{"id":32819,"date":"2025-07-27T23:25:58","date_gmt":"2025-07-28T02:25:58","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/wsj-denuncia-que-infiltrado-nos-eua-apoia-abusos-de-moraes\/"},"modified":"2025-07-27T23:25:58","modified_gmt":"2025-07-28T02:25:58","slug":"wsj-denuncia-que-infiltrado-nos-eua-apoia-abusos-de-moraes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wsj-denuncia-que-infiltrado-nos-eua-apoia-abusos-de-moraes\/","title":{"rendered":"WSJ denuncia que &#8220;infiltrado&#8221; nos EUA apoia abusos de Moraes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Algo parece estar podre no Departamento de Alf\u00e2ndega e Prote\u00e7\u00e3o de Fronteiras (CBP) dos Estados Unidos, em Orlando, na Fl\u00f3rida. Assim come\u00e7a um artigo de Mary Anastasia O\u2019Grady publicado neste domingo (27) num dos principais jornais americanos, o Wall Street Journal.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A articulista demonstra que um documento de entrada falso nos EUA para Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi publicado no site oficial do departamento por duas vezes, desde 2024. O primeiro registro fraudulento serviu de pretexto para manter Filipe Martins na cadeia por seis meses, e desde ent\u00e3o em pris\u00e3o domiciliar, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A arma\u00e7\u00e3o contra Filipe Martins pode agravar o cerco ao ministro do STF nos EUA.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhuma motiva\u00e7\u00e3o americana \u00f3bvia para inventar uma viagem de Martins que n\u00e3o aconteceu. Mas algu\u00e9m trabalhando dentro da CBP em nome de interesses pol\u00edticos brasileiros opostos a Bolsonaro teria essa motiva\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu O\u2019Grady. Ela relata que a CBP se recusa a prestar a informa\u00e7\u00e3o buscada pelos advogados de Martins, que querem saber \u201cquem criou as entradas fantasmas e quando\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">O que \u00e9 pior, o crime ou o encobrimento?<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cPor raz\u00f5es de seguran\u00e7a nacional dos EUA\u201d, argumenta, \u201co Departamento de Seguran\u00e7a Interna deveria querer saber tamb\u00e9m\u201d. O que \u00e9 pior, pergunta, \u201co crime ou o encobrimento?\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A colunista do Wall Street Journal avalia que, com poucas evid\u00eancias para sustentar sua teoria de que Bolsonaro estaria tramando um golpe de Estado contra Lula, Moraes se apoia em acordos de dela\u00e7\u00e3o premiada para construir seu caso. \u201cAs coisas n\u00e3o est\u00e3o indo bem\u201d, relata. Ela lembra que em \u00e1udio vazado em mar\u00e7o, Mauro Cid, principal testemunha de acusa\u00e7\u00e3o, reclamava de ter sofrido coa\u00e7\u00e3o para depor contra Bolsonaro. O pr\u00f3prio Filipe Martins, em audi\u00eancia na \u00faltima quinta-feira, disse ao tribunal que acredita que foi preso, \u00e0s vezes em condi\u00e7\u00f5es desumanas, para for\u00e7\u00e1-lo a tamb\u00e9m delatar. Moraes se esquiva das cr\u00edticas dizendo que age \u201cpara defender a democracia brasileira\u201d.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">No artigo, a colunista observa que registros de celular, comprovantes de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e o manifesto de um voo comercial em territ\u00f3rio brasileiro no dia 31 de dezembro de 2022 comprovam que Martins jamais esteve nos Estados Unidos na data alegada \u2013 como j\u00e1 relatou reportagem da <strong>Gazeta do Povo<\/strong>.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Registro de entrada forjado some e reaparece<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O centro do esc\u00e2ndalo \u00e9 a apari\u00e7\u00e3o, duas vezes, do documento eletr\u00f4nico I-94 \u2014 que registra entradas de estrangeiros nos EUA \u2014 no sistema da CBP em Orlando, Fl\u00f3rida. A primeira inclus\u00e3o do registro, com data de 30 de dezembro de 2022, ocorreu em mar\u00e7o de 2024. Ap\u00f3s questionamentos da defesa de Martins e a interven\u00e7\u00e3o do Departamento de Seguran\u00e7a Interna (DHS), o documento foi removido em junho daquele ano. Mas, surpreendentemente, ele reapareceu no sistema neste m\u00eas de julho de 2025, segundo a articulista, com os mesmos erros: o nome de Filipe Martins escrito \u201cFelipe\u201d e o n\u00famero de um passaporte declarado como perdido em 2021.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Apesar da retirada do documento fraudulento do sistema em 2024, o ministro Alexandre de Moraes continuou a sustentar a deten\u00e7\u00e3o de Filipe Martins com base nesse registro \u2014 ainda vis\u00edvel na se\u00e7\u00e3o de \u201chist\u00f3rico de viagens\u201d do site da CBP, embora essa \u00e1rea tenha dados informais e sem validade jur\u00eddica.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Alf\u00e2ndega dos EUA alega &#8220;lit\u00edgio pendente&#8221;<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A defesa de Martins moveu processos contra o Departamento de Seguran\u00e7a Interna e o CBP nos Estados Unidos. A a\u00e7\u00e3o judicial busca acessar os registros completos do sistema que revelariam quem criou a entrada falsa e quando. No entanto, os logs entregues pelo governo americano vieram com trechos censurados: nem o nome do respons\u00e1vel pela inclus\u00e3o dos dados nem a data da manipula\u00e7\u00e3o foram divulgados, sob a justificativa de sigilo envolvendo um \u201clit\u00edgio pendente\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/mundo\/wsj-denuncia-infiltrado-em-alfandega-dos-eua-que-apoia-perseguicoes-de-moraes\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algo parece estar podre no Departamento de Alf\u00e2ndega e Prote\u00e7\u00e3o de Fronteiras (CBP) dos Estados Unidos, em Orlando, na Fl\u00f3rida. Assim come\u00e7a um artigo de Mary Anastasia O\u2019Grady publicado neste domingo (27) num dos principais jornais americanos, o Wall Street Journal. 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