{"id":36028,"date":"2025-08-10T12:53:41","date_gmt":"2025-08-10T15:53:41","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/como-zach-cregger-transformou-uma-tragedia-pessoal-no-aterrorizante-a-hora-do-mal\/"},"modified":"2025-08-10T12:53:41","modified_gmt":"2025-08-10T15:53:41","slug":"como-zach-cregger-transformou-uma-tragedia-pessoal-no-aterrorizante-a-hora-do-mal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/como-zach-cregger-transformou-uma-tragedia-pessoal-no-aterrorizante-a-hora-do-mal\/","title":{"rendered":"Como Zach Cregger transformou uma trag\u00e9dia pessoal no aterrorizante &#8216;A Hora do Mal&#8217;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><strong>Zach Cregger<\/strong> est\u00e1 com uma express\u00e3o de horror no rosto. Ele acabou de dizer algo que talvez n\u00e3o devesse ter dito.<\/p>\n<p>Quando o roteirista e diretor escreveu o que viria a se tornar <strong><em>Noites<\/em><em>Brutais<\/em><\/strong> \u2014 seu filme de terror de 2022 ambientado em um <strong>Airbnb<\/strong> e que se transformou em um fen\u00f4meno boca a boca \u2014 ele estava saindo de anos trabalhando como ator contratado e de um per\u00edodo na chamada \u201cpris\u00e3o de diretores\u201d, ap\u00f3s ter feito o que ele mesmo descreveu como \u201cum fracasso total e absoluto\u201d (a com\u00e9dia <strong><em>Miss Mar\u00e7o &#8211; A Garota da Capa<\/em><\/strong>, de 2009).<\/p>\n<p>\u201cEu realmente n\u00e3o tinha nada a perder\u201d, diz <strong>Cregger<\/strong>, em uma chamada pelo <em>Zoom<\/em> a partir de um apartamento em Praga, \u00e0 <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em>. \u201cEra tipo: \u2018Eu s\u00f3 vou me divertir.\u2019 E pronto. Escrever <strong><em>Noites<\/em><em>Brutais<\/em><\/strong>, para mim, foi como uma crian\u00e7a colorindo com giz de cera. J\u00e1 <strong><em>A Hora do Mal<\/em><\/strong>\u2026\u201d<\/p>\n<p>Ele faz uma pausa. \u201c<strong><em>A Hora do Mal<\/em><\/strong> foi como se eu estivesse vomitando.\u201d Outra pausa. \u00c9 evidente que <strong>Cregger<\/strong> sente como se tivesse confessado um pecado grave. Meu Deus, por que ele contou isso a um jornalista? Ent\u00e3o, o cineasta por tr\u00e1s de um dos lan\u00e7amentos mais aguardados do ver\u00e3o sorri, e seus olhos se iluminam. \u201cE quem n\u00e3o quer chamar uma bab\u00e1, ir ao cinema e gastar 120 d\u00f3lares para ver algu\u00e9m vomitar?\u201d<\/p>\n<p><strong>Cregger<\/strong> est\u00e1 brincando \u2014 pelo menos sobre o p\u00fablico correr para os cinemas para ver algu\u00e9m \u201cvomitar\u201d metaforicamente na tela. Mas, considerando a empolga\u00e7\u00e3o que o roteiro sucessor de seu sucesso cult gerou quando foi colocado no mercado e a expectativa cada vez mais intensa em torno do lan\u00e7amento, em 8 de agosto, o comediante de esquetes que virou cineasta entende que agora as apostas s\u00e3o mais altas.<\/p>\n<p>Com uma narrativa m\u00faltipla estrelada por <strong>Julia Garner<\/strong>, <strong>Josh Brolin<\/strong>, <strong>Benedict Wong<\/strong>, <strong>Amy Madigan<\/strong> e <strong>Austin Abrams<\/strong>, <strong><em>A Hora do Mal<\/em><\/strong> come\u00e7a com 17 crian\u00e7as que acordam no meio da noite, saem correndo de casa e desaparecem misteriosamente sem deixar vest\u00edgios. A hist\u00f3ria se torna cada vez mais perturbadora \u00e0 medida que os moradores tentam descobrir o que aconteceu. \u00c9 o tipo de filme de g\u00eanero ambicioso, ousado, que sugere que <strong>Cregger<\/strong> conquistou de vez o t\u00edtulo de \u201c<strong>Pr\u00f3xima Grande Promessa<\/strong>\u201d do terror.<\/p>\n<p>O novo filme nasceu de um momento muito baixo na vida de <strong>Cregger<\/strong>. \u201cEu estava trabalhando na p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o de <strong><em>Noites<\/em><em>Brutais<\/em><\/strong> quando meu melhor amigo morreu de repente, em um acidente terr\u00edvel\u201d, conta ele. <strong>Cregger<\/strong> se refere a <strong>Trevor Moore<\/strong>. Os dois se conheceram na <strong>School of Visual Arts<\/strong>, em Nova York, depois que <strong>Cregger<\/strong> se transferiu da <strong>Temple University<\/strong>, onde estudava cinema. Um amigo em comum os apresentou, e <strong>Cregger<\/strong> e <strong>Moore<\/strong> se tornaram cofundadores do grupo de esquetes <strong>The Whitest Kids U\u2019Know<\/strong>. O programa do grupo passou cinco temporadas nos canais <strong>Fuse<\/strong> e <strong>IFC<\/strong>; <strong>Moore<\/strong>, que tamb\u00e9m co-dirigiu <strong><em>Miss Mar\u00e7o<\/em><\/strong>, \u201cera o motor do programa e do grupo\u201d.<\/p>\n<p>Para lidar com o luto, <strong>Cregger<\/strong> iniciou \u201cuma maratona de escrita, por umas duas semanas\u2026 comecei assim, frase um: \u2018Isto \u00e9 uma hist\u00f3ria real. Metade da minha cidade natal, todas essas crian\u00e7as fugiram.\u2019 E eu n\u00e3o sabia para onde as crian\u00e7as tinham ido. Era tipo: \u2018OK, vamos l\u00e1. Ser\u00e1 que consigo resolver isso? O que aconteceu? Quem eram elas? O que ficou para tr\u00e1s? Como \u00e9 essa sensa\u00e7\u00e3o?\u2019\u201d<\/p>\n<p>Ele acabou percebendo que estava canalizando um senso palp\u00e1vel de perda, o que lhe permitiu processar tudo da forma mais extrema poss\u00edvel. Mas, ao dizer isso, <strong>Cregger<\/strong> novamente se interrompe. \u201cOlha, como o resto do mundo, eu n\u00e3o quero ver mais um filme de terror sobre luto. Esse neg\u00f3cio de terror como met\u00e1fora para o luto j\u00e1 est\u00e1 t\u00e3o batido. Eu nem deveria estar falando disso, mas n\u00e3o consigo me conter. N\u00e3o me importo se ningu\u00e9m perceber isso assistindo. Quero que se divirtam. Se a hist\u00f3ria funcionar, nada disso importa.<\/p>\n<p>\u201cMas eu queria fazer algo honesto\u201d, continua ele. \u201cE percebi que, quanto mais eu escrevia e me identificava com as pessoas sobre as quais estava escrevendo, mais aquilo virava uma esp\u00e9cie de di\u00e1rio honesto da minha bagun\u00e7a interna. \u00c9 engra\u00e7ado, eu estava conversando com o <strong>Ari Aster<\/strong> sobre isso, dizendo: \u2018N\u00e3o sei quanto ao lado pessoal.\u2019 E ele falou: \u2018O lado pessoal \u00e9 o que faz funcionar. N\u00e3o tenha vergonha disso!\u2019 Ouvir ele dizer isso\u2026 \u00e9 parte do DNA de <em><strong>A Hora do Mal<\/strong><\/em>. A cidade est\u00e1 lidando com uma perda. E eu tamb\u00e9m. Foi o maior golpe direto que j\u00e1 levei.\u201d<\/p>\n<p>Com cerca de 70 p\u00e1ginas escritas e os personagens principais delineados \u2014 a professora que tinha todos os 17 desaparecidos em sua turma; o \u00fanico aluno que n\u00e3o fugiu; um pai em busca do filho desaparecido; um andarilho viciado em drogas que se v\u00ea no lugar errado, na hora errada \u2014 ele foi para a casa do empres\u00e1rio, no meio de uma floresta na Costa Leste. J\u00e1 sabia o final e tinha diagramado os pontos-chave da trama. Agora, precisava descobrir como contar a hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cAinda havia essa urg\u00eancia\u201d, diz <strong>Cregger<\/strong>, admitindo que a necessidade de um desabafo emocional tirou parte da press\u00e3o de fazer um sucessor para um sucesso. \u201cO \u00fanico ponto positivo desse ano terr\u00edvel foi que eu estava, de novo, escrevendo de um lugar puro. Pensei: \u2018Certo, a melhor vers\u00e3o desse filme \u00e9 se eu puder contar em cap\u00edtulos, mantendo a perspectiva for\u00e7ada\u2019, sabe \u2014 ficando hiper-subjetivo.\u201d<\/p>\n<p>Para isso, <strong>Cregger<\/strong> separou a narrativa em cap\u00edtulos que revelam as lacunas aos poucos, cada um do ponto de vista de um personagem. (Ele credita <em><strong>Magn\u00f3lia<\/strong><\/em> \u2014 filme de 1999 de <strong>Paul Thomas Anderson<\/strong> \u2014 como modelo para o que queria em <em><strong>A Hora do Mal<\/strong><\/em>.) E come\u00e7ou a perder o medo de se abrir. Ele conta que se identifica fortemente com a personagem de <strong>Garner<\/strong>, a professora cuja sala de aula \u00e9 o \u00fanico elo entre todas as crian\u00e7as desaparecidas, e que \u00e9 alco\u00f3latra; <strong>Cregger<\/strong> tamb\u00e9m enfrentou o alcoolismo e est\u00e1 s\u00f3brio h\u00e1 10 anos. Ele entende a ang\u00fastia sentida pelo personagem de <strong>Brolin<\/strong>, um pai que tenta compreender como o filho p\u00f4de estar ali num momento e desaparecer inexplicavelmente no seguinte.<\/p>\n<p>Ao escrever a parte narrada por <strong>Alex<\/strong>, o \u00fanico aluno da terceira s\u00e9rie que n\u00e3o desaparece, <strong>Cregger<\/strong> diz que recorreu diretamente ao pr\u00f3prio passado. \u201cEssa parte \u00e9 exatamente como\u2026 eu vivi isso quando crian\u00e7a\u201d, admite. \u201cDe novo, n\u00e3o sei se as pessoas precisam saber disso antes de ver o filme, mas\u2026 \u00e9 exatamente como \u00e9 ter um pai que \u00e9 viciado, e a crian\u00e7a precisar virar o cuidador quando essa coisa estranha entra, e\u2026\u201d O olhar de horror volta. \u201cVou parar por aqui.\u201d<\/p>\n<p>\u201cSim, ele e eu conversamos sobre isso\u201d, confirma <strong>Brolin<\/strong>, em entrevista algumas semanas depois. \u201cN\u00f3s dois somos s\u00f3brios; ele falou do pai alco\u00f3latra, eu falei da minha m\u00e3e alco\u00f3latra. Ele encontrou esses pontos em mim que me inspiraram ainda mais a querer contar essa hist\u00f3ria. Essa foi uma das coisas que mais me marcaram no <strong>Zach<\/strong>: ele foi muito aberto sobre tudo desde o in\u00edcio. Desde a primeira reuni\u00e3o que tivemos, ele estava disposto a falar profundamente sobre muita coisa que est\u00e1 no filme.\u201d<\/p>\n<p>\u201cMas o que me pegou antes disso, no entanto, foi s\u00f3 o roteiro\u201d, acrescenta <strong>Brolin<\/strong>. \u201cOlha, eu n\u00e3o sabia quem era o <strong>Zach<\/strong>, nem nada sobre a guerra de lances\u201d \u2014 mais sobre isso em um segundo \u2014 \u201cou que ele tinha feito esse outro filme que as pessoas adoravam. Eu n\u00e3o tinha visto <em><strong>Noites Brutais<\/strong><\/em> naquela \u00e9poca. Eu nem sabia que esse cara existia. E a\u00ed, receber um roteiro t\u00e3o bem planejado, t\u00e3o intrincadamente elaborado, t\u00e3o bonito e inteligentemente constru\u00eddo, e depois ter essa reuni\u00e3o superemocional com o cara que ia fazer o filme\u2026 Eu me lembro de ver <em><strong>Matrix<\/strong><\/em> na semana em que estreou, sair do cinema balan\u00e7ando a cabe\u00e7a, tipo: \u2018Que porra foi essa?\u2019 \u2014 e ent\u00e3o virar, comprar outro ingresso e assistir de novo imediatamente. Filmes desse tipo n\u00e3o aparecem muito. E eu me lembro de conhecer ele e pensar: \u2018Se isso der certo, pode ser um desses filmes.\u2019\u201d<\/p>\n<p>Assim como fez com o roteiro de <em><strong>Noites Brutais<\/strong><\/em>, <strong>Cregger<\/strong> come\u00e7ou a montar cada parte de forma livre e pouco linear. Sem dar nenhum spoiler, digamos apenas que o que come\u00e7a como um mist\u00e9rio el\u00edptico fica extremamente insano no final. Quando terminou o rascunho final, estava pronto para vender o roteiro \u2014 e foi a\u00ed que a verdadeira loucura come\u00e7ou.<\/p>\n<p>A not\u00edcia de que o cara que fez <em><strong>Noites Brutais<\/strong><\/em> tinha um novo roteiro igualmente insano e duas vezes mais ambicioso come\u00e7ou a se espalhar. O burburinho s\u00f3 crescia. V\u00e1rias pessoas fizeram ofertas extravagantes, sem nem ler. Quando os poss\u00edveis compradores finalmente puderam ver o que <strong>Cregger<\/strong> havia criado, estourou uma guerra de lances no melhor estilo de <strong>Hollywood<\/strong>. Ao tentar vender <em><strong>Noites Brutais<\/strong><\/em>, <strong>Cregger<\/strong> lembra que o filme havia sido rejeitado por todos os est\u00fadios aos quais apresentou. Desta vez, produtores brigavam pela chance de entrar no \u201cneg\u00f3cio <strong>Zach Cregger<\/strong>\u201d, com um pre\u00e7o final de US$ 38 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cDepois que a poeira baixou\u2026 foi um dia incrivelmente dif\u00edcil e estressante, por v\u00e1rios motivos sobre os quais n\u00e3o quero falar\u201d, diz ele, referindo-se ao per\u00edodo de 24 horas entre o envio do roteiro de <em><strong>A Hora do Mal<\/strong><\/em> e o fechamento do acordo. \u201cMas, no fim das contas, foi algo maravilhoso, e levou alguns dias para eu realmente perceber que era real. Foi incr\u00edvel e avassalador.\u201d Ao ser questionado sobre os rumores de que <strong>Jordan Peele<\/strong> teria demitido sua equipe de gest\u00e3o quando a <strong>Universal<\/strong> n\u00e3o conseguiu comprar o roteiro para sua produtora <strong>Monkeypaw<\/strong>, <strong>Cregger<\/strong> se recusa a comentar: \u201c\u00c9, n\u00e3o \u00e9 uma hist\u00f3ria minha para contar.\u201d (Os representantes de <strong>Peele<\/strong> tamb\u00e9m n\u00e3o comentaram.)<\/p>\n<p>E embora a produ\u00e7\u00e3o de <em><strong>A Hora do Mal<\/strong><\/em> n\u00e3o tenha sido isenta de problemas \u2014 ele perdeu a maior parte do elenco original quando aconteceu a greve de 2023; precisou substituir o jovem ator escolhido para interpretar o aluno remanescente porque o garoto original teve um enorme surto de crescimento \u2014 <strong>Cregger<\/strong> sente que acabou com exatamente o filme que queria fazer. As exibi\u00e7\u00f5es-teste foram t\u00e3o positivas que a <strong>Warner Bros.<\/strong> adiantou o lan\u00e7amento em seis meses. O motivo de <strong>Cregger<\/strong> estar no Zoom a partir de Praga \u00e9 que ele est\u00e1 ocupado preparando o pr\u00f3ximo filme de <strong><em>Resident Evil<\/em><\/strong> l\u00e1, com a ideia de trazer a franquia de volta \u00e0s suas ra\u00edzes de videogame. (\u201cSe eu ligasse meu <strong>PS5<\/strong> agora e mostrasse quantas horas fiquei em <strong><em>Resident Evil 4<\/em><\/strong>, seria constrangedor\u201d, ele diz.) E ele j\u00e1 tem outro roteiro em andamento, \u201cuma coisa grande e maluca que vou fazer depois desse e que, acho, \u00e9 o roteiro mais complexo que j\u00e1 escrevi.\u201d<\/p>\n<p>\u201c<strong>David Bowie<\/strong> tem uma frase \u2014 vou acabar estragando\u201d, diz <strong>Cregger<\/strong>. \u201cMas \u00e9 basicamente a ideia de que, criativamente, voc\u00ea deve sempre entrar em \u00e1guas cada vez mais profundas, e nunca ter certeza se vai conseguir nadar. Eu definitivamente fiz isso com <em><strong>A Hora do Mal<\/strong><\/em>. Posso estar fazendo isso com o novo tamb\u00e9m. Mas meu trabalho \u00e9 ser honesto. E simplesmente continuar nadando.\u201d <strong>Cregger<\/strong> solta o ar e ent\u00e3o sorri. Agora, sua express\u00e3o \u00e9 s\u00f3 felicidade.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Em &#8216;A Hora do Mal&#8217;, o medo se materializa de maneiras inesperadas e perturbadoras<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/como-zach-cregger-transformou-uma-tragedia-pessoal-no-aterrorizante-a-hora-do-mal\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Zach Cregger est\u00e1 com uma express\u00e3o de horror no rosto. Ele acabou de dizer algo que talvez n\u00e3o devesse ter dito. 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