{"id":40191,"date":"2025-08-27T13:17:07","date_gmt":"2025-08-27T16:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/dora-morelenbaum-reflete-sobre-bala-desejo-carreira-solo-e-musica-brasileira\/"},"modified":"2025-08-27T13:17:07","modified_gmt":"2025-08-27T16:17:07","slug":"dora-morelenbaum-reflete-sobre-bala-desejo-carreira-solo-e-musica-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/dora-morelenbaum-reflete-sobre-bala-desejo-carreira-solo-e-musica-brasileira\/","title":{"rendered":"Dora Morelenbaum reflete sobre Bala Desejo, carreira solo e m\u00fasica brasileira"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Encontramos <strong>Dora Morelenbaum<\/strong> durante o <strong>Circuito Nova M\u00fasica<\/strong>, que a levou para shows itinerantes com outras bandas pelas cidades de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Americana e Campinas. Longe da din\u00e2mica intensa que marcou seus tempos no <strong>Bala Desejo<\/strong>, ela parece estar exatamente onde precisa estar: em estado de contempla\u00e7\u00e3o, descobrindo nuances de seu pr\u00f3prio trabalho que s\u00f3 a solid\u00e3o criativa pode revelar.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Filha de m\u00fasicos que integraram a banda de <strong>Tom Jobim<\/strong>, <strong>Dora<\/strong> carrega no DNA uma heran\u00e7a musical que demorou para aceitar como verdadeiramente sua. Seu pai \u00e9 violoncelista, arranjador, maestro, produtor musical e compositor; sua m\u00e3e \u00e9 cantora. &#8220;Eles participaram por muitos anos da banda do <strong>Tom<\/strong> e isso pautou muito o trabalho deles depois disso tamb\u00e9m. At\u00e9 hoje eles s\u00e3o grandes divulgadores da obra do <strong>Tom<\/strong>&#8220;, conta.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A av\u00f3 dava aulas de piano e foi sua primeira professora. &#8220;Mas ainda era nessa din\u00e2mica, eu era muito pequena ainda. Sempre foi uma coisa que eu era apaixonada, tamb\u00e9m, de alguma forma&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">A descoberta da pr\u00f3pria voz<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;Acho que s\u00f3 na adolesc\u00eancia eu falei: n\u00e3o, eu quero fazer isso. Mas eu gosto de uma coisa diferente daquilo que j\u00e1 era natural ali em casa&#8221;, relembra. Foi quando conheceu amigos da escola com outras refer\u00eancias musicais que algo mudou: &#8220;A\u00ed eu fui trazendo mais para mim. Eu falei: ah, t\u00e1, isso aqui n\u00e3o \u00e9 meu, sabe? \u00c9 dos meus pais, \u00e9 da minha av\u00f3&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Foi nesse processo que come\u00e7ou a compor as primeiras m\u00fasicas, que est\u00e3o presentes no primeiro disco de est\u00fadio solo, <em><strong>Pique<\/strong><\/em> (2024): &#8220;S\u00e3o tr\u00eas can\u00e7\u00f5es e mais uma que entrou depois&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Esse primeiro EP foi importante para entender a din\u00e2mica de produ\u00e7\u00e3o musical. &#8220;\u00c9 um assunto que me interessa muito, e que vejo cada vez mais fazendo sentido artisticamente. As pessoas que admiro t\u00eam muito essa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m com a produ\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Bala Desejo<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O <strong>Bala Desejo<\/strong> se formou no final de 2020, durante a pandemia de covid-19. &#8220;Ficamos isolados juntos. Era mais porque eu estava prestes a lan\u00e7ar meu EP. A <strong>Julia<\/strong> [<strong>Mestre<\/strong>] tamb\u00e9m. O <strong>Lucas<\/strong> [<strong>Nunes<\/strong>] e o <strong>Z\u00e9<\/strong> [<strong>Ibarra<\/strong>] tinham uma banda juntos. E cada um estava com seus projetos querendo terminar&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">A ideia inicial era pr\u00e1tica: &#8220;A gente falou, por que a gente n\u00e3o monta um est\u00fadio na casa da <strong>J\u00falia<\/strong> e termina os trabalhos l\u00e1? S\u00f3 que a\u00ed a gente come\u00e7ou outra coisa&#8221;.<\/p>\n<blockquote class=\"whitespace-normal break-words citacao\"><p>Come\u00e7amos a fazer lives e apareceu uma demanda do p\u00fablico falando: &#8216;Voc\u00eas s\u00e3o um grupo, adoro essa banda&#8217;. E a gente: &#8216;N\u00e3o somos uma banda! Mas voc\u00eas est\u00e3o gostando&#8217;.<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Depois veio o convite da gravadora <strong>Coala<\/strong> para fazer show e disco. &#8220;Ent\u00e3o foi uma sequ\u00eancia de fatores que se deu naturalmente. N\u00e3o foi tipo, gente, vamos juntar&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">O meme e o sucesso viral<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">O grupo virou meme no programa <strong>Cultura Livre<\/strong>, quando responderam \u00e0 pergunta &#8220;<strong>Cultura Livre<\/strong> por <strong>Bala Desejo<\/strong>&#8220;. &#8220;Eu acho o meme maravilhoso&#8221;, diz <strong>Dora<\/strong>. &#8220;Muita gente conheceu a gente por causa do meme e veio falar depois: &#8216;Nossa, eu ouvi o som de voc\u00eas, n\u00e3o conhecia. Vi no v\u00eddeo e amei&#8217;. Muita gente detestou tamb\u00e9m, mas&#8230; foda-se, faz parte&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Para ela, \u00e9 importante ter senso de humor: &#8220;A gente tem que rir de si. A gente tem que se levar a s\u00e9rio quando precisa se levar. E tem que n\u00e3o levar tamb\u00e9m quando n\u00e3o precisa&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">A pausa atual do grupo<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Sobre o momento atual do <strong>Bala Desejo<\/strong>, <strong>Dora<\/strong> \u00e9 clara: &#8220;A gente est\u00e1 nesse momento que a gente fala: vamos dar esse tempo e ver o que acontece. Acho que para mim, pessoalmente, tudo do <strong>Bala<\/strong> fez muito sentido naquele momento. O convite, a gente estar junto, os assuntos, os motivos. E agora \u00e9 uma coisa totalmente diferente&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Ela v\u00ea como um ciclo natural: &#8220;Pra gente voltar em algum momento e produzir uma nova coisa, a gente precisa ressignificar essas vontades, essas ideias&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Turn\u00ea solo: sozinha, mas acompanhada<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><strong>Dora<\/strong> est\u00e1 fazendo shows sozinha, uma experi\u00eancia relativamente rara para ela. &#8220;Mesmo no meu trabalho solo, eu sempre estou acompanhada. \u00c9 interessante estar sozinha tamb\u00e9m. A solid\u00e3o do quarto, dos pensamentos, e esse espa\u00e7o criativo que se abre&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Ela reconhece a necessidade desses momentos:<\/p>\n<blockquote class=\"whitespace-normal break-words citacao\"><p>A gente est\u00e1 sempre cercado de gente e muitas vezes isso, de alguma forma&#8230; voc\u00ea n\u00e3o tem tempo por conta do trabalho e n\u00e3o tem tempo por conta de disposi\u00e7\u00e3o mesmo. \u00c0s vezes a gente precisa dessa solid\u00e3o, mesmo que seja dolorosa.<\/p><\/blockquote>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Durante o <strong>Circuito Nova M\u00fasica<\/strong>, ela observa os diferentes processos criativos dos colegas. &#8220;Meu momento de cria\u00e7\u00e3o depende um pouco desse estado de solid\u00e3o e de foco, de mergulho. E a\u00ed eu vejo as <strong>Veras<\/strong> compondo na van, com uma ideia que veio de repente&#8230; O processo criativo delas \u00e9 muito movimento&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Sobre a experi\u00eancia do <strong>Circuito<\/strong> em si, ela destaca a oportunidade \u00fanica de conviv\u00eancia: &#8220;Eu j\u00e1 fiz muita viagem com muita gente, mas nunca \u00e9 assim como dessa vez. Voc\u00ea ou viaja com a sua pr\u00f3pria banda e encontra com a galera no backstage por meia hora. Nunca \u00e9 uma troca intensa assim&#8221;. Para ela, o formato permite descobertas: &#8220;Voc\u00ea vai conhecendo mais as nuances dos outros trabalhos. E \u00e9 isso de levar esse som para pessoas que n\u00e3o conhecem, porque n\u00e3o existe tanta demanda de alguma forma. Ou existe, mas eles n\u00e3o sabem que existe&#8221;.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Polaroid: Tauana Sofia<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">A m\u00fasica como comunica\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;A m\u00fasica foi minha l\u00edngua prim\u00e1ria&#8221;, explica <strong>Dora<\/strong> sobre sua rela\u00e7\u00e3o com a arte. &#8220;Em casa e com a minha fam\u00edlia. Entendi muito das coisas atrav\u00e9s disso, primeiro. Ent\u00e3o \u00e9 engra\u00e7ado porque meu processo \u00e9 meio diferente nesse sentido, meu entendimento lingu\u00edstico das coisas vem depois do meu entendimento mais sutil&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Para ela, a m\u00fasica transcende palavras: &#8220;M\u00fasica \u00e9 um assunto invis\u00edvel e, ao mesmo tempo, \u00e9 o que todo mundo consegue entender, mesmo sem traduzir em palavras&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">A complexidade da m\u00fasica brasileira<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Quando fala sobre m\u00fasica brasileira no exterior, <strong>Dora<\/strong> se anima: &#8220;V\u00e1rias m\u00fasicas que saem do Brasil t\u00eam essa influ\u00eancia da complexidade harm\u00f4nica. Voc\u00ea leva isso pra gringa e as pessoas ficam: &#8216;Gente!&#8217;. Todo mundo nem sabe como sentir aquilo&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Ela credita essa riqueza \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o musical do pa\u00eds: &#8220;O samba j\u00e1 tinha muito essa origem de muita harmonia. A bossa nova, de alguma forma, estica isso ao m\u00e1ximo. <strong>Jo\u00e3o Gilberto<\/strong> tem grande influ\u00eancia na galera da Bahia e tudo que vem depois disso&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">&#8220;Muitas vezes brasileiros v\u00e3o ouvir uma harmonia com v\u00e1rios caminhos e v\u00e3o achar normal e sentir aquilo de alguma forma. Voc\u00ea leva pra gringa e as pessoas j\u00e1 estranham e acham incr\u00edvel&#8221;, observa.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Ela j\u00e1 tocou na Europa v\u00e1rias vezes. &#8220;Cara, \u00e9 muito diferente. A galera l\u00e1 vai e n\u00e3o tem ideia do que \u00e9 o som. E est\u00e1 mais empolgada do que os f\u00e3s daqui&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Recentemente, ela esteve na Pol\u00f4nia e ficou impressionada com a cena musical local: &#8220;Eu fui em alguns shows de experimenta\u00e7\u00e3o, de improvisa\u00e7\u00e3o, totalmente experimentais. E era o rol\u00ea da sexta-feira. A galera sentada, curtindo um som alucinado e alucinante. Eu falei: n\u00e3o existe esse lugar no Rio de Janeiro. Talvez em S\u00e3o Paulo existe um pouco&#8221;.<\/p>\n<h2 class=\"text-xl font-bold text-text-100 mt-1 -mb-0.5\">Cr\u00edticas ao consumo atual de m\u00fasica<\/h2>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Sobre streaming e redes sociais, <strong>Dora<\/strong> \u00e9 direta: &#8220;Eu n\u00e3o tenho uma boa leitura de coisas que acontecem na internet, talvez isso me coloque como pessoa velha. Mas 15 segundos n\u00e3o \u00e9 uma m\u00fasica, \u00e9 s\u00f3 um fragmento. Pera\u00ed, vamos ouvir a m\u00fasica inteira?&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">Ela s\u00f3 entendeu realmente o retorno do p\u00fablico aos shows: &#8220;As pessoas que curtem minha m\u00fasica curtem estar num show e se conectar com aquilo. Tem a ver com esse lugar real, presencial, a presen\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\">E critica o sistema atual: &#8220;A gente est\u00e1 num momento meio estranho de consumo de m\u00fasica. Muitas coisas precisam se regulamentar para que a gente tenha um consumo mais saud\u00e1vel. E n\u00e3o s\u00f3 conceitualmente, mas tamb\u00e9m para que os m\u00fasicos sejam pagos. Algu\u00e9m est\u00e1 trabalhando para aquilo acontecer, e essa pessoa n\u00e3o est\u00e1 ganhando dinheiro&#8221;.<\/p>\n<hr class=\"border-border-300 my-2\"\/>\n<p class=\"whitespace-normal break-words\"><em><strong>Dora<\/strong><strong>Morelenbaum<\/strong> segue em turn\u00ea pelo Brasil e o mundo, e no pr\u00f3ximo m\u00eas se apresenta no <strong>Coala Festival<\/strong>. Seu mais recente trabalho solo, <strong>PIQUE<\/strong>, est\u00e1 dispon\u00edvel nas principais plataformas digitais.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/dora-morelenbaum-reflete-sobre-bala-desejo-carreira-solo-e-musica-brasileira\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encontramos Dora Morelenbaum durante o Circuito Nova M\u00fasica, que a levou para shows itinerantes com outras bandas pelas cidades de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, Americana e Campinas. 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