{"id":42460,"date":"2025-09-07T22:59:22","date_gmt":"2025-09-08T01:59:22","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/black-pantera-mostra-no-the-town-que-deveria-estar-nos-palcos-principais\/"},"modified":"2025-09-07T22:59:22","modified_gmt":"2025-09-08T01:59:22","slug":"black-pantera-mostra-no-the-town-que-deveria-estar-nos-palcos-principais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/black-pantera-mostra-no-the-town-que-deveria-estar-nos-palcos-principais\/","title":{"rendered":"Black Pantera mostra no The Town que deveria estar nos palcos principais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Em 2022, o <strong>Black Pantera<\/strong> j\u00e1 era uma banda em franca ascens\u00e3o quando se apresentou pela primeira vez no <strong>Rock in Rio<\/strong>, festival dos mesmos realizadores do <strong>The Town<\/strong>. Na ocasi\u00e3o, os mineiros de Uberaba\u2013MG executaram um breve set ao lado dos <strong>Devotos<\/strong>, dividindo o repert\u00f3rio com o grupo pernambucano. Parecia n\u00e3o haver muita confian\u00e7a no potencial deles, mas por se tratar de uma estreia, fez algum sentido.<\/p>\n<p>Com o lan\u00e7amento de <em><strong>Perp\u00e9tuo<\/strong><\/em> (2024), seu quarto \u00e1lbum de est\u00fadio (eleito o segundo melhor do ano pela <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>), o trio composto por <strong>Charles Gama<\/strong> (voz e guitarra), <strong>Chaene da Gama<\/strong> (voz e baixo) e <strong>Rodrigo Pancho<\/strong> (bateria) cresceu ainda mais. Naturalmente, passou a ocupar espa\u00e7os valorizados em festivais. Mas a volta ao <strong>Rock in Rio<\/strong>, tamb\u00e9m em 2024, se deu como atra\u00e7\u00e3o de um palco alternativo, o <strong>Supernova<\/strong>. \u00c9 como se tivessem sofrido um \u201cdowngrade\u201d.<\/p>\n<p>A impress\u00e3o continua no <strong>The Town 2025<\/strong>. O grupo tem for\u00e7a em diversos sentidos para se apresentar, sem convidados ou outros artif\u00edcios, no <strong>Skyline<\/strong> ou <strong>The One<\/strong>, mas acabou escalado no \u00faltimo domingo, 7, para o <strong>Palco Quebrada<\/strong>, novidade tamb\u00e9m alternativa da atual edi\u00e7\u00e3o do evento. Disputaram as aten\u00e7\u00f5es com o <strong>Bad Religion<\/strong>, substituto do <strong>Sex Pistols<\/strong> no palco principal, e obviamente perderam uma fatia consider\u00e1vel de p\u00fablico em fun\u00e7\u00e3o disso.<\/p>\n<p>Soa como se a curadoria do evento paulista, a mesma do carioca, estivesse com medo de bancar aquela que \u00e9 a maior banda brasileira de metal da atualidade, considerando apenas nomes surgidos no s\u00e9culo XXI. Preferiram apostar em nomes como <strong>Capital Inicial<\/strong>, <strong>CPM 22<\/strong> e <strong>Pitty<\/strong>, veteranos que j\u00e1 tocaram nesses espa\u00e7os mais valorizados do <strong>Rock in Rio<\/strong> \u2014 no caso da cantora baiana, tamb\u00e9m do pr\u00f3prio <strong>The Town<\/strong>, em 2023.<\/p>\n<p>Ainda assim, nada disso importou para <strong>Charles<\/strong>, <strong>Chaene<\/strong> e <strong>Pancho<\/strong>. Diante de um p\u00fablico consider\u00e1vel levando em conta a situa\u00e7\u00e3o \u2014 mas claramente menor que o merecido \u2014, o trio se apresentou como se estivesse no maior dos palcos, para a plateia mais ampla e diante de uma transmiss\u00e3o no <strong>Multishow<\/strong> em vez do canal <strong>Bis<\/strong>. At\u00e9 porque a realidade deles \u00e9 de turn\u00eas \u201craiz\u201d, tocando at\u00e9 hoje em todo tipo de lugar, inclusive botecos e \u201cinferninhos\u201d. Para quem vem do underground, este domingo, 7, foi s\u00f3 mais um dia dessa trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>E se foi s\u00f3 mais um dia, a performance do <strong>Black Pantera<\/strong> no <strong>Palco Quebrada<\/strong> seguiu \u00e0 risca o que os tornou conhecidos: uma fus\u00e3o pr\u00f3pria de thrash metal com hardcore, mas n\u00e3o a ponto de virar crossover thrash, e capricho extra no groove. Guitarra pesada com linhas bem diretas formando uma dobradinha curiosa com baixo ora funk, ora punk, mas sempre em evid\u00eancia e, por que n\u00e3o, protagonismo. Por tr\u00e1s, bateria que tamb\u00e9m vem \u00e0 frente, acompanhando e tamb\u00e9m guiando as transi\u00e7\u00f5es entre swing e quebradeira. E, obviamente, mensagem antipreconceito \u2014 para al\u00e9m do antirracismo \u2014 permeando as letras, mas nunca em tom de palestrinha. \u00c9 um show divertido pra cacete, e que s\u00f3 gera hate em rede social.<\/p>\n<figure class=\"image\"><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 0px !important;\" width=\"263\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 0px !important;\" width=\"263\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-559471\" spellcheck=\"false\">Black Pantera no The Town 2025 (Foto: Leca Suzuki\/@lecasuzukiphoto)<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201c<strong>Candeia<\/strong>\u201d, escolhida para a abertura, \u00e9 antecedida por uma grava\u00e7\u00e3o de berimbau. R\u00edtmica, a can\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das melhores e mais fortes da trajet\u00f3ria do trio. \u201c<strong>Boom!<\/strong>\u201d, mais puxada para o hardcore, motivou as primeiras rodas vis\u00edveis \u2014 e os primeiros gritos de \u201cfogo nos racistas\u201d vindos organicamente da plateia.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, s\u00f3 ladeira abaixo \u2014 no bom sentido. As rodas s\u00f3 cresceram, ganhando sinalizadores e, consequentemente, seguran\u00e7as tentando apagar. O p\u00fablico ficou na palma da m\u00e3o do trio. O palco Quebrada virou palco <strong>Black Pantera<\/strong>. A sonoramente grosseira \u201c<strong>Prov\u00e9rbios<\/strong>\u201d, a autoexplicativa \u201c<strong>Fogo nos Racistas<\/strong>\u201d (sucedida por gritos \u201csem anistia\u201d tamb\u00e9m vindos dos presentes), a balada \u00fanica da noite \u201c<strong>Tradu\u00e7\u00e3o<\/strong>\u201d, o funk-thrash \u201c<strong>F&amp;deu<\/strong>\u201d, a pesada\u00e7a \u201c<strong>Cola<\/strong>\u201d\u2026 \u00e9 tarefa dif\u00edcil selecionar destaques do set.<\/p>\n<p>Ao fim, permanecem duas perguntas a respeito de futuro. Primeiro: para onde o <strong>Black Pantera<\/strong> ir\u00e1 expandir sua sonoridade no pr\u00f3ximo \u00e1lbum, dada a evolu\u00e7\u00e3o entre <em><strong>Ascens\u00e3o<\/strong><\/em> (2022) e <em><strong>Perp\u00e9tuo<\/strong><\/em>? Segundo: quando \u00e9 que os dois maiores festivais do Brasil v\u00e3o colocar o trio nos palcos principais, onde merecem estar?<\/p>\n<h2>Setlist do show do Black Pantera no The Town 2025:<\/h2>\n<p>1. Candeia<br \/>2. Boom!<br \/>3. Prov\u00e9rbios<br \/>4. Padr\u00e3o \u00e9 o Car&amp;lho<br \/>5. Fogo nos Racistas<br \/>6. Perp\u00e9tuo<br \/>7. Sele\u00e7\u00e3o Natural<br \/>8. Tradu\u00e7\u00e3o (antecedida por trecho de Mama I\u2019m Coming Home, de Ozzy Osbourne)<br \/>9. F&amp;deu<br \/>10. Cola<br \/>11. Ratatat\u00e1<br \/>12. Sem Anistia<br \/>13. Unf&amp;ck This<br \/>14. Revolu\u00e7\u00e3o \u00e9 o Caos (antecedida por trecho de Anesthesia \u2014 Pulling Teeth, do Metallica)<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Bruce Dickinson desfila\u00a0virtudes que n\u00e3o cabem no Maiden em show no The Town<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/black-pantera-mostra-no-the-town-que-deveria-estar-nos-palcos-principais\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2022, o Black Pantera j\u00e1 era uma banda em franca ascens\u00e3o quando se apresentou pela primeira vez no Rock in Rio, festival dos mesmos realizadores do The Town. Na ocasi\u00e3o, os mineiros de Uberaba\u2013MG executaram um breve set ao lado dos Devotos, dividindo o repert\u00f3rio com o grupo pernambucano. 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