{"id":40189,"date":"2025-08-27T13:14:08","date_gmt":"2025-08-27T16:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/tarifas-dos-eua-pioram-cenario\/"},"modified":"2025-08-27T13:14:08","modified_gmt":"2025-08-27T16:14:08","slug":"tarifas-dos-eua-pioram-cenario","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/tarifas-dos-eua-pioram-cenario\/","title":{"rendered":"tarifas dos EUA pioram cen\u00e1rio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A combina\u00e7\u00e3o entre juros elevados dom\u00e9sticos e as tarifas impostas pelo governo americano est\u00e1 criando uma tempestade perfeita para as empresas brasileiras, com a inadimpl\u00eancia de empresas atingindo n\u00edveis hist\u00f3ricos.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Inadimpl\u00eancia de empresas: juros altos sufocam neg\u00f3cios<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As empresas brasileiras enfrentam a pior crise de liquidez dos \u00faltimos oito anos. As d\u00edvidas n\u00e3o quitadas do setor corporativo atingiram R$ 182,4 bilh\u00f5es em maio de 2025, o maior valor registrado pela Serasa Experian desde 2016.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">S\u00e3o 7,7 milh\u00f5es de empresas \u2013 praticamente um ter\u00e7o dos CNPJs ativos \u2013 com contas em atraso h\u00e1 mais de 90 dias, marcando o quinto m\u00eas consecutivo de recordes. Cada empresa acumula, em m\u00e9dia, 7,3 contas em atraso.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Pris\u00e3o de Bolsonaro pode gerar novas san\u00e7\u00f5es dos EUA e ampliar risco de crise econ\u00f4mica<\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/18163843\/tarifas-eua-brasil-impacto-estrategias-empresas-380x214.jpg.webp\" alt=\"tarifas-eua-brasil-impacto-estrategias-empresas Movimento no porto de Paranagu\u00e1 (PR): tarifa m\u00e9dia de importa\u00e7\u00f5es de produrtos brasileiros pelos EUA aumentou 30 vezes desde o fim de 2024.\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>O que as empresas brasileiras est\u00e3o fazendo para \u201cdriblar\u201d o tarifa\u00e7o dos EUA<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">Pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva deve manter cen\u00e1rio adverso<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A raiz do problema est\u00e1 nas altas taxas de juro. A taxa Selic em 15% ao ano \u2013 com expectativa de manuten\u00e7\u00e3o desse patamar at\u00e9 o fim de 2025 e queda apenas gradual a partir de 2026 \u2013 transformou o cr\u00e9dito em artigo de dif\u00edcil acesso para a maioria das empresas brasileiras.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Os resultados trimestrais dos principais bancos j\u00e1 mostram sinais de modera\u00e7\u00e3o na concess\u00e3o de cr\u00e9dito. Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), o ritmo de crescimento da carteira de cr\u00e9dito vem desacelerando, especialmente entre as fam\u00edlias. O ritmo de expans\u00e3o anual caiu de 11,9%, em junho, para 11,3%, em julho.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Tanto os dados das concess\u00f5es quanto o comportamento do saldo das carteiras indicam que a tend\u00eancia ao longo do segundo semestre \u00e9 de modera\u00e7\u00e3o, refletindo os efeitos contracionistas da pol\u00edtica monet\u00e1ria&#8221;, explica Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regula\u00e7\u00e3o Prudencial e Riscos da Febraban.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A expectativa geral \u00e9 de que a trajet\u00f3ria da inadimpl\u00eancia de empresas continue em alta no curto prazo. A pr\u00f3pria Febraban projeta que a taxa de inadimpl\u00eancia da carteira com recursos livres dos bancos se mantenha em 5% tanto em 2025 quanto em 2026, um patamar mais elevado que o de 2024.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Tarifas americanas: protecionismo acelera crise de inadimpl\u00eancia de empresas<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Nesse contexto j\u00e1 desafiador, a pol\u00edtica comercial americana surge como um agravante adicional, intensificando a press\u00e3o sobre as exportadoras e sua cadeia de fornecedores. Segundo c\u00e1lculos do BTG Pactual, a tarifa m\u00e9dia sobre produtos brasileiros saltou para 30,9%, um aumento de 30 vezes.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">O impacto do &#8220;tarifa\u00e7o&#8221; na cadeia exportadora<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A ado\u00e7\u00e3o do adicional sobre as importa\u00e7\u00f5es brasileiras pelos Estados Unidos transformou radicalmente o cen\u00e1rio para exportadores. Mesmo com a ado\u00e7\u00e3o da lista de exce\u00e7\u00f5es, um levantamento da CNI mostra que 77,8% da pauta exportadora brasileira para os EUA est\u00e1 sujeita a algum tipo de taxa\u00e7\u00e3o por parte dos Estados Unidos e mais da metade das exporta\u00e7\u00f5es enfrentar\u00e3o sobretaxas de 50%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O impacto vai muito al\u00e9m dos exportadores diretos. &#8220;Esse aumento tarif\u00e1rio gera um choque direto no capital de giro das exportadoras nacionais. Ao precisarem reduzir pre\u00e7os para manter contratos ou recuar do mercado americano, essas empresas iniciam um efeito-domin\u00f3, no qual fornecedores de insumos, transportadoras e prestadores de servi\u00e7os podem come\u00e7ar a enfrentar atrasos nos pagamentos, colocando toda a cadeia sob risco&#8221;, alerta Silvano Boing, CEO da Global, maior recuperadora de cr\u00e9dito empresarial do pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Diante dessas sobretaxas, muitos exportadores brasileiros se veem for\u00e7ados a escolher entre duas alternativas igualmente prejudiciais: reduzir drasticamente pre\u00e7os e margens para tentar manter contratos \u2013 o que pode levar a operar no preju\u00edzo \u2013 ou simplesmente abandonar o mercado norte-americano, perdendo receitas conquistadas ao longo de anos de investimento em relacionamento comercial. Ambas as op\u00e7\u00f5es resultam em severa compress\u00e3o do fluxo de caixa e podem disparar um efeito domin\u00f3 devastador.<\/p>\n<h3 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h3__xSAn9\">PIB brasileiro pode perder R$ 25,8 bilh\u00f5es em dois anos<\/h3>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A dimens\u00e3o do problema \u00e9 significativa. Um estudo da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), publicado no in\u00edcio do m\u00eas, projeta que o tarifa\u00e7o pode tirar R$ 25,8 bilh\u00f5es do PIB brasileiro em at\u00e9 dois anos. A Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC) estima que cerca de 10,8 mil empresas exportadoras de m\u00e9dio porte ser\u00e3o as mais diretamente afetadas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Essas companhias, que formam a base do ecossistema de fornecimento dos grandes exportadores, t\u00eam menor capacidade de absorver choques financeiros, menor flexibilidade de capital de giro e acesso mais restrito a linhas de cr\u00e9dito internacionais que poderiam amenizar o impacto.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Pequenas e m\u00e9dias empresas: no epicentro da tempestade perfeita<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Os R$ 182,4 bilh\u00f5es em d\u00edvidas empresariais encontram sua concentra\u00e7\u00e3o mais dram\u00e1tica nas micro, pequenas e m\u00e9dias empresas. Estes n\u00fameros ganham dimens\u00e3o ainda mais preocupante quando analisamos que, dos 7,7 milh\u00f5es de CNPJs inadimplentes registrados pela Serasa Experian, 7,3 milh\u00f5es s\u00e3o MPMEs e que s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 90% da inadimpl\u00eancia de empresas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Entre os setores mais vulner\u00e1veis a essa combina\u00e7\u00e3o de press\u00f5es, o varejo desponta como um dos mais cr\u00edticos, segundo an\u00e1lise do Centro de Excel\u00eancia em Varejo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGVcv). A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 estrutural: com margens tradicionalmente apertadas e alta depend\u00eancia de capital de giro para financiar estoques e prazos de pagamento aos clientes, o setor v\u00ea sua rentabilidade evaporar. Redes j\u00e1 est\u00e3o revendo planos de expans\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O setor de servi\u00e7os lidera o ranking com 53,7% das empresas negativadas, seguido por com\u00e9rcio (34,1%) e ind\u00fastria (8%). S\u00e3o sal\u00f5es de beleza, restaurantes, oficinas mec\u00e2nicas, pequenas lojas de bairro, escrit\u00f3rios de contabilidade \u2013 neg\u00f3cios que empregam milh\u00f5es de brasileiros e que agora lutam para sobreviver em um ambiente econ\u00f4mico hostil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A vulnerabilidade das MPMEs n\u00e3o \u00e9 acidental, mas estrutural. Essas empresas operam com margens muito mais apertadas que as grandes corpora\u00e7\u00f5es, t\u00eam acesso limitado ao mercado de capitais, dependem quase exclusivamente do sistema banc\u00e1rio tradicional para financiamento e possuem menor poder de barganha com fornecedores e clientes. Quando o cr\u00e9dito seca e os juros explodem, s\u00e3o as primeiras a sentir o impacto.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Muitas dessas empresas j\u00e1 operavam no limite antes do tarifa\u00e7o&#8221;, explica Leandro Tura\u00e7a, s\u00f3cio-gestor da Ouro Preto Investimentos. &#8220;Com margens comprimidas pela concorr\u00eancia acirrada e custos crescentes, qualquer choque adicional as empurra para o precip\u00edcio. O tarifa\u00e7o americano \u00e9 a gota d&#8217;\u00e1gua que faltava para transformar dificuldade em insolv\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Camila Abdelmalack, economista da Serasa Experian, alerta para um cen\u00e1rio de inadimpl\u00eancia corporativa cada vez mais preocupante no Brasil. Empresas endividadas enfrentam restri\u00e7\u00f5es significativas para obter novos financiamentos ou renegociar d\u00edvidas, o que amplia o risco de agravamento da situa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um cen\u00e1rio que, al\u00e9m da inadimpl\u00eancia, pode contribuir para um aumento no n\u00famero de recupera\u00e7\u00f5es judiciais e de fal\u00eancias.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Tempo \u00e9 dinheiro: o que se pode fazer na crise de inadimp\u00eancia de empresas<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Diante desse cen\u00e1rio de m\u00faltiplas press\u00f5es convergentes, especialistas alertam que a passividade pode ser fatal. Carlos Ottoni, s\u00f3cio da KPMG, enfatiza que n\u00e3o h\u00e1 mais tempo para estrat\u00e9gias defensivas. Ele ressalta a necessidade urgente de as empresas buscarem alternativas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;N\u00e3o d\u00e1 mais para esperar uma solu\u00e7\u00e3o m\u00e1gica vinda do governo ou uma revers\u00e3o s\u00fabita do cen\u00e1rio internacional. As empresas precisam ser proativas: buscar novos mercados, renegociar contratos, otimizar custos, diversificar receitas. Quem ficar parado esperando vai ser engolido pela crise.&#8221;<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A agilidade na recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito torna-se quest\u00e3o de sobreviv\u00eancia. Elias Sfeir, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Bureaus de Cr\u00e9dito (ANBC), apresenta dados reveladores: 82% das d\u00edvidas de neg\u00f3cios entre empresas s\u00e3o recuperadas se tratadas nos primeiros dez dias de atraso, mas essa taxa despenca para meros 12% ap\u00f3s 180 dias.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/inadimplencia-empresas-juros-altos-tarifas-eua\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A combina\u00e7\u00e3o entre juros elevados dom\u00e9sticos e as tarifas impostas pelo governo americano est\u00e1 criando uma tempestade perfeita para as empresas brasileiras, com a inadimpl\u00eancia de empresas atingindo n\u00edveis hist\u00f3ricos. Inadimpl\u00eancia de empresas: juros altos sufocam neg\u00f3cios As empresas brasileiras enfrentam a pior crise de liquidez dos \u00faltimos oito anos. 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