{"id":42447,"date":"2025-09-07T20:57:14","date_gmt":"2025-09-07T23:57:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/bruce-dickinson-desfila-virtudes-que-nao-cabem-no-maiden-em-show-no-the-town\/"},"modified":"2025-09-07T20:57:14","modified_gmt":"2025-09-07T23:57:14","slug":"bruce-dickinson-desfila-virtudes-que-nao-cabem-no-maiden-em-show-no-the-town","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/bruce-dickinson-desfila-virtudes-que-nao-cabem-no-maiden-em-show-no-the-town\/","title":{"rendered":"Bruce Dickinson desfila virtudes que n\u00e3o cabem no Maiden em show no The Town"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Oito vezes \u2014 ou sete, a depender do referencial \u2014 em tr\u00eas anos, contando agora com o <strong>The Town<\/strong>. Dificilmente um artista de renome global esteve no Brasil tantas vezes quanto <strong>Bruce Dickinson<\/strong> no p\u00f3s-pandemia. Al\u00e9m de tr\u00eas turn\u00eas solo (uma delas com um tributo a <strong>Jon Lord<\/strong>) e outras duas com o <strong>Iron Maiden<\/strong>, o vocalista ingl\u00eas esteve aqui para dar palestras e participar da <strong>CCXP23<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Dickinson<\/strong> sabe que nosso pa\u00eds \u00e9 o que mais ouve <strong>Iron Maiden<\/strong> no mundo. Tamb\u00e9m \u00e9 o que mais aprecia sua carreira solo, retomada tamb\u00e9m no p\u00f3s-pandemia com o \u00e1lbum <em><strong>The Mandrake Project<\/strong><\/em> (2024), seu primeiro em quase 20 anos. No <strong>Spotify<\/strong>, das cinco cidades que mais ouvem seus discos longe do <strong>Maiden<\/strong>, quatro s\u00e3o brasileiras: S\u00e3o Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. A t\u00edtulo de curiosidade, a \u00fanica \u201cforasteira\u201d \u00e9 Santiago do Chile, na terceira posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por tudo isso, soou natural a sua volta para se apresentar no palco <strong>Skyline<\/strong> do <strong>The Town<\/strong> neste domingo, 7, ainda que em um dia de atra\u00e7\u00f5es focadas em punk rock e com uma turn\u00ea que j\u00e1 havia passado pelo Brasil, promovendo o disco de 2024. Com o <strong>Maiden<\/strong>, <strong>Bruce<\/strong> esteve por cinco vezes no palco do <strong>Rock in Rio<\/strong> (inclusive na edi\u00e7\u00e3o inaugural em 1985), mas nunca havia tocado no festival paulistano dos mesmos realizadores, agora em sua segunda edi\u00e7\u00e3o. Embora siga com muita lenha para queimar, o \u00edcone do heavy metal est\u00e1 mais pr\u00f3ximo do fim da carreira. Era necess\u00e1rio ter em seu curr\u00edculo uma visita ao \u201cRock in Rio da garoa\u201d.<\/p>\n<p>Acompanhado de uma competente forma\u00e7\u00e3o composta por <strong>Philip Naslund<\/strong> (guitarra), <strong>Chris Declercq<\/strong> (guitarra), <strong>Tanya O\u2019Callaghan<\/strong> (baixo), <strong>Dave Moreno<\/strong> (bateria) e <strong>Mistheria<\/strong> (teclados), <strong>Dickinson<\/strong> ofereceu ao p\u00fablico do <strong>Aut\u00f3dromo de Interlagos<\/strong> um bom set praticamente todo focado em sua trajet\u00f3ria solo. A exce\u00e7\u00e3o foi o encerramento com \u201c<strong>Flash of the Blade<\/strong>\u201d, faixa lan\u00e7ada pelo <strong>Maiden<\/strong> no \u00e1lbum <em><strong>Powerslave<\/strong><\/em> (1984), mas nunca tocada ao vivo pelo grupo.<\/p>\n<p>Quatro d\u00e9cadas se passaram e <strong>Bruce<\/strong> perdeu praticamente nada daquele \u00edmpeto que cativou o Rio e, consequentemente, o Brasil. Mesmo aos 67 anos e tendo enfrentado um c\u00e2ncer na l\u00edngua \u2014 devidamente curado \u2014, o cantor preservou o seu poderio vocal e, dentro do que \u00e9 humanamente poss\u00edvel, disposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica. O alcance de seu gog\u00f3 segue extenso, mas agora encontra timbres ligeiramente mais graves e profundos, que caem muito bem no seu repert\u00f3rio solo, mais pesado e focado nos baixos que o executado pelo <strong>Maiden<\/strong>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 215px !important;\" width=\"62\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-876392\" spellcheck=\"false\">Bruce Dickinson no The Town 2025 (Foto: Leca Suzuki\/@lecasuzukiphoto)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tais caracter\u00edsticas s\u00e3o notadas, em especial, nas can\u00e7\u00f5es introdut\u00f3rias. Algumas delas s\u00e3o as melhores do set: a inaugural \u201c<strong>Accident of Birth<\/strong>\u201d, a paulada \u201c<strong>Laughing in the Hiding Bush<\/strong>\u201d, ambas logo ao in\u00edcio da performance, e \u201c<strong>Book of Thel<\/strong>\u201d, mais ao fim. As duas can\u00e7\u00f5es de <em><strong>The Mandrake Project<\/strong><\/em> \u2014 \u201c<strong>Resurrection Men<\/strong>\u201d e \u201c<strong>Rain on the Graves<\/strong>\u201d \u2014 no geral soaram melhores do que nas grava\u00e7\u00f5es em est\u00fadio, mas carecem da inspira\u00e7\u00e3o que se sente especialmente nas faixas dos discos <em><strong>Balls to Picasso<\/strong><\/em> (1994), <em><strong>Accident of Birth<\/strong><\/em> (1997) e <em><strong>The Chemical Wedding<\/strong><\/em> (1998).<\/p>\n<p>O \u00fanico momento de resposta mais not\u00f3ria de uma plateia claramente mais punk que metal veio da mega-balada \u201c<strong>Tears of the Dragon<\/strong>\u201d, do \u00e1lbum de 31 anos atr\u00e1s, rec\u00e9m-relan\u00e7ado em vers\u00e3o reimaginada. Surpreende que esta can\u00e7\u00e3o fique de fora dos setlists a depender do show, pois \u00e9 o maior hit de Bruce fora do grupo que o consagrou. Caso a cortasse no Brasil, ainda mais de um repert\u00f3rio t\u00e3o fora do \u201clugar-comum\u201d, deixaria muita gente desapontada.<\/p>\n<p>Outro curioso ponto divergente em rela\u00e7\u00e3o ao <strong>Maiden<\/strong> \u00e9 a simplicidade visual do show solo. No sexteto capitaneado pelo baixista <strong>Steve Harris<\/strong> \u2014 no qual <strong>Dickinson<\/strong> \u00e9 apenas um important\u00edssimo funcion\u00e1rio \u2014, a est\u00e9tica de palco dialoga de modo direto com a m\u00fasica, seja pelo que \u00e9 exibido nos panos de fundo\/tel\u00f5es, figurinos, apari\u00e7\u00f5es do mascote <strong>Eddie<\/strong> e por a\u00ed vai. Com <strong>Bruce<\/strong> e sua banda, vale apenas o que \u00e9 cantado ou tocado, com nada al\u00e9m do \u201c<strong>M<\/strong>\u201d de <strong>Mandrake<\/strong> surgindo nas telas e trajes bem b\u00e1sicos, incluindo um curioso gorro respons\u00e1vel por esconder as longas madeixas do agora cabelud\u00edssimo vocalista.<\/p>\n<p>Como destacado, o fim do set trouxe a \u00fanica m\u00fasica do <strong>Iron Maiden<\/strong>: \u201c<strong>Flash of the Blade<\/strong>\u201d. \u00c9 quase uma pr\u00e9via do que o p\u00fablico brasileiro ir\u00e1 conferir na pr\u00f3xima visita do ingl\u00eas. Ele mesmo j\u00e1 confirmou: o <strong>Maiden<\/strong> estar\u00e1 de volta ao nosso pa\u00eds no ano que vem.<\/p>\n<p>Mas o trabalho \u201cparalelo\u201d de <strong>Bruce<\/strong>, que deve ganhar mais um \u00e1lbum em 2027, passa longe de ser pr\u00eamio de consola\u00e7\u00e3o. Quem se disp\u00f4s a assisti-lo no <strong>The Town<\/strong> percebeu que h\u00e1 certa vida pr\u00f3pria na carreira solo do vocalista, a ponto de ter valido a pena retomar o projeto a essa altura do campeonato.<\/p>\n<h2>Setlist do show de Bruce Dickinson:<\/h2>\n<p>1. Accident of Birth<br \/>2. Abduction<br \/>3. Laughing in the Hiding Bush<br \/>4. Road to Hell<br \/>5. Chemical Wedding<br \/>6. Resurrection Men<br \/>7. Rain on the Graves<br \/>8. Tears of the Dragon<br \/>9. Book of Thel<br \/>10. Flash of the Blade\u00a0(Iron\u00a0Maiden)<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Capital Inicial volta a ser punk por um dia no The Town<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/bruce-dickinson-desfila-virtudes-que-nao-cabem-no-maiden-em-show-no-the-town\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oito vezes \u2014 ou sete, a depender do referencial \u2014 em tr\u00eas anos, contando agora com o The Town. Dificilmente um artista de renome global esteve no Brasil tantas vezes quanto Bruce Dickinson no p\u00f3s-pandemia. 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