{"id":32493,"date":"2025-07-26T03:56:41","date_gmt":"2025-07-26T06:56:41","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/lula-e-eua-travam-guerra-de-narrativa-sobre-minerais\/"},"modified":"2025-07-26T03:56:41","modified_gmt":"2025-07-26T06:56:41","slug":"lula-e-eua-travam-guerra-de-narrativa-sobre-minerais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/lula-e-eua-travam-guerra-de-narrativa-sobre-minerais\/","title":{"rendered":"Lula e EUA travam guerra de narrativa sobre minerais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A disputa pelo controle dos minerais cr\u00edticos no Brasil, especialmente as chamadas terras raras, tornou-se palco de uma guerra de narrativas entre o governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e os Estados Unidos. Enquanto Washington se apresenta como parceiro estrat\u00e9gico para enfrentar a depend\u00eancia global da China, o Pal\u00e1cio do Planalto reage com um discurso de soberania e nacionalismo econ\u00f4mico, rejeitando qualquer insinua\u00e7\u00e3o de tutela externa sobre os recursos naturais brasileiros.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Essenciais para o desenvolvimento de tecnologias avan\u00e7adas, os minerais classificados como terras raras desempenham papel central na fabrica\u00e7\u00e3o de turbinas e\u00f3licas, ve\u00edculos el\u00e9tricos, m\u00edsseis, pain\u00e9is solares e equipamentos m\u00e9dicos. O grupo \u00e9 composto por 17 elementos qu\u00edmicos, incluindo esc\u00e2ndio, \u00edtrio e os 15 lantan\u00eddeos \u2014 como lant\u00e2nio, c\u00e9rio, neod\u00edmio, dispr\u00f3sio e \u00e9rbio, entre outros. Considerados ativos estrat\u00e9gicos por diversas na\u00e7\u00f5es, esses elementos s\u00e3o dominados pela China, que lidera amplamente a produ\u00e7\u00e3o global e o refino desses minerais,<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cTemos todo o nosso ouro para proteger. Temos todos os minerais ricos que voc\u00eas querem para proteger. E aqui ningu\u00e9m p\u00f5e a m\u00e3o. Este pa\u00eds \u00e9 do povo brasileiro\u201d, afirmou Lula durante evento do governo federal na cidade de Minas Novas (MG), ao se referir aos interesses estrangeiros.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A fala ocorreu em meio \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o de c\u00e2maras americanas de com\u00e9rcio, que apresentaram ao governo uma proposta de coopera\u00e7\u00e3o bilateral para extra\u00e7\u00e3o e beneficiamento de minerais estrat\u00e9gicos. Do lado norte-americano, o movimento tem respaldo direto do governo de Donald Trump, que voltou a demonstrar interesse em garantir acesso aos recursos minerais brasileiros diante da crescente tens\u00e3o com a China.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Nesta semana, o encarregado de neg\u00f3cios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, reuniu-se com representantes do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram) para reiterar o desejo de aprofundar o di\u00e1logo sobre o tema. Mas, apesar da ret\u00f3rica acentuada de ambos os lados, nem Brasil nem Estados Unidos apresentaram at\u00e9 agora um plano concreto de industrializa\u00e7\u00e3o ou processamento conjunto desses recursos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na pr\u00e1tica, o Brasil segue como pot\u00eancia mineral inexplorada: det\u00e9m algumas das maiores reservas do mundo, mas carece de tecnologia, infraestrutura e incentivos para transformar esse potencial em desenvolvimento tecnol\u00f3gico e autonomia produtiva. O impasse atual revela n\u00e3o apenas o embate entre duas narrativas \u2014 soberania nacional versus parceria estrat\u00e9gica \u2014, mas tamb\u00e9m a incapacidade cr\u00f4nica do pa\u00eds de deixar de ser apenas um exportador de mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na avalia\u00e7\u00e3o do deputado federal Filipe Barros, presidente da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da C\u00e2mara dos Deputados (CREDN), a suposta defesa da soberania nacional feita por Lula n\u00e3o condiz com o comportamento do governo brasileiro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 China.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cLula mostra de novo sua absoluta hipocrisia ao supostamente defender os minerais raros do Brasil. Digo isso porque, poucos meses atr\u00e1s, seu governo fez vista grossa para a compra da mineradora Taboca por uma estatal chinesa \u2013 caso que, por envolver ur\u00e2nio e outros materiais como ni\u00f3bio, denunciei na ocasi\u00e3o e sigo vasculhando pormenores oficiais a respeito\u201d, afirmou o parlamentar.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">E acrescentou: &#8220;Em momentos como esse, vemos que a \u201csoberania\u201d deles n\u00e3o passa de s\u00f3 mais um chav\u00e3o publicit\u00e1rio nas campanhas do Sid\u00f4nio [chefe da Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o Social da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica]&#8221;.<\/p>\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-container___5wai\" data-mrf-recirculation=\"Post - Veja tamb\u00e9m\">\n<p class=\"gp-styles-module-size-small-afeYRa gp-styles-module-font-family2-afeYRa gp-styles-module-color-secondary-afeYRa gp-styles-module-weight-bold-afeYRa\">VEJA TAMB\u00c9M:<\/p>\n<ul class=\"postViewMore_post-view-more-list__CU_CE\">\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><\/picture><\/div>\n<p>Por que o Brasil \u00e9 pe\u00e7a-chave na disputa global por minerais estrat\u00e9gicos<\/li>\n<li class=\"postViewMore_post-view-more-item__2MzRb\">\n<div class=\"postViewMore_post-view-more-image__5gUSe\"><picture class=\"imageDefault_image-container__XGd8_\"><img decoding=\"async\" class=\"imageDefault_image-item__lU2Dk\" src=\"https:\/\/media.gazetadopovo.com.br\/2025\/07\/25090652\/8022920525001w-380x214.jpg.webp\" alt=\"\" width=\"72\" height=\"72\"\/><\/picture><\/div>\n<p>EUA est\u00e3o de olho nos minerais do Brasil. Relembre outras investidas de Trump no setor<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">EUA e Brasil n\u00e3o t\u00eam plano concreto para explora\u00e7\u00e3o de terras raras<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O pesquisador N\u00e9lio Reis, membro do <em>Think Tank<\/em> Iniciativa Dex e autor do livro \u201c<em>Terras Raras, Poder e Independ\u00eancia<\/em>\u201d (Ed. UICLAP, 2025), afirma que tanto os Estados Unidos quanto o Brasil ainda n\u00e3o apresentaram um plano concreto para transformar o potencial mineral em desenvolvimento tecnol\u00f3gico. \u201cO mundo n\u00e3o respeita quem tem o min\u00e9rio, respeita quem tem a tecnologia\u201d, resume.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O governo americano vem manobrando h\u00e1 alguns anos para n\u00e3o ser dependente da China na compra de terras raras. O governo do democrata Joe Biden aprovou uma lei que injeta bilh\u00f5es de d\u00f3lares no setor e agora Trump tenta garantir acesso ao mineral em diversos pa\u00edses. O acordo mais not\u00f3rio foi fechado com a Ucr\u00e2nia. Washington e Kyiv criaram um fundo conjunto para explorar os recursos do subsolo do pa\u00eds. Em troca, os Estados Unidos concordaram em continuar enviando ajuda militar \u00e0 Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo Reis, o acordo \u00e9 mais simb\u00f3lico do que pr\u00e1tico porque rendeu uma vit\u00f3ria pol\u00edtica imediata para Trump, que conseguiu vincular a ajuda militar americana a uma compensa\u00e7\u00e3o financeira futura. O presidente Volodymyr Zelensky conseguiu aproximar seu pa\u00eds de Trump e manter o fluxo de armamentos sem ter que tomar medidas imediatas para viabilizar a produ\u00e7\u00e3o, que por ora existe mais em potencial do que na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cA Ucr\u00e2nia est\u00e1 literalmente em guerra. N\u00e3o h\u00e1 infraestrutura, nem seguran\u00e7a, nem capital privado dispon\u00edvel para montar plantas de separa\u00e7\u00e3o e metalurgia\u201d, explica. \u201cFoi um gesto geopol\u00edtico, uma vit\u00f3ria de narrativa para os Estados Unidos e para o governo ucraniano.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O acordo dos EUA com a Ucr\u00e2nia tem semelhan\u00e7as com o caso brasileiro na medida em que a explora\u00e7\u00e3o de terras raras existe mais em potencial do que na pr\u00e1tica. \u201cA diferen\u00e7a \u00e9 que o Brasil n\u00e3o est\u00e1 em guerra. A gente ainda tem estabilidade pol\u00edtica relativa, jazidas, potencial geol\u00f3gico j\u00e1 mapeado\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No entanto, ele aponta a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas estruturadas: \u201cN\u00e3o temos ainda refinarias, pol\u00edtica industrial ativa, incentivos fiscais, nem seguran\u00e7a jur\u00eddica para atrair grandes players.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para o pesquisador, o que se v\u00ea \u00e9 uma disputa simb\u00f3lica, sem resultados concretos. \u201cA narrativa anda mais r\u00e1pido que os investimentos\u201d, critica. \u201cNem o governo brasileiro, nem os Estados Unidos apresentaram at\u00e9 agora um plano integrado de produ\u00e7\u00e3o, refino, uso das terras raras brasileiras.\u201d<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ele defende um acordo transparente, com cl\u00e1usulas de royalties, gera\u00e7\u00e3o de empregos e forma\u00e7\u00e3o de polos industriais. \u201cNa pr\u00e1tica, estamos assistindo a um cabo de guerra simb\u00f3lico, onde cada lado tenta marcar posi\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica ou eleitoral, mas sem resolver o b\u00e1sico: transformar min\u00e9rio em tecnologia.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Brasil enfrenta entraves estruturais na produ\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O grande desafio do Brasil no campo dos minerais cr\u00edticos n\u00e3o est\u00e1 apenas na extra\u00e7\u00e3o ou exporta\u00e7\u00e3o, mas principalmente na incapacidade de processar e refinar esses insumos em solo nacional. Embora detenha algumas das maiores reservas globais desses recursos, o pa\u00eds ainda atua como mero fornecedor de mat\u00e9ria-prima, deixando que o valor agregado e a tecnologia fiquem nas m\u00e3os de na\u00e7\u00f5es industrializadas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Devido ao interesse crescente dos Estados Unidos, o governo Lula estuda lan\u00e7ar uma pol\u00edtica nacional para minerais cr\u00edticos. Em abril, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a anunciar que o lan\u00e7amento dessa medida poderia ocorrer no ano que vem. O objetivo seria desenvolver a cadeia de minerais estrat\u00e9gicos para projetar o Brasil como um grande fornecedor de materiais e componentes industriais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Dados da Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) revelam o potencial das reservas brasileiras. O caso mais emblem\u00e1tico \u00e9 o do ni\u00f3bio: o Brasil concentra 16 milh\u00f5es de toneladas das 17 milh\u00f5es de toneladas existentes no mundo (94%) e tamb\u00e9m lidera a produ\u00e7\u00e3o global, com 75 mil toneladas extra\u00eddas no pa\u00eds, o que representa 90% da produ\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Nos demais minerais, o cen\u00e1rio \u00e9 de subaproveitamento. A grafita, por exemplo, tem 74 milh\u00f5es de toneladas em reservas no Brasil, frente a 280 milh\u00f5es de toneladas no mundo (26%), mas o pa\u00eds produz apenas 73 mil toneladas, o que equivale a 5% da produ\u00e7\u00e3o global.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Em terras raras, o Brasil possui 21 milh\u00f5es de toneladas das 110 milh\u00f5es existentes mundialmente (19%), mas sua produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de apenas 80 toneladas, frente a 350 mil toneladas no mundo \u2014 uma participa\u00e7\u00e3o praticamente nula.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O mangan\u00eas segue a mesma l\u00f3gica: com 270 milh\u00f5es de toneladas em reservas (14% do total mundial), o Brasil produz 620 mil toneladas, enquanto o mundo extrai 20 milh\u00f5es de toneladas &#8211; uma participa\u00e7\u00e3o de apenas 3%. No caso do n\u00edquel, o pa\u00eds possui 1,6 milh\u00e3o de toneladas em reservas (12%) e produz 89 mil toneladas, frente a 3,6 milh\u00f5es de toneladas mundialmente (3%).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O alum\u00ednio (bauxita) apresenta um cen\u00e1rio mais equilibrado: o Brasil tem 2,7 milh\u00f5es de toneladas em reservas (9%) e produz 3,1 milh\u00f5es de toneladas, o que representa 8% da produ\u00e7\u00e3o global, estimada em 40 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O l\u00edtio tamb\u00e9m mostra potencial: com 1,37 milh\u00e3o de toneladas em reservas (5%), o Brasil produz 49 mil toneladas, frente a 1,8 milh\u00e3o de toneladas no mundo (3%).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O cobalto \u00e9 um caso interessante: o Brasil possui apenas 70 mil toneladas em reservas (1%), mas produz 23 mil toneladas, o que representa 10% da produ\u00e7\u00e3o mundial, estimada em 230 mil toneladas. J\u00e1 o cobre, com 11,2 milh\u00f5es de toneladas em reservas (1%), tem produ\u00e7\u00e3o de 320 mil toneladas, frente a 22 milh\u00f5es de toneladas mundialmente (2%).<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O van\u00e1dio, com 120 mil toneladas em reservas (0,5%), n\u00e3o apresenta dados relevantes de produ\u00e7\u00e3o. E o sil\u00edcio (quartzo), embora sem dados dispon\u00edveis sobre reservas, tem produ\u00e7\u00e3o brasileira de 390 mil toneladas, o que representa 9,4% da produ\u00e7\u00e3o mundial, estimada em 4 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">EUA busca Brasil para diminuir depend\u00eancia da China\u00a0<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O interesse dos Estados Unidos nas terras raras brasileiras faz parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla para reduzir a depend\u00eancia da China, que domina cerca de 90% da cadeia global de processamento desses minerais. Em 2024, segundo dados do Servi\u00e7o Geol\u00f3gico dos Estados Unidos, os americanos tiveram que recorrer \u00e0 China, Mal\u00e1sia, Jap\u00e3o e Est\u00f4nia para atender a 80% das suas necessidades desses elementos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Desde o primeiro governo de Donald Trump, Washington passou a tratar o tema como prioridade geopol\u00edtica. Em 2020, Trump assinou uma ordem executiva declarando emerg\u00eancia nacional no setor de minerais cr\u00edticos, com o objetivo expl\u00edcito de cortar a depend\u00eancia da China. O documento afirmava que os Estados Unidos deveriam garantir fontes alternativas desses recursos para proteger sua ind\u00fastria e sua autonomia tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na \u00e9poca, a Amcham Brasil e a C\u00e2mara de Com\u00e9rcio dos EUA formularam a \u201cProposta de Coopera\u00e7\u00e3o Brasil-Estados Unidos em Minerais Cr\u00edticos\u201d com o objetivo de criar diretrizes para a\u00e7\u00f5es conjuntas entre os pa\u00edses. O documento prop\u00f5e cinco a\u00e7\u00f5es: Plano de A\u00e7\u00e3o para o Di\u00e1logo sobre Minerais Estrat\u00e9gicos, Mapeamento Geol\u00f3gico, Financiamento e Garantias para Projetos, Parceria para o Desenvolvimento Produtivo e Tecnol\u00f3gico, e Engajamento Comunit\u00e1rio Local e Sustentabilidade Ambiental.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A guerra na Ucr\u00e2nia, iniciada em 2022, e o acirramento das tens\u00f5es com Pequim apenas refor\u00e7aram essa diretriz. No in\u00edcio do ano, Trump fechou um acordo para que o pa\u00eds do leste europeu forne\u00e7a aos americanos as chamadas terras raras, como uma \u201cequaliza\u00e7\u00e3o\u201d para os \u201ccerca de US$ 300 bilh\u00f5es\u201d de apoio americano na guerra ucraniana contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No caso brasileiro, o potencial \u00e9 significativo: estima-se que o pa\u00eds tenha a terceira maior reserva de terras raras do mundo. No entanto, ainda enfrenta gargalos tecnol\u00f3gicos para a extra\u00e7\u00e3o, separa\u00e7\u00e3o e beneficiamento desses min\u00e9rios em larga escala. A coopera\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, na vis\u00e3o de Washington, seria uma via de acelerar o desenvolvimento dessa cadeia produtiva no pa\u00eds, ao mesmo tempo em que garantiria abastecimento est\u00e1vel para o mercado americano.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/lula-e-eua-travam-guerra-de-narrativas-sobre-terras-raras\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A disputa pelo controle dos minerais cr\u00edticos no Brasil, especialmente as chamadas terras raras, tornou-se palco de uma guerra de narrativas entre o governo de Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) e os Estados Unidos. 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