{"id":40847,"date":"2025-08-29T23:13:19","date_gmt":"2025-08-30T02:13:19","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/lula-alia-interesse-e-oportunismo-ao-falar-sobre-eua-e-brics\/"},"modified":"2025-08-29T23:13:19","modified_gmt":"2025-08-30T02:13:19","slug":"lula-alia-interesse-e-oportunismo-ao-falar-sobre-eua-e-brics","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/lula-alia-interesse-e-oportunismo-ao-falar-sobre-eua-e-brics\/","title":{"rendered":"Lula alia interesse e oportunismo ao falar sobre EUA e Brics"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Desde o an\u00fancio do tarifa\u00e7o imposto pelos Estados Unidos, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) tem bravateado contra a medida e vocalizado seu alinhamento ao Brics, grupo antag\u00f4nico aos EUA. A autoriza\u00e7\u00e3o para o Itamaraty iniciar a consulta para o uso da Lei de Reciprocidade contra as tarifas, nesta quinta-feira (28), foi o gesto mais direto contra a ofensiva americana.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A iniciativa, que vem corroborar as afirma\u00e7\u00f5es de Lula sobre a soberania do pa\u00eds, pode levar meses, e \u00e9 vista como uma forma de pressionar a negocia\u00e7\u00e3o por parte dos Estados Unidos, que praticamente obstruiu todos os canais de interlocu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na ess\u00eancia, \u00e9 s\u00f3 isso que se quer. A diplomacia brasileira nunca deixou de se empenhar incessantemente nos bastidores para preservar rela\u00e7\u00f5es comerciais essenciais com Washington. Enquanto Lula esbravejava, os chanceleres agiam em sentido contr\u00e1rio, buscando formas de entendimento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A postura contradit\u00f3ria exp\u00f5e o interesse de Lula em surfar na onda do discurso pela soberania do pa\u00eds \u2013 que conseguiu tirar o governo das cordas nas pesquisas de opini\u00e3o \u2013 e o pragmatismo necess\u00e1rio \u00e0s rela\u00e7\u00f5es com o segundo maior parceiro comercial do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Apesar do estreitamento com a coaliz\u00e3o de pa\u00edses do Brics, vista como estrat\u00e9gica, Planalto e Itamaraty sabem que o bloco n\u00e3o \u00e9 capaz de absorver as perdas decorrentes da redu\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es ao mercado norte-americano, respons\u00e1veis por 12% de nossa balan\u00e7a comercial.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cA ret\u00f3rica do Lula \u00e9 voltada para o p\u00fablico dom\u00e9stico\u201d, afirma Vin\u00edcius Rodrigues, professor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Faap e da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV-SP). \u201cEle tenta faturar politicamente, porque estava fragilizado antes do tarifa\u00e7o e agora tenta capitalizar o tema. Mas \u2018tapar o buraco\u2019 deixado pelos EUA \u00e9 muito dif\u00edcil no curto prazo.\u201d<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Da semente ao porto: como a China se \u201cinfiltrou\u201d na cadeia produtiva do agro brasileiro<\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/25163141\/china-soja-eua-brasil-380x214.jpg.webp\" alt=\"Xi Jinping e Donald Trump: China sinaliza que comprar\u00e1 mais soja dos EUA, principal concorrente do Brasil no setor\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>\u201cGuerra da soja\u201d: China admite comprar mais dos EUA e p\u00f5e em risco vendas do Brasil<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na pr\u00e1tica, avalia o professor, a diplomacia profissional tem trabalhado ativamente para manter a rela\u00e7\u00e3o entre os dois pa\u00edses no que \u00e9 considerado seu ponto mais baixo em dois s\u00e9culos: \u201cS\u00e3o pelo menos tr\u00eas frentes: Itamaraty, por meio do chanceler Mauro Vieira; do ministro [da Fazenda, Fernando] Haddad; e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que tem discutido com o setor privado e buscado canais de negocia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Os resultados at\u00e9 aqui, no entanto, n\u00e3o s\u00e3o animadores. A reuni\u00e3o entre o chanceler Mauro Vieira e o secret\u00e1rio de Estado americano Marco Rubio, em julho, n\u00e3o impediu que as tarifas entrassem em vigor, o que representou um rev\u00e9s diplom\u00e1tico. Haddad teve uma reuni\u00e3o com o secret\u00e1rio do Tesouro americano, Scott Bessent, cancelada sem justificativa. Alckmin s\u00f3 obteve uma conversa de 50 minutos com o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio dos EUA, Howard Lutnick, em julho, sem impacto concreto.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As dificuldades esbarram nas exig\u00eancias pol\u00edticas de Trump, ligadas ao julgamento que se aproxima do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que s\u00e3o, segundo o governo e analistas, \u201cinegoci\u00e1veis\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na tentativa de uma sa\u00edda negocial, o governo deu, nesta semana, uma \u00faltima cartada: contratou, por meio da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), um escrit\u00f3rio de advocacia dos Estados Unidos para fazer lobby e tentar reverter as san\u00e7\u00f5es impostas pelo governo de Donald Trump ao pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Trump jogou Brasil no colo do Brics? <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A ofensiva do presidente americano Donald Trump foi classificada por analistas como um empurr\u00e3o para a aproxima\u00e7\u00e3o do Brasil com os parceiros do Brics, sobretudo com a China, hoje o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, em torno de 28% do total.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O impacto foi imediato: num telefonema ao presidente chin\u00eas Xi Jinping, logo ap\u00f3s a vig\u00eancia das tarifas, Lula refor\u00e7ou o multilateralismo e negociou a coopera\u00e7\u00e3o bilateral em \u00e1reas como sa\u00fade, petr\u00f3leo e g\u00e1s, economia digital e sat\u00e9lites.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Tamb\u00e9m passou recorrentemente a provocar o presidente americano com a defesa de uma moeda alternativa ao d\u00f3lar nas transa\u00e7\u00f5es comerciais internacionais.\u00a0A ideia, que interessa fortemente \u00e0 China, \u00e9 vista por Trump como amea\u00e7a \u00e0 hegemonia econ\u00f4mica dos EUA, embora inexequ\u00edvel no curto prazo. \u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As oportunidades reais de incremento comercial entre China e Brasil, no entanto, se mostraram limitadas. Existe uma complementaridade nas commodities, especialmente nas agr\u00edcolas e minerais. J\u00e1 os itens manufaturados ou as mat\u00e9rias-primas semiacabadas n\u00e3o apresentam a mesma abertura. \u201cO que exportamos para l\u00e1 [EUA] tem mais valor agregado\u201d, explica Rodrigues. \u201cPara a China, vendemos 90% de produtos b\u00e1sicos e, al\u00e9m disso, os chineses s\u00e3o concorrentes em alguns setores.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Brasil exporta, por exemplo, muito a\u00e7o e alum\u00ednio para os Estados Unidos, mas os chineses n\u00e3o t\u00eam interesse nesses produtos; ao contr\u00e1rio, eles t\u00eam inundado o mercado brasileiro com a\u00e7o chin\u00eas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O mesmo vale para itens eletr\u00f4nicos e material el\u00e9trico, como motores e partes el\u00e9tricas fabricados no Brasil e exportados para os EUA: na China, esses produtos n\u00e3o encontram mercado, pois os fabricantes locais s\u00e3o muito mais competitivos. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para os avi\u00f5es da Embraer, j\u00e1 que o pa\u00eds possui uma concorrente direta, a Comac (<em>Commercial Aircraft Corporation of China<\/em>), que atende \u00e0 demanda dom\u00e9stica e internacional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Alguns segmentos do setor privado, no entanto, t\u00eam visto oportunidades para expandir a rela\u00e7\u00e3o comercial com o gigante asi\u00e1tico. Fagner Santos, especialista em com\u00e9rcio exterior da JF Comex Consultoria, afirma que o \u201ctarifa\u00e7o\u201d acelerou um redirecionamento natural de produtos brasileiros, abrindo espa\u00e7o para pequenas e m\u00e9dias empresas de setores como caf\u00e9, sucos, a\u00e7a\u00ed, cal\u00e7ados, moda praia e cosm\u00e9ticos naturais de origem amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cAl\u00e9m das commodities tradicionais, h\u00e1 grande potencial para produtos premium. A classe m\u00e9dia e os consumidores mais ricos chineses est\u00e3o cada vez mais abertos a produtos internacionais com diferencial de qualidade e autenticidade&#8221;, diz Santos. &#8220;H\u00e1 um mercado expressivo para empresas brasileiras que se posicionam estrategicamente.&#8221; Mas h\u00e1 um longo caminho pela frente para atender \u00e0 r\u00edgida regulamenta\u00e7\u00e3o da China.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">A op\u00e7\u00e3o pelo multilateralismo via Brics<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Lia Valls, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), reconhece que os limites da estrat\u00e9gia de diversifica\u00e7\u00e3o comercial s\u00e3o evidentes. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como suprir o mercado americano redirecionando tudo para China, R\u00fassia ou outros pa\u00edses, porque as pautas s\u00e3o distintas\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Mesmo assim, ela v\u00ea no Brics uma op\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica dentro da \u00f3tica do multilateralismo. \u201cA melhor aposta do Brasil continua sendo o multilateralismo. \u00c9 nossa tradi\u00e7\u00e3o e nossa estrat\u00e9gia mais segura, j\u00e1 que n\u00e3o temos poder de barganha em acordos bilaterais com economias muito maiores\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Rodrigues destaca que \u201co Brasil n\u00e3o entrou nesse grupo por acaso. Sempre tivemos pouco espa\u00e7o junto \u00e0s pot\u00eancias ocidentais\u201d, diz. \u201cNo Brics conseguimos mais proje\u00e7\u00e3o global em f\u00f3runs internacionais e nas discuss\u00f5es sobre a ordem mundial.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para ele, o problema \u00e9 que \u201cR\u00fassia e China tentam puxar o Brics para uma postura antiocidental, principalmente antiamericana\u201d. \u201cMas o Brasil, nas \u00faltimas reuni\u00f5es, tem resistido a isso, porque n\u00e3o lhe interessa romper com o Ocidente.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cApesar de declara\u00e7\u00f5es imprudentes de Lula \u2014 como apoiar Kamala Harris ou chamar Trump de fascista \u2014, quando olhamos para a diplomacia profissional, para a proximidade do Itamaraty com agendas americanas, inclusive fornecimento de equipamentos militares, n\u00e3o houve grandes mudan\u00e7as\u201d, observa. \u201cDentro da esquerda existe uma linha antiamericana, daqueles que dizem que \u2018tudo \u00e9 culpa do imp\u00e9rio\u2019, mas n\u00e3o \u00e9 unanimidade dentro do governo.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O Brasil, destaca o professor da Faap, n\u00e3o aderiu \u00e0 Iniciativa Rota da Seda (<em>Belt and Road<\/em>), mesmo sob press\u00e3o chinesa, mostrando que n\u00e3o h\u00e1 alinhamento autom\u00e1tico. \u201cInteressa ao Brasil cooperar com pot\u00eancias emergentes, mas sem fechar as portas para as pot\u00eancias tradicionais\u201d, acredita.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Estrat\u00e9gia de Trump favorece diversifica\u00e7\u00e3o  <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para Valls, a ideia \u00e9 diversificar os mercados, aproveitando mudan\u00e7as na geopol\u00edtica do com\u00e9rcio provocadas pelo efeito Trump, que podem favorecer uma maior integra\u00e7\u00e3o do Brasil com Europa e \u00c1sia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cNesse sentido, o pa\u00eds vem buscando uma s\u00e9rie de acordos: finalizou um com a <em>European Free Trade Association<\/em>, est\u00e1 internalizando o acordo com Singapura, negocia com a Uni\u00e3o Europeia, mant\u00e9m tratados limitados com M\u00e9xico e Canad\u00e1 e ainda negocia com Coreia do Sul e Jap\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Com o mesmo objetivo, Alckmin viajou ao M\u00e9xico nesta semana com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, para fortalecer as rela\u00e7\u00f5es comerciais entre os dois pa\u00edses. Alckmin se encontrou com a presidente Claudia Sheinbaum e participou do F\u00f3rum Empresarial Brasil-M\u00e9xico, que reuniu cerca de 250 empres\u00e1rios de ambos os pa\u00edses. Em 2024, o Brasil exportou US$ 7,8 bilh\u00f5es ao pa\u00eds, enquanto importou US$ 5,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Assim como o Brasil, o M\u00e9xico tamb\u00e9m enfrenta barreiras tarif\u00e1rias dos EUA, com sobretaxas de 25% sobre ve\u00edculos e 50% sobre a\u00e7o, alum\u00ednio e cobre, embora uma tarifa ampla de 30% esteja temporariamente suspensa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As novas al\u00edquotas elevaram o M\u00e9xico ao lugar de segundo maior comprador de carne bovina brasileira, superando os EUA. Em julho, semanas ap\u00f3s o an\u00fancio das tarifas, o presidente Lula conversou com Sheinbaum, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de aprofundar as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e comerciais entre os dois pa\u00edses em um \u201cmomento de incertezas\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Nesta quinta-feira (28), por\u00e9m, a presidente mexicana descartou fechar com o Brasil um acordo de livre com\u00e9rcio, tal como o que seu pa\u00eds mant\u00e9m com os EUA. \u201cN\u00e3o estamos pensando em um acordo de livre com\u00e9rcio, mas sim em colabora\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o em certa medida\u201d, disse Sheinbaum em entrevista coletiva.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/posicao-de-lula-sobre-eua-e-brics-alia-interesse-economico-e-oportunismo-eleitoral\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o an\u00fancio do tarifa\u00e7o imposto pelos Estados Unidos, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) tem bravateado contra a medida e vocalizado seu alinhamento ao Brics, grupo antag\u00f4nico aos EUA. 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