{"id":42729,"date":"2025-09-09T11:32:15","date_gmt":"2025-09-09T14:32:15","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/89-da-populacao-de-cuba-vive-na-extrema-pobreza\/"},"modified":"2025-09-09T11:32:15","modified_gmt":"2025-09-09T14:32:15","slug":"89-da-populacao-de-cuba-vive-na-extrema-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/89-da-populacao-de-cuba-vive-na-extrema-pobreza\/","title":{"rendered":"89% da popula\u00e7\u00e3o de Cuba vive na extrema pobreza"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Observat\u00f3rio Cubano de Direitos Humanos (OCDH) divulgou nesta ter\u00e7a-feira (9) os resultados do VIII Relat\u00f3rio sobre o Estado dos Direitos Sociais em Cuba, apontando que 89% da popula\u00e7\u00e3o da ilha vive em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O levantamento, feito a partir de 1.344 entrevistas em todas as prov\u00edncias, retrata um cen\u00e1rio de mis\u00e9ria generalizada que contrasta com a propaganda oficial do regime.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cOs apag\u00f5es, a crise alimentar, o custo de vida, os baixos sal\u00e1rios e a ineficaz sa\u00fade p\u00fablica golpeiam a milh\u00f5es de cubanos, que veem sua vida passar entre a nega\u00e7\u00e3o dos problemas [&#8230;] e o eterno culpar a outros por parte das autoridades\u201d, destacou o documento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo o OCDH, pela primeira vez os apag\u00f5es (72%) superaram a crise alimentar (71%) como principal preocupa\u00e7\u00e3o dos cubanos, seguidos pelo alto custo de vida (61%), sal\u00e1rios baixos (45%) e falhas no sistema de sa\u00fade (42%). Quest\u00f5es frequentemente levantadas pelo regime, como o embargo americano, s\u00e3o vistas como secund\u00e1rias, citadas por apenas 3% dos entrevistados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O relat\u00f3rio tamb\u00e9m mostra o impacto direto da crise causada pelo regime comunista sobre a vida cotidiana. De acordo com o documento, sete em cada dez cubanos deixaram de fazer ao menos uma refei\u00e7\u00e3o no dia por falta de dinheiro ou alimentos, propor\u00e7\u00e3o que sobe para oito em cada dez entre idosos com mais de 61 anos. No campo da sa\u00fade, apenas 3% conseguem medicamentos nas farm\u00e1cias estatais, enquanto 12% n\u00e3o podem adquiri-los pelo pre\u00e7o e 13% devido \u00e0 escassez.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A precariedade leva muitos a considerar a sa\u00edda do pa\u00eds. O relat\u00f3rio indica que 78% dos cubanos querem emigrar ou conhecem algu\u00e9m com essa inten\u00e7\u00e3o. Os Estados Unidos aparecem como destino preferido (30%), mas 34% afirmaram que aceitariam sair \u201cpara qualquer lugar onde pudessem\u201d, demonstrando a gravidade da situa\u00e7\u00e3o. R\u00fassia e China, pa\u00edses aliados do regime de Havana, despertam interesse m\u00ednimo, com apenas 2%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo o relat\u00f3rio, a crise cubana tem afetado de forma mais severa os idosos: 82% da popula\u00e7\u00e3o da ilha considera os mais velhos como o setor mais atingindo. O documento aponta que atualmente cerca de 14% dos cubanos acima de 70 anos continuam trabalhando, mesmo ap\u00f3s a aposentadoria, para sobreviver.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O desemprego geral est\u00e1 em 12%, e entre os jovens sem ocupa\u00e7\u00e3o, 81% est\u00e3o h\u00e1 mais de um ano fora do mercado de trabalho.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A rejei\u00e7\u00e3o ao regime comunista \u00e9 massiva. O relat\u00f3rio revela que 92% da popula\u00e7\u00e3o desaprova a gest\u00e3o econ\u00f4mica e social da ditadura castrista, atualmente liderada por Miguel D\u00edaz-Canel, enquanto apenas 5% mant\u00eam alguma avalia\u00e7\u00e3o positiva. Entre os jovens de 18 a 30 anos, o \u00edndice de apoio cai para 3,39%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As remessas de familiares no exterior (ajuda financeira ou em produtos enviada por parentes que vivem fora da ilha) tornaram-se um suporte essencial em Cuba. Somente neste ano, o relat\u00f3rio mostrou que 37% dos lares cubanos receberam algum tipo de ajuda, seja em dinheiro, pacotes de alimentos e medicamentos ou recargas para celulares, do exterior. A maioria das fam\u00edlias que recebem esse aux\u00edlio o faz a cada dois ou tr\u00eas meses.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ao comentar os resultados, o OCDH destacou a desconex\u00e3o entre o discurso oficial e a realidade vivida pela popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cEm julho, a ent\u00e3o ministra do Trabalho e Seguran\u00e7a Social negou a exist\u00eancia de mendigos em Cuba: \u2018Em Cuba n\u00e3o h\u00e1 mendigos&#8230; H\u00e1 pessoas que se fazem passar por mendigos para ganhar dinheiro f\u00e1cil\u2019, ignorando a situa\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria em que vive a maioria dos cubanos. As palavras da funcion\u00e1ria poderiam ser apenas uma anedota, n\u00e3o fosse o fato de que a desconex\u00e3o e a indiferen\u00e7a diante dos problemas da popula\u00e7\u00e3o caracterizam todo o regime\u201d, destacou o OCDH.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O relat\u00f3rio conclui que \u201cpara enfrentar a pobreza generalizada e a grave crise dos direitos sociais, o pa\u00eds deve transitar para uma economia de mercado, que respeite a propriedade privada, a livre iniciativa, a seguran\u00e7a jur\u00eddica e as invers\u00f5es estrangeiras\u201d, ressaltando a urg\u00eancia de mudan\u00e7as estruturais para que os cubanos possam viver com dignidade e liberdade.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/89-da-populacao-de-cuba-vive-na-extrema-pobreza-e-mais-de-70-quer-deixar-o-pais\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Observat\u00f3rio Cubano de Direitos Humanos (OCDH) divulgou nesta ter\u00e7a-feira (9) os resultados do VIII Relat\u00f3rio sobre o Estado dos Direitos Sociais em Cuba, apontando que 89% da popula\u00e7\u00e3o da ilha vive em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza. 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