{"id":40391,"date":"2025-08-28T05:33:13","date_gmt":"2025-08-28T08:33:13","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro\/"},"modified":"2025-08-28T05:33:13","modified_gmt":"2025-08-28T08:33:13","slug":"o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro\/","title":{"rendered":"&#8221;O \u00daltimo Azul&#8217; olha para o envelhecer de forma generosa&#8217;, comenta Gabriel Mascaro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p data-end=\"765\" data-start=\"134\">Em <strong><em>O \u00daltimo Azul<\/em><\/strong>, novo longa de\u00a0<strong>Gabriel Mascaro<\/strong>, de\u00a0<em><strong>Boi Neon<\/strong><\/em>(2015) e\u00a0<em><strong>Divino Amor<\/strong><\/em>(2019), a atriz <strong>Denise Weinberg<\/strong> (<em>Greta<\/em>) encarna <strong>Tereza<\/strong>, uma mulher idosa que se recusa a se submeter \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de um destino imposto. Para o diretor, seu filme &#8220;<em>olha para o envelhecer de forma generosa<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p data-end=\"765\" data-start=\"134\">Em entrevista exclusiva \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, diretor e atriz falam sobre a experi\u00eancia de filmar na Amaz\u00f4nia, o protagonismo de atores locais e a pot\u00eancia de personagens mais velhos, desejantes e complexos e como o cinema pode ser um espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o e dignidade para todas as idades. Confira a seguir na \u00edntegra:<\/p>\n<h4 data-end=\"217\" data-start=\"144\"><strong data-end=\"215\" data-start=\"144\">A Amaz\u00f4nia como cen\u00e1rio de fantasia e descoberta<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"685\" data-start=\"453\">Natural de Pernambuco, <strong>Mascaro<\/strong>\u00a0contou que sua familiaridade com a Amaz\u00f4nia surgiu ainda na universidade, quando trabalhou com a ONG V\u00eddeo nas Aldeias, formando realizadores ind\u00edgenas:\u00a0<em data-end=\"873\" data-start=\"687\">&#8220;Foi um projeto muito lindo, de um antrop\u00f3logo chamado <strong>Van Sankarelli<\/strong>. Viajamos pelo Alto Rio Negro, e eu me familiarizei com essa imagem da Amaz\u00f4nia logo no in\u00edcio da minha carreira&#8221;,<\/em> revelou <strong>Mascaro<\/strong>.<\/p>\n<p data-end=\"1072\" data-start=\"894\">O diretor explicou que o filme precisava de um ambiente de fuga e deslocamento, capaz de transmitir isolamento e intensidade emocional:\u00a0<em data-end=\"1251\" data-start=\"1074\">&#8220;S\u00f3 o rio [Amazonas], com seu encanto, mist\u00e9rio e isolamento, poderia permitir uma jornada t\u00e3o pulsante e singular, onde a personagem Tereza fosse confrontada com uma experi\u00eancia \u00fanica&#8221;,<\/em> disse.<\/p>\n<p data-end=\"1549\" data-start=\"1074\">Ele destacou ainda o contraste entre a densidade da floresta e a produtividade local, exemplificando com a abertura do filme em uma f\u00e1brica de jacar\u00e9s: <em data-end=\"1547\" data-start=\"1419\">&#8220;Quase com frio polaco, com a roupa que parece estar na Europa. Quer\u00edamos uma Amaz\u00f4nia transfigurada, uma realidade suspensa.&#8221;<\/em><\/p>\n<p data-end=\"1662\" data-start=\"1551\">Al\u00e9m do contexto f\u00edsico, <strong>Mascaro<\/strong>\u00a0ressaltou o tom l\u00fadico da obra:\u00a0<em data-end=\"1939\" data-start=\"1664\">&#8220;O filme come\u00e7a com uma dan\u00e7a. \u00c9 quase um jogo, um filme brincalh\u00e3o, que se permite entrar no g\u00eanero do &#8216;coming of age&#8217;, mas aplicado a um corpo que n\u00e3o seja jovem. Foi incr\u00edvel trabalhar com <strong>Denise Weinberg<\/strong>, trazendo energia, protagonismo e orgulho do seu envelhecimento.&#8221;<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>&#8221;O \u00daltimo Azul&#8217; olha para o envelhecer de forma generosa&#8217;, comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<h4 data-end=\"2318\" data-start=\"2146\"><strong data-end=\"2198\" data-start=\"2146\">Um novo olhar sobre corpos mais velhos no cinema<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"2318\" data-start=\"2146\"><strong>Gabriel Mascaro<\/strong> ressaltou a raridade de protagonistas idosos que ainda se transformam e desejam viver intensamente:\u00a0<em data-end=\"2689\" data-start=\"2320\">&#8220;Durante quase dez anos de elabora\u00e7\u00e3o do roteiro, pesquisamos refer\u00eancias e encontramos quase nada. A maior parte dos filmes com protagonistas nessa idade lida com finitude ou nostalgia. Quase nenhum mostra um corpo pulsante, desejante, no presente. Por que n\u00e3o olhar para um corpo idoso que ainda pode se transformar, assim como fazemos com jovens no coming of age?&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Ele ressalta como o filme resgata a complexidade e o desejo do personagem idoso, rompendo com a vis\u00e3o tradicional do cinema: \u201c<em>O filme olha para o personagem, para o corpo, para o envelhecer, de uma forma generosa. Mostra que mais do que voar, existe o direito de escolher. <strong>Tereza<\/strong> recebe a dignidade que merece. Escrevemos um filme para um corpo idoso, complexo, desejante, ativo.<\/em>&#8220;<\/p>\n<p>O diretor afirma ainda que <em><strong>O \u00daltimo Azul<\/strong><\/em> traz um novo olhar para o idoso dentro do cinema: &#8220;<em>\u00c9 uma repara\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica. O cinema negligencia esse olhar; atores e atrizes idosos costumam ser domesticados, colocados em pap\u00e9is seguros e previs\u00edveis. Aqui, quer\u00edamos justamente o contr\u00e1rio: lan\u00e7ar esse corpo em uma jornada intensa, de transforma\u00e7\u00e3o e liberdade.<\/em>\u201d<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"''O \u00daltimo Azul' olha para o envelhecer de forma generosa', comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro-4.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>&#8221;O \u00daltimo Azul&#8217; olha para o envelhecer de forma generosa&#8217;, comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<h4 data-end=\"2464\" data-start=\"2116\"><strong>Os desafios da produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"698\" data-start=\"180\"><strong>Gabriel Mascaro<\/strong> detalhou os desafios de se filmar na Amaz\u00f4nia e como a produ\u00e7\u00e3o conseguiu transformar essas dificuldades em oportunidades criativas. Para ele, a din\u00e2mica do rio e a log\u00edstica aqu\u00e1tica foram os principais obst\u00e1culos:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-end=\"698\" data-start=\"180\"><p><em data-end=\"696\" data-start=\"435\">&#8220;O desafio natural \u00e9 a din\u00e2mica do rio, a entender como filmar a ideia do boat movie, a situa\u00e7\u00e3o da estrutura, dos barcos de apoio, a log\u00edstica aqu\u00e1tica. Foi muito bonito, porque a gente fez um filme muito diferente do modo de operando que \u00e9 feito no Brasil.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p data-end=\"1107\" data-start=\"758\"><strong>Mascaro<\/strong> ressaltou a import\u00e2ncia de ter contado com uma equipe totalmente amaz\u00f4nica, ao inv\u00e9s de trazer profissionais de outros estados: <em data-end=\"1105\" data-start=\"895\">&#8220;A gente fez um filme com a produ\u00e7\u00e3o toda amaz\u00f4nica. \u00c9 muito interessante e a gente se enriqueceu muito de poder ter tido essa troca com as particularidades da produ\u00e7\u00e3o amaz\u00f4nica, de como filmar na Amaz\u00f4nia.&#8221;<\/em><\/p>\n<p data-end=\"1452\" data-start=\"1109\"><strong>Denise<\/strong> refor\u00e7ou a relev\u00e2ncia do projeto para revelar novos talentos: <em data-end=\"1450\" data-start=\"1247\">&#8220;As participa\u00e7\u00f5es todas que acontecem l\u00e1 s\u00e3o os atores da cena do Teatro de Manaus, o que \u00e9 muito lindo tamb\u00e9m, porque acho que nunca antes teve um filme que conseguiu revelar e mostrar tanto talento.&#8221;<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"''O \u00daltimo Azul' olha para o envelhecer de forma generosa', comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro-2.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>&#8221;O \u00daltimo Azul&#8217; olha para o envelhecer de forma generosa&#8217;, comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Os s\u00edmbolos da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"373\" data-start=\"141\"><strong>Gabriel <\/strong>explicou como buscou inspira\u00e7\u00e3o para construir o universo do filme, especialmente o caracol da baba azul.\u00a0Segundo ele, o filme faz uma leitura da Amaz\u00f4nia, incorporando elementos m\u00e1gicos e simb\u00f3licos presentes na floresta:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-end=\"373\" data-start=\"141\"><p><em>A gente tem v\u00e1rias entidades sagradas ali na floresta. Voc\u00ea tem os cip\u00f3s, que t\u00eam elemento m\u00e1gico. Tem os sapos, que tamb\u00e9m criam alucina\u00e7\u00f5es, animais e experi\u00eancias que s\u00e3o muito pr\u00f3prias em diversas culturas etnogr\u00e1ficas na Amaz\u00f4nia.<\/em>\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p data-end=\"1239\" data-start=\"768\">Para n\u00e3o se apropriar de s\u00edmbolos sagrados de algumas culturas, a equipe optou por criar um elemento singular para o filme: \u201c<em>O que a gente tentou fazer foi criar um animal novo, singular, o caracol da baba azul, at\u00e9 para n\u00e3o utilizar elementos que s\u00e3o para algumas culturas coisas sagradas. A gente preferiu se inspirar no que acontece na realidade, mas criar nosso pr\u00f3prio elemento da Tereza, o elemento do filme, no mundo do filme.<\/em>\u201d<\/p>\n<h4 data-end=\"2174\" data-start=\"2138\"><strong data-end=\"2172\" data-start=\"2138\">Valoriza\u00e7\u00e3o do cinema regional<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"1861\" data-start=\"1513\"><strong>Gabriel<\/strong> destacou o encontro entre o cinema pernambucano e a produ\u00e7\u00e3o local da Amaz\u00f4nia como um momento de troca cultural e art\u00edstica: <em data-end=\"1859\" data-start=\"1648\">&#8220;O cinema do Norte e o teatro do Norte estavam precisando desse encontro de uma cinematografia descentralizada, trazendo a experi\u00eancia de pessoas como a <strong>Denise<\/strong> e <strong>Rodrigo Santoro<\/strong>. Foi um encontro muito bonito.&#8221;<\/em><\/p>\n<p data-end=\"2136\" data-start=\"1863\"><strong>Denise<\/strong> complementa, refor\u00e7ando o impacto do projeto sobre atores locais: <em data-end=\"2134\" data-start=\"1938\">&#8220;Acho que vai ser uma como\u00e7\u00e3o muito grande para eles, que viram filmar, sofreram tudo, mas toda a experi\u00eancia. Isso vai dar uma confirma\u00e7\u00e3o de que \u00e9 poss\u00edvel. \u00c9 uma esperan\u00e7a de que \u00e9 poss\u00edvel.&#8221; <\/em>Ela ainda ressalta a import\u00e2ncia de sair do eixo Rio-S\u00e3o Paulo e explorar o talento do Norte e Nordeste:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-end=\"2556\" data-start=\"2176\"><p><em data-end=\"2554\" data-start=\"2287\">O cinema no Nordeste d\u00e1 um banho no cinema do Sudeste. Isso \u00e9 muito legal, essa miscigena\u00e7\u00e3o dentro do Brasil. Tem atores l\u00e1 que s\u00e3o maravilhosos. Isso \u00e9 muito importante para a nossa profiss\u00e3o, para o ser humano do Norte que quer ser ator ou atriz.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p data-end=\"834\" data-start=\"216\">Para <strong>Gabriel Mascaro<\/strong>, essa vis\u00e3o vem de uma pol\u00edtica de descentraliza\u00e7\u00e3o do cinema brasileiro, que come\u00e7ou h\u00e1 cerca de 15 anos: <em data-end=\"832\" data-start=\"589\">&#8220;Hoje a gente est\u00e1 vendo o fruto disso. O desafio \u00e9 garantir a diversidade do Brasil. Quando celebramos o cinema pernambucano, na verdade, celebramos a diversidade. \u00c9 bom o Brasil poder ser confrontado com diferentes experi\u00eancias de Brasil.&#8221;<\/em><\/p>\n<p data-end=\"1166\" data-start=\"836\">Ele explica que esse cinema regional n\u00e3o \u00e9 uma disputa com o Sudeste, mas sim uma coexist\u00eancia de experi\u00eancias culturais: <em data-end=\"1164\" data-start=\"960\">&#8220;O cinema pernambucano \u00e9 politicamente um olhar descentralizado, mas \u00e9 filme brasileiro, filmado na Amaz\u00f4nia, com elenco nacional de peso. Mistura uma equipe internacional e busca interc\u00e2mbio cultural.&#8221;<\/em><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"''O \u00daltimo Azul' olha para o envelhecer de forma generosa', comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro-5.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>&#8221;O \u00daltimo Azul&#8217; olha para o envelhecer de forma generosa&#8217;, comenta Gabriel Mascaro (Divulga\u00e7\u00e3o\/Vitrine Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<h4 data-end=\"1207\" data-start=\"1168\"><strong data-end=\"1205\" data-start=\"1168\">Filmar com intensidade e urg\u00eancia<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"1511\" data-start=\"1209\"><strong>Gabriel<\/strong> comenta que a intensidade de suas produ\u00e7\u00f5es vem da sensa\u00e7\u00e3o de que cada filme pode ser o \u00faltimo: <em data-end=\"1509\" data-start=\"1316\">&#8220;Quando eu filmo, eu filmo com raiva. N\u00e3o posso errar. Filmo sempre como se fosse o \u00faltimo filme. \u00c9 tudo ou nada. Filmar com desespero talvez esteja impregnado no nosso ato de bravura final.&#8221;<\/em><\/p>\n<p data-end=\"1754\" data-start=\"1513\">Ele tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da cultura e da refer\u00eancia regional: <em data-end=\"1752\" data-start=\"1585\">&#8220;No Nordeste, as pessoas que trabalham no cinema s\u00e3o extremamente bem informadas e cultas. As refer\u00eancias s\u00e3o completamente diferentes. Isso d\u00e1 um upgrade no filme.&#8221;<\/em><\/p>\n<h4 data-end=\"1803\" data-start=\"1756\"><strong data-end=\"1801\" data-start=\"1756\">Recep\u00e7\u00e3o internacional e temas universais<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"2084\" data-start=\"1805\"><strong>Denise Weinberg<\/strong> comenta sobre a aceita\u00e7\u00e3o do filme em festivais internacionais, como em Berlim:<br data-end=\"1903\" data-start=\"1900\"\/><em data-end=\"2082\" data-start=\"1903\">&#8220;Ficamos surpresos com a aceita\u00e7\u00e3o. O filme \u00e9 muito humano e trata de um tema global: o idoso e como a sociedade lida com ele. Isso toca todo lugar do mundo, da China ao Jap\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<p data-end=\"2411\" data-start=\"2086\">Ela ressalta o impacto do cen\u00e1rio amaz\u00f4nico e a inventividade da narrativa: <em data-end=\"2409\" data-start=\"2164\">&#8220;Todo mundo tem curiosidade pela Amaz\u00f4nia, mas apresentamos uma Amaz\u00f4nia diferenciada. H\u00e1 inventividade na cria\u00e7\u00e3o, no estado de mundo alterado, numa col\u00f4nia de idosos. O filme mistura distopia com utopia, e isso toca profundamente o p\u00fablico.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>Para <strong>Denise<\/strong>, o filme surpreende ao inverter expectativas sobre envelhecimento: <em>&#8220;As pessoas entram achando que \u00e9 um filme sobre apocalipse e saem apaixonadas, com desejo de viver e envelhecer. O filme acredita na puls\u00e3o da vida, na utopia, mesmo sendo dist\u00f3pico.&#8221;<\/em><\/p>\n<h4 data-end=\"2724\" data-start=\"2469\"><strong>&#8220;<em>Um sopro de resist\u00eancia<\/em>&#8220;<\/strong><\/h4>\n<h4 data-end=\"2724\" data-start=\"2469\"><strong>&#8220;<em>Um sopro de resist\u00eancia<\/em>&#8220;<\/strong><\/h4>\n<p>Com a estreia do filme nos cinemas a partir desta quinta-feira, dia 28 de agosto, <strong>Denise<\/strong> explica o que espera que o p\u00fablico sinta ao acompanhar <strong>Tereza<\/strong>:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>Eu espero que os velhos se levantem (risos). Mas essa indigna\u00e7\u00e3o da <strong>Tereza<\/strong> n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para os mais velhos; serve para qualquer idade. Ela n\u00e3o aceita a obedi\u00eancia passiva que tanto nos marca. No Brasil, muitas vezes seguimos no \u2018tudo bem, \u00e9 assim mesmo\u2019. Isso nos trouxe at\u00e9 aqui, mas n\u00e3o \u00e9 saud\u00e1vel. A Tereza surge como um sopro de resist\u00eancia, dizendo: \u2018n\u00e3o vou, n\u00e3o quero ir\u2019. Ela levanta, desafia, questiona, e inspira outros a fazerem o mesmo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A atriz ainda conecta a trajet\u00f3ria de <strong>Tereza<\/strong> com quest\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais:\u00a0\u201c<em>A obedi\u00eancia que muitas vezes carregamos, herdada de uma hist\u00f3ria colonizada, nos impede de exercer nossa pr\u00f3pria identidade. E a\u00ed a hist\u00f3ria da <strong>Tereza<\/strong> ganha dimens\u00e3o pol\u00edtica: colocam os idosos em uma col\u00f4nia, tiram sua liberdade, e nunca mais os devolvem. \u00c9 um alerta sobre o que a sociedade faz com quem deveria ser respeitado e ouvido. O Brasil se acostuma a obedecer demais, a aceitar imposi\u00e7\u00f5es externas, e isso atravessa gera\u00e7\u00f5es.<\/em>\u201d<\/p>\n<p><iframe title=\"O \u00daLTIMO AZUL | Trailer Oficial\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Kg6dEeqNtVc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong>Conhe\u00e7a os 16 filmes brasileiros habilitados a concorrer a uma vaga no Oscar 2026<\/p>\n<blockquote class=\"amdb-polls\" contenteditable=\"false\" data-sid=\"\/polls\/14\/embed\/\">\n<p>Qual foi o melhor filme de 2025 at\u00e9 agora? Vote no seu favorito!<\/p>\n<ul>\n<li>Anora<\/li>\n<li>Conclave<\/li>\n<li>Flow<\/li>\n<li>O Brutalista<\/li>\n<li>Mickey 17<\/li>\n<li>Vit\u00f3ria<\/li>\n<li>Pecadores<\/li>\n<li>Thunderbolts*<\/li>\n<li>Homem com H<\/li>\n<li>Karat\u00ea Kid: Lendas<\/li>\n<li>Premoni\u00e7\u00e3o 6: La\u00e7os de Sangue<\/li>\n<li>Miss\u00e3o: Imposs\u00edvel &#8211; O Acerto Final<\/li>\n<li>Como Treinar o Seu Drag\u00e3o<\/li>\n<li>F1: O Filme<\/li>\n<li>Superman<\/li>\n<li>Quarteto Fant\u00e1stico: Primeiros Passos<\/li>\n<li>Amores Materialistas<\/li>\n<li>A Melhor M\u00e3e do Mundo<\/li>\n<li>Uma Sexta-Feira Mais Louca Ainda<\/li>\n<li>A Hora do Mal<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/o-ultimo-azul-olha-para-o-envelhecer-de-forma-generosa-comenta-gabriel-mascaro\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em O \u00daltimo Azul, novo longa de\u00a0Gabriel Mascaro, de\u00a0Boi Neon(2015) e\u00a0Divino Amor(2019), a atriz Denise Weinberg (Greta) encarna Tereza, uma mulher idosa que se recusa a se submeter \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es de um destino imposto. 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