{"id":33443,"date":"2025-07-30T00:25:16","date_gmt":"2025-07-30T03:25:16","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/nao-existe-show-como-a-residencia-de-bad-bunny-em-porto-rico\/"},"modified":"2025-07-30T00:25:16","modified_gmt":"2025-07-30T03:25:16","slug":"nao-existe-show-como-a-residencia-de-bad-bunny-em-porto-rico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/nao-existe-show-como-a-residencia-de-bad-bunny-em-porto-rico\/","title":{"rendered":"N\u00e3o existe show como a resid\u00eancia de Bad Bunny em Porto Rico"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p data-end=\"512\" data-start=\"0\">Se <strong>Bad Bunny<\/strong> fosse um artista qualquer, ele provavelmente teria seguido o caminho tradicional: uma turn\u00ea mundial projetada para garantir ainda mais estrelato e expandir sua base de f\u00e3s, lotando est\u00e1dios pelos Estados Unidos e pelo resto do mundo, enquanto acumulava aten\u00e7\u00e3o e dinheiro. Mas o que o tornou um dos nomes mais adorados e fascinantes da m\u00fasica nos \u00faltimos anos \u00e9 justamente o fato de nunca ter se colocado como o objetivo final, para ele, a miss\u00e3o sempre foi mostrar ao mundo um pouco de Porto Rico.<\/p>\n<p data-end=\"1146\" data-start=\"514\">Esse \u00e9 o impulso por tr\u00e1s de <strong><em data-end=\"570\" data-start=\"543\">No Me Quiero Ir De Aqu\u00ed<\/em><\/strong>, sua resid\u00eancia de 30 datas no lend\u00e1rio Coliseo de Puerto Rico Jos\u00e9 Miguel Agrelot, com capacidade para 18.500 pessoas. A proposta vai al\u00e9m de uma escolha art\u00edstica interessante, ela \u00e9, de fato, comovente: trata-se de uma celebra\u00e7\u00e3o da casa, das ra\u00edzes, da tradi\u00e7\u00e3o. Mais do que isso, \u00e9 um convite para que os f\u00e3s de fora da ilha mergulhem de verdade no lugar de onde ele veio. E, ao mesmo tempo, \u00e9 uma maratona poderosa de tr\u00eas horas e 30 m\u00fasicas, repleta de espet\u00e1culo e produ\u00e7\u00e3o, que funciona como uma carta de amor em alto e bom som ao seu pa\u00eds e ao povo porto-riquenho.<\/p>\n<p data-end=\"726\" data-start=\"0\">Esse amor e orgulho s\u00e3o rec\u00edprocos: em San Juan, um dia antes do show desta sexta-feira, bares e carros tocavam as m\u00fasicas de <strong>Bad Bunny<\/strong> em repeti\u00e7\u00e3o. Murais gigantes com seu rosto foram pintados pela cidade; outros retratam <strong>Concho<\/strong>, o simp\u00e1tico sapo que se tornou s\u00edmbolo nos v\u00eddeos e materiais promocionais de seu \u00e1lbum mais recente, <strong><em data-end=\"356\" data-start=\"334\">DeB\u00cd TiRAR M\u00e1S FOToS<\/em><\/strong>, que serve de base para a resid\u00eancia. F\u00e3s lotaram os arredores do Coliseo, que se transformou em um verdadeiro mini festival de rua, com barracas de comida, lojinhas e ativa\u00e7\u00f5es, bandeiras e chap\u00e9us j\u00edbaro por todos os lados, antes de correrem para dentro da arena para o pontual in\u00edcio \u00e0s 21h, ningu\u00e9m queria perder um segundo do que <strong>Benito<\/strong> estava prestes a entregar.<\/p>\n<p data-end=\"1231\" data-start=\"728\">Pontualmente, as luzes se apagaram e revelaram um palco exuberante, projetado para parecer uma vers\u00e3o intocada e selvagem das praias e montanhas da ilha. Dois dan\u00e7arinos surgiram para falar sobre a hist\u00f3ria de Porto Rico antes que a percuss\u00e3o de <strong><em data-end=\"989\" data-start=\"974\">\u201cALAMBRE P\u00faA\u201d<\/em><\/strong>explodisse nos alto-falantes. A m\u00fasica foi apresentada pela primeira vez no show de estreia da resid\u00eancia no in\u00edcio do m\u00eas, com uma base r\u00edtmica de bomba porto-riquenha, o que abriu espa\u00e7o para a presen\u00e7a de dan\u00e7arinos tradicionais no palco.<\/p>\n<p data-end=\"450\" data-start=\"0\">A partir da\u00ed, <strong>Bad Bunny<\/strong> alternou faixas do <strong><em data-end=\"65\" data-start=\"43\">DtMF<\/em><\/strong>, como <strong>\u201cKETU TeCRE\u0301\u201d<\/strong> e o single natalino <strong>\u201cPIToRRO DE COCO\u201d<\/strong>. Entre as m\u00fasicas, pequenos trechos em v\u00eddeo mostravam <strong>Concho<\/strong>, o sapo, conversando com o ator e cineasta porto-riquenho <strong>Jacobo Morales<\/strong>, ambos fazem parte da narrativa do \u00e1lbum, com <strong>Morales<\/strong> interpretando um senhor que deixou Porto Rico para viver em uma terra fria e cheia de gelo, mas que vive mergulhado em saudades de casa.<\/p>\n<p data-end=\"842\" data-start=\"452\">Uma das melhores transi\u00e7\u00f5es da noite acontece justamente quando <strong>Concho<\/strong> e <strong>Morales<\/strong> relembram as praias de Porto Rico. \u00c9 o gancho perfeito para que a banda porto-riquenha <strong>Chuwi <\/strong>e convidados assumam o palco com o refr\u00e3o ensolarado de <strong>\u201cWELTiTA\u201d<\/strong>. Quem encerra esse trecho do show \u00e9 o grupo tradicional <strong>Los Pleneros de la Cresta<\/strong>, entregando ao p\u00fablico uma boa dose de <em data-end=\"819\" data-start=\"812\">plena<\/em>, ritmo t\u00edpico da ilha.<\/p>\n<p data-end=\"1266\" data-start=\"844\">O que tamb\u00e9m impressiona \u00e9 a variedade do espet\u00e1culo. Em determinado momento, <strong>Bad Bunny<\/strong> aparece do outro lado da arena, numa casinha rosa chamada <em data-end=\"1001\" data-start=\"990\">La Casita<\/em>, e entra no clima de festa de bairro, soltando cl\u00e1ssicos antigos do seu repert\u00f3rio como <strong>\u201cBichiyal\u201d<\/strong> e <strong>\u201cNo Me Conoce\u201d<\/strong>, al\u00e9m de algumas das faixas mais intensas do <strong><em data-end=\"1185\" data-start=\"1163\">DeB\u00cd TiRAR M\u00e1S FOToS<\/em><\/strong>. O p\u00fablico veio abaixo quando <strong>Young Miko<\/strong> saiu de <em data-end=\"1246\" data-start=\"1235\">La Casita<\/em> para cantar <strong>\u201cFINA\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p data-end=\"1749\" data-start=\"1268\">Depois desse segmento, <strong>Bad Bunny<\/strong> voltou ao palco principal com uma banda completa de salsa para uma vers\u00e3o acelerada de <strong>\u201cCallai\u0301ta\u201d<\/strong>, seguida de seu hit salsa <strong>&#8220;<\/strong><strong>BAILE INoLVIDABLE&#8221;<\/strong>. E a\u00ed veio o momento mais explosivo da noite: <strong>Gilberto Santa Rosa<\/strong>, lenda da salsa, subiu ao palco para cantar um dos versos, levando a plateia ao del\u00edrio. Aos 62 anos, o \u00edcone soava t\u00e3o potente quanto sempre, encerrando com uma performance de <strong>\u201cLa Agarro Bajando\u201d<\/strong> que arrancou gritos de \u201cbis\u201d do p\u00fablico.<\/p>\n<p data-end=\"542\" data-start=\"0\">Durante todo o show, <strong>Bad Bunny<\/strong> fez quest\u00e3o de lembrar aos porto-riquenhos que boa parte da magia dessas apresenta\u00e7\u00f5es vem diretamente deles. As primeiras nove performances da resid\u00eancia, com exce\u00e7\u00e3o de alguns convites para a imprensa, foram pensadas exclusivamente para os residentes da ilha. \u00c0 medida que a resid\u00eancia se abre para mais turistas nas semanas seguintes, fica claro que \u00e9 justamente a alquimia espec\u00edfica do esp\u00edrito porto-riquenho que vai transformar cada apresenta\u00e7\u00e3o em uma experi\u00eancia \u00fanica na vida de quem estiver presente.<\/p>\n<p data-end=\"955\" data-start=\"544\">A performance, sim, \u00e9 inegavelmente poderosa, mas seu impacto est\u00e1 entrela\u00e7ado com a energia e a intimidade de estar na ilha e vivenciar, em primeira m\u00e3o, tudo o que est\u00e1 por tr\u00e1s daquela m\u00fasica. Quando as \u00faltimas batidas de <strong>\u201cLA MuDANZA\u201d<\/strong> ecoaram encerrando o espet\u00e1culo, <strong>Bad Bunny<\/strong> refor\u00e7ou a mensagem de que tudo aquilo s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao povo de Porto Rico, e que tudo aquilo foi feito por e para eles.<\/p>\n<p data-end=\"1147\" data-start=\"957\">As palavras finais vieram do mestre de percuss\u00e3o e diretor musical <strong>Julito Gast\u00f3n<\/strong>, ao deixar o palco:<br data-end=\"1060\" data-start=\"1057\"\/><strong data-end=\"1097\" data-start=\"1060\">\u201cNunca paren de tocar su tambor\u201d<\/strong> ou em portugu\u00eas <strong data-end=\"1147\" data-is-only-node=\"\" data-start=\"1100\">\u201cNunca deixem de tocar seu pr\u00f3prio tambor\u201d.<\/strong><\/p>\n<h2>Setlist:<\/h2>\n<p>\u201cALAMBRE P\u00faA\u201d<br \/>\u201cKETU TeCRE\u0301\u201d<br \/>\u201cEL CLu\u0301B\u201d<br \/>\u201cLa Santa\u201d<br \/>\u201cPIToRRO DE COCO\u201d<br \/>\u201cEl Apago\u0301n\u201d<br \/>\u201cWELTiTA\u201d<br \/>\u201cKLOuFRENS\u201d<br \/>\u201cBOKeTE\u201d<br \/>\u201cSi Estuvie\u0301semos Juntos\u201d<br \/>\u201cNi Bien Ni Mal\u201d<br \/>\u201cAmorfoda\u201d<br \/>\u201cTURiSTA\u201d<br \/>\u201cNUEVAYoL\u201d<br \/>\u201cTiti\u0301 Me Pregunto\u0301\u201d<br \/>\u201cNeverita\u201d<br \/>\u201cSi Veo a Tu Mama\u0301\u201d<br \/>\u201cLa Romana\u201d<br \/>\u201cLa Jumpa\u201d<br \/>\u201cVOY A LLeVARTE PA PR\u201d<br \/>\u201cMe Porto Bonito\u201d<br \/>\u201cNo Me Conoce,\u201d \u201cBichiyal,\u201d \u201cPERRO NEGRO,\u201d and \u201cYo Perreo Sola\u201d<br \/>\u201cEfecto\u201d<br \/>\u201cSafaera\u201d<br \/>\u201cVeLDA\u0301\u201d<br \/>\u201cEoO\u201d<br \/>\u201cCAFe\u0301 CON RON\u201d<br \/>\u201cLO QUE LE PASO\u0301 A HAWAii\u201d<br \/>\u201cCallai\u0301ta\u201d<br \/>\u201cBAILE INoLVIDABLE\u201d<br \/>\u201cDTmF\u201d<br \/>\u201cLA MuDANZA\u201d<\/p>\n<p><em>Este artigo foi originalmente publicado pela Rolling Stone EUA, por Julyssa Lopez, no dia 26 de julho de 2025, e pode ser conferido aqui.<\/em><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Bad Bunny: Veja momentos mais marcantes dos shows em Porto Rico at\u00e9 agora<\/strong><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Bad Bunny imita voz de Donald Trump em clipe de &#8220;Nuevayol&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Bad Bunny detona agentes da imigra\u00e7\u00e3o dos EUA em Porto Rico: &#8216;Filhos da p***!&#8217;<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/nao-existe-show-como-a-residencia-de-bad-bunny-em-porto-rico\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se Bad Bunny fosse um artista qualquer, ele provavelmente teria seguido o caminho tradicional: uma turn\u00ea mundial projetada para garantir ainda mais estrelato e expandir sua base de f\u00e3s, lotando est\u00e1dios pelos Estados Unidos e pelo resto do mundo, enquanto acumulava aten\u00e7\u00e3o e dinheiro. 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