{"id":39530,"date":"2025-08-24T20:59:14","date_gmt":"2025-08-24T23:59:14","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/ex-prisioneiras-ucranianas-relatam-abusos-russos\/"},"modified":"2025-08-24T20:59:14","modified_gmt":"2025-08-24T23:59:14","slug":"ex-prisioneiras-ucranianas-relatam-abusos-russos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/ex-prisioneiras-ucranianas-relatam-abusos-russos\/","title":{"rendered":"Ex-prisioneiras ucranianas relatam abusos russos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">H\u00e1 exatos 10 dias, a R\u00fassia fez uma troca de prisioneiros com a Ucr\u00e2nia e libertou dezenas de civis, incluindo mulheres, como Yuliia Panina, Maryna Berezniatska e Svitlana Holovan, residentes da regi\u00e3o de Donetsk, que estavam presas desde 2019.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Dias ap\u00f3s serem libertadas, elas relataram os abusos sofridos durante o cativeiro russo, em uma confer\u00eancia em Kiev, capital ucraniana. O evento foi organizado por Liudmyla Huseinova, diretora da ONG Numo Sisters, tamb\u00e9m sobrevivente do c\u00e1rcere russo.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Abusos psicol\u00f3gicos, f\u00edsicos e sexuais<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Entre as regras impostas pelos russos durante o cativeiro, uma das principais era a proibi\u00e7\u00e3o do idioma nativo dos ucranianos sob pena de mais tortura. A diretora da ONG que abriu o evento mencionou que elas foram &#8220;obrigadas a falar russo durante todo o cativeiro&#8221; e, quando libertas, chegaram a se perguntar se &#8220;seriam capazes de voltar a falar ucraniano&#8221;.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Liudmyla cita crimes cometidos por russos dentro do cativeiro: abusos f\u00edsicos e sexuais, interrogat\u00f3rios di\u00e1rios e intermin\u00e1veis, humilha\u00e7\u00f5es, isolamento, simula\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o, priva\u00e7\u00f5es dos direitos mais b\u00e1sicos como acesso \u00e0 \u00e1gua, comida, higiene e medicamentos.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201c\u00c9 preciso reconstruir-se psicologicamente e fisicamente. Lembro que nos seis primeiros meses ap\u00f3s minha liberta\u00e7\u00e3o, ainda tinha picos de adrenalina. A gente se sente forte, acha que pode superar tudo sozinha, mas depois de alguns meses, os problemas de sa\u00fade f\u00edsica e mental come\u00e7am e nos dominam. Psic\u00f3logos nos ajudam, e sou grata por isso, mas quando n\u00e3o se tem onde dormir, isso n\u00e3o ajuda. Acho que isso n\u00e3o \u00e9 normal, pois j\u00e1 faz 11 anos que pessoas voltam do cativeiro, e esse problema ainda n\u00e3o foi resolvido\u201d, diz a diretora da ONG Numo Sisters, citando que as civis recentemente libertadas precisam de amparo urgentemente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;Sobrevivemos \u00e0 tortura, mas a esperan\u00e7a sempre persistiu. Em breve, poderei rever meus filhos, que cresceram muito. Por isso minhas emo\u00e7\u00f5es, as l\u00e1grimas, a alegria, se misturam\u201d, disse Svitlana Holavan, que era oper\u00e1ria em uma f\u00e1brica de conservas de peixe em Novoazovsk, cidade que fica na fronteira com a R\u00fassia. Ela foi presa em raz\u00e3o de ter parentes em territ\u00f3rio ucraniano, o que tornou ela suspeita aos olhos do Kremlin.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cRezei tanto para que isso acontecesse, e meu supl\u00edcio finalmente acabou. Em breve, poderei rever meus filhos, que cresceram muito. Por isso minhas emo\u00e7\u00f5es, as l\u00e1grimas, a alegria, se misturam\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cAinda n\u00e3o consigo acreditar que esse inferno, que dominou minha vida por seis anos, acabou. Quando vi todas aquelas pessoas nos recebendo quando chegamos de \u00f4nibus, senti emo\u00e7\u00f5es positivas como n\u00e3o sentia h\u00e1 seis anos\u201d, diz Svitlana, cujas filhas conseguiram se refugiar na Alemanha.<\/p>\n<div class=\"postImage_post-content-image__2CJdu\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><source type=\"image\/webp\" srcset=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-1280x720.jpg.webp 1280w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-960x540.jpg.webp 960w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-660x372.jpg.webp 660w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-540x360.jpg.webp 540w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-380x214.jpg.webp 380w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-720x720.jpg.webp 720w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-540x540.jpg.webp 540w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-372x372.jpg.webp 372w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-214x214.jpg.webp 214w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-scaled.jpg.webp 2560w\" sizes=\"(max-width: 767px) 328px, 638px\"\/><source type=\"image\/jpeg\" srcset=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-1280x720.jpg.webp 1280w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-960x540.jpg.webp 960w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-660x372.jpg.webp 660w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-540x360.jpg.webp 540w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-380x214.jpg.webp 380w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-720x720.jpg.webp 720w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-540x540.jpg.webp 540w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-372x372.jpg.webp 372w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-214x214.jpg.webp 214w, https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/24173832\/1e5fde09605d6eced71aafb222179f46786abfab-1-scaled.jpg.webp 2560w\" sizes=\"(max-width: 767px) 328px, 638px\"\/><\/picture><i class=\"postImage_post-image-caption__yoE82\">Manifestantes denunciam crimes de guerra da R\u00fassia. EFE\/EPA\/FILIP SINGER<!-- --> <!-- -->(Foto: EFE)<\/i><\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Yuliia Panina, que foi sequestrada pelo FSB (servi\u00e7o de seguran\u00e7a de Moscou) enquanto levava sua filha de 13 anos \u00e0 escola, falou sobre o al\u00edvio do momento de sua liberta\u00e7\u00e3o: \u201cQuando cruzamos a fronteira e chegamos \u00e0 regi\u00e3o de Chernihiv, vimos bandeiras ucranianas. As pessoas nos saudavam, foi maravilhoso ver isso, um al\u00edvio\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Emocionada, ela recorda suas companheiras de cela em Izolyatsia \u2014 antes, um antigo centro cultural em Donetsk. &#8220;Para n\u00f3s, o milagre aconteceu, e estamos aqui. Mas l\u00e1, na deten\u00e7\u00e3o, ainda h\u00e1 mulheres, pelo menos seis, que est\u00e3o presas h\u00e1 muito tempo\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">J\u00e1 Svitlana Holavan, que trabalhava em um abrigo de animais, presa por suspeita de colaborar com o servi\u00e7o secreto de Kiev, diz que &#8220;ainda est\u00e1 digerindo&#8221; o c\u00e1rcere.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">&#8220;No momento da liberta\u00e7\u00e3o, eu n\u00e3o conseguia, e ainda n\u00e3o consigo, expressar meus sentimentos. N\u00e3o se entende imediatamente que \u00e9 real, que tudo acabou, que uma nova vida come\u00e7a, que tudo isso ficou para tr\u00e1s. O mais terr\u00edvel foi o sofrimento das nossas fam\u00edlias na espera. Fomos todas fortes, mas foi dif\u00edcil\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As quatro ucranianas testemunhas da barb\u00e1rie russa foram presas de maneira injusta e criminosa. Na plateia, Viktor Missak, representante do procurador-geral da Ucr\u00e2nia garantiu \u00e0s ex-cativas que a justi\u00e7a ser\u00e1 feita.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cMuitas pessoas cometeram crimes de\u00a0guerra, incluindo soldados russos e diretores de centros de deten\u00e7\u00e3o ilegais. Estamos identificando e acusando essas pessoas \u00e0 revelia, e um dia, elas estar\u00e3o no banco dos r\u00e9us diante de um tribunal ucraniano ou internacional, e ser\u00e3o julgadas\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/ex-prisioneiras-ucranianas-relatam-abusos-dentro-de-cativeiros-russos\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 exatos 10 dias, a R\u00fassia fez uma troca de prisioneiros com a Ucr\u00e2nia e libertou dezenas de civis, incluindo mulheres, como Yuliia Panina, Maryna Berezniatska e Svitlana Holovan, residentes da regi\u00e3o de Donetsk, que estavam presas desde 2019. 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