{"id":40992,"date":"2025-08-30T18:35:18","date_gmt":"2025-08-30T21:35:18","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/quando-verissimo-revelou-sua-alma-musical-a-rolling-stone-brasil\/"},"modified":"2025-08-30T18:35:18","modified_gmt":"2025-08-30T21:35:18","slug":"quando-verissimo-revelou-sua-alma-musical-a-rolling-stone-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/quando-verissimo-revelou-sua-alma-musical-a-rolling-stone-brasil\/","title":{"rendered":"Quando Verissimo revelou sua alma musical \u00e0 Rolling Stone Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Luis Fernando Verissimo<\/strong>morreu neste s\u00e1bado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre, v\u00edtima de complica\u00e7\u00f5es decorrentes de uma pneumonia. O cronista mais querido do Brasil nos deixa um legado imenso de humor inteligente e observa\u00e7\u00e3o certeira do cotidiano. Para relembrar sua figura humana e carism\u00e1tica, republicamos trechos das conversas que ele teve com a <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> em 2012, quando nos recebeu em sua casa e revelou sua paix\u00e3o pelo jazz, pelo futebol e pela vida simples.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;Ok, por hoje deu?&#8221; A frase ecoou no pequeno est\u00fadio da r\u00e1dio <strong>minima.fm<\/strong> em outubro de 2012. Era <strong>Lu\u00eds Fernando Ver\u00edssimo<\/strong> encerrando seu programa sobre jazz, o mesmo homem que dias depois abriu sua casa no Petr\u00f3polis para conversar com a revista.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Descal\u00e7o, confortavelmente sentado numa poltrona vermelha, <strong>Ver\u00edssimo<\/strong> se revelou como poucos o viram: um homem que &#8220;ouve muito e fala pouco&#8221;, mas que quando fala, cada palavra tem a medida exata. Naquela manh\u00e3 de inverno, o escritor de 76 anos mostrou que sua genialidade ia muito al\u00e9m das p\u00e1ginas impressas.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;A m\u00fasica veio antes da escrita&#8221;, confessou. Aprendeu saxofone aos 16-17 anos, muito antes de sonhar em ser escritor. Foi nos Estados Unidos que viveu o per\u00edodo dourado do jazz americano, vendo <strong>Charlie Parker, Count Basie <\/strong>e<strong> Louis Armstrong<\/strong> nos lend\u00e1rios clubes de Nova York.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Sobre seu grupo <strong>Jazz 6<\/strong>, foi humilde como sempre: &#8220;Todos os m\u00fasicos s\u00e3o profissionais, o \u00fanico amador sou eu&#8221;. J\u00e1 sobre o futebol, a paix\u00e3o pelo <strong>Internacional<\/strong> nasceu de uma l\u00f3gica peculiar: &#8220;Como eu tinha ajudado a ganhar a Guerra pela democracia, n\u00e3o iria torcer pelos alem\u00e3es&#8221; (refer\u00eancia humorada ao <strong>Gr\u00eamio<\/strong>, que na \u00e9poca tinha forte liga\u00e7\u00e3o com a comunidade alem\u00e3 de Porto Alegre e n\u00e3o aceitava jogadores negros). Quando provocado sobre o pai gremista, desconversou: &#8220;Isso \u00e9 uma coisa que a gente n\u00e3o comenta aqui em casa&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;Gosto muito de uma frase do <strong>Zuenir Ventura<\/strong>: ele n\u00e3o gosta de escrever, gosta de ter escrito. O ato de escrever n\u00e3o me d\u00e1 muito prazer. Bom \u00e9 ter escrito&#8221;. A confiss\u00e3o revelou o lado menos rom\u00e2ntico da cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Mas foi falando da neta <strong>Lucinda<\/strong> que se mostrou mais humano. &#8220;Uma maneira de prepar\u00e1-la para o que vem a\u00ed \u00e9 formar uma pessoa solid\u00e1ria&#8221;, disse o av\u00f4 otimista. A menina de 4 anos chegou durante a entrevista, &#8220;escancara um sorriso, um daqueles de fazer qualquer um sentir-se otimista&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;Esta casa \u00e9 um labirinto&#8221;, disse ao conduzir o rep\u00f3rter at\u00e9 o port\u00e3o. Mas n\u00e3o havia labirinto &#8211; apenas a simplicidade de quem sabia exatamente onde estava.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Naquelas horas na casa do Petr\u00f3polis, a <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em> captou a ess\u00eancia de um homem que transformou observa\u00e7\u00e3o em arte e sil\u00eancio em sabedoria. Um g\u00eanio da palavra que preferiu viver em tom menor, encontrando poesia no cotidiano.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">As mat\u00e9rias completas de <strong>Marcelo Ferla<\/strong> e <strong>Stella Rodrigues<\/strong> continuam dispon\u00edveis no site da <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> e voc\u00ea pode ler a seguir, um registro precioso dos pensamentos e mem\u00f3rias de quem nos ensinou que, \u00e0s vezes, o resto \u00e9 mesmo sil\u00eancio.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>+++ LEIA MAIS: \u201cA m\u00fasica veio antes da escrita\u201d, diz Luis Fernando Verissimo<\/strong><\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>+++ LEIA MAIS: O Resto \u00e9 Sil\u00eancio<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/quando-verissimo-revelou-sua-alma-musical-a-rolling-stone-brasil\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luis Fernando Verissimomorreu neste s\u00e1bado (30), aos 88 anos, em Porto Alegre, v\u00edtima de complica\u00e7\u00f5es decorrentes de uma pneumonia. 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