) e \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o dos Engenheiros-Agr\u00f4nomos de Londrina, com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Arauc\u00e1ria e empresas patrocinadoras.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/milho--produzir-mais-e-desafio-para-a-pesquisa-e-a-extensao-rural_505917.html\">AGROLINK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O milho \u00e9 um dos pilares do agroneg\u00f3cio paranaense. 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