{"id":42236,"date":"2025-09-06T06:15:18","date_gmt":"2025-09-06T09:15:18","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/as-historias-por-tras-dos-maiores-clipes-de-rihanna\/"},"modified":"2025-09-06T06:15:18","modified_gmt":"2025-09-06T09:15:18","slug":"as-historias-por-tras-dos-maiores-clipes-de-rihanna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/as-historias-por-tras-dos-maiores-clipes-de-rihanna\/","title":{"rendered":"As hist\u00f3rias por tr\u00e1s dos maiores clipes de Rihanna"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um dia, em 2006, <strong>Anthony Mandler<\/strong> recebeu uma liga\u00e7\u00e3o de <strong>Jay-Z<\/strong> sobre uma artista pop em ascens\u00e3o que precisava de um videoclipe marcante para consolidar seu sucesso. A artista era <strong>Rihanna<\/strong>, e o clipe era para a m\u00fasica \u201c<strong>Unfaithful<\/strong>\u201d, uma inesperada e arrependida narrativa sobre infidelidade e inoc\u00eancia. Na \u00e9poca, a cantora lan\u00e7ava seu segundo \u00e1lbum de est\u00fadio, <em><strong>A Girl Like Me<\/strong><\/em>, que saiu apenas oito meses ap\u00f3s seu disco de estreia, <em><strong>Music of the Sun<\/strong><\/em> (que acaba de celebrar seu 20\u00ba anivers\u00e1rio). \u201c<strong>Unfaithful<\/strong>\u201d foi a base sobre a qual <strong>Mandler<\/strong> e <strong>Rihanna<\/strong> passaram a construir conceitos cada vez mais cinematogr\u00e1ficos \u2014 o que fariam ao longo de seis anos e 17 videoclipes.<\/p>\n<p>\u201cCom o tempo, ela foi desenvolvendo uma confian\u00e7a muito distinta quando se tratava de visuais\u201d, conta Mandler \u00e0 <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em>, em entrevista por Zoom, direto de Los Angeles. \u201cEla passou a entender as lentes. Passou a entender a linguagem do cinema de formas que n\u00e3o entendia no come\u00e7o. Isso mudou a maneira como ela trabalhava com as pessoas, inclusive comigo.\u201d Sempre havia um desejo constante de ir al\u00e9m. \u201c<strong>Disturbia<\/strong>\u201d mergulhou no g\u00eanero de terror, transmitindo uma intensa sensa\u00e7\u00e3o de claustrofobia e perigo por meio de enquadramentos cuidadosamente planejados. \u201c<strong>Russian Roulette<\/strong>\u201d elevou a tens\u00e3o com uma arma carregada, e, mais tarde, \u201c<strong>Man Down<\/strong>\u201d gerou controv\u00e9rsia quando <strong>Rihanna<\/strong> puxou o gatilho.<\/p>\n<p>\u201cUma das coisas mais incr\u00edveis de trabalhar com algu\u00e9m ao longo de todos esses anos e de todos esses projetos\u201d, diz <strong>Mandler<\/strong>, \u201c\u00e9 ver como essa pessoa cresce durante os anos formativos, dos 17 aos 30, e tamb\u00e9m acompanhar como o gosto musical muda, como a vida pessoal muda.\u201d Alguns videoclipes s\u00e3o mais memor\u00e1veis \u2014 e mais arriscados \u2014 que outros, geralmente aqueles que definem carreiras, como \u201c<strong>Only Girl (In the World)<\/strong>\u201d ou \u201c<strong>Diamonds<\/strong>\u201d. Mas, segundo <strong>Mandler<\/strong>, \u201cos v\u00eddeos que realmente se destacam s\u00e3o aqueles em que a gente basicamente disse: \u2018F*da-se, vamos com tudo\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Ele completa: \u201cNunca penso \u2018vamos trazer a antiga Rihanna de volta\u2019. A gente sempre pensa: \u2018Vamos continuar lapidando essa nova vers\u00e3o desse diamante\u2019.\u201d <strong>Mandler<\/strong> acredita que, se um dia <strong>Rihanna<\/strong> decidir voltar para a cena pop, ela teria capacidade de dirigir seus pr\u00f3prios videoclipes, mesmo que isso fizesse de \u201c<strong>Diamonds<\/strong>\u201d a \u00faltima entrada no cat\u00e1logo que constru\u00edram juntos.<\/p>\n<p>Em homenagem ao 20\u00ba anivers\u00e1rio do \u00e1lbum de estreia da superstar, o diretor relembrou os bastidores de oito de suas colabora\u00e7\u00f5es mais ic\u00f4nicas. \u201c<strong>Rihanna<\/strong> foi certamente a pessoa mais importante daquela fase da minha carreira e dessa jornada\u201d, afirma <strong>Mandler<\/strong>. \u201cAmo o trabalho que fizemos, a forma como ela me permitiu ser, de certa maneira, o guardi\u00e3o e curador da imagem dela, e seu parceiro em levar as coisas para o pr\u00f3ximo n\u00edvel. Isso \u00e9 raro de encontrar, e espero que os videoclipes fa\u00e7am um retorno, porque sinto que est\u00e3o sendo deixados de lado agora. Espero que eles voltem.\u201d<\/p>\n<h2>\u201cUnfaithful\u201d (2006)<\/h2>\n<p>\u201cUnfaithful\u201d, conta Mandler, come\u00e7ou com um telefonema de Jay-Z. \u201cAcabamos de assinar com essa garota, Rihanna\u201d, o diretor lembra de ouvir o fundador da Roc Nation dizer. \u201cEla \u00e9 incr\u00edvel. Preciso que voc\u00ea fa\u00e7a esse clipe porque estamos tentando posicion\u00e1-la no caminho certo. Precisamos de algo realmente cinematogr\u00e1fico e dram\u00e1tico que capture quem ela \u00e9.\u201d Tendo passado recentemente por um t\u00e9rmino, Mandler se sentiu atra\u00eddo pela narrativa emocional de amor e trai\u00e7\u00e3o que o single do \u00e1lbum A Girl Like Me trazia. \u201cA forma como a m\u00fasica \u00e9 interpretada e a dor na voz\u2026 parecia que algu\u00e9m j\u00e1 tinha vivido muitas vidas\u201d, diz ele. \u201cQuando constru\u00ed essa hist\u00f3ria de amor entre ela e o cara, era mais sofisticada do que algu\u00e9m da idade dela normalmente entenderia. A maioria das garotas nessa fase fala de um amor jovem e fofo. Mas aqui, era um amor tumultuado.\u201d<\/p>\n<p>O clipe foi gravado em Nova York, usando um teatro off-Broadway como ponto de encontro para Rihanna \u2014 que tinha apenas 18 anos na \u00e9poca \u2014 e o homem com quem sua personagem vivia um caso fict\u00edcio. Mandler a dirigiu da mesma forma que dirigiria uma atriz. \u201cEstava nos movimentos do corpo dela, nas pontas dos dedos, na maneira como desviava o olhar\u201d, lembra. \u201cFoi a primeira grava\u00e7\u00e3o em que soubemos que poder\u00edamos fazer algo incr\u00edvel aqui. Eu e ela nos conectamos porque eu a vi como ela realmente era \u2014 e acho que muita gente n\u00e3o via.\u201d<\/p>\n<p>Rihanna tamb\u00e9m queria carregar um peda\u00e7o de casa com ela, enquanto sua carreira decolava, e desenhou a bandeira de Barbados na parede do teatro. Ela disse a Mandler: \u201cVou fazer isso em todos os v\u00eddeos, em tudo o que fizer.\u201d A tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o durou, mas a parceria criativa, sim. \u201cNo momento em que a m\u00fasica come\u00e7ou a tocar\u201d, acrescenta o diretor, \u201ceu e ela simplesmente tivemos uma conex\u00e3o incr\u00edvel.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 124px !important;\" width=\"62\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-685673\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Unfaithful&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cDisturbia\u201d (2008)<\/h2>\n<p>Um dia antes de Rihanna filmar \u201cDisturbia\u201d em Los Angeles, ela levou Mandler para almo\u00e7ar. \u201cSentamos e ela disse: \u2018N\u00e3o est\u00e1 longe o suficiente\u2019\u201d, lembra o diretor. Refazer o conceito do clipe na \u00faltima hora n\u00e3o era o ideal, mas a cantora tinha uma vis\u00e3o clara. \u201c\u2018Vou pintar minhas unhas de preto\u2019, ela disse. \u2018Vou usar uma maquiagem no estilo Blade Runner. Meu cabelo vai ser assim.\u2019\u201d<\/p>\n<p>Mandler tamb\u00e9m tinha suas pr\u00f3prias refer\u00eancias: videoclipes do Nine Inch Nails, o trabalho sombrio do fot\u00f3grafo Joel-Peter Witkin e temas macabros \u2014 mas tudo filtrado por um equil\u00edbrio entre beleza e perigo. \u201cParecia um circo de aberra\u00e7\u00f5es, de certo modo, e ela era o centro de tudo\u201d, diz o diretor. \u201cFoi um grande passo para algu\u00e9m como ela aceitar esse tipo de posi\u00e7\u00e3o, assumir: \u2018Eu n\u00e3o sou a garota da porta ao lado\u2019.\u201d O resultado foi tudo o que imaginaram e mais \u2014 evocativo, distinto, sombrio.<\/p>\n<p>Quando o clipe ficou pronto, veio outra liga\u00e7\u00e3o. Dessa vez, da Def Jam. \u201cN\u00e3o vamos lan\u00e7ar isso. Est\u00e1 indo longe demais. Isso vai arruinar a carreira dela\u201d, Mandler lembra de ouvir. \u201cIsso gerou uma grande discuss\u00e3o sobre de quem era a decis\u00e3o final.\u201d Este j\u00e1 era o quinto v\u00eddeo que ele dirigia para Rihanna, e tinha visto como ela vinha se preparando para chegar at\u00e9 esse ponto. \u201cEla queria alcan\u00e7ar esse momento h\u00e1 anos, e finalmente tinha a m\u00fasica e a oportunidade para isso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para convenc\u00ea-la de que estavam no caminho certo, Mandler mostrou a Rihanna alguns dos videoclipes mais ic\u00f4nicos de Madonna, para demonstrar \u201co quanto ela estava \u00e0 frente de seu tempo e como continuava empurrando os limites\u201d. Rihanna sentia que estava pronta para dar o pr\u00f3ximo passo visual na carreira \u2014 mesmo que tivesse que pagar pelo clipe do pr\u00f3prio bolso e que n\u00e3o houvesse mais volta. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode ir t\u00e3o longe e depois recuar\u201d, completa o diretor.<\/p>\n<p>\u201cFoi um per\u00edodo muito intenso, 24 horas insanas\u201d, relembra Mandler. \u201cSe bem me lembro, ela simplesmente apertou o bot\u00e3o e enviou. Ela assumiu o comando naquele momento. Eu apostei com a gravadora que esse seria o maior clipe da carreira dela. E, em menos de um dia, superou todos os outros.\u201d<\/p>\n<p>A faixa fez parte de Good Girl Gone Bad: Reloaded, vers\u00e3o estendida do terceiro \u00e1lbum de Rihanna, que consolidou sua posi\u00e7\u00e3o como uma for\u00e7a imbat\u00edvel do pop. \u201cVoc\u00ea precisa estar disposto a canibalizar quem voc\u00ea \u00e9 para se manter \u00e0 frente, sen\u00e3o vai ser substitu\u00eddo por outra pessoa\u201d, diz Mandler. \u201cDividimos o cr\u00e9dito de dire\u00e7\u00e3o porque ela se envolveu muito mais do que em qualquer outro v\u00eddeo. Ela assumiu a cria\u00e7\u00e3o de forma in\u00e9dita, porque acho que sabia que aquele era o momento em que iria mudar o rumo da pr\u00f3pria carreira.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de \" disturbia=\"\" reproducao=\"\" height=\"328\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/rihanna-no-clipe-de-disturbia-foto-reproducaoyoutube.jpg\" width=\"773\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 124px !important;\" width=\"57\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-157823\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Disturbia&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cRehab\u201d (2008)<\/h2>\n<p>Justin Timberlake n\u00e3o \u00e9 creditado oficialmente como artista convidado no single \u201cRehab\u201d, do \u00e1lbum Good Girl Gone Bad, mas recebeu um cr\u00e9dito pelo videoclipe. Ele co-escreveu e produziu a faixa ao lado de Timbaland e Hannon Lane, e depois se juntou a Rihanna no deserto para a grava\u00e7\u00e3o. \u201cEra estranhamente futurista e dist\u00f3pico\u201d, lembra Mandler. Suas refer\u00eancias, no entanto, eram mais cl\u00e1ssicas, buscando refletir o poder estelar da dupla. \u201cNos inspiramos em Marilyn Monroe e Joe DiMaggio, esses casais hist\u00f3ricos que, juntos, eram \u2018um mais um igual a dez\u2019\u201d, diz o diretor. Ele tamb\u00e9m se inspirou na confian\u00e7a marcante de Sharon Stone e Grace Jones.<\/p>\n<p>\u201cJ\u00e1 t\u00ednhamos passado por tudo com o Chris [Brown] naquele momento\u201d, acrescenta Mandler. \u201cEla estava no controle da pr\u00f3pria sexualidade e do empoderamento feminino \u2014 n\u00e3o precisava for\u00e7ar nada. Ela podia pegar um homem e us\u00e1-lo como um acess\u00f3rio, empurr\u00e1-lo, jog\u00e1-lo sobre um carro. Ela era a alfa. E foi divertido trabalhar isso.\u201d Timberlake ainda surfava o auge do sucesso do \u00e1lbum FutureSex\/LoveSounds quando \u201cRehab\u201d foi lan\u00e7ado. \u201cJustin estava no topo naquele momento, era uma estrela gigantesca\u201d, lembra Mandler. \u201cExplorar a sexualidade dele, sua confian\u00e7a e masculinidade, e depois ver os dois interagindo \u2014 porque ambos s\u00e3o alfas, mas existe uma dan\u00e7a bonita entre eles \u2014 voc\u00ea consegue sentir a tens\u00e3o no ar.\u201d<\/p>\n<p>Parte desse clima quente tamb\u00e9m vinha do fato de Timberlake estar vestido com roupas de motoqueiro no deserto, enquanto Rihanna trocava entre cinco figurinos diferentes. Mas Mandler ressalta que a fric\u00e7\u00e3o evidente vinha, na verdade, da pr\u00f3pria m\u00fasica: \u201cVoc\u00ea sente que aconteceu algo traum\u00e1tico entre aquelas duas pessoas. H\u00e1 tens\u00e3o na forma como eles interagem, mas n\u00e3o \u00e9 uma briga expl\u00edcita. \u00c9 subversivo.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de \" rehab=\"\" reproducao=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/rihanna-no-clipe-de-rehab-foto-reproducaoyoutube.jpg\" width=\"773\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 124px !important;\" width=\"40\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-901591\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Rehab&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cRussian Roulette\u201d (2009)<\/h2>\n<p>Para Mandler, \u201cRussian Roulette\u201d \u00e9 \u201cum dos trabalhos mais subestimados\u201d da videografia de Rihanna. Ela j\u00e1 havia lan\u00e7ado baladas como singles antes, como \u201cTake a Bow\u201d e \u201cHate That I Love You\u201d \u2014 cujos clipes tamb\u00e9m foram dirigidos por ele. Mas, como primeiro single do \u00e1lbum Rated R, esse tinha uma atmosfera muito mais tensa e sombria. \u201c\u00c9 como um estranho hospital-pris\u00e3o psiqui\u00e1trico e esse jogo de roleta-russa \u2014 amor, perdas e os riscos emocionais que voc\u00ea assume com algu\u00e9m\u201d, explica Mandler. \u201cA forma como a m\u00fasica foi constru\u00edda\u2026 voc\u00ea ouve o tambor do rev\u00f3lver girando e consegue escutar a bala entrando na arma.\u201d<\/p>\n<p>Suas refer\u00eancias visuais inclu\u00edam o film noir, al\u00e9m de elementos do cinema russo e do cinema alem\u00e3o expressionista. \u201cEu sempre tentava enfatizar a for\u00e7a dela como atriz, sua capacidade de transmitir emo\u00e7\u00f5es complexas\u201d, diz o diretor.<\/p>\n<p>Contracenando com Rihanna est\u00e1 Jesse Williams, que havia acabado de entrar em Grey\u2019s Anatomy como o Dr. Jackson Avery. \u201cEle era muito novo. Um cara lindo, equilibrado, inteligente\u201d, lembra Mandler. \u201cAssistir aos dois passando a arma de um para o outro criava uma tens\u00e3o incr\u00edvel.\u201d Enquanto isso, Rihanna narra a cena sombria, cantando:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>\u201cReze por si mesma \/ Ele diz, feche os olhos, \u00e0s vezes isso ajuda \/ E ent\u00e3o eu tenho um pensamento assustador \/ Que ele estar aqui significa que ele nunca perdeu.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>A m\u00fasica deu a Mandler o cen\u00e1rio perfeito para expandir a narrativa. No clipe, vemos Rihanna enfrentando um carro que corre em sua dire\u00e7\u00e3o, e mais tarde sangrando debaixo d\u2019\u00e1gua quando \u00e9 atingida por uma bala. \u201cMinha linguagem, em tudo o que fa\u00e7o, sempre foi construir personagens e hist\u00f3rias\u201d, afirma o diretor. \u201cE quando voc\u00ea tem m\u00fasicas t\u00e3o poderosas para trabalhar, isso te d\u00e1 muita liberdade para arriscar.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de \" russian=\"\" roulette=\"\" reproducao=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/rihanna-no-clipe-de-russian-roulette-foto-reproducaoyoutube.jpg\" width=\"773\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 124px !important;\" width=\"102\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-111363\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Russian Roulette&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cTe Amo\u201d (2010)<\/h2>\n<p>Quando \u201cTe Amo\u201d foi lan\u00e7ado como o \u00faltimo single de Rated R, Rihanna j\u00e1 havia alcan\u00e7ado um novo patamar de estrelato, ultrapassando os limites do pop tradicional. O \u00e1lbum teve seis singles \u2014 incluindo \u201cHard\u201d, \u201cWait Your Turn\u201d, \u201cRude Boy\u201d e \u201cRockstar 101\u201d \u2014 quase metade do disco. Rihanna extraiu tudo o que podia de Rated R, ent\u00e3o fazia sentido que tudo terminasse com uma nota de drama g\u00f3tico. \u201cA m\u00fasica era muito sensual e pedia para ser essa linda hist\u00f3ria de amor\u201d, diz Mandler. \u201cTe Amo\u201d conta uma narrativa de amor n\u00e3o correspondido entre Rihanna e outra mulher, interpretada no clipe pela modelo Latisha Costa. \u201cHavia uma atra\u00e7\u00e3o natural e uma tens\u00e3o evidente entre elas\u201d, acrescenta o diretor. \u201cQuando voc\u00ea come\u00e7a a passar mais tempo na Europa, come\u00e7a a entender melhor a defini\u00e7\u00e3o de sexualidade por l\u00e1. Voc\u00ea percebe que existe uma perspectiva diferente sobre como as pessoas processam seus sentimentos.\u201d<\/p>\n<p>O clipe de \u201cTe Amo\u201d foi filmado em um castelo-ch\u00e2teau na Fran\u00e7a, com fuma\u00e7a extra injetada no ambiente para criar uma atmosfera de surrealismo rom\u00e2ntico. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o esquecia que era uma hist\u00f3ria de amor entre duas mulheres, mas isso trazia uma camada art\u00edstica que permitia enxergar a beleza da rela\u00e7\u00e3o, que era o que quer\u00edamos\u201d, explica Mandler. \u201cN\u00e3o era uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. N\u00e3o havia a ideia de: \u2018Isso vai gerar muita publicidade, isso vai ser bom pra gente\u2019. Foi muito natural \u2014 era o que ela sentia vontade de fazer naquele momento.\u201d<\/p>\n<p>Ele compara as cenas de sedu\u00e7\u00e3o entre Rihanna e Costa a marcas ic\u00f4nicas deixadas na cultura pop por artistas como Madonna. \u201cFoi tudo muito honesto, e acho que n\u00e3o havia nenhuma tentativa de provocar ou chamar aten\u00e7\u00e3o\u201d, diz Mandler. \u201cAlguns artistas fazem isso para gerar pol\u00eamica, mas n\u00e3o acho que tenha sido o caso aqui.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de \" te=\"\" amo=\"\" reproducao=\"\" height=\"490\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/rihanna-no-clipe-de-te-amo-foto-reproducaoyoutube.jpg\" width=\"736\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-27440\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Te Amo&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cOnly Girl (In the World)\u201d (2010)<\/h2>\n<p>Com o \u00e1lbum Loud, Rihanna deixou a escurid\u00e3o de Rated R para tr\u00e1s e abra\u00e7ou a luz. \u201cOnly Girl (In the World)\u201d marcou o in\u00edcio de uma das eras mais reconhec\u00edveis da hist\u00f3ria do pop, com um impactante tom de vermelho. \u201cFoi meio que um retorno \u00e0 feminilidade e \u00e0 leveza dela, de certa forma\u201d, explica Mandler. \u201cH\u00e1 algo de muito juvenil nesse clipe, mas feito agora atrav\u00e9s da lente de \u2018Disturbia\u2019 e \u2018Russian Roulette\u2019.\u201d<\/p>\n<p>Seguindo o conceito do \u00e1lbum, Rihanna \u00e9 a \u00fanica pessoa presente no clipe, dan\u00e7ando com confian\u00e7a por paisagens vastas e saturadas, com uma energia livre e despreocupada. \u201cQuer\u00edamos trazer uma sensa\u00e7\u00e3o de feminilidade e divers\u00e3o, mas ainda passando pelo filtro Rihanna\u201d, diz o diretor. \u201c\u00c9 da\u00ed que v\u00eam aquelas imagens editoriais, surreais e esteticamente fortes. Colorimos quadro a quadro para tornar a paisagem vermelha e criar a sensa\u00e7\u00e3o de um sonho pop exagerado.\u201d<\/p>\n<p>O maior desafio foi manter o cabelo vermelho ic\u00f4nico de Rihanna em segredo durante as filmagens. \u201cNingu\u00e9m podia saber sobre o cabelo novo, e foi muito dif\u00edcil porque os paparazzi a seguiam o tempo todo\u201d, lembra Mandler. O clipe foi gravado em um local privado perto de Los Angeles, e Rihanna era transportada em uma van escura para evitar flagras. \u201cNa noite em que lan\u00e7amos o clipe, pensei: quem tiver comprado o estoque de tinta vermelha na CVS vai ficar rico, porque voc\u00ea vai ver milhares de adolescentes tingindo o cabelo \u2014 e foi exatamente o que aconteceu\u201d, conta o diretor.<\/p>\n<p>\u201cEla \u00e9 brilhante em mudar de fase. Todo mundo j\u00e1 tinha copiado o corte curto de Disturbia, o couro, a est\u00e9tica do disco e feito disso um estilo pr\u00f3prio. Para ela, era como: \u2018Ok, e agora, como eu mudo isso de novo? Como sigo por outro caminho?\u2019 A \u2018California girl de Coachella\u2019, mas vista atrav\u00e9s da lente da Rihanna, foi simplesmente genial.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de \" only=\"\" girl=\"\" the=\"\" world=\"\" reproducao=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/rihanna-no-clipe-de-only-girl-in-the-world-foto-reproducaoyoutube.jpg\" width=\"773\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 70px !important;\" width=\"311\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-606444\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Only Girl (In the World)&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cMan Down\u201d (2011)<\/h2>\n<p>Rihanna e Mandler viajaram para a Jamaica para gravar o clipe de \u201cMan Down\u201d, um v\u00eddeo impactante e perturbador que come\u00e7a com o disparo de uma arma. \u201cEu escrevi o conceito pela perspectiva de uma mulher que foi atacada e abusada, e que busca vingan\u00e7a\u201d, explica o diretor. A cena de abertura mostra Rihanna atirando em um homem no meio de uma esta\u00e7\u00e3o de trem, com l\u00e1grimas nos olhos. \u201cVoc\u00ea come\u00e7a assistindo ela cometer esse ato, mas depois recome\u00e7a a narrativa, mostrando sua inoc\u00eancia e a perda dessa inoc\u00eancia\u201d, acrescenta. \u201cA pior coisa que se pode fazer \u00e9 tirar isso de algu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>Antes, ela era apresentada como uma garota tranquila, quase \u201ca menina da porta ao lado\u201d, mas, ap\u00f3s ser seguida por um homem na sa\u00edda de uma festa e violentada em um beco escuro, sua personagem se volta para a viol\u00eancia. \u201cNever thought I\u2019d do it \/ Whatever happened to me?\u201d (\u201cNunca pensei que faria isso \/ O que aconteceu comigo?\u201d), canta Rihanna.<\/p>\n<p>\u201cFoi um clipe poderoso, e a m\u00fasica pedia coragem para fazer isso\u201d, diz Mandler. \u201cCom tudo o que Rihanna tinha vivido com o Chris [Brown], essa era uma can\u00e7\u00e3o profundamente dolorosa. Quer\u00edamos ver at\u00e9 onde poder\u00edamos ir, testar os limites de novo.\u201d Houve resist\u00eancia interna, semelhante ao que aconteceu com \u201cDisturbia\u201d, mas essa era uma situa\u00e7\u00e3o diferente. Grupos como Mothers Against Violence e o Parents Television Council chegaram a pedir que o clipe fosse banido, mas a BET se recusou a retir\u00e1-lo da programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cPareceu pol\u00eamico porque era a mulher \u2014 e n\u00e3o o homem \u2014 quem estava buscando vingan\u00e7a\u201d, explica Mandler. \u201cSe fosse o irm\u00e3o dela que tivesse feito isso, diriam: \u2018Ok, justi\u00e7a das ruas, tudo bem\u2019. Mas, porque foi ela, gerou essa enorme controv\u00e9rsia. Parte disso tem a ver com o desconforto de ver mulheres se sentindo \u00e0 vontade para se defender.\u201d<\/p>\n<p>Durante toda a rea\u00e7\u00e3o negativa, Mandler bateu o p\u00e9 sobre a import\u00e2ncia do contexto na hist\u00f3ria. \u201cEsse era o ponto do v\u00eddeo \u2014 n\u00e3o que ela atirou no homem, mas o motivo: ele a atacou e provavelmente mereceu o que aconteceu com ele\u201d, diz. \u201cMuitas pessoas n\u00e3o dizem nada e precisam carregar esse trauma em sil\u00eancio. Quer\u00edamos falar sobre isso.\u201d<\/p>\n<p>O diretor acredita que o legado da m\u00fasica e do clipe est\u00e1 justamente no seu potencial de \u201cinspirar as pessoas a falar e n\u00e3o se calar\u201d. Apesar das cr\u00edticas, ele explica: \u201cN\u00e3o \u00e9 um incentivo para que garotas saiam por a\u00ed pegando armas e atirando nas pessoas \u2014 \u00e9 uma met\u00e1fora sobre recuperar o seu poder.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de \" man=\"\" down=\"\" reproducao=\"\" height=\"326\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/rihanna-no-clipe-de-man-down-foto-reproducaoyoutube.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-658233\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8220;Man Down&#8221; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h2>\u201cDiamonds\u201d (2012)<\/h2>\n<p>Depois de seis anos de colabora\u00e7\u00e3o, Rihanna e Mandler chegaram a \u201cDiamonds\u201d, o primeiro single do \u00e1lbum Unapologetic, o s\u00e9timo da cantora. \u201cN\u00f3s nos entend\u00edamos muito bem, e ela tinha um controle t\u00e3o grande sobre a pr\u00f3pria arte e sobre si mesma que eu podia ser muito mais art\u00edstico com ela\u201d, conta o diretor. Eles j\u00e1 haviam experimentado de tudo juntos, mas a m\u00fasica, por si s\u00f3, era um lan\u00e7amento que marcaria a carreira.<\/p>\n<p>No v\u00eddeo, Mandler trabalhou com v\u00e1rias analogias para o amor. \u201cOs dois cavalos s\u00e3o amantes na forma como interagem; a \u00e9gua, que se levanta, representa poder\u201d, explica. \u201cO quarto destru\u00eddo que vai se recompondo aos poucos\u2026 cada imagem era uma met\u00e1fora sobre o amor, que \u00e9 essa rela\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre beleza e caos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cDiamonds\u201d tamb\u00e9m marcou a \u00faltima colabora\u00e7\u00e3o da dupla. Eles n\u00e3o trabalhavam juntos h\u00e1 um tempo, e houve complica\u00e7\u00f5es de agenda que quase fizeram Rihanna perder a ic\u00f4nica cena ao p\u00f4r do sol, mas conseguiram encaixar tudo. Hoje, o clipe continua sendo o mais assistido da carreira da cantora, com mais de 2,4 bilh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es no YouTube.<\/p>\n<p>\u201cEra o controle que ela tinha sobre a pr\u00f3pria voz e a tens\u00e3o que transmitia ao cantar\u201d, diz Mandler. \u201cNingu\u00e9m poderia ter feito aquilo al\u00e9m da Rihanna. N\u00e3o teria a mesma profundidade, nem a mesma resson\u00e2ncia. Fazer clipes com planos longos, momentos simples, mas t\u00e3o carregados de significado\u2026 s\u00f3 ela poderia fazer isso. Foi a culmina\u00e7\u00e3o de todos aqueles anos, como se estiv\u00e9ssemos nos preparando para esse momento.\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Rihanna no clipe de 'Diamonds' (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/fda-se-vamos-com-tudo-as-historias-por-tras-dos-maiores-clipes-de-rihanna-foto-reproducao-youtube.jpg\" width=\"773\"\/><canvas class=\"lt-highlighter__canvas\" height=\"16\" style=\"display: none; top: 0px !important; left: 122px !important;\" width=\"63\"\/><figcaption data-gramm=\"false\" data-lt-tmp-id=\"lt-878292\" spellcheck=\"false\">Rihanna no clipe de &#8216;Diamonds&#8217; (Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/YouTube)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: O \u00fanico disco de Rihanna que n\u00e3o deixa a cantora com vergonha<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/fda-se-vamos-com-tudo-as-historias-por-tras-dos-maiores-clipes-de-rihanna\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dia, em 2006, Anthony Mandler recebeu uma liga\u00e7\u00e3o de Jay-Z sobre uma artista pop em ascens\u00e3o que precisava de um videoclipe marcante para consolidar seu sucesso. A artista era Rihanna, e o clipe era para a m\u00fasica \u201cUnfaithful\u201d, uma inesperada e arrependida narrativa sobre infidelidade e inoc\u00eancia. 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