{"id":41354,"date":"2025-09-02T10:38:16","date_gmt":"2025-09-02T13:38:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/pib-desacelera-no-segundo-trimestre-e-varia-04\/"},"modified":"2025-09-02T10:38:16","modified_gmt":"2025-09-02T13:38:16","slug":"pib-desacelera-no-segundo-trimestre-e-varia-04","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/pib-desacelera-no-segundo-trimestre-e-varia-04\/","title":{"rendered":"PIB desacelera no segundo trimestre e varia 0,4%"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025 em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, totalizando R$ 3,2 trilh\u00f5es. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) nesta ter\u00e7a-feira (2).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O resultado indica uma desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de expans\u00e3o da atividade econ\u00f4mica, influenciada pela menor contribui\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria e pelo efeito das altas taxas de juros. As altas nos setores de servi\u00e7os (0,6%) e da ind\u00fastria (0,5%) compensaram a varia\u00e7\u00e3o negativa da agropecu\u00e1ria (-0,1%).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Pela \u00f3tica da demanda, o consumo das fam\u00edlias cresceu 0,5%, enquanto o consumo do governo recuou 0,6% e os investimentos ca\u00edram 2,2%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, a varia\u00e7\u00e3o positiva indica uma perda de f\u00f4lego da economia. \u201cEra um efeito esperado a partir da pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva (alta nos juros) iniciada em setembro do ano passado. A ind\u00fastria de transforma\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o, que dependem de cr\u00e9dito, s\u00e3o mais afetadas nesse cen\u00e1rio\u201d, avalia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ela tamb\u00e9m destaca que os efeitos negativos na constru\u00e7\u00e3o e na produ\u00e7\u00e3o de bens de capital ajudam a explicar a queda nos investimentos. Palis explica que o setor de servi\u00e7os \u00e9 menos afetado por essa pol\u00edtica. \u201cFoi uma alta disseminada, puxada pelas atividades financeiras, de seguros e servi\u00e7os relacionados, informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, impulsionado pelo desenvolvimento de software, e transporte, armazenagem e correio, puxado por transporte de passageiros\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No lado da demanda, o consumo das fam\u00edlias e o setor externo sustentaram o crescimento do PIB, j\u00e1 que houve queda no consumo do governo. \u201cO total de sal\u00e1rios reais segue crescendo e h\u00e1 uma manuten\u00e7\u00e3o dos programas governamentais de transfer\u00eancia de renda, o que contribui para o consumo das fam\u00edlias\u201d, avalia a coordenadora.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Pelo setor externo, a alta nas exporta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m contribuiu para o resultado positivo. \u201cEst\u00e1 sendo um ano bom para o agro e para a ind\u00fastria extrativa, que s\u00e3o commodities que o pa\u00eds exporta\u201d, explica Palis.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Em nota, a Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda apontou que a perda de ritmo da economia j\u00e1 era esperada.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">S\u00f3 o PIB da agropecu\u00e1ria acelera no comparativo anual<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior, o PIB desacelerou de 3,5% para 3,2%. O PIB agropecu\u00e1rio, no entanto, avan\u00e7ou 5,8%, ante alta de 1,8% no primeiro trimestre. Os demais setores perderam for\u00e7a nessa m\u00e9trica: o crescimento da ind\u00fastria passou de 3,1% para 2,4%, e a expans\u00e3o dos servi\u00e7os foi de 3,3% para 2,9%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O ritmo de expans\u00e3o do consumo das fam\u00edlias caiu de 4,2% para 3,4%, o consumo do governo de 1,2% para 1,0%, e o investimento de 8,8% para 8,3%. As exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m desaceleraram.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Economia brasileira deve reduzir o ritmo na segunda metade de 2025<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ap\u00f3s um in\u00edcio de ano mais robusto, as proje\u00e7\u00f5es do mercado convergem para uma desacelera\u00e7\u00e3o, e o PIB deve encerrar o ano com uma expans\u00e3o moderada, entre 2,0% e 2,2%. O patamar, embora positivo, sinaliza uma clara perda de ritmo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Institui\u00e7\u00f5es como Daycoval, Ita\u00fa e XP Investimentos alinharam suas proje\u00e7\u00f5es em 2,2%, enquanto o Inter prev\u00ea um avan\u00e7o de 2,0%. O consenso \u00e9 que, sem novos est\u00edmulos ou uma queda mais r\u00e1pida dos juros, o crescimento n\u00e3o ter\u00e1 for\u00e7a para decolar no curto prazo.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Juros altos s\u00e3o o principal freio para a expans\u00e3o da economia<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O principal fator por tr\u00e1s dessa modera\u00e7\u00e3o \u00e9 a pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva do Banco Central. A manuten\u00e7\u00e3o da taxa Selic em patamar elevado impacta diretamente a atividade econ\u00f4mica de duas formas principais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O primeiro \u00e9 a queda no investimento. A Forma\u00e7\u00e3o Bruta de Capital Fixo (FBCF) \u2014 que representa a compra de m\u00e1quinas, equipamentos e o avan\u00e7o da constru\u00e7\u00e3o civil \u2014 tem recuado de forma acentuada, pois com juros altos e maior incerteza, as empresas adiam planos de expans\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O segundo \u00e9 o enfraquecimento do consumo. O consumo das fam\u00edlias, embora resiliente, tamb\u00e9m desacelera, especialmente em bens que dependem de cr\u00e9dito, como ve\u00edculos e eletrodom\u00e9sticos. A lentid\u00e3o na queda da infla\u00e7\u00e3o e um mercado de trabalho aquecido mant\u00eam o \u00edndice de pre\u00e7os acima da meta, o que adia cortes mais agressivos nos juros.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Tarifa\u00e7o americano e incerteza fiscal pesam no cen\u00e1rio<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Completando o quadro, o ambiente externo contribuiu positivamente at\u00e9 agora, mas os efeitos do tarifa\u00e7o aplicado desde o dia 6 elos Estados Unidos j\u00e1 devem ser sentidos no resultado do terceiro trimestre.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Internamente, a incerteza fiscal permanece como um fator de risco. A aus\u00eancia de mecanismos claros de controle para as despesas p\u00fablicas, especialmente em ano de elei\u00e7\u00f5es, gera desconfian\u00e7a no mercado e pode manter os juros futuros em patamares elevados. A resili\u00eancia dos servi\u00e7os e a for\u00e7a do mercado de trabalho funcionam como amortecedores, mas sem um al\u00edvio significativo nos juros, a tend\u00eancia de modera\u00e7\u00e3o deve se consolidar.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/pib-desacelera-segundo-trimestre-2025\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025 em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre anterior, totalizando R$ 3,2 trilh\u00f5es. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) nesta ter\u00e7a-feira (2). 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