{"id":42402,"date":"2025-09-07T12:47:55","date_gmt":"2025-09-07T15:47:55","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/o-garoto-que-exagerou-no-swag\/"},"modified":"2025-09-07T12:47:55","modified_gmt":"2025-09-07T15:47:55","slug":"o-garoto-que-exagerou-no-swag","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/o-garoto-que-exagerou-no-swag\/","title":{"rendered":"O garoto que exagerou no swag"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>\u00c0s vezes, na vida, todos n\u00f3s exageramos no swag. Dois meses atr\u00e1s, <strong>Justin Bieber<\/strong> chocou o mundo com o excelente <em><strong>Swag<\/strong><\/em>, seu primeiro \u00e1lbum em quatro anos. Foi o retorno art\u00edstico que ele precisava \u2014 uma doce valida\u00e7\u00e3o depois de todos os seus colapsos p\u00fablicos, manchetes problem\u00e1ticas, brigas com paparazzi e desastres nas redes sociais. Por isso, h\u00e1 algo de perfeito em <em><strong>Swag II<\/strong><\/em> \u2014 ap\u00f3s surpreender todo mundo antes, ele volta agora com o \u00e1lbum sem gra\u00e7a que todos esperavam da \u00faltima vez. Ele poderia ter chamado o disco de <em><strong>Swag e \u00c9 Completamente Diferente e N\u00e3o Muito Bom, Mas Ainda Assim Swag<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>O primeiro \u00e1lbum era uma declara\u00e7\u00e3o pessoal profundamente estranha, de um artista passando por seis tipos diferentes de crises. Mas <em><strong>Swag II<\/strong><\/em> \u00e9 tudo o que o original n\u00e3o foi: polido, an\u00f4nimo, pregui\u00e7oso e, depressivamente, seguro. Das 23 faixas, talvez apenas cinco ou seis valham a pena, enterradas em meio a v\u00e1rias m\u00fasicas fracas que se arrastam por tr\u00eas minutos. Vai saber \u2014 talvez <em><strong>Swag III<\/strong><\/em> seja o \u00e1lbum de remixes em que Deus se junta a ele para um dueto surpresa no estilo <strong>Lorde<\/strong> em \u201c<strong>Story of God<\/strong>\u201d. (\u201cN\u00e3o, n\u00e3o, Justin \u2014 A SUA voz \u00e9 a base de tudo!\u201d)<\/p>\n<p><strong>Bieber<\/strong> anunciou <em><strong>Swag II<\/strong><\/em> ontem, prometendo que sairia \u00e0 meia-noite. Mas acabou atrasando quatro horas \u2014 o que nos faz imaginar quais detalhes de \u00faltima hora ele ainda estava ajustando. Talvez tenha passado esse tempo tentando encontrar rimas para \u201c<strong>You look so good<\/strong>\u201d? Se sim, o resultado foi: \u201cIf you gave me the rights, you know I would.\u201d (Provavelmente n\u00e3o foi isso.)<\/p>\n<p><em><strong>Swag II<\/strong><\/em> \u00e9 o tipo de sequ\u00eancia que s\u00f3 serve para lembrar o qu\u00e3o bom foi o primeiro disco. Superficialmente, parece seguir a mesma f\u00f3rmula, com um groove solto entre R&amp;B e indie rock. Ele traz de volta os mesmos colaboradores \u2014 <strong>Carter Lang<\/strong>, <strong>Dijon<\/strong>, <strong>Mk.gee<\/strong> \u2014 e at\u00e9 dois dos mesmos parceiros de dueto, <strong>Lil B<\/strong> e <strong>Eddie Benjamin<\/strong>. Entre os convidados, est\u00e3o a estrela nigeriana de afrobeats <strong>Tems<\/strong>, o compositor indie <strong>londrino Bakar<\/strong> e o rapper da Louisiana dos anos 2000 <strong>Hurricane Chris<\/strong>. Mas \u00e9 tudo uma vers\u00e3o reduzida do que veio antes. Nem h\u00e1 sess\u00f5es de terapia com <strong>Druski<\/strong> \u2014 voc\u00ea fica esperando que ele apare\u00e7a oferecendo a <strong>Justin<\/strong> um dos seus Black &amp; Mild.<\/p>\n<p><em><strong>Swag II<\/strong><\/em> mergulha fundo no R&amp;B dos anos 1990, mas sofre com uma aus\u00eancia fatal de melodias, deixando a voz de <strong>Bieber<\/strong> sem espa\u00e7o para brilhar. Os produtores n\u00e3o entregam como da \u00faltima vez, ent\u00e3o tudo soa gen\u00e9rico. Quando fica ruim, <em><strong>Swag II<\/strong><\/em> cai na autopar\u00f3dia, como em \u201c<strong>Need It<\/strong>\u201d, \u201c<strong>Speed Demon<\/strong>\u201d ou \u201c<strong>I Think You\u2019re Special<\/strong>\u201d, em que <strong>Tems<\/strong> \u00e9 completamente desperdi\u00e7ada. Assim como no primeiro \u00e1lbum, <strong>Lil B<\/strong> aparece em um momento positivo, \u201c<strong>Safe Space<\/strong>\u201d. S\u00f3 que desta vez, <strong>Bieber<\/strong> n\u00e3o d\u00e1 espa\u00e7o para o <strong>Based God<\/strong> dizer quase nada, al\u00e9m de alguns gritos animados. O ocasional rangido de cordas de viol\u00e3o tenta passar uma falsa sensa\u00e7\u00e3o de autenticidade folk, mas, em m\u00fasicas como \u201c<strong>Mother In You<\/strong>\u201d, soa como se o viol\u00e3o estivesse ali apenas para enfiar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de rangidos intencionais, o que acaba soando artificial.<\/p>\n<p>Ainda assim, h\u00e1 algumas m\u00fasicas dignas que mant\u00eam o esp\u00edrito aventureiro do original. \u201c<strong>Love Song<\/strong>\u201d \u00e9 claramente o ponto alto, com um loop de piano distorcido \u2014 o \u00fanico momento em que <strong>Mk.gee<\/strong> realmente brilha. <strong>Bieber<\/strong> entra no clima e canta: \u201cI wanna write you a love song, baby \/ I wanna write a good one you can\u2019t stop singing to me.\u201d Ele passeia de carro com a capota abaixada, enquanto o vento bagun\u00e7a o cabelo da amada, e a serenata vem com imagens po\u00e9ticas como: \u201cAn aesthetic happening on the radio station \/ Your eyebrows down in contemplation.\u201d<\/p>\n<p>\u201c<strong>Witchya<\/strong>\u201d flui em outro groove suave, com um toque de guitarra country hippie. Em \u201c<strong>Moving Fast<\/strong>\u201d, <strong>Bieber<\/strong> testemunha suas dificuldades sobre uma base de blues (\u201cI was speeding towards the fall, I was 25\u201d), at\u00e9 que uma batida de bateria disco entra de surpresa. \u201c<strong>Everything Hallelujah<\/strong>\u201d segue o caminho oposto \u2014 um gospel-soul minimalista, com <strong>Bieber<\/strong> celebrando sua esposa <strong>Hailey<\/strong>, seu filho <strong>Jack<\/strong>, seus pais e at\u00e9 seus cachorros. (\u201cOscar, Piggy, hallelujah!\u201d)<\/p>\n<p>\u201c<strong>Ear Candy<\/strong>\u201d mistura de forma criativa o brilho do britpop dos anos 1990 com o rap beatbox dos anos 1980. Mas tamb\u00e9m carrega o momento mais constrangedor do disco, quando <strong>Bieber<\/strong> canta: \u201cYou could spread your wings and open up\u201d, um verso que parece sa\u00eddo diretamente da escola de met\u00e1foras ornitol\u00f3gicas de <strong>Rod Stewart<\/strong>.<\/p>\n<p>O ponto mais baixo talvez seja \u201c<strong>Petting Zoo<\/strong>\u201d, constru\u00edda sobre um loop de guitarra sem gra\u00e7a, onde <strong>Bieber<\/strong> desabafa sobre conflitos conjugais sem transmitir nada da carga emocional real que ele j\u00e1 exp\u00f4s publicamente. Soa como uma das suas postagens mais desastradas nas redes sociais. \u201cI told you that you fighting with a man!\u201d, <strong>Bieber<\/strong> dispara para a sortuda. \u201cI told you I don\u2019t play that shit, no cap \/ Bitch, I told you I ain\u2019t doing tit-for-tat.\u201d (Seria at\u00e9 engra\u00e7ado se o pr\u00f3ximo verso rimasse com \u201cMother\u2019s Day sucks ass.\u201d)<\/p>\n<p>Mas ent\u00e3o vem \u201c<strong>Story of God<\/strong>\u201d, facilmente o momento mais bizarro de uma discografia j\u00e1 cheia de bizarrices. <strong>Bieber<\/strong> se joga de cabe\u00e7a em um serm\u00e3o falado de oito minutos sobre a hist\u00f3ria b\u00edblica de Ad\u00e3o e Eva no Jardim do \u00c9den. Ele sempre gostou de encerrar seus \u00e1lbuns com mensagens religiosas um tanto exageradas, mas aqui passa dos limites. Sobre o som de um \u00f3rg\u00e3o de igreja, <strong>Bieber<\/strong> explica como era incr\u00edvel viver no \u00c9den. \u201cN\u00e3o havia medo aqui \u2014 o medo nem tinha sido INVENTADO ainda!\u201d E n\u00e3o para por a\u00ed: \u201c\u00c9 um banquete, entende? Por onde quer que voc\u00ea olhe, sinta a explos\u00e3o no seu paladar!\u201d<\/p>\n<p>Spoiler: Tem uma cobra, ent\u00e3o as coisas n\u00e3o terminam bem para Ad\u00e3o e Eva. \u201cPerdemos o para\u00edso\u201d, lamenta <strong>Bieber<\/strong> no final. \u201cPerdemos uma conex\u00e3o inquebr\u00e1vel. Quebramos o mundo.\u201d \u00c9 de arrepiar, por assim dizer. Se voc\u00ea ouvir \u201c<strong>Story of God<\/strong>\u201d neste fim de semana, significa que ficou tempo demais na festa e o anfitri\u00e3o est\u00e1 apelando para t\u00e1ticas nucleares para expulsar os convidados da casa. Mas, quer saber? \u00c9 preciso admirar a ousadia da faixa. Em um \u00e1lbum em que <strong>Bieber<\/strong> joga t\u00e3o no seguro, \u00e9 bem melhor v\u00ea-lo lan\u00e7ar uma monstruosidade completamente insana nessa escala. Teria sido ainda mais legal se ele tivesse chamado <strong>Druski<\/strong> para interpretar o papel de Deus.<\/p>\n<p>Mas uma coisa \u00e9 certa: n\u00e3o d\u00e1 para acus\u00e1-lo de ter feito isso pela metade, e h\u00e1 emo\u00e7\u00e3o real na voz dele \u2014 bem mais do que se pode dizer de \u201c<strong>Forgiveness<\/strong>\u201d ou \u201c<strong>Pray<\/strong>.\u201d Remixers, preparem-se para trabalhar nessa.<\/p>\n<p><em><strong>Swag II<\/strong><\/em> n\u00e3o estraga o impacto do original, que ainda soa incr\u00edvel. Na verdade, os fracassos aqui s\u00f3 servem para destacar tudo o que torna <em><strong>Swag<\/strong><\/em> t\u00e3o fresco e fora da curva. Ser\u00e1 que B<strong>i<\/strong>eber vai transformar isso em uma trilogia com <em><strong>Swag III: I\u2019m Still Standing on Business, Yeah Yeah Yeah?<\/strong><\/em> N\u00e3o duvide. Mas, de qualquer forma, <em><strong>Swag II<\/strong><\/em> j\u00e1 soa como uma nota de rodap\u00e9.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: O guitarrista aclamado por Eric Clapton que toca com Justin Bieber em novo \u00e1lbum<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/justin-bieber-o-garoto-que-exagerou-no-swag\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0s vezes, na vida, todos n\u00f3s exageramos no swag. Dois meses atr\u00e1s, Justin Bieber chocou o mundo com o excelente Swag, seu primeiro \u00e1lbum em quatro anos. 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