{"id":39013,"date":"2025-08-22T09:12:06","date_gmt":"2025-08-22T12:12:06","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/deftones-fala-a-rs-sobre-private-music-momento-atual-brasil-e-eros\/"},"modified":"2025-08-22T09:12:06","modified_gmt":"2025-08-22T12:12:06","slug":"deftones-fala-a-rs-sobre-private-music-momento-atual-brasil-e-eros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/deftones-fala-a-rs-sobre-private-music-momento-atual-brasil-e-eros\/","title":{"rendered":"Deftones fala \u00e0 RS sobre \u2018Private Music\u2019, momento atual, Brasil e \u2018Eros\u2019"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Logo na primeira pergunta da entrevista, o baterista do <strong>Deftones<\/strong>, <strong>Abe Cunningham<\/strong>, deixa claro, ainda que em tom amistoso: <em>\u201ctemos coisas sobre as quais falar al\u00e9m das m\u00fasicas antigas\u201d<\/em>. De fato, poucas bandas conseguiram manter seu som t\u00e3o atual e preservar sua relev\u00e2ncia, mesmo em novos lan\u00e7amentos, como a dele.<\/p>\n<p>Equivocadamente rotulado como nu metal, o grupo americano formado em 1988 \u00e9 um dos nomes mais experimentais e inventivos do g\u00eanero. Enquanto representantes reais do chamado \u201cnu\u201d ficaram datados, eles resistiram ao teste do tempo. E embora os intervalos entre \u00e1lbuns tenha ficado maior, Cunningham e seus colegas seguiram produtivos.<\/p>\n<p><em><strong>Private Music<\/strong><\/em>, a ser lan\u00e7ado nesta sexta-feira, 22, pela Reprise\/Warner (ou\u00e7a em deftones.lnk.to\/privatemusic), \u00e9 o d\u00e9cimo e mais novo cap\u00edtulo desta trajet\u00f3ria. Abe, <strong>Chino Moreno<\/strong> (voz), <strong>Stephen Carpenter<\/strong> (guitarra) e <strong>Frank Delgado<\/strong> (teclados), acompanhados do baixista e membro contratado <strong>Fred Sablan<\/strong>, oferecem um disco enxuto, preciso, com 11 faixas distribu\u00eddas em 42 minutos e um som que estabelece uma ponte ideal entre passado, presente e futuro. Consegue um resultado que seus dois antecessores, <em><strong>Gore<\/strong><\/em> (2016) e <em><strong>Ohms<\/strong><\/em> (2020), n\u00e3o obtiveram.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Abe Cunningham, do Deftones, em 2016 &#8211; Foto: Ollie Millington \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por isso, Cunningham n\u00e3o tem receio ao citar que o Deftones vive \u201cum bom momento\u201d. Convidado a destacar uma faixa de <em><strong>Private Music<\/strong><\/em>, cita logo tr\u00eas:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAdoro todo o \u00e1lbum, mas <strong>\u2018Milk of the Madonna\u2019<\/strong> est\u00e1 nessa lista [de destaques]. Tamb\u00e9m tem <strong>\u2018I Think About You All the Time\u2019<\/strong>, mais calma, como uma balada. <strong>\u2018Infinite Source\u2019<\/strong> \u00e9 legal tamb\u00e9m.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Mantendo a experi\u00eancia prazerosa<\/h3>\n<p>Como citado, o intervalo entre lan\u00e7amento de \u00e1lbuns do Deftones ficou um pouco maior com o passar do tempo. Entre <em><strong>Private Music<\/strong><\/em> e o antecessor direto <em><strong>Ohms<\/strong><\/em>, s\u00e3o cinco anos \u2014 o maior hiato criativo da banda. Abe Cunningham garante que a demora foi intencional, pois o processo de concep\u00e7\u00e3o do novo disco ficou marcado por intervalos.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cStephen sempre reclamava: \u2018Por que voc\u00eas sempre est\u00e3o indo? Por que n\u00e3o tirar um tempo juntos?\u2019. Mas preferimos criar o \u00e1lbum em per\u00edodos e locais diferentes. Separ\u00e1vamos as sess\u00f5es em pelo menos um m\u00eas e deix\u00e1vamos as composi\u00e7\u00f5es marinando. Se somar s\u00f3 os dias ativos, gastamos um m\u00eas criando tudo, mas espalhamos em muito tempo \u2014 e isso tornou o processo divertido.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Deftones durante show em 2025\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/deftones-2025-foto-ryan-bakerink87734251a-ed-filmmagic.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Deftones durante show em 2025 &#8211; Foto: Ryan Bakerink#877342#51A ED\/FilmMagic<\/figcaption><\/figure>\n<p>Independentemente de hiatos, o material foi criado do mesmo jeito de sempre: os integrantes chegam ao est\u00fadio \u201csem muitas ideias\u201d e, nas palavras de Abe, \u201cnada realmente acontece at\u00e9 que todos estejam na sala tocando\u201d. At\u00e9 mesmo Sablan, que n\u00e3o \u00e9 um integrante oficial \u2014 pois ocupa a vaga de <strong>Chi Cheng<\/strong>, baixista falecido em 2013 e nunca substitu\u00eddo por completo \u2014, contribuiu para o processo.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cSomos bem \u2018old-school\u2019 na nossa composi\u00e7\u00e3o. As letras chegam por \u00faltimo. A m\u00fasica sempre tem que ser firme e ficar sozinha primeiro. Tudo bem simples. Somos irm\u00e3os, ent\u00e3o houve um monte de lutas no passado. Hoje, nos comunicamos melhor. A parte mais importante \u00e9 o jeito em que nos encontramos, a vibra\u00e7\u00e3o, sabe? E a\u00ed a m\u00fasica vem.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Come to Brazil<\/h3>\n<p>Claro que a pergunta sobre futuros shows do Deftones no Brasil surgiu no bate-papo. Avisado de que todo ano tem algum rumor \u2014 furado \u2014 sobre a banda se apresentar por aqui, Abe Cunningham n\u00e3o titubeou e adiantou:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c[A visita] Acontecer\u00e1 muito em breve. Ser\u00e1 em 2026.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Talvez isso tranquilize a movimenta\u00e7\u00e3o de internautas brasileiros. O baterista destacou o comportamento j\u00e1 conhecido dos f\u00e3s daqui:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c\u00c9 engra\u00e7ado, porque voc\u00ea v\u00ea em todos os coment\u00e1rios no Instagram: \u2018come to Brazil\u2019 (\u2018venha ao Brasil\u2019), o que n\u00f3s amamos. Ent\u00e3o, n\u00e3o vai demorar. Faz muito tempo [desde a \u00faltima visita, em 2015]. Mal podemos esperar para retornar.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Se n\u00e3o d\u00e1 para falar de Deftones no Brasil por agora, ao menos \u00e9 poss\u00edvel relembrar viagens anteriores. Cunningham compartilhou mem\u00f3rias logo da primeira vez, em 2001, quando tocaram na terceira edi\u00e7\u00e3o do <strong>Rock in Rio<\/strong>. Na ocasi\u00e3o, ele e os colegas dividiram palco com <strong>Red Hot Chili Peppers<\/strong>, <strong>Silverchair<\/strong>, entre outras atra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cFoi a nossa primeira vez na Am\u00e9rica do Sul. Tocamos em Buenos Aires, mas aquele show em particular\u2026 sempre t\u00ednhamos ouvido falar de Rock in Rio. Este era o original, antes de ele se expandir para outras cidades e ficar t\u00e3o grande. No primeiro dia, entramos em um hotel enorme e eu estava dividindo quarto com Chino na \u00e9poca, no topo do hotel, que era muito alto, com mais de 20 andares. Est\u00e1vamos olhando a sacada, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 praia de Copacabana. Havia por ali uma cesta enorme de frutas. Chino e eu est\u00e1vamos sempre zoando. Ent\u00e3o, eu estava olhando pelo vidro da sacada quando percebo algo voando em minha dire\u00e7\u00e3o. Da\u00ed eu me abaixei. Era uma fruta, caiu de uma altura de mais de 20 andares. [Risos]\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Deftones nos bastidores do Rock in Rio 2001\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/deftones-rock-in-rio-2001-foto-theo-wargo-wireimage.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Deftones nos bastidores do Rock in Rio 2001 &#8211; Foto: Theo Wargo \/ WireImage<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com o baterista, a apresenta\u00e7\u00e3o no festival fluminense foi a maior da carreira do grupo at\u00e9 aquele momento. Ele concluiu:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAbsorvemos tudo daqueles dias no Brasil. O show foi o maior que j\u00e1 hav\u00edamos feito. Uma loucura. Da\u00ed est\u00e1vamos no \u00f4nibus, o <strong>Iron Maiden<\/strong> estava conosco e a imagem da <strong>Britney Spears<\/strong> estava no display. Ficamos tipo: \u2018cad\u00ea a Britney?\u2019. [Risos] Foi uma incr\u00edvel primeira vez. Aconteceram mais coisas, mas n\u00e3o posso dizer. [Risos]\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>E o Eros?<\/h3>\n<p>No encerramento da conversa, Abe Cunningham foi convidado a compartilhar planos a respeito de um \u00e1lbum que nunca foi conclu\u00eddo: <em><strong>Eros<\/strong><\/em>. O Deftones trabalhou no disco em quest\u00e3o entre abril e novembro de 2008, quando Chi Cheng sofreu um acidente de carro que o deixou em coma e semicoma at\u00e9 sua morte, em 2013. O projeto acabou engavetado e deu lugar a <em><strong>Diamond Eyes<\/strong><\/em> (2010), j\u00e1 sem envolvimento de Cheng.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cO \u00e1lbum nunca foi conclu\u00eddo porque Chi sofreu o acidente quando est\u00e1vamos trabalhando nele. Est\u00e1vamos tentando voltar a ter uma irmandade e amizade ap\u00f3s muito tempo de banda. Foi uma \u00e9poca muito cat\u00e1rtica.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Chi Cheng, falecido baixista do Deftones\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/chi-cheng-deftones-foto-mick-hutson-redferns.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Chi Cheng, falecido baixista do Deftones &#8211; Foto: Mick Hutson \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entra, a\u00ed, a pergunta que n\u00e3o quer calar: ser\u00e1 que algum dia os f\u00e3s poder\u00e3o ouvir esse material? At\u00e9 hoje, apenas \u201cSmile\u201d foi disponibilizada ao p\u00fablico. Abe responde:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cTem algumas m\u00fasicas muito boas, outras nem tanto, ent\u00e3o talvez saia em forma de EP com algumas delas, n\u00e3o sei. Sei que as pessoas gostariam de ouvir porque \u00e9 a \u00faltima grava\u00e7\u00e3o de Chi. Mas n\u00e3o est\u00e1 pronto. Ainda precisa de muito trabalho. Ent\u00e3o, quem sabe?\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Angra conta \u00e0 RS tudo o que voc\u00ea precisa saber sobre hiato, shows finais e \u2018Temple of Shadows\u2019<br \/>+++ LEIA MAIS: Quando o Ghost pretende vir ao Brasil, segundo Tobias Forge<br \/>+++ LEIA MAIS: P.O.D.: Sonny Sandoval fala \u00e0 RS sobre single com argentino, Brasil e carreira<br \/><\/strong><strong>+++ LEIA MAIS: Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<br \/>+++ Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/deftones-fala-a-rs-sobre-private-music-momento-atual-brasil-e-eros\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Logo na primeira pergunta da entrevista, o baterista do Deftones, Abe Cunningham, deixa claro, ainda que em tom amistoso: \u201ctemos coisas sobre as quais falar al\u00e9m das m\u00fasicas antigas\u201d. De fato, poucas bandas conseguiram manter seu som t\u00e3o atual e preservar sua relev\u00e2ncia, mesmo em novos lan\u00e7amentos, como a dele. Equivocadamente rotulado como nu metal, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":36962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-39013","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39013","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=39013"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/39013\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=39013"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=39013"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=39013"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}