{"id":41734,"date":"2025-09-04T00:21:14","date_gmt":"2025-09-04T03:21:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/queremos-que-as-pessoas-se-conectem-com-nossas-ideias\/"},"modified":"2025-09-04T00:21:14","modified_gmt":"2025-09-04T03:21:14","slug":"queremos-que-as-pessoas-se-conectem-com-nossas-ideias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/queremos-que-as-pessoas-se-conectem-com-nossas-ideias\/","title":{"rendered":"&#8216;Queremos que as pessoas se conectem com nossas ideias&#8217;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Quando tr\u00eas jovens de Feira de Santana se juntaram em 2016 para criar m\u00fasica, talvez n\u00e3o imaginassem que anos depois estariam rodando o interior paulista em um circuito que os colocaria frente a frente com realidades musicais completamente diferentes da sua. O <strong>Iorigun<\/strong> \u2014 <strong>Iuri<\/strong> (vocal e guitarra), <strong>Moys\u00e9s<\/strong> (baixo) e <strong>Leonel<\/strong>\u00a0(bateria) e <strong>Diego<\/strong> (guitarra) \u2014 representa uma nova gera\u00e7\u00e3o de bandas baianas que busca expandir os horizontes do rock regional, enfrentando os desafios de uma cena que, apesar de rica, ainda luta por visibilidade.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Os primeiros acordes de uma amizade musical<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A hist\u00f3ria do <strong>Iorigun<\/strong> come\u00e7ou de forma quase casual. <strong>Iuri<\/strong> frequentava um est\u00fadio para gravar com outra banda quando conheceu <strong>Moys\u00e9s<\/strong>. &#8220;Esse meu amigo me ligou e falou: &#8216;Velho, tem um moleque aqui que voc\u00ea tem que conhecer, que ele \u00e9 bom pra caralho, ele gosta das coisas que voc\u00ea gosta'&#8221;, conta <strong>Moys\u00e9s<\/strong>. &#8220;Pouca gente ouvia <strong>Kings of Leon<\/strong> em Feira de Santana na \u00e9poca&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O que come\u00e7ou com uma carona ao som de <strong>Kings of Leon<\/strong> logo se transformou em parceria musical. &#8220;No outro dia de noite a gente pegou uma m\u00fasica do <strong>Homeshake<\/strong>, a\u00ed eu mandei o baixo pra ele, ele fez as guitarras, e a\u00ed a gente ficou gravando&#8221;, relembra <strong>Moys\u00e9s<\/strong> sobre os primeiros momentos da dupla.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">As primeiras demos eram produzidas de forma prec\u00e1ria, mas cheia de criatividade. &#8220;Ele gravava os viol\u00f5es no celular, pegava o \u00e1udio, jogava no computador, metia efeito de distor\u00e7\u00e3o e fazia as guitarras com isso&#8221;, diverte-se <strong>Moys\u00e9s<\/strong> ao lembrar do processo inicial. &#8220;E gravava o microfone com o microfone do notebook&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Leo<\/strong>\u00a0completou a forma\u00e7\u00e3o em 2017, trazendo sua bagagem t\u00e9cnica e transformando o duo em trio. &#8220;Quando foi que virou uma m\u00fasica do <strong>Iorigun<\/strong>? Quando a gente chega l\u00e1 sexta-feira de noite, s\u00e1bado e domingo, senta e bora fazer tal m\u00fasica&#8221;, explica <strong>Iuri<\/strong> sobre o processo colaborativo que define a identidade da banda. Atualmente <strong>Diego<\/strong>, guitarrista, completa o grupo.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Rock baiano: tradi\u00e7\u00e3o e desafios contempor\u00e2neos<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Fazer rock na Bahia carrega suas particularidades. &#8220;Tem esse estigma de ser a terra do ax\u00e9&#8221;, pontua <strong>Moys\u00e9s<\/strong>, e <strong>Diego<\/strong> completa &#8220;mas o rock baiano \u00e9 contempor\u00e2neo aos outros movimentos do Brasil. A gente teve <strong>Raul Seixas<\/strong>, <strong>Camisa de V\u00eanus<\/strong>, <strong>Cascadura<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O desafio, segundo eles, n\u00e3o \u00e9 a falta de tradi\u00e7\u00e3o, mas quest\u00f5es estruturais. &#8220;Salvador n\u00e3o \u00e9 uma capital que normalmente esperar\u00edamos que fosse um polo de rock no Nordeste&#8221;, analisa <strong>Leonel<\/strong>. &#8220;\u00c9 uma cidade que fica muito distante das outras capitais. Os custos para fazer uma turn\u00ea s\u00e3o invi\u00e1veis para bandas que est\u00e3o no come\u00e7o&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Para <strong>Iuri<\/strong>, o p\u00fablico tamb\u00e9m \u00e9 um fator: &#8220;Enquanto ouvinte de m\u00fasica, eu sentia muita falta de rol\u00eas na cidade. De rol\u00eas alternativos, de bandas&#8221;. A regi\u00e3o consome mais sertanejo, forr\u00f3, piseiro, arrocha&#8230; o que dificulta ter esse &#8220;p\u00fablico alternativo&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">A revolu\u00e7\u00e3o digital: entre a necessidade e a resist\u00eancia<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A conversa inevitavelmente chegou \u00e0s redes sociais, territ\u00f3rio obrigat\u00f3rio, mas nem sempre confort\u00e1vel para m\u00fasicos. &#8220;Para al\u00e9m de m\u00fasico, tem que ser artista tamb\u00e9m&#8221;, filosofa <strong>Samara<\/strong>, produtora da banda. &#8220;A pessoa precisa se conectar para al\u00e9m da m\u00fasica&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Iuri<\/strong> admite a dificuldade inicial: &#8220;Eu n\u00e3o uso rede social na minha vida pessoal. Ent\u00e3o eu n\u00e3o tenho uma rela\u00e7\u00e3o&#8230; Mas se a gente n\u00e3o fizer, n\u00e3o espalha da forma que hoje todo mundo est\u00e1 no <strong>TikTok<\/strong>, no <strong>Instagram<\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi a colabora\u00e7\u00e3o. Com a ajuda de um amigo jornalista, conseguiram desenvolver uma estrat\u00e9gia mais org\u00e2nica. &#8220;Voc\u00eas s\u00e3o carism\u00e1ticos, s\u00e3o engra\u00e7ados, s\u00e3o divertidos. Tem que mostrar isso&#8221;, aconselha <strong>Samara<\/strong>. &#8220;N\u00e3o adianta para a pessoa ver v\u00eddeo de show tocando. Ela quer ver voc\u00eas falando besteira, quer ver foto pendurada na \u00e1rvore&#8221;, brinca.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Evolu\u00e7\u00e3o sonora: liberdade criativa e experimenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O <strong>Iorigun<\/strong> passou por uma evolu\u00e7\u00e3o sonora significativa ao longo dos anos. No in\u00edcio, as refer\u00eancias eram mais r\u00edgidas. &#8220;No primeiro EP inteiro, eram s\u00f3 riffs&#8221;, lembra <strong>Leonel<\/strong>. &#8220;Tem m\u00fasica que a gente j\u00e1 gravava e falava: &#8216;N\u00e3o, n\u00e3o vamos gravar porque tem acordes'&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A maturidade musical trouxe liberdade criativa. &#8220;Fazemos o que a gente quiser&#8221;, celebra <strong>Iuri<\/strong>. &#8220;Tem coisa puxada para o eletr\u00f4nico, tem coisa que tem orquestra, tem v\u00e1rias coisas que j\u00e1 est\u00e3o na gaveta e que v\u00e3o trazer uma nova paleta&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Cada integrante traz suas influ\u00eancias distintas: uns no pop e indie, outro com ra\u00edzes no reggae e afrobeat e tamb\u00e9m classic rock e punk hardcore, mas tamb\u00e9m existe a admira\u00e7\u00e3o por gigantes do pop como <strong>Michael Jackson<\/strong> e <strong>Lady Gaga<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Sonhos e aspira\u00e7\u00f5es: do <em>Caldeir\u00e3o do Huck<\/em> aos covers de piseiro<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Quando perguntados sobre como gostariam de ser reconhecidos, as respostas revelam tanto ambi\u00e7\u00e3o quanto humildade po\u00e9tica. &#8220;A maior banda do Brasil&#8221;, responde <strong>Leo<\/strong> sem hesitar, arrancando risos.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Iuri<\/strong> tem uma vis\u00e3o mais introspectiva: &#8220;Quero que enxerguem minha parte criativa, as ideias que eu desenvolvo dentro da minha cabe\u00e7a, que tem milhares de vozes gritando. Que as pessoas se conectem com elas da forma que acharem melhor, porque a arte \u00e9 mais de todos do que de quem faz&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Moyses<\/strong>\u00a0expressa o desejo de qualidade t\u00e9cnica: &#8220;Quero ouvir o disco do <strong>Iorigun<\/strong> e gostar tanto quanto eu gosto dos discos do <strong>Radiohead<\/strong>. Que o som da gente chegue l\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Um sonho inusitado da banda \u00e9 ver suas m\u00fasicas ganharem vers\u00f5es em outros g\u00eaneros. &#8220;O sonho \u00e9 um cantor de piseiro fazer uma vers\u00e3o&#8221;, confessa um deles. &#8220;A gente fica imaginando uma parceria com<strong> Jo\u00e3o Gomes<\/strong>. Eu fico imitando ele cantando m\u00fasica nossa&#8221;. E claro, tem que sonhe com os grandes programas de TV e por que n\u00e3o o mundo?<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">A experi\u00eancia do circuito: crescimento e conex\u00f5es<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A participa\u00e7\u00e3o no <strong>Circuito Nova M\u00fasica<\/strong> representa um marco para a banda. &#8220;\u00c9 a primeira vez que a gente est\u00e1 fazendo. A primeira vez de qualquer coisa que a gente faz \u00e9 sempre importante&#8221;, reflete <strong>Diego<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A experi\u00eancia de tocar para p\u00fablicos que n\u00e3o conhecem suas m\u00fasicas trouxe aprendizados. &#8220;A gente tem ali um p\u00fablico fiel que sabe as m\u00fasicas, que canta e pula&#8221;, explica <strong>Iuri<\/strong> sobre os shows em sua regi\u00e3o. &#8220;Aqui \u00e9 completamente diferente. Ningu\u00e9m conhece teu som, a galera est\u00e1 querendo descobrir o que \u00e9 aquilo ali&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">O futuro: sonhos tang\u00edveis e intang\u00edveis<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O <strong>Iorigun<\/strong> segue navegando entre o sonho e a realidade pr\u00e1tica. &#8220;O que mais desafia para a gente \u00e9 porque n\u00e3o vivemos disso ainda&#8221;, admite <strong>Samara<\/strong>. &#8220;Quando n\u00e3o vive disso, tem que dar conta de outras coisas. O tempo que tem ali para se dedicar \u00e0 banda \u00e9 o que mais pega&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Iuri<\/strong> trabalha como psic\u00f3logo, <strong>Moys\u00e9s<\/strong> com design na seguran\u00e7a p\u00fablica da Bahia, <strong>Leo<\/strong>\u00a0com inform\u00e1tica e <strong>Diego<\/strong> na parte t\u00e9cnica de \u00e1udio &#8211; profiss\u00f5es que, segundo eles, enriquecem o processo criativo da banda.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Para o futuro, carregam tanto ambi\u00e7\u00f5es concretas quanto sonhos abstratos. &#8220;Eu quero fazer mais shows com as bandas que conhecemos aqui&#8221;, diz <strong>Diego<\/strong> sobre as conex\u00f5es criadas no circuito. &#8220;Tem muito desse lado que n\u00e3o \u00e9 tang\u00edvel, do que a gente sente ainda&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O <strong>Iorigun<\/strong> representa uma gera\u00e7\u00e3o de artistas que, mesmo enfrentando as dificuldades estruturais de fazer m\u00fasica autoral no interior do Brasil, persiste com criatividade, colabora\u00e7\u00e3o e, principalmente, com a certeza de que suas &#8220;milhares de vozes gritando&#8221; merecem ser ouvidas muito al\u00e9m das fronteiras de Feira de Santana.<\/p>\n<hr class=\"border-border-300 my-2\"\/>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><em>O Iorigun est\u00e1 dispon\u00edvel nas principais plataformas digitais e acabou de lan\u00e7ar o single <strong>&#8220;toda garota como eu =(=)&#8221;<\/strong>em parceria com <strong>Duquesa<\/strong>. A banda mant\u00e9m agenda de shows atualizada em suas redes sociais.<\/em><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: A viagem que uniu Dora Morelenbaum, Iorigun e Vera Fischer Era Clubber pelo interior de SP<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/iorigun-queremos-que-as-pessoas-se-conectem-com-nossas-ideias\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando tr\u00eas jovens de Feira de Santana se juntaram em 2016 para criar m\u00fasica, talvez n\u00e3o imaginassem que anos depois estariam rodando o interior paulista em um circuito que os colocaria frente a frente com realidades musicais completamente diferentes da sua. 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