{"id":36889,"date":"2025-08-13T21:39:33","date_gmt":"2025-08-14T00:39:33","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/a-viagem-que-uniu-dora-morelenbaum-iorigun-e-vera-fischer-era-clubber-pelo-interior-de-sp\/"},"modified":"2025-08-13T21:39:33","modified_gmt":"2025-08-14T00:39:33","slug":"a-viagem-que-uniu-dora-morelenbaum-iorigun-e-vera-fischer-era-clubber-pelo-interior-de-sp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-viagem-que-uniu-dora-morelenbaum-iorigun-e-vera-fischer-era-clubber-pelo-interior-de-sp\/","title":{"rendered":"A viagem que uniu Dora Morelenbaum, Iorigun e Vera Fischer Era Clubber pelo interior de SP"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Existe um momento na carreira de todo artista em que o palco deixa de ser apenas um lugar onde se toca m\u00fasica para se tornar uma janela para algo maior. \u00c9 quando voc\u00ea olha para a plateia e sente que est\u00e1 quase l\u00e1, quase tocando mais gente, quase sendo descoberto, quase famoso. Foi exatamente isso que presenciei durante quatro dias na estrada com tr\u00eas nomes que, \u00e0 sua maneira, buscam esse reconhecimento que todo m\u00fasico sonha.<\/p>\n<p>Em 2000, <strong>Cameron Crowe<\/strong> levou ao cinema uma fantasia que todo jornalista musical j\u00e1 teve: acompanhar uma banda em turn\u00ea pela <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em>. <em><strong>Quase Famosos<\/strong><\/em> virou cl\u00e1ssico por capturar essa intimidade \u00fanica da estrada, onde a m\u00fasica deixa de ser produto para virar experi\u00eancia compartilhada. Quando a <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em> recebeu o convite para embarcar na terceira edi\u00e7\u00e3o do <strong>Circuito Nova M\u00fasica<\/strong>, a refer\u00eancia veio imediatamente. S\u00f3 que aqui n\u00e3o havia roteiro hollywoodiano: era tudo real e mais complexo que qualquer fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>A van como laborat\u00f3rio criativo<\/h2>\n<p>O <strong>Circuito Nova M\u00fasica<\/strong> \u00e9 uma iniciativa da produtora <strong>Vegas Cultural<\/strong> que materializa algo comum nos EUA e Europa, mas raro no Brasil: a cultura da van. Com curadoria de <strong>L\u00facio Ribeiro<\/strong>, a proposta \u00e9 criar pequenos circuitos de circula\u00e7\u00e3o para bandas e artistas da nova cena brasileira em cidades fora do eixo tradicional. A cada edi\u00e7\u00e3o, diferentes atra\u00e7\u00f5es circulam juntas e, em cada cidade, um artista local abre o evento, gerando troca de experi\u00eancias e fomento cultural.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 mais que um projeto, \u00e9 viagem, \u00e9 estar junto, \u00e9 interagir&#8221;, define <strong>L\u00facio<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Viajar pelo Brasil \u00e9 mega dif\u00edcil para os artistas. A gente v\u00ea muito isso na cena inglesa, americana, mas aqui temos v\u00e1rias camadas para superar.<\/p><\/blockquote>\n<p>Em sua segunda edi\u00e7\u00e3o, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2025, o <strong>Circuito<\/strong> passou por S\u00e3o Paulo (Casa Rockambole), S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (Hocus Pocus), Americana (Espa\u00e7o GNU) e Campinas (Coletivo Mangueira). No line-up: <strong>Dora Morelenbaum<\/strong>, a ex-<strong>Bala Desejo<\/strong> em sua fase solo sofisticada e intimista; a banda <strong>Iorigun<\/strong>, de Feira de Santana\u2013BA, com seu indie rock; e as intensas e perform\u00e1ticas <strong>Vera Fischer Era Clubber<\/strong>, de Niter\u00f3i\u2013RJ, com sua mistura de punk, club music e poesia. As bandas locais convidadas foram <strong>Caco Concha<\/strong>, <strong>Bucareste<\/strong>, <strong>Do Prado<\/strong> e <strong>Suti\u00e3 Rasgado<\/strong>.<\/p>\n<p>Na manh\u00e3 de sexta-feira, todo mundo se encontrou no lobby do hotel para a primeira viagem. A van estava lotada, a empolga\u00e7\u00e3o parecia excurs\u00e3o de escola. Ainda era dif\u00edcil associar rostos a fun\u00e7\u00f5es porque al\u00e9m dos artistas \u2014- <strong>Dora<\/strong>; os quatro integrantes da <strong>Iorigun<\/strong> (<strong>Iuri<\/strong>, que faz vocais e guitarra; <strong>Moys\u00e9s<\/strong>, baixo e vocais; <strong>Leonel<\/strong>, bateria; e <strong>Diego<\/strong>, guitarra); e as quatro das <strong>Veras<\/strong> (<strong>Crystal<\/strong> no vocal, <strong>Malu<\/strong> no baixo, <strong>Pek0<\/strong> nos beats e <strong>Vickluz<\/strong> nos teclados) \u2014-, havia muita gente envolvida: produ\u00e7\u00e3o, equipe audiovisual, redes sociais, apoio t\u00e9cnico.\u00a0<\/p>\n<p>Me sentei do lado de <strong>Crystal<\/strong>, que \u00e9 uma metralhadora de assuntos variados e infinitos. Quebrar o gelo \u00e9 com ela mesma. Em poucos minutos, saltamos de memes da internet para o mito da caverna de Plat\u00e3o com o maior incentivo das colegas de banda, que transformavam cada devaneio filos\u00f3fico em potencial material para composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os meninos da <strong>Iorigun<\/strong> logo entraram na onda dessa din\u00e2mica intelectual-criativa, e a <strong>Dora<\/strong> assumiu naturalmente o papel de observadora atenta, absorvendo tudo com aquele jeito contemplativo que marca sua m\u00fasica. Numa parada para combust\u00edvel, a galera aproveita para esticar as pernas, fumar um cigarro, fazer alguns registros na estrada quando algu\u00e9m repara numa carreta estilo &#8220;Carreta Furac\u00e3o&#8221;, cen\u00e1rio perfeito para fotos. Energia recarregada, voltamos para a van sem a menor chance de cochilo, porque essa van tinha virado um laborat\u00f3rio criativo sobre rodas.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Artistas do Circuito #02 na estrada &#8211; Henri Vasques<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"515\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/img_0629.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Gabriel Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"515\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/img_0605.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Crystal, vocalista da banda Vera Fischer Era Clubber &#8211; Gabriel Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"515\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/img_0598.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Dora e Pek0 &#8211; Gabriel Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<h2>S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos: senhoras dan\u00e7antes e primeiras descobertas<\/h2>\n<p>Chegamos a S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos para almo\u00e7o, hotel e prepara\u00e7\u00e3o. O local do show era um \u201ccanil do rock\u201d, digamos assim.\u00a0<\/p>\n<p>De cara, algo que chamou aten\u00e7\u00e3o foi uma mesa com jovens senhoras que assistiram todos os shows e dan\u00e7aram at\u00e9 o final. Depois descobrimos que eram, provavelmente, m\u00e3es dos caras da banda que abriu o evento. <strong>Iuri<\/strong> interagiu com elas durante o show e depois ficou se questionando se tinha feito a abordagem correta. Isso obviamente virou assunto de piada pelos pr\u00f3ximos dias, e eu n\u00e3o perdi a oportunidade de atorment\u00e1-lo com possibilidades de manchetes escandalosas e infames como &#8220;jovem roqueiro baiano etarista&#8221;. Disclaimer: a tens\u00e3o ficou por conta da d\u00favida entre dizer senhoras, senhorinhas, mo\u00e7as e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Dali em diante foi pura risada. Trocas de camisetas das bandas, assinatura na \u201cparede da fama\u201d, descontra\u00e7\u00e3o e papos que flu\u00edam para territ\u00f3rios profundos: de descobertas sonoras a moda, comportamento, experi\u00eancias pessoais&#8230; As <strong>Veras<\/strong>, mesmo com toda a energia debochada quando falam das <strong>Kardashian<\/strong> e <strong>Britney Spears<\/strong>, s\u00e3o tamb\u00e9m o grupo mais acad\u00eamico: todas com forma\u00e7\u00f5es completas, refer\u00eancias que v\u00e3o muito al\u00e9m do punk eletropop que fazem. O mais gostoso era que todos estavam \u00e0 vontade.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/circuito-sjdrp.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Iuri, Crystal, Dora, Iuri &#8211; Gabriel Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"image\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/08\/img_0349.jpg\"\/><figcaption>Pek0, Daniela (Rolling Stone), Iuri e Samara (produ\u00e7\u00e3o Iorigun) &#8211; Gabriel Mendes<\/figcaption><\/figure>\n<h2>A psicologia do rock e bord\u00f5es de estrada<\/h2>\n<p>No segundo dia de van, tentando dar um cochilo, ouvi uma conversa fascinante de <strong>Iuri<\/strong> sobre sua forma\u00e7\u00e3o em psicologia e as nuances disso. Era uma dessas conversas que voc\u00ea poderia ouvir por horas, porque revelavam camadas inesperadas em algu\u00e9m t\u00e3o jovem e articulado.<\/p>\n<p>Durante esses dias, usamos frases das m\u00fasicas das <strong>Veras<\/strong> como bord\u00f5es internos: &#8220;a gata agora&#8221;, &#8220;eu sem depress\u00e3o&#8221;, &#8220;refer\u00eancias&#8221;, &#8220;outra proposta&#8221;. Virou c\u00f3digo interno desta pequena comunidade itinerante.<\/p>\n<p>Era fascinante ver como artistas de vertentes t\u00e3o diferentes encontravam pontos de conex\u00e3o nos lugares mais inesperados, at\u00e9 mesmo num almo\u00e7o em restaurante por quilo com tem\u00e1tica geek que geraria mais conversas sobre refer\u00eancias pop e cultura nerd.<\/p>\n<h2>Americana: palco aberto e a din\u00e2mica das Veras<\/h2>\n<p>Em Americana, o evento tinha uma pegada diferente. O bar estava aberto \u00e0 rua, com trailers de comida e um clima mais festivo. Os shows acabariam mais cedo, dando tempo extra para curtir com a turma e no dia seguinte tamb\u00e9m poder\u00edamos acordar um pouco depois.<\/p>\n<p>Aproveitei a tarde para come\u00e7ar as entrevistas. Conversei com <strong>Dora<\/strong>, que nos momentos a s\u00f3s mergulhava em um trabalho criativo em andamento. Ela me explicou como aprendeu a ficar quieta e respeitar seus limites, n\u00e3o apenas os dos outros. Conselho s\u00e1bio.<\/p>\n<p>Observar as <strong>Veras<\/strong> no palco refor\u00e7ou algo que j\u00e1 tinha notado da primeira vez que as vi em festival: elas t\u00eam uma din\u00e2mica perform\u00e1tica \u00fanica. O show come\u00e7a introspectivo, com uma coisa meio sensual na m\u00fasica <strong>&#8220;Altinha&#8221;<\/strong>, vai crescendo e explode na m\u00fasica <strong>&#8220;Ina&#8221;<\/strong>. \u00c9 a\u00ed que elas chocam com as \u201coutras refer\u00eancias\u201d: <strong>Lindsay Lohan<\/strong>, <strong>Macaulay Culkin<\/strong>, <strong>Bj\u00f6rk<\/strong> e <strong>Madonna<\/strong>. Uma salada de refer\u00eancias pop que funciona demais na hora de cativar o p\u00fablico. Afinal, o que as pessoas esperavam se a banda chama <strong>Vera Fischer Era Clubber<\/strong>?<\/p>\n<p>Nessa noite tamb\u00e9m observei os meninos da <strong>Iorigun<\/strong> prestando aten\u00e7\u00e3o nos vocais de <strong>Dora<\/strong>, em um aprendizado coletivo.<\/p>\n<h2>Campinas: falhas t\u00e9cnicas e momentos de gl\u00f3ria<\/h2>\n<p>Antes de partir para Campinas, paramos num lugar fofo para almo\u00e7ar: sucos \u00f3timos e refrigerante local que virou mais uma descoberta compartilhada. De Americana para l\u00e1 fomos em carros diferentes, e j\u00e1 batia um sentimento melanc\u00f3lico de &#8220;n\u00e3o quero que acabe&#8221;.<\/p>\n<p>Em Campinas n\u00e3o houve hotel. Do Coletivo Mangueira, uma casa super fofa em frente a uma horta comunit\u00e1ria, voltar\u00edamos direto para S\u00e3o Paulo. Na parte de cima, numa sala de pilates, entrevistei <strong>Iorigun<\/strong> para entender mais sobre eles e a experi\u00eancia. Seguimos trocando manchetes infames, especialmente depois que tomei uma bolada na cabe\u00e7a durante um momento de descontra\u00e7\u00e3o. E, sim, as <strong>Veras<\/strong> tamb\u00e9m t\u00eam uma m\u00fasica que fala de \u201cbolada na cara\u201d.<\/p>\n<p>Foi a primeira vez que todos assistimos \u00e0s apresenta\u00e7\u00f5es completas de todo mundo: as <strong>Veras<\/strong> se jogaram ao som da <strong>Iorigun<\/strong>, contemplamos extasiados a voz da <strong>Dora<\/strong> e todos gritamos durante a apresenta\u00e7\u00e3o das <strong>Veras<\/strong>. No meio de uma pequena falha t\u00e9cnica no baixo, a equipe e at\u00e9 o amigo da outra banda foram ajudar. Naqueles segundos eternos de tens\u00e3o, <strong>Crystal<\/strong> segurou a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico como uma verdadeira performer, transformando imprevisto em momento de conex\u00e3o. Talvez tenha sido a\u00ed que mais ficou claro: est\u00e1vamos vendo artistas de verdade, gente que sabe transformar qualquer situa\u00e7\u00e3o em espet\u00e1culo.<\/p>\n<h2\/>\n<h2>O que fica: o sabor da quase-fama<\/h2>\n<p>Quatro dias depois, ningu\u00e9m estava igual. <strong>Crystal<\/strong>, das <strong>Veras<\/strong>, resumiu o sentimento geral:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Me senti artista e parte de algo maior.\u00a0<\/p><\/blockquote>\n<p>O que vimos foi mais que uma sequ\u00eancia de shows. Foi a constru\u00e7\u00e3o de uma comunidade musical itinerante, onde as diferen\u00e7as se transformaram em pontes e a m\u00fasica brasileira independente encontrou novos caminhos para circular. E tudo isso s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de muita gente: a <strong>Maria<\/strong> das m\u00eddias, que se tornou t\u00e3o parte da hist\u00f3ria que at\u00e9 ganhou uma m\u00fasica; a <strong>Anna<\/strong> do som, sempre presente com seu tablet de um lado para o outro; a galera do audiovisual (<strong>Henri<\/strong>, <strong>Gabe<\/strong>, <strong>Leo<\/strong>) que carregou c\u00e2meras e celulares para cima e para baixo durante todo o percurso; a <strong>Samara<\/strong> que arrumava os <strong>Iorigun<\/strong>, a <strong>Lina<\/strong>, meio m\u00e3e de todo mundo, indicando pr\u00f3ximos hor\u00e1rios e organizando a log\u00edstica invis\u00edvel que fez tudo funcionar, junto do <strong>Z\u00e9 Guilherme<\/strong>, <strong>Danilo<\/strong>, <strong>Gustavo<\/strong>, <strong>L\u00facio<\/strong>&#8230;<\/p>\n<p>Em tempos onde grandes festivais se concentram apenas em nomes gigantes, iniciativas como o <strong>Circuito<\/strong> s\u00e3o a prova de que existe p\u00fablico, talento e vontade de descobrir novos sons. E que a m\u00fasica independente brasileira precisa e merece esses espa\u00e7os de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Foto geral antes de ir embora e, em S\u00e3o Paulo, simplesmente demos um &#8220;at\u00e9 logo!&#8221;. Porque algumas experi\u00eancias s\u00e3o grandes demais para um &#8220;tchau&#8221;. Mas o que mais me marcou foi perceber que, por quatro dias, essas bandas viveram intensamente aquele momento que todo artista busca: ser ouvido, ser compreendido e fazer parte de algo maior que si. Elas podem n\u00e3o ter alcan\u00e7ado a fama definitiva nessa turn\u00ea, mas experimentaram seu sabor. E talvez seja exatamente isso que o filme de <strong>Cameron Crowe<\/strong> tentava nos dizer: \u00e0s vezes, ser quase famoso por alguns dias vale mais que uma vida inteira esperando pelo estrelato.<\/p>\n<p>Na estrada, todos somos protagonistas da nossa pr\u00f3pria m\u00fasica.<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Circuito &#8211; Nova M\u00fasica, Novos Caminhos retorna ampliado para segunda edi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/a-viagem-que-uniu-dora-morelenbaum-iorigun-e-vera-fischer-era-clubber-pelo-interior-de-sp\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Existe um momento na carreira de todo artista em que o palco deixa de ser apenas um lugar onde se toca m\u00fasica para se tornar uma janela para algo maior. \u00c9 quando voc\u00ea olha para a plateia e sente que est\u00e1 quase l\u00e1, quase tocando mais gente, quase sendo descoberto, quase famoso. 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