{"id":36103,"date":"2025-08-11T03:17:04","date_gmt":"2025-08-11T06:17:04","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/lula-provoca-trump-com-alternativa-ao-dolar-pode-sair-caro\/"},"modified":"2025-08-11T03:17:04","modified_gmt":"2025-08-11T06:17:04","slug":"lula-provoca-trump-com-alternativa-ao-dolar-pode-sair-caro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/lula-provoca-trump-com-alternativa-ao-dolar-pode-sair-caro\/","title":{"rendered":"Lula provoca Trump com alternativa ao d\u00f3lar. Pode sair caro"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Mesmo aconselhado a \u201cbaixar o tom\u201d em meio ao vendaval gerado pelo tarifa\u00e7o americano de 50% e sob amea\u00e7a de novas san\u00e7\u00f5es, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) n\u00e3o tem hesitado em provocar o republicano Donald Trump, retomando o tema de uma alternativa ao d\u00f3lar nas transa\u00e7\u00f5es comerciais internacionais. Os resultados, segundo analistas ouvidos pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong>, s\u00e3o imprevis\u00edveis. Mas vir\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Em pronunciamento durante a posse do novo presidente do PT, Edinho Silva, no domingo (3), Lula ressaltou a import\u00e2ncia de ampliar a autonomia brasileira diante do dom\u00ednio da moeda americana. \u201cEu n\u00e3o vou abrir m\u00e3o de achar que a gente precisa procurar construir uma moeda alternativa para que a gente possa negociar com os outros pa\u00edses\u201d, afirmou.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A discuss\u00e3o \u2013 que j\u00e1 ocorre h\u00e1 algum tempo no \u00e2mbito do Brics, bloco antag\u00f4nico aos Estados Unidos e que tem em Lula seu principal vocalizador \u2013 est\u00e1 entre os principais motivos da ofensiva de Donald Trump ao Brasil. O pa\u00eds \u00e9 considerado porta-voz de um dos interesses estrat\u00e9gicos do grupo, liderado pela China.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Trump v\u00ea na busca por uma moeda alternativa ao d\u00f3lar uma amea\u00e7a direta \u00e0 hegemonia econ\u00f4mica dos EUA e j\u00e1 reagiu com veem\u00eancia \u00e0 iniciativa: \u201cN\u00e3o h\u00e1 chance de os Brics substitu\u00edrem o d\u00f3lar no com\u00e9rcio internacional ou em qualquer outro lugar, e qualquer pa\u00eds que tentar deve dizer \u2018ol\u00e1\u2019 \u00e0s tarifas e \u2018adeus\u2019 aos EUA\u201d, afirmou.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>A \u201cbomba at\u00f4mica\u201d que Trump pode lan\u00e7ar contra a economia brasileira<\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/06110817\/trump-russia-putin-tarifaco-brasil-380x214.jpg.webp\" alt=\"Para asfixiar Moscou, Trump pode retaliar pa\u00edses que negociam com a R\u00fassia, de quem o Brasil compra muito diesel e fertilizante.\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Fernando Jasper: Ruim a tarifa de 50%? Pois Trump pode subir a 100% \u2013 ou fazer coisa pior<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Nesse contexto, as falas recentes de Lula soam como inoportunas, em um momento especialmente delicado. Para Mauro Rochlin, da FGV-SP, a insist\u00eancia no tema n\u00e3o tem racionalidade do ponto de vista econ\u00f4mico. \u201cNo curto prazo, isso [uma moeda alternativa] n\u00e3o vai acontecer\u201d, diz. \u201cInsistir nesse discurso agora, no calor dos acontecimentos, \u00e9 contraproducente e atrapalha.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O economista Sim\u00e3o Silber, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), destaca: \u201cO uso de outras moedas nas transa\u00e7\u00f5es internacionais, sejam comerciais ou financeiras, \u00e9 muito dif\u00edcil\u201d, afirma. \u201cPor tradi\u00e7\u00e3o, os contratos j\u00e1 s\u00e3o gravados em d\u00f3lar. Mudar isso no curto prazo \u00e9 impens\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para ele, as \u201cbravatas\u201d de Lula chegam a \u201cbeirar a insanidade\u201d. \u201c[O Brasil] levou o maior imposto de importa\u00e7\u00e3o do planeta, n\u00e9? Cinquenta por cento. Uma parte muito grande de produtos brasileiros n\u00e3o pode mais entrar nos Estados Unidos. Esse \u00e9 o pre\u00e7o que a gente pagou por essa besteira que foi dita\u201d, critica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Os economistas alertam que isso pode ser s\u00f3 o come\u00e7o. Com a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura pol\u00edtica e as tentativas frustradas do governo de negocia\u00e7\u00e3o, a estrat\u00e9gia deve sair ainda mais cara. \u201c\u00c9 uma narrativa para jogar para a plateia, para o p\u00fablico interno\u201d, diz Rochlin. \u201cE ter\u00e1 consequ\u00eancias.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">D\u00f3lar \u00e9 s\u00edmbolo de poder geopol\u00edtico <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para al\u00e9m de Trump e tarifas, ofuscar o protagonismo da moeda americana no cen\u00e1rio internacional se traduz numa tarefa praticamente inexequ\u00edvel para qualquer pa\u00eds na atualidade. O d\u00f3lar n\u00e3o \u00e9 apenas uma unidade monet\u00e1ria \u2014 \u00e9 uma das principais ferramentas de poder geopol\u00edtico dos Estados Unidos, defendida com firmeza por governos democratas e republicanos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A moeda americana domina cerca de 70% das transa\u00e7\u00f5es internacionais, comp\u00f5e a maior parte das reservas cambiais dos pa\u00edses, controla os principais sistemas de pagamento globais, como o Swift (que permite transa\u00e7\u00f5es entre pa\u00edses), e possibilita a Washington aplicar san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, congelar ativos e monitorar ou bloquear fluxos financeiros em escala mundial.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Com isso, os Estados Unidos mant\u00eam uma expressiva vantagem econ\u00f4mica. Sua moeda \u00e9 aceita internacionalmente, e o pa\u00eds pode pagar pelas importa\u00e7\u00f5es com o pr\u00f3prio d\u00f3lar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cEle recebe importa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os e paga em \u2018papel pintado\u2019\u201d, diz Silber. Esse privil\u00e9gio, no entanto, n\u00e3o \u00e9 fruto do acaso, mas sim do lastro conquistado pela maior economia do planeta, avalia o economista. \u201cEles conquistaram esse direito\u201d, afirma. \u201cO lastro da moeda \u00e9 o PIB [Produto Interno Bruto].\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Hoje, o PIB dos Estados Unidos ultrapassa os US$ 28 trilh\u00f5es, 12,5 vezes maior que o do Brasil e 1,55 vez maior que o da China, segundo dados do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). &#8220;Ou seja, a ado\u00e7\u00e3o de uma moeda como padr\u00e3o global n\u00e3o \u00e9 aleat\u00f3ria&#8221;.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/07\/30085804\/tarifaco-trump-investimento-brasileiro-eua-embraer-380x214.jpg.webp\" alt=\"Tarifa\u00e7o de Trump\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Tarifa\u00e7o de Trump ocorre em meio a investimento bilion\u00e1rio de empresas brasileiras nos EUA<\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/08\/04173814\/Amazon-investimentos-Brasil-380x214.jpg.webp\" alt=\"Empresas americanas no Brasil\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>Investimentos dos EUA no Brasil triplicaram nos \u00faltimos dez anos<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Do padr\u00e3o ouro ao d\u00f3lar fiduci\u00e1rio<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Desde o final do s\u00e9culo 19, existia um padr\u00e3o monet\u00e1rio internacional lastreado em ouro \u2014 ou seja, as moedas nacionais tinham seu valor atrelado \u00e0s reservas. \u201cIsso fazia com que fossem intercambi\u00e1veis, porque todas tinham o mesmo lastro\u201d, explica Mauro Rochlin.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O modelo ruiu com a Primeira Guerra Mundial, e tentativas posteriores de restaura\u00e7\u00e3o, especialmente durante a Grande Depress\u00e3o, fracassaram. O sistema sofreu press\u00f5es, j\u00e1 que os pa\u00edses buscavam competitividade por meio da desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial. Em 1944, a Confer\u00eancia de Bretton Woods marcou uma nova ordem econ\u00f4mica internacional.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cNaquela ocasi\u00e3o, os pa\u00edses suspenderam a convers\u00e3o de suas moedas em ouro, exceto os Estados Unidos, que mantiveram o d\u00f3lar convers\u00edvel em ouro\u201d, diz o economista. Assim, o c\u00e2mbio entre os pa\u00edses foi fixado em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, j\u00e1 que os EUA representavam cerca de 25% do PIB mundial, eram a maior economia do mundo disparado e o principal parceiro comercial global.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Esse arranjo durou at\u00e9 1973, quando o presidente Nixon anunciou o fim da conversibilidade em ouro, para evitar uma supervaloriza\u00e7\u00e3o da moeda que prejudicava as importa\u00e7\u00f5es americanas e beneficiava os europeus. Desde ent\u00e3o, o d\u00f3lar tornou-se uma moeda fiduci\u00e1ria, baseada na confian\u00e7a no tamanho e na for\u00e7a da economia americana. Dois anos depois, o mundo adotou o regime de c\u00e2mbio flutuante.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Por que n\u00e3o se troca o d\u00f3lar por outra moeda?<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para uma moeda assumir o papel do d\u00f3lar, seria necess\u00e1rio que a economia do pa\u00eds emissor tivesse dimens\u00e3o semelhante \u00e0 dos Estados Unidos, que seu com\u00e9rcio exterior fosse igualmente relevante e que os pa\u00edses come\u00e7assem a constituir reservas nessa nova moeda.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Uni\u00e3o Europeia, mesmo com todo o peso do euro e da integra\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o consegue superar a presen\u00e7a do d\u00f3lar no mercado financeiro global. \u201cO euro talvez tenha hoje nem 15% de presen\u00e7a financeira no mundo\u201d, afirma Rochlin. \u201cA China pode tentar trilhar esse caminho, mas estamos falando de d\u00e9cadas, n\u00e3o de anos.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Sim\u00e3o Silber destaca que o yuan (unidade de moeda chinesa) tem um caminho longo para ganhar confian\u00e7a global, j\u00e1 que o sistema financeiro chin\u00eas ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente aberto ou transparente para os padr\u00f5es internacionais. \u201cN\u00e3o se confia na moeda chinesa, porque l\u00e1 o sistema pol\u00edtico \u00e9 ditatorial e pode mudar [o sistema financeiro] da noite para o dia. Algu\u00e9m pode levar um grande calote. Nos Estados Unidos, isso n\u00e3o vai ocorrer.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Sistemas de pagamento s\u00e3o incipientes<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No \u00e2mbito dos Brics, a discuss\u00e3o sobre a redu\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia do d\u00f3lar tem se concentrado na cria\u00e7\u00e3o de sistemas alternativos de pagamento. A iniciativa \u00e9 defendida por quem alega que o d\u00f3lar vem perdendo for\u00e7a gradualmente como moeda global, como aponta a queda da participa\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar nas reservas internacionais e o rebaixamento da nota de cr\u00e9dito da d\u00edvida dos EUA.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O economista Roberto Luis Troster cita exemplos o Sistema de Pagamentos em Moedas Locais (SML), criado em 2014 no \u00e2mbito do Mercosul, que permite transa\u00e7\u00f5es diretas entre moedas nacionais, sem necessidade de convers\u00e3o pelo d\u00f3lar. Atualmente 7% do com\u00e9rcio entre Brasil e Argentina opera por meio desse sistema, administrado pelos dois bancos centrais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A participa\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena, mas o sistema poderia, segundo Troster, ser ampliado a pa\u00edses do Brics. Ele lembra que o alerta sobre os riscos da depend\u00eancia excessiva do sistema financeiro dos EUA ganhou for\u00e7a em 2022, quando os americanos impuseram san\u00e7\u00f5es \u00e0 R\u00fassia ap\u00f3s a invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia. A exclus\u00e3o da R\u00fassia do Swift foi uma das medidas mais simb\u00f3licas. \u201cIsso acendeu uma luz amarela\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A R\u00fassia conseguiu manter seu com\u00e9rcio exterior em n\u00edveis semelhantes aos anteriores por meio do SPFS (Sistema para a Transfer\u00eancia de Mensagens Financeiras), um sistema de pagamentos internacionais criado pelos russos em 2014 que v\u00eam sendo expandido para parceiros que temem exclus\u00e3o do Swift.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A China tamb\u00e9m busca solu\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, como o CIPS (Sistema de Pagamentos Interbanc\u00e1rios Transfronteiri\u00e7os), para reduzir sua exposi\u00e7\u00e3o ao sistema financeiro tradicional dominado pelo d\u00f3lar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Trata-se, no entanto, de alternativas regionais ao sistema financeiro internacional ainda muito restritas em escala e aceita\u00e7\u00e3o global. \u201cA estrutura financeira global est\u00e1 profundamente ancorada no d\u00f3lar, inclusive em investimentos e reservas\u201d, diz Silber. \u201cA transi\u00e7\u00e3o exigiria a constru\u00e7\u00e3o de uma nova infraestrutura e a renegocia\u00e7\u00e3o de acordos financeiros firmados ao longo de d\u00e9cadas.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Rochlin concorda e d\u00e1 um recado prof\u00e9tico: \u201cOs sistemas de pagamento internacionais continuam amplamente controlados por institui\u00e7\u00f5es americanas ou vinculadas ao sistema financeiro dos EUA. Isso torna muito dif\u00edcil romper esse padr\u00e3o. Lula n\u00e3o vai conseguir aposentar o d\u00f3lar.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/lula-nao-vai-conseguir-se-livrar-do-dolar-e-o-brasil-pode-pagar-caro-na-tentativa\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo aconselhado a \u201cbaixar o tom\u201d em meio ao vendaval gerado pelo tarifa\u00e7o americano de 50% e sob amea\u00e7a de novas san\u00e7\u00f5es, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) n\u00e3o tem hesitado em provocar o republicano Donald Trump, retomando o tema de uma alternativa ao d\u00f3lar nas transa\u00e7\u00f5es comerciais internacionais. 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