{"id":34819,"date":"2025-08-04T17:36:12","date_gmt":"2025-08-04T20:36:12","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/mensagens-vazadas-expoem-justica-paralela-de-moraes-no-8-1\/"},"modified":"2025-08-04T17:36:12","modified_gmt":"2025-08-04T20:36:12","slug":"mensagens-vazadas-expoem-justica-paralela-de-moraes-no-8-1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/mensagens-vazadas-expoem-justica-paralela-de-moraes-no-8-1\/","title":{"rendered":"Mensagens vazadas exp\u00f5em \u201cjusti\u00e7a paralela\u201d de Moraes no 8\/1"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Novas mensagens vazadas de assessores do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que a estrutura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria sido usada para investigar os atos de 8 de janeiro. Segundo as conversas, servidores do TSE teriam feito levantamentos em redes sociais de manifestantes detidos em frente a quart\u00e9is, com o objetivo de embasar as pris\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">As informa\u00e7\u00f5es foram obtidas pelos jornalistas David \u00c1gape e Eli Vieira, no bojo do caso que ficou conhecido como \u201cVaza Toga\u201d. Segundo a nova apura\u00e7\u00e3o, divulgada nesta segunda-feira (4) no site da organiza\u00e7\u00e3o Civilization Works, do jornalista americano Michael Shellenberger, Moraes teria supervisionado a for\u00e7a-tarefa a partir de seu gabinete. O objetivo era gerar relat\u00f3rios sobre alvos espec\u00edficos com base em informa\u00e7\u00f5es de redes sociais e conversas em grupos privados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As novas mensagens apontam que ele teria recrutado funcion\u00e1rios dos dois tribunais \u2013 na \u00e9poca Moraes presidia o TSE \u2013 para operar uma esp\u00e9cie de unidade de intelig\u00eancia que se comunicava atrav\u00e9s do WhatsApp e tinha a participa\u00e7\u00e3o inclusive de seus ju\u00edzes auxiliares.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A<strong> Gazeta do Povo<\/strong> solicitou posicionamento do STF e do TSE sobre as revela\u00e7\u00f5es e, at\u00e9 o momento, n\u00e3o obteve resposta. Os jornalistas que divulgaram as mensagens tamb\u00e9m buscaram contato com os envolvidos, mas n\u00e3o foram atendidos.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Sem Rodeios: STF usou posts para prender bolsonaristas, revelam arquivos<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">&#8220;Certid\u00f5es&#8221; com base em postagens de rede social<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">De acordo com a apura\u00e7\u00e3o, a for\u00e7a-tarefa funcionava com base em \u201ccertid\u00f5es\u201d informais geradas inclusive a partir de coment\u00e1rios nas redes sociais, que poderiam ser suficientes para rotular algu\u00e9m com uma \u201ccertid\u00e3o positiva\u201d, classifica\u00e7\u00e3o que ajudava a manter a pessoa presa. Essas certid\u00f5es, segundo consta, nunca foram compartilhadas com advogados de defesa nem analisadas por promotores.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A opera\u00e7\u00e3o chegou a recrutar colaboradores externos, incluindo ativistas pol\u00edticos, universidades e ag\u00eancias de verifica\u00e7\u00e3o de fatos, para se infiltrar em grupos de bate-papo privados. Segundo a apura\u00e7\u00e3o, Moraes autorizava essas a\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s de e-mails enviados para sua conta pessoal, evitando canais institucionais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A coordena\u00e7\u00e3o da for\u00e7a-tarefa teria ficado a cargo de Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes no STF, que criou e administrou o grupo do WhatsApp. Eduardo Tagliaferro, ent\u00e3o chefe da Unidade Especial de Combate \u00e0 Desinforma\u00e7\u00e3o do TSE, foi quem denunciou as ordens secretas via WhatsApp para elaborar relat\u00f3rios de alvos pr\u00e9-selecionados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Tamb\u00e9m teriam participado da for\u00e7a-tarefa Marco Ant\u00f4nio Martins Vargas, juiz auxiliar de Moraes no TSE, e Airton Vieira, assessor judicial no STF respons\u00e1vel por conduzir audi\u00eancias de cust\u00f3dia do 8 de janeiro. Outros assessores do TSE contribu\u00edram para tra\u00e7ar o perfil de mais de 1,4 mil detidos usando qualquer vest\u00edgio digital dispon\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As mensagens mostram, segundo a apura\u00e7\u00e3o, que o ritmo de an\u00e1lise das informa\u00e7\u00f5es era fren\u00e9tico e, at\u00e9 certa forma, improvisado. As certid\u00f5es eram emitidas, retiradas e reemitidas em quest\u00e3o de minutos, muitas vezes sem motivo aparente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As mensagens mostram funcion\u00e1rios recebendo listas informais de detidos diretamente da pol\u00edcia, incluindo nomes, fotos e n\u00fameros de identidade, sem cadeia de cust\u00f3dia formal. Em um \u00e1udio, um policial federal pediu confidencialidade porque os dados eram \u201cmuito procurados\u201d, apontando que o material estava sendo compartilhado fora dos canais legais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Ap\u00f3s associar um nome a um rosto, a equipe vasculhava plataformas de m\u00eddia social buscando postagens que pudessem ser interpretadas como \u201cantidemocr\u00e1ticas\u201d. Os crit\u00e9rios variavam caso a caso, incluindo compartilhar publica\u00e7\u00f5es sobre os protestos, criticar o STF ou o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), participar de grupos no Telegram ou WhatsApp, retuitar conte\u00fado rotulado como \u201cdesinforma\u00e7\u00e3o\u201d, men\u00e7\u00f5es em reportagens ou den\u00fancias an\u00f4nimas online.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Cada certid\u00e3o baseava-se em pesquisas r\u00e1pidas no Facebook, Instagram, Twitter, TikTok, YouTube, Telegram e Gettr. Se algum conte\u00fado fosse encontrado, o detido recebia \u201ccertid\u00e3o positiva\u201d. As principais fontes para justificar os r\u00f3tulos eram not\u00edcias e perfis an\u00f4nimos no Twitter, frequentemente sem verifica\u00e7\u00e3o de autoria ou contexto.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Essa classifica\u00e7\u00e3o era suficiente para justificar a deten\u00e7\u00e3o, independentemente de antecedentes criminais, comportamento violento ou presen\u00e7a dentro de pr\u00e9dios governamentais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Entre os exemplos citados na apura\u00e7\u00e3o est\u00e1 o de um caminhoneiro denunciado por postagens no Facebook que criticavam Lula e questionavam as elei\u00e7\u00f5es de 2022. Ele n\u00e3o estava nos atos de vandalismo do dia 8 de janeiro de 2023, apenas no acampamento montado em frente ao Quartel-General do Ex\u00e9rcito, onde foi preso no dia seguinte e acusado pelo crime de tentativa de aboli\u00e7\u00e3o violenta do Estado democr\u00e1tico de direito \u2013 ele passou 11 meses e 7 dias preso.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Outro homem foi preso por uma \u00fanica postagem no Instagram que dizia: \u201cFazer cumprir a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 golpe\u201d. Outro, um vendedor ambulante de 54 anos, nem sequer participou dos atos e chegou apenas \u00e0 noite ao acampamento para vender bandeiras e camisetas, mas tamb\u00e9m foi detido.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Em uma mensagem, Cristina Kusahara reconheceu que a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) havia recomendado a liberta\u00e7\u00e3o de um grupo de detidos. Mesmo assim, Moraes recusou-se a solt\u00e1-los at\u00e9 que sua equipe terminasse de examinar suas redes sociais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cA PGR pediu a LP (liberdade provis\u00f3ria) deles, mas o ministro n\u00e3o quer soltar sem antes a gente ver nas redes se tem alguma coisa\u201d, escreveu.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/mensagens-vazadas-justica-paralela-moraes-8-janeiro\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novas mensagens vazadas de assessores do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que a estrutura do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teria sido usada para investigar os atos de 8 de janeiro. 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