{"id":40704,"date":"2025-08-29T11:37:14","date_gmt":"2025-08-29T14:37:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/oposicao-quer-barrar-cameras-corporais-em-policiais\/"},"modified":"2025-08-29T11:37:14","modified_gmt":"2025-08-29T14:37:14","slug":"oposicao-quer-barrar-cameras-corporais-em-policiais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/oposicao-quer-barrar-cameras-corporais-em-policiais\/","title":{"rendered":"Oposi\u00e7\u00e3o quer barrar c\u00e2meras corporais em policiais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A oposi\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados tenta agilizar a vota\u00e7\u00e3o de um projeto de decreto legislativo (PDL) que busca anular as portarias do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP) que regulamentam o uso de c\u00e2meras corporais em policiais. O embate revela uma disputa de poder entre o Executivo e o Legislativo, al\u00e9m de levantar quest\u00f5es sobre a legalidade e a autonomia na seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As portarias n\u00ba 572\/24 e n\u00ba 648\/24, emitidas pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, estabelecem crit\u00e9rios t\u00e9cnicos para as c\u00e2meras, como a qualidade de imagem e o armazenamento dos dados, al\u00e9m de detalhar as situa\u00e7\u00f5es em que o uso \u00e9 obrigat\u00f3rio. Para o Minist\u00e9rio, a regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de garantir padr\u00f5es m\u00ednimos e a efic\u00e1cia da pol\u00edtica p\u00fablica. No entanto, a oposi\u00e7\u00e3o argumenta que o Executivo ultrapassou sua autoridade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A regra em vigor tem o objetivo de uniformizar o uso de c\u00e2meras corporais. Cabe aos estados decidirem pela ado\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o do equipamento. No entanto, a portaria condiciona o repasse de recursos federais do Fundo Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica e do Fundo Penitenci\u00e1rio Nacional para os estados ao cumprimento da norma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Projeto de Decreto Legislativo 294\/24 para sustar as portarias foi aprovado no dia 12 de agosto pela Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica e Combate ao Crime Organizado. Agora, o texto est\u00e1 na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) e, se aprovado, seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio da C\u00e2mara. Para que as portarias sejam de fato suspensas, o projeto precisar\u00e1 ser aprovado tamb\u00e9m pelo Senado Federal.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">De acordo com o autor do PDL, deputado Alberto Fraga (PL-DF), a imposi\u00e7\u00e3o de c\u00e2meras corporais causa \u201cinseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, porque \u201cningu\u00e9m \u00e9 obrigado a produzir provas contra si mesmo\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cQuando o Estado coloca uma c\u00e2mera de monitoramento no peito do policial, est\u00e1 dizendo claramente que n\u00e3o confia naquele policial. Tem uma certa desconfian\u00e7a e isso \u00e9 ruim. \u00c9 evidente que uma c\u00e2mera, para determinados momentos, at\u00e9 ajuda o policial. Mas em outros, dependendo da interpreta\u00e7\u00e3o, principalmente da imprensa que sempre \u00e9 tendenciosa, fica sempre o \u00f4nus para o policial\u201d, disse \u00e0<strong> Gazeta do Povo<\/strong>.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">Por que as c\u00e2meras corporais n\u00e3o funcionam e o que est\u00e1 por tr\u00e1s<\/span><\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\"><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-icon___stPC\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"16\" height=\"16\" viewbox=\"0 0 16 16\"><rect width=\"16\" height=\"16\" fill=\"none\"\/><g transform=\"translate(3 3)\"><path d=\"M22.5,15l3.4,3.4-3.4,3.4\" transform=\"translate(-15.896 -11.793)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><path d=\"M6,6v4.2a2.452,2.452,0,0,0,2.5,2.4H16\" transform=\"translate(-6 -6)\" fill=\"none\" stroke=\"#717171\" stroke-linecap=\"round\" stroke-width=\"1.4\"\/><\/g><\/svg><\/span><span class=\"postViewMore_post-view-more-link-text__hO_kM\">Mortes de policiais disparam no Brasil no segundo ano de Lula na presid\u00eancia<\/span><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Regula\u00e7\u00e3o deve ser por lei e n\u00e3o por portarias, diz relator<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O relator do projeto, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), defende que a mat\u00e9ria deveria ser regulada por lei, e n\u00e3o por portarias. Ele aponta que a Lei 13.675\/18, usada como base para as normas, n\u00e3o trata especificamente do uso de c\u00e2meras corporais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;As medidas a serem tomadas precisam seguir a legalidade e os preceitos constitucionais, sob pena de, em nome de um bem maior, serem usurpados os pilares do nosso Estado de Direito&#8221;, afirmou o deputado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A a\u00e7\u00e3o do grupo, que fundiu seis propostas em um \u00fanico PDL, sinaliza uma tentativa coordenada de reverter a decis\u00e3o ministerial.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para o deputado Coronel Meira (PL-PE), a medida coloca o policial sob suspeita, invertendo o papel de protetor para o de vigiado. Segundo ele, a exig\u00eancia de c\u00e2mera nasce de uma &#8220;vis\u00e3o distorcida e covarde&#8221; que busca transformar o policial em suspeito e o criminoso em v\u00edtima.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Quem defende o povo deve ser honrado, respeitado e valorizado, e n\u00e3o tratado como se fosse bandido&#8221;, afirmou. O deputado questiona por que o monitoramento n\u00e3o se estende a \u00e1reas de criminalidade organizada, sugerindo que o crime n\u00e3o permitiria tal vigil\u00e2ncia. Ele argumenta ainda que o Estado deveria focar em monitorar criminosos, e n\u00e3o seus pr\u00f3prios agentes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O Coronel Meira sugeriu que, em nome da transpar\u00eancia, que as c\u00e2meras fossem instaladas nas togas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o pa\u00eds pudesse ver cada &#8220;conchavo e cada canetada&#8221;.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A tentativa do governo de regulamentar o tema por meio de portarias foi criticada pelo Coronel Meira, que a classificou como um &#8220;esc\u00e1rnio&#8221; e &#8220;completo absurdo&#8221;. Ele considera a medida um &#8220;tapa na cara da Constitui\u00e7\u00e3o&#8221;, j\u00e1 que a prerrogativa de legislar sobre o tema, segundo ele, \u00e9 do Parlamento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para o deputado, ao fugir do debate legislativo e tentar impor as regras via portarias, o governo demonstra &#8220;covardia&#8221; e busca &#8220;humilhar o policial&#8221;. Ele acredita que essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 mais uma &#8220;pe\u00e7a da engrenagem para minar a autoridade policial&#8221; e, consequentemente, deixar o cidad\u00e3o mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Defensores das c\u00e2meras temem &#8220;v\u00e1cuo regulat\u00f3rio&#8221; com fim das portarias<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A medida, apoiada por alguns setores da oposi\u00e7\u00e3o, levanta preocupa\u00e7\u00f5es para governistas e defensores do uso do instrumento. Para eles, suspens\u00e3o das portarias pode criar um v\u00e1cuo regulat\u00f3rio, deixando a crit\u00e9rio de cada estado ou mesmo de cada corpora\u00e7\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o de como, quando e onde as c\u00e2meras devem ser usadas. Sem padr\u00f5es unificados, a efic\u00e1cia do uso da tecnologia para garantir a transpar\u00eancia e a redu\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia policial pode ser comprometida.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">De acordo com os defensores, as c\u00e2meras permitem maior controle das atividades policiais, inibem casos de abuso de autoridade e ainda protegem bons policiais contra falsas acusa\u00e7\u00f5es, fornecendo provas que podem ser usadas em investiga\u00e7\u00f5es internas e processos judiciais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Atualmente, as pol\u00edcias militares de 14 estados e do Distrito Federal j\u00e1 utilizam c\u00e2meras operacionais corporais (COPs) ou est\u00e3o em processo de aquisi\u00e7\u00e3o do equipamento. O Governo Federal, por meio do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, est\u00e1 oferecendo recursos e conduzindo um processo de licita\u00e7\u00e3o unificado para facilitar a compra das c\u00e2meras pelos estados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O uso do mecanismo tamb\u00e9m vem sendo alvo do Supremo Tribunal Federal (STF). Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, o uso das c\u00e2meras est\u00e1 sendo expandido ap\u00f3s um acordo com o STF, que definiu regras espec\u00edficas, como o acionamento autom\u00e1tico em certas situa\u00e7\u00f5es (acesso a comunidades, por exemplo) e a reativa\u00e7\u00e3o da grava\u00e7\u00e3o caso o policial a interrompa manualmente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Apesar das diretrizes nacionais, a ado\u00e7\u00e3o e os protocolos de uso variam significativamente entre os estados. Isso pode levar a inconsist\u00eancias na coleta de evid\u00eancias e na transpar\u00eancia. Alguns estados que ainda n\u00e3o adotaram as c\u00e2meras citam o alto custo como o principal entrave.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Relat\u00f3rios recentes de entidades como a Defensoria P\u00fablica de S\u00e3o Paulo apontam dificuldades para que o sistema de justi\u00e7a e os cidad\u00e3os acessem as imagens gravadas, o que compromete a efic\u00e1cia da ferramenta como mecanismo de transpar\u00eancia e controle externo.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/oposicao-derrubar-portaria-governo-barrar-cameras-corporais-policiais\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A oposi\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados tenta agilizar a vota\u00e7\u00e3o de um projeto de decreto legislativo (PDL) que busca anular as portarias do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica (MJSP) que regulamentam o uso de c\u00e2meras corporais em policiais. 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