{"id":41478,"date":"2025-09-02T20:52:35","date_gmt":"2025-09-02T23:52:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/dookie-ou-american-idiot-o-melhor-disco-do-green-day-para-critico-da-rolling-stone\/"},"modified":"2025-09-02T20:52:35","modified_gmt":"2025-09-02T23:52:35","slug":"dookie-ou-american-idiot-o-melhor-disco-do-green-day-para-critico-da-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/dookie-ou-american-idiot-o-melhor-disco-do-green-day-para-critico-da-rolling-stone\/","title":{"rendered":"\u2018Dookie\u2019 ou \u2018American Idiot\u2019? O melhor disco do Green Day para cr\u00edtico da Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Formado em 1987 nos Estados Unidos, o <strong>Green Day<\/strong> construiu um longo cat\u00e1logo musical, com quatorze \u00e1lbuns de est\u00fadio lan\u00e7ados. Todavia, \u00e9 praticamente consenso entre os f\u00e3s que seus dois melhores trabalhos s\u00e3o <em><strong>Dookie<\/strong><\/em> (1994) e <em><strong>American Idiot<\/strong><\/em> (2004).<\/p>\n<p>Algum deles seria superior? Se sim, em que sentido? O jornalista e cr\u00edtico <strong>Igor Miranda<\/strong>, da <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, analisou ambas as obras para trazer um veredito \u2014 meramente opinativo e que, claro, muda conforme o gosto e a avalia\u00e7\u00e3o de cada pessoa.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Green Day &#8211; Foto: Matt Winkelmeyer \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<hr\/>\n<h3>A opini\u00e3o do cr\u00edtico<\/h3>\n<p>Antes de tudo, \u00e9 importante destacar que <em><strong>Dookie<\/strong><\/em> e <em><strong>American Idiot<\/strong><\/em> s\u00e3o registros bem distintos em est\u00e9tica, sonoridade e proposta. Mas h\u00e1 v\u00e1rios pontos em comum entre as duas obras-primas de <strong>Billie Joe Armstrong<\/strong> (voz e guitarra), <strong>Mike Dirnt<\/strong> (baixo) e <strong>Tr\u00e9 Cool<\/strong> (bateria). A saber:<\/p>\n<p><strong>1)<\/strong> Os n\u00fameros avassaladores de vendas, com <em><strong>Dookie<\/strong><\/em> acumulando 20 milh\u00f5es de c\u00f3pias comercializadas (e se destacando mais nos Estados Unidos) e <em><strong>American Idiot<\/strong><\/em>, 23 milh\u00f5es (com um impacto maior em \u00e2mbito global);<\/p>\n<p><strong>2)<\/strong> Uma concentra\u00e7\u00e3o dos maiores hits de toda a trajet\u00f3ria do grupo, com <strong>\u201cBasket Case\u201d<\/strong>, <strong>\u201cLongview\u201d<\/strong>, <strong>\u201cWhen I Come Around\u201d<\/strong> e <strong>\u201cWelcome to Paradise\u201d<\/strong> entre as representantes do disco de 1994 e <strong>\u201cAmerican Idiot\u201d<\/strong> (a m\u00fasica), <strong>\u201cBoulevard of Broken Dreams\u201d<\/strong>, <strong>\u201cHoliday\u201d<\/strong>, <strong>\u201cWake Me Up When September Ends\u201d<\/strong> e <strong>\u201cJesus of Suburbia\u201d<\/strong> presentes no \u00e1lbum de 2004;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"778\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/green-day-dookie-1994.jpg\" width=\"778\"\/><\/p>\n<p><strong>3)<\/strong> Ambi\u00e7\u00f5es claras de romper com o status quo do chamado \u201cpop punk\u201d onde est\u00e3o inseridos. Dookie agrega elementos de power pop (a paix\u00e3o de Billie Joe por <strong>Beatles<\/strong> e <strong>Beach Boys<\/strong> \u00e9 sentida em <strong>\u201cShe\u201d<\/strong> e <strong>\u201cPulling Teeth\u201d<\/strong>) e at\u00e9 jazz (vide a batida de <strong>\u201cLongview\u201d<\/strong>), enquanto <em><strong>American Idiot<\/strong><\/em> aproxima o Green Day do rock cl\u00e1ssico e de conceitos ramificados, a exemplo de \u00f3pera rock. Chega ao ponto de ter duas can\u00e7\u00f5es com nove minutos de dura\u00e7\u00e3o (quer algo mais \u201canti-punk\u201d que lan\u00e7ar m\u00fasica longa?). E tudo isso com vestimentas emo e uma ligeira aproxima\u00e7\u00e3o sonora com o subg\u00eanero que estourava no mainstream naqueles tempos;<\/p>\n<p><strong>4)<\/strong> Rea\u00e7\u00f5es mistas de puristas, resultado direto do t\u00f3pico anterior. O Green Day j\u00e1 era chamado de traidor do punk nos tempos de Dookie e esse perfil espec\u00edfico \u2014 e diminuto \u2014 de avalia\u00e7\u00e3o negativa s\u00f3 se intensificou com o desenrolar da carreira, chegando ao \u00e1pice em American Idiot, quando ficou claro de vez o quanto Armstrong, Dirnt e Cool n\u00e3o pertenciam a apenas um subg\u00eanero espec\u00edfico.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"778\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/09\/green-day-american-idiot-2004.jpg\" width=\"778\"\/><\/p>\n<p>Estabelecidos os paralelos, o <span style=\"text-decoration: underline;\">voto deste humilde relator<\/span> recai sobre <span style=\"text-decoration: underline;\"><em><strong>American Idiot<\/strong><\/em><\/span>. O \u00e1lbum de 2004 <span style=\"text-decoration: underline;\">soa ligeiramente superior<\/span> a <em><strong>Dookie<\/strong><\/em>, na opini\u00e3o de quem vos escreve, simplesmente por ter <span style=\"text-decoration: underline;\">maior volume de m\u00fasicas impactantes<\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\">soar mais completo<\/span> enquanto obra e ter uma est\u00e9tica <span style=\"text-decoration: underline;\">ainda mais resistente \u00e0 passagem do tempo<\/span>.<\/p>\n<p><em><strong>Dookie<\/strong><\/em> \u00e9 fenomenal n\u00e3o apenas pelos hit singles, como tamb\u00e9m por faixas do porte de <strong>\u201cBurnout\u201d<\/strong>, <strong>\u201cChump\u201d<\/strong>, <strong>\u201cPulling Teeth\u201d<\/strong> e a sensacional <strong>\u201cShe\u201d<\/strong>, que fez sucesso \u201c\u00e0 for\u00e7a\u201d pois n\u00e3o saiu como compacto nem ganhou clipe, mas cativou o p\u00fablico. Todavia, o tracklist perde for\u00e7a em sua segunda metade, com can\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00e3o memor\u00e1veis a exemplo de <strong>\u201cSassafras Roots\u201d<\/strong>, <strong>\u201cIn the End\u201d<\/strong> e as lentinhas e derradeiras <strong>\u201cF.O.D.\u201d<\/strong> e <strong>\u201cAll by Myself\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p><em><strong>American Idiot<\/strong><\/em> n\u00e3o \u00e9 100% perfeito, obviamente, visto que tamb\u00e9m conta com algumas m\u00fasicas menos inspiradas. Entretanto, elas est\u00e3o em menor volume e por vezes at\u00e9 \u201cpassam\u201d porque funcionam no contexto do \u00e1lbum completo, que \u00e9 conceitual e narra uma hist\u00f3ria n\u00e3o t\u00e3o po\u00e9tica, mas interessante o bastante para manter o ouvinte atento. Lados B como a paulada <strong>\u201cSt. Jimmy\u201d<\/strong>, a af\u00e1vel <strong>\u201cExtraordinary Girl\u201d<\/strong> e <strong>\u201cLetterbomb\u201d<\/strong>, talvez o ponto de conex\u00e3o mais claro com o Green Day de <em><strong>Dookie<\/strong><\/em>, engrandecem a obra para al\u00e9m dos hits \u2014 e sem tantos pontos baixos.<\/p>\n<p>A mencionada \u201cpassagem do tempo\u201d tamb\u00e9m ajuda a desequilibrar a escolha. <em><strong>Dookie<\/strong><\/em> claramente soa como um disco da d\u00e9cada de 1990 \u2014 o que nem de longe \u00e9 um dem\u00e9rito e traz \u00f3tima sensa\u00e7\u00e3o \u00e0 fatia de p\u00fablico que viveu o per\u00edodo \u2014, enquanto <em><strong>American Idiot<\/strong><\/em> poderia ter sido gravado ou lan\u00e7ado hoje mesmo. \u00c9 atemporal em sonoridade, pois demonstra de modo efetivo a evolu\u00e7\u00e3o art\u00edstica de cada integrante, e mensagem, a ponto de Billie Joe Armstrong afirmar que a letra da faixa-t\u00edtulo se encaixa perfeitamente para definir o atual presidente americano, <strong>Donald Trump<\/strong>. Dif\u00edcil n\u00e3o concordar.<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: A opini\u00e3o de Billie Joe Armstrong sobre memes com \u2018Wake Me Up When September Ends\u2019, do Green Day<br \/>+++ LEIA MAIS: O significado do nome Green Day, odiado por Billie Joe Armstrong<br \/>+++ LEIA MAIS: Por que Green Day \u00e9 mais influente que Ramones, segundo Billy Corgan<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/dookie-ou-american-idiot-o-melhor-disco-do-green-day-para-critico-da-rolling-stone\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Formado em 1987 nos Estados Unidos, o Green Day construiu um longo cat\u00e1logo musical, com quatorze \u00e1lbuns de est\u00fadio lan\u00e7ados. 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