{"id":38351,"date":"2025-08-20T01:10:08","date_gmt":"2025-08-20T04:10:08","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/renda-do-01-mais-rico-cresce-cinco-vezes-mais-que-a-media-geral\/"},"modified":"2025-08-20T01:10:08","modified_gmt":"2025-08-20T04:10:08","slug":"renda-do-01-mais-rico-cresce-cinco-vezes-mais-que-a-media-geral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/renda-do-01-mais-rico-cresce-cinco-vezes-mais-que-a-media-geral\/","title":{"rendered":"Renda do 0,1% mais rico cresce cinco vezes mais que a m\u00e9dia geral"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Entre os anos de 2017 e 2023, a parcela\u00a00,1% mais rica\u00a0do pa\u00eds viu a renda crescer em uma velocidade cinco vezes maior que o conjunto dos brasileiros. Em seis anos, a renda real no topo da pir\u00e2mide, composto por 160 mil pessoas,\u00a0cresceu 6,9%, superando o ritmo de 1,4% da m\u00e9dia dos brasileiros.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1654994&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p><strong>Com essa diferen\u00e7a, o 0,1% mais rico deixou de deter 9,1% da renda do Brasil, em 2017, para concentrar 12,5%, em 2023.<\/strong><\/p>\n<p>A constata\u00e7\u00e3o est\u00e1 em um estudo elaborado pelo FiscalData, um grupo de pesquisadores dedicados a analisar dados sobre or\u00e7amento p\u00fablico e quest\u00f5es tribut\u00e1rias, como declara\u00e7\u00f5es de imposto de renda.<\/p>\n<p>O levantamento, assinado pelos economistas Frederico Nascimento Dutra, Priscila Kaiser Monteiro e S\u00e9rgio Gobetti, coletou informa\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) divulgadas pela Receita Federal.<\/p>\n<p>Gobetti \u00e9 pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea),\u00a0Kaiser Monteiro \u00e9 economista graduada pela UFRGS, com mestrado pela PUC-RS, e\u00a0Nascimento Dutra \u00e9 economista e cientista de dados na empresa\u00a0Minsait.<\/p>\n<h2>R$ 516 mil por m\u00eas<\/h2>\n<p>Ao dividir os contribuintes em estratos,<strong> o estudo classifica o grupo do 0,1% mais rico com renda mensal a partir de R$ 146,1 mil<\/strong>. <strong>Essas 160 mil pessoas, entretanto, t\u00eam uma renda m\u00e9dia mensal de R$ 516 mil.<\/strong><\/p>\n<p>Os economistas tamb\u00e9m conseguiram calcular a concentra\u00e7\u00e3o de renda em um grupo ainda mais restrito: as 16 mil pessoas que correspondem ao 0,01% mais rico do Brasil. Em 2017, elas detinham 4,3% da renda nacional, percentual que subiu para 6,2% em 2023. A renda m\u00e9dia do grupo \u00e9 de\u00a0R$ 2,57 milh\u00f5es mensais.<\/p>\n<p>O estudo tamb\u00e9m retrata um grupo mais amplo, por\u00e9m ainda bem restrito:<strong> o 1% mais rico \u2500 1,6 milh\u00e3o de pessoas que ganham a partir de R$ 34,7 mil mensais. Eles\u00a0tamb\u00e9m viram sua\u00a0participa\u00e7\u00e3o na renda nacional subir, de 20,4% para 24,3%, entre 2017 e 2023.<\/strong> Esse grupo tem renda m\u00e9dia de R$ 103,8 mil por m\u00eas.<\/p>\n<p>Enquanto a renda do 1% mais rico cresceu 4,4% ao ano de 2017 a 2023, a economia brasileira se expandiu 1,8% ao ano, e a renda das fam\u00edlias brasileiras como um todo, 1,4% ao ano. Todas as varia\u00e7\u00f5es s\u00e3o reais, j\u00e1 descontadas a infla\u00e7\u00e3o do per\u00edodo (49,7%).<\/p>\n<p>Com base nesses dados, os pesquisadores avaliam que o pa\u00eds ficou mais desigual de 2017 a 2023.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<table border=\"1\" cellpadding=\"1\" cellspacing=\"1\" style=\"width:500px;\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"rtecenter\">\u00a0<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">Popula\u00e7\u00e3o adulta total<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">1% mais rico<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">0,1% mais rico<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">0,01% mais rico<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"rtecenter\">N\u00famero de pessoas<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">160,1 milh\u00f5es<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">1,6 milh\u00e3o<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">160 mil<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">16 mil<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"rtecenter\">Renda m\u00e9dia mensal<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">R$ 3,4 mil a R$ 3,9 mil<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">R$ 103,8 mil<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">R$ 516 mil<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">R$ 2,57 milh\u00f5es<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"rtecenter\">Fatia da renda nacional em 2017<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">100%<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">24,3%<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">12,5%<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">6,2%<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"rtecenter\">Aumento da renda entre 2013 e 2017<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">1,4%<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">4,4%<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">6,9%<\/td>\n<td class=\"rtecenter\">7,9%<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<h2>Distribui\u00e7\u00e3o de lucros<\/h2>\n<p>O estudo aponta que o recebimento de dividendos e juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) foram os motores desse enriquecimento. Tanto os dividendos como os JCP s\u00e3o formas de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.<\/p>\n<p><strong>No grupo 1% mais rico, 87,1% do ganho de participa\u00e7\u00e3o veio desses tipos de rendimento. J\u00e1 no grupo do 0,1% mais rico, 66%.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\"><!-- scald=424619:cheio_8colunas --><br \/>\n            <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/MECzcsTkis5VioZBPp0olpy4Kas=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/2025\/05\/19\/primeira-previa-da-carteira-do-ibovespa-b3-para-janeiro-de-2025.jpg?itok=Cts1WXFE\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 19\/05\/2025 - Preg\u00e3o da B3. 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No entanto, na vis\u00e3o deles, \u00e9 \u201cabsolutamente insuficiente e inadequada\u201d para enfrentar os problemas atuais que est\u00e3o na raiz do aumento da concentra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Eles entendem que \u00e9 preciso tratar\u00a0a quest\u00e3o por meio de uma pol\u00edtica tribut\u00e1ria \u2500 de cobran\u00e7a de impostos \u2013 mais ativa, revisando tratamentos especiais, como a n\u00e3o taxa\u00e7\u00e3o de dividendos.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que uma reforma da tributa\u00e7\u00e3o da renda que enfrente esse desafio pode ser positiva, n\u00e3o apenas do ponto de vista distributivo, mas tamb\u00e9m do ponto de vista da efici\u00eancia econ\u00f4mica, na medida em que muitas das brechas e distor\u00e7\u00f5es que hoje beneficiam o topo da pir\u00e2mide social brasileira tamb\u00e9m parecem ser prejudiciais \u00e0 competitividade e ao desenvolvimento econ\u00f4mico\u201d, conclui o artigo.<\/p>\n<h2>Reforma tribut\u00e1ria<\/h2>\n<p>O estudo dos pesquisadores \u00e9 publicado no momento em que a reforma sobre tributa\u00e7\u00e3o na renda \u00e9 uma das prioridades do Congresso Nacional para este segundo semestre.<\/p>\n<p><strong>A C\u00e2mara dos Deputados analisa o Projeto de Lei (PL) 1.087\/2025, de iniciativa do governo, que\u00a0prev\u00ea isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil mensais e reduz parcialmente o imposto para quem recebe\u00a0at\u00e9 R$ 7 mil.<\/strong><\/p>\n<p>Na outra ponta, para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o com a isen\u00e7\u00e3o, o PL prev\u00ea a cobran\u00e7a de uma al\u00edquota extra progressiva de at\u00e9 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano \u2500 R$ 50 mil por m\u00eas. A al\u00edquota extra m\u00e1xima, de 10%, passar\u00e1 a ser cobrada das pessoas que ganham a partir de R$ 1,2 milh\u00e3o por ano.<\/p>\n<p><strong>Economista do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), Gobetti avalia que uma pol\u00edtica tribut\u00e1ria que taxe dividendos pagos aos s\u00f3cios de empresas n\u00e3o faria com que empresas repassassem o encargo para os pre\u00e7os aos consumidores.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO racioc\u00ednio sobre repasse para pre\u00e7os pode servir se estiv\u00e9ssemos falando de tributar o lucro das empresas. Mas o que est\u00e1 em discuss\u00e3o \u00e9 tributar os dividendos distribu\u00eddos para os s\u00f3cios\u201d, disse \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p>No caso das pequenas empresas, muitas vezes o\u00a0dono gerencia o neg\u00f3cio e retira sua renda dos lucros obtidos. Nesse caso, Gobetti avalia que\u00a0\u201c\u00e9 verdade que essas duas coisas se confundem, o lucro da empresa e o ganho do dono, mas a\u00ed precisa analisar a quest\u00e3o sob dois \u00e2ngulos: primeiro, essas pequenas empresas j\u00e1 desfrutam hoje de uma tributa\u00e7\u00e3o significativamente menor do que o das grandes; segundo, as empresas brasileiras, em geral, j\u00e1 reajustaram bastante os pre\u00e7os nos \u00faltimos anos, o que inclusive est\u00e1 por tr\u00e1s do aumento dos lucros no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>Um terceiro ponto, acrescenta, \u00e9 que n\u00e3o parece que haja \u201cmuito espa\u00e7o e justificativa\u201d para que as pequenas empresas voltem a reajustar seus pre\u00e7os, \u201cainda mais que isso poderia lhes reduzir os consumidores em rela\u00e7\u00e3o ao das maiores empresas\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-08\/renda-do-01-mais-rico-cresce-cinco-vezes-mais-que-media-geral\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os anos de 2017 e 2023, a parcela\u00a00,1% mais rica\u00a0do pa\u00eds viu a renda crescer em uma velocidade cinco vezes maior que o conjunto dos brasileiros. 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