{"id":41608,"date":"2025-09-03T12:51:21","date_gmt":"2025-09-03T15:51:21","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/politica-monetaria-global-amplia-incertezas-no-mercado-de-graos\/"},"modified":"2025-09-03T12:51:21","modified_gmt":"2025-09-03T15:51:21","slug":"politica-monetaria-global-amplia-incertezas-no-mercado-de-graos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/politica-monetaria-global-amplia-incertezas-no-mercado-de-graos\/","title":{"rendered":"pol\u00edtica monet\u00e1ria global amplia incertezas no mercado de gr\u00e3os"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico global continua condicionado pelas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria dos Estados Unidos. O Federal Reserve sinalizou a possibilidade de cortes de juros a partir de setembro, movimento que, segundo o mercado, pode impactar diretamente o fluxo cambial. A queda da taxa americana tende a fortalecer moedas emergentes, especialmente o real, diante da amplia\u00e7\u00e3o do diferencial de juros. O real vem registrando valoriza\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio do ano, tend\u00eancia que pode se intensificar nos pr\u00f3ximos meses, conforme a an\u00e1lise da Hedgepoint Global Markets.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, entretanto, fatores adicionais aumentam o n\u00edvel de risco. \u201cO processo eleitoral de 2026 j\u00e1 come\u00e7a a ser precificado, e historicamente, a aproxima\u00e7\u00e3o do calend\u00e1rio eleitoral tende a gerar maior volatilidade cambial, especialmente no \u00faltimo trimestre do ano anterior\u201d, destacou a Hedgepoint Global Markets em relat\u00f3rio. Al\u00e9m disso, as tens\u00f5es comerciais globais, marcadas por medidas protecionistas e retalia\u00e7\u00f5es entre Estados Unidos e China, seguem como fonte de incertezas para os fluxos internacionais de commodities.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nesse ambiente, o mercado de gr\u00e3os est\u00e1 sujeito n\u00e3o apenas a fundamentos agr\u00edcolas, mas tamb\u00e9m a vari\u00e1veis macroecon\u00f4micas. \u201cO mercado de gr\u00e3os opera sob forte influ\u00eancia n\u00e3o apenas de fundamentos agr\u00edcolas, mas tamb\u00e9m do ambiente macroecon\u00f4mico\u201d, afirmou Thais Italiani, gerente de Intelig\u00eancia de Mercado de Gr\u00e3os &amp; Oleaginosas da Hedgepoint Global Markets.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para o ciclo 2025\/26 do milho, a expectativa \u00e9 de oferta robusta. A produ\u00e7\u00e3o mundial deve crescer mais de 60 milh\u00f5es de toneladas em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior, impulsionada pelos Estados Unidos. A demanda, no entanto, tamb\u00e9m avan\u00e7a, sustentada pelo consumo para ra\u00e7\u00e3o e pelo aumento do uso industrial, principalmente destinado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol. O relat\u00f3rio ressalta que \u201cqualquer descompasso clim\u00e1tico na Am\u00e9rica do Sul ou aumento inesperado da demanda chinesa pode alterar o balan\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, a Hedgepoint revisou a safra total 2024\/25 para 138,2 milh\u00f5es de toneladas, acima da estimativa de junho e da proje\u00e7\u00e3o do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). \u201cNo pa\u00eds, o consumo interno em expans\u00e3o \u00e9 impulsionado pelo etanol de milho. Na temporada 2024\/25, cerca de 24 milh\u00f5es de toneladas devem ser destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol, e esse volume pode dobrar em poucos anos com a entrada de novas usinas\u201d, disse Luiz Roque, coordenador de Intelig\u00eancia de Mercado da consultoria.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A consultoria estima exporta\u00e7\u00f5es de 42 milh\u00f5es de toneladas, mas aponta risco de redu\u00e7\u00e3o, dada a competitividade do milho norte-americano. A comercializa\u00e7\u00e3o da segunda safra segue lenta, com 43% negociados, abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica de 50%, em um cen\u00e1rio de produtores que seguram parte do volume \u00e0 espera de pre\u00e7os melhores. No mercado interno, os pre\u00e7os em Campinas, na casa de R$ 64 a R$ 65 por saca, est\u00e3o pressionados pela ampla oferta. \u201cNo mercado internacional, o Brasil ter\u00e1 de competir tamb\u00e9m com a Argentina, que deve ampliar exporta\u00e7\u00f5es no pr\u00f3ximo ciclo\u201d, acrescentou Roque.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na China, os estoques finais s\u00e3o projetados em queda, reflexo de produ\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e consumo em alta. Apesar de margens baixas na suinocultura, o rebanho se mant\u00e9m elevado. O relat\u00f3rio destaca que, caso o governo chin\u00eas opte por recompor estoques estrat\u00e9gicos, h\u00e1 espa\u00e7o para importa\u00e7\u00f5es adicionais, como ocorreu em 2023\/24, quando o Brasil exportou mais de 20 milh\u00f5es de toneladas para o pa\u00eds. No curto prazo, no entanto, o milho norte-americano tende a se manter mais competitivo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nos Estados Unidos, o USDA surpreendeu o mercado ao projetar safra recorde de 425 milh\u00f5es de toneladas, a maior j\u00e1 registrada. Os estoques devem subir de 33 para 53 milh\u00f5es de toneladas, ampliando a press\u00e3o sobre os contratos na Bolsa de Chicago, que j\u00e1 operam pr\u00f3ximos a US$ 4,00 por bushel. Segundo o relat\u00f3rio, \u201co clima foi favor\u00e1vel durante todo o desenvolvimento da safra, com \u00edndices vegetativos acima da m\u00e9dia hist\u00f3rica e boas condi\u00e7\u00f5es para in\u00edcio da colheita\u201d. O risco apontado \u00e9 de poss\u00edveis revis\u00f5es de produtividade em setembro e outubro, que poderiam reduzir parcialmente a estimativa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Argentina, a produ\u00e7\u00e3o atual \u00e9 estimada em 50 milh\u00f5es de toneladas, com expectativa de aumento em 2025\/26, j\u00e1 que as margens do milho superam as da soja. A Hedgepoint observou que o c\u00e2mbio unificado pelo governo argentino reduziu distor\u00e7\u00f5es e incentivou a comercializa\u00e7\u00e3o antecipada, com cerca de 5% da nova safra j\u00e1 vendida. As exporta\u00e7\u00f5es devem crescer, competindo com o milho brasileiro, embora haja risco clim\u00e1tico. O NOAA projeta 60% de chance de La Ni\u00f1a ainda em 2025, o que pode provocar seca na Argentina e no Sul do Brasil.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Veja mais informa\u00e7\u00f5es sobre o clima em Agrotempo <\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para o trigo, o mercado global em 2025\/26 apresenta ampla oferta, puxada pela Uni\u00e3o Europeia e R\u00fassia, enquanto a Ucr\u00e2nia segue limitada pela guerra. Segundo a Hedgepoint, os estoques devem permanecer pr\u00f3ximos aos n\u00edveis de 2024\/25, sugerindo equil\u00edbrio, mas com press\u00e3o baixista. Nos Estados Unidos, a produ\u00e7\u00e3o deve ficar abaixo da safra passada, embora sustentada por boas produtividades. J\u00e1 na Uni\u00e3o Europeia, a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 estimada em 138 milh\u00f5es de toneladas, contra 122 milh\u00f5es no ciclo anterior, o que deve aumentar exporta\u00e7\u00f5es e reduzir importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Argentina, a produ\u00e7\u00e3o deve ficar pr\u00f3xima de 20 milh\u00f5es de toneladas, com exporta\u00e7\u00f5es em alta, enquanto no Brasil a \u00e1rea de trigo permanece limitada por margens pouco atrativas, especialmente no Sul, mantendo a depend\u00eancia de importa\u00e7\u00f5es argentinas. A Ucr\u00e2nia, por sua vez, deve registrar produ\u00e7\u00e3o entre 20 e 23 milh\u00f5es de toneladas, abaixo do n\u00edvel pr\u00e9-guerra. J\u00e1 a R\u00fassia amplia exporta\u00e7\u00f5es, beneficiada pela retirada quase total de impostos e por produtividades acima da m\u00e9dia, consolidando-se como principal exportador mundial.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/2025-2026--politica-monetaria-global-amplia-incertezas-no-mercado-de-graos_505594.html\">AGROLINK<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio macroecon\u00f4mico global continua condicionado pelas expectativas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica monet\u00e1ria dos Estados Unidos. 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