{"id":34507,"date":"2025-08-02T09:10:37","date_gmt":"2025-08-02T12:10:37","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/o-album-dos-beatles-que-mudou-o-jeito-de-ringo-starr-tocar-bateria\/"},"modified":"2025-08-02T09:10:37","modified_gmt":"2025-08-02T12:10:37","slug":"o-album-dos-beatles-que-mudou-o-jeito-de-ringo-starr-tocar-bateria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/o-album-dos-beatles-que-mudou-o-jeito-de-ringo-starr-tocar-bateria\/","title":{"rendered":"O \u00e1lbum dos Beatles que mudou o jeito de Ringo Starr tocar bateria"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>At\u00e9 1965, os <strong>Beatles<\/strong> apresentaram um crescimento gradual de qualidade, compat\u00edvel com uma t\u00edpica banda em ascens\u00e3o, e exponencial em termos de popularidade, muito acima da m\u00e9dia para os padr\u00f5es do rock at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>No ano seguinte, por\u00e9m, a segunda curva se alterou e tamb\u00e9m deu uma guinada impressionante. Foi quando saiu o \u00e1lbum <em><strong>Revolver<\/strong><\/em>, representando um salto qualitativo sem precedentes na hist\u00f3ria da m\u00fasica pop.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que o antecessor <em><strong>Rubber Soul<\/strong><\/em> (1965) j\u00e1 havia dado ind\u00edcios consistentes do que estava por vir. Todavia, <em><strong>Revolver<\/strong><\/em> foi o o grande divisor de \u00e1guas no sentido de transformar meros discos de rock em verdadeiras obras-primas.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Beatles em 1966 &#8211; Foto: Chris Walter \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com o s\u00e9timo trabalho de sua carreira, o Fab Four revolucionou em todas as frentes, desde a composi\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0s t\u00e9cnicas de grava\u00e7\u00e3o, passando pela variedade de estilos e o conte\u00fado l\u00edrico das can\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a bateria de <strong>Ringo Starr<\/strong> deu uma escalada em termos de possibilidades, e ele pr\u00f3prio reconhece isso. Antes tido como um instrumentista relativamente protocolar cuja batida muitas vezes ficava em segundo plano, apenas marcando o tempo, ele tamb\u00e9m apresenta suas credenciais em <em><strong>Revolver<\/strong><\/em>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Ringo Starr, baterista dos Beatles, em 1966\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/07\/ringo-starr-baterista-beatles-1966-foto-hulton-archive-getty-images.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Ringo Starr, baterista dos Beatles, em 1966 &#8211; Foto: Hulton Archive \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em entrevista \u00e0 <strong>Goldmine<\/strong> (via <strong>Far Out<\/strong>), Ringo comentou a respeito da nova abordagem percussiva da banda, com maior impacto e uma sonoridade mais autoral:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>&#8220;Acho que decidimos que finalmente pod\u00edamos ouvir o bumbo em nossos discos. Se voc\u00ea ouvir os primeiros, n\u00e3o h\u00e1 sinal do bumbo, assim como da caixa e dos pratos. Ent\u00e3o, as grava\u00e7\u00f5es foram melhorando, e voc\u00ea tocava de forma diferente porque conseguia ouvi-lo.&#8221;<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>As m\u00fasicas que mostram um Ringo Starr diferente<\/h3>\n<p>Uma das provas disso em <em><strong>Revolver<\/strong><\/em> \u00e9 a m\u00fasica <strong>&#8220;Rain&#8221;<\/strong>, que acabou n\u00e3o entrando no repert\u00f3rio regular de <em><strong>Revolver<\/strong><\/em>porque foi escolhida como lado B do single <strong>&#8220;Paperback Writer&#8221;<\/strong>, mas que captura com precis\u00e3o a nova forma, mais contundente, de Ringo tocar.<\/p>\n<p>A batida marcial de <strong>&#8220;Got To Get You Into My Life&#8221;<\/strong> e o groove lis\u00e9rgico de <strong>&#8220;Tomorrow Never Knows&#8221;<\/strong> tamb\u00e9m s\u00e3o bons demonstrativos do crescimento de Ringo como importante baterista em uma banda repleta de g\u00eanios.<\/p>\n<h3>Beatles ap\u00f3s Revolver<\/h3>\n<p>Nos anos posteriores, os <strong>Beatles<\/strong> iriam ainda mais fundo no experimentalismo, na psicodelia e na constru\u00e7\u00e3o de camadas e texturas, mas nada disso seria poss\u00edvel sem a inova\u00e7\u00e3o introduzida por <em><strong>Revolver<\/strong><\/em>. Incluindo o novo jeito de Ringo Starr tocar bateria.<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: O cultuado produtor que v\u00ea os Beatles como &#8216;a prova de que Deus existe&#8217;<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: A bizarra mensagem real dos Beatles na capa do \u00e1lbum Help!<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: Revelados os atores que v\u00e3o interpretar os Beatles em seus quatro filmes<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/o-album-dos-beatles-que-mudou-o-jeito-de-ringo-starr-tocar-bateria\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 1965, os Beatles apresentaram um crescimento gradual de qualidade, compat\u00edvel com uma t\u00edpica banda em ascens\u00e3o, e exponencial em termos de popularidade, muito acima da m\u00e9dia para os padr\u00f5es do rock at\u00e9 ent\u00e3o. No ano seguinte, por\u00e9m, a segunda curva se alterou e tamb\u00e9m deu uma guinada impressionante. 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