{"id":32158,"date":"2025-07-25T04:19:46","date_gmt":"2025-07-25T07:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/kia-ora-amplia-experiencia-de-pub-musical-em-sao-paulo\/"},"modified":"2025-07-25T04:19:46","modified_gmt":"2025-07-25T07:19:46","slug":"kia-ora-amplia-experiencia-de-pub-musical-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/kia-ora-amplia-experiencia-de-pub-musical-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Kia Ora amplia experi\u00eancia de pub musical em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o da noite paulistana, \u00e9 poss\u00edvel encontrar bares que oferecem uma boa bebida, restaurantes com uma \u00f3tima comida e casas de show com grandes apresenta\u00e7\u00f5es. No <strong>Kia Ora<\/strong>, tudo isso se encontra.<\/p>\n<p>Criado h\u00e1 21 anos inspirado na cultura maori da Austr\u00e1lia e da Nova Zel\u00e2ndia, o<strong> Kia<\/strong> promete uma experi\u00eancia completa, que vai do card\u00e1pio cuidadosamente elaborado \u00e0 curadoria de artistas meticulosamente selecionados.<\/p>\n<p>Localizada no Itaim Bibi, na zona oeste de S\u00e3o Paulo, a casa, que une m\u00fasica e gastronomia, tornou-se um ponto de reuni\u00e3o de quem ama o rock \u2018n\u2019 roll, com direito a apresenta\u00e7\u00f5es ilustres como o cantor e compositor <strong>S\u00e9rgio Britto<\/strong>, fundador dos <strong>Tit\u00e3s<\/strong>.<\/p>\n<p>Em entrevista \u00e0 <em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em>, <strong>Cesinha Ranieri<\/strong>, fundador do <strong>Kia Ora<\/strong>, explicou o conceito por tr\u00e1s do bar e detalhou o que a casa tem a oferecer para quem procura um bom pub musical.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Cesinha Ranieri (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Como foi que voc\u00ea come\u00e7ou a se aventurar no mundo dos bares?<\/strong><\/p>\n<p>A minha forma\u00e7\u00e3o \u00e9 publicit\u00e1ria, eu trabalhei muitos anos na ind\u00fastria de bebidas. E foi assim que comecei a me encontrar e a conhecer um pouco mais como era o cen\u00e1rio da noite em S\u00e3o Paulo. Eu era muito jovem, estava com uns 25 anos, mas a vontade de empreender tamb\u00e9m j\u00e1 me acompanhava h\u00e1 alguns anos.\u00a0 E os bares, o entretenimento, me despertavam muito interesse desde garoto.<\/p>\n<p>Acabou sendo um processo natural. Depois, claro, tendo as oportunidades para poder entrar no segmento, foi algo que aconteceu naturalmente.<\/p>\n<p><strong>E como foi que a m\u00fasica entrou na sua vida?<\/strong><\/p>\n<p>Eu gosto de m\u00fasica desde sempre. Minha fam\u00edlia \u00e9 de italianos, ent\u00e3o meu pai sempre ouviu muita \u00f3pera em casa, no \u00faltimo volume. Eu n\u00e3o tinha muita escolha. Curiosamente, desde ent\u00e3o eu me apeguei muito com a m\u00fasica. E acabei para o rock, que era o que meus amigos estavam come\u00e7ando a ouvir.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, eram bandas nacionais, a gente n\u00e3o tinha muito acesso a outras bandas, exceto Rolling Stones e Beatles, n\u00e9? Que era o que a gente costumava ouvir bastante. Mas eu fui pego mais pelo rock nacional. A\u00ed eu tinha bandas que eu adorava: Ira, Tit\u00e3s \u2014 minha favorita at\u00e9 hoje \u2014, Charlie Brown Jr., Do Tijuana, CPM-22, enfim. Tenho um apego muito grande por elas, s\u00e3o bandas de uma qualidade muito boa mesmo.<\/p>\n<p><strong>E a \u00f3pera continua na sua vida ou ficou de lado?<\/strong><\/p>\n<p>Continua. Escuto bastante ainda. E passo isso para os meus filhos, inclusive.<\/p>\n<p><strong>O Kia Ora Bar nasceu em 2004. Como foi que ele surgiu?<\/strong><\/p>\n<p>Eu sempre pratiquei esportes a minha vida inteira, e joguei rugby durante 20 anos, um esporte muito tradicional, tanto na Austr\u00e1lia quanto na Nova Zel\u00e2ndia. Fiz amigos neozelandeses e fui tendo o contato com a cultura e com o esporte.<\/p>\n<p>E na \u00e9poca, muitos jovens que queriam ir para a Austr\u00e1lia fazer interc\u00e2mbio. Ent\u00e3o era um movimento muito grande na ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m pela proximidade entre os povos. O clima \u00e9 meio parecido e os australianos e neozelandeses tamb\u00e9m s\u00e3o alegres, divertidos, gostam de balada e de rock e amam o esporte. Foi o Rugby que me trouxe para o Kia Ora.<\/p>\n<p><strong>E voc\u00ea se aposentou do rugby depois desse tempo todo?<\/strong><\/p>\n<p>Ah, sim. Joguei 20 anos, depois n\u00e3o tinha como conciliar com a vida noturna tamb\u00e9m. Mas at\u00e9 hoje sou apaixonado pelo esporte. Me abriu muitas portas, eu tenho muitos amigos que s\u00e3o oriundos do rugby. Ent\u00e3o eu tenho uma rela\u00e7\u00e3o muito pr\u00f3xima e o Kia Ora fomenta isso todos os dias para n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Existe uma cultura muito legal de amizade e confraterniza\u00e7\u00e3o entre os amantes e praticantes do rugby.<\/strong><\/p>\n<p>Exatamente. A gente chama de terceiro tempo. No campo, voc\u00ea gladia com seu advers\u00e1rio. Quando termina o jogo, as pessoas, se abra\u00e7am, se cumprimentam, v\u00e3o tomar uma cerveja juntas. Esse esp\u00edrito do rugby \u00e9 uma coisa que sempre me contagiou demais. Al\u00e9m do respeito que voc\u00ea tem n\u00e3o s\u00f3 pelo seu advers\u00e1rio, mas tamb\u00e9m pelo juiz, por todo mundo. Isso \u00e9 muito legal.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00ea transportou essa cultura para dentro do Kia Ora?<\/strong><\/p>\n<p>Voc\u00ea tem a cultura do rugby, dos maoris e esse esp\u00edrito jovem do povo australiano. Eu pensei: \u201cPor que n\u00e3o ter um pub em S\u00e3o Paulo para reunir tudo isso?\u201d. Assim surgiu a ideia de montar o Kia Ora.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a origem do nome?<\/strong><\/p>\n<p>O Kia Ora \u00e9 uma express\u00e3o maori que significa \u201coi\u201d. A pron\u00fancia correta \u00e9 Kia Ora. E ela vem exatamente dessa cultura das belezas naturais, dos animais. Tudo isso foram pontos importantes para a gente poder construir e montar um bar que conseguisse transmitir essa atmosfera para os clientes.<\/p>\n<p>Esse era o nosso principal objetivo, poder passar para os nossos clientes um pouco dessa maori, abor\u00edgene, juntamente com esse esp\u00edrito jovem que eles t\u00eam, de curtir balada, rock e cerveja.<\/p>\n<p><strong>Essa reuni\u00e3o de elementos resultou em uma mistura completa.<\/strong><\/p>\n<p>Eu sou um cara muito criterioso. Quando saio para comer fora, me divertir, quer ir em lugares onde eu consiga comer bem. Isso para n\u00f3s era um desafio muito grande. Ter um bar que n\u00e3o ofere\u00e7a s\u00f3 a m\u00fasica boa, s\u00f3 uma atra\u00e7\u00e3o legal, mas compor outros pilares: boa comida, boa bebida e bom atendimento.<\/p>\n<p>A gente j\u00e1 tinha esses pilares, tinha uma bagagem a partir da experi\u00eancia em outro pub, mas sempre foi um desafio.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea diria que esse \u00e9 o maior desafio do Kia Ora?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 um que a gente lida diariamente, mas n\u00e3o necessariamente o maior. Um dos grandes desafios que tivemos foi montar uma programa\u00e7\u00e3o bacana, que consiga entreter o p\u00fablico.<\/p>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o de bandas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil, at\u00e9 porque, para ter uma banda no Kia, \u00e9 preciso preencher ali algumas coisas que s\u00e3o muito importantes. Precisa ter uma conex\u00e3o com o p\u00fablico, que \u00e9 fundamental, autenticidade tamb\u00e9m e presen\u00e7a de palco. Ent\u00e3o esses s\u00e3o tamb\u00e9m uns pontos que s\u00e3o bem importantes que passam a ser um desafio para n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Como funciona a curadoria do Kia Ora?<\/strong><\/p>\n<p>Ela come\u00e7a justamente com esses aspectos que abanda precisa entregar para n\u00f3s. A gente leva muito isso em considera\u00e7\u00e3o. Hoje, contamos com o Ivan Sader, um artista extremamente talentoso, que est\u00e1 na cena musical e \u00e9 muito bem quisto. A chegada dele \u00e9 um ganho enorme, porque ele faz essa ponte com artistas mais renomados, e assim, a gente transforma o Kia em um ponto de encontro musical em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m dos desafios, qual foi o maior aprendizado do Kia Ora nessas mais de duas d\u00e9cadas de hist\u00f3ria?<\/strong><\/p>\n<p>Foi entender que \u00e9 poss\u00edvel humanizar alguns aspectos. Ter um bar com 21 anos, lidando com entretenimento, voc\u00ea v\u00ea mudan\u00e7as de gera\u00e7\u00f5es. E isso nos torna mais resilientes.\u00a0<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo que voc\u00ea tem que estar muito antenado em tudo que est\u00e1 acontecendo, tem que tomar um cuidado muito grande para n\u00e3o fazer nenhuma mudan\u00e7a muito radical do que \u00e9 a nossa ess\u00eancia do bar.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea percebe muita diferen\u00e7a no p\u00fablico nesses mais de 20 anos?<\/strong><\/p>\n<p>Claramente. Imagina, o bar tem 21 anos. O pessoal que frequentava na inaugura\u00e7\u00e3o hoje tem mais de 50 anos. E \u00e9 uma galera que continua frequentando o bar. Mas, obviamente, a gente tem aquele cuidado de conseguir trazer o pessoal mais jovem. Quando a m\u00fasica \u00e9 muito boa, acho que n\u00e3o tem essa discuss\u00e3o sobre gera\u00e7\u00f5es, as pessoas curtem e frequentam. Ent\u00e3o, a gente procura hoje ter um cuidado com a programa\u00e7\u00e3o, para conseguirmos atrair nichos que combinam com o bar. At\u00e9 por isso, a gente acabou criando alguns outros labels dentro do Kia, para come\u00e7ar a atingir p\u00fablicos diferentes.<\/p>\n<p><strong>Falando sobre experi\u00eancias, o Label Rock Experience \u00e9 um dos destaques dentro do Kia Ora. O que o p\u00fablico encontra?<\/strong><\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou com essa ideia e a possibilidade de trazer artistas renomados para o palco do Kia. Ent\u00e3o, come\u00e7ou essa garimpada atr\u00e1s de m\u00fasicos profissionais, com bagagem em festivais e tudo mais.\u00a0<\/p>\n<p>Come\u00e7amos a fazer alguns m\u00fasicos mais renomados e isso foi ganhando corpo. Permitiu que a gente pudesse continuar com o Rock Experience, abrindo o palco para artistas mais renomados para que eles possam mostrar seu trabalho para o p\u00fablico.<\/p>\n<p><strong>Isso mostra que o rock continua vivo?<\/strong><\/p>\n<p>Rock \u00e9 mais que um estilo, \u00e9 uma atitude, um modo de viver. E serve de base para outros estilos. Ele vai perdurar porque transmite liberdade. E a gente morando em S\u00e3o Paulo, uma cidade que pulsa 24 horas por dia, t\u00eam esse grito de liberdade do rock \u2018n\u2019 roll. O Kia Ora \u00e9 o lugar onde esse grito ganha um eco.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Kia Ora (Foto: C\u00e9sar Ranieri)\" height=\"1031\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/07\/kia-ora-amplia-experiencia-de-pub-musical-em-sao-paulo.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Kia Ora (Foto: C\u00e9sar Ranieri)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Al\u00e9m da influ\u00eancia maori, o Kia tamb\u00e9m \u00e9 muito atento \u00e0s tend\u00eancias internacionais. Quais s\u00e3o suas inspira\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>A forma como os bares l\u00e1 fora se tornam uma extens\u00e3o do estilo de vida das pessoas. Eu queria reproduzir isso dentro do Kia Ora, e existem v\u00e1rias formas. N\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s da m\u00fasica, do entretenimento, mas tamb\u00e9m atrav\u00e9s do pr\u00f3prio card\u00e1pio. \u00c9 poss\u00edvel criar drinks, por exemplo, que possibilitem uma vida saud\u00e1vel frequentando o bar.\u00a0<\/p>\n<p>Ent\u00e3o esse \u00e9 um cuidado tamb\u00e9m que a gente tem, mas n\u00e3o basta s\u00f3 copiar. Voc\u00ea precisa tamb\u00e9m ressignificar as coisas. Traduzir, e dar sua cara para as coisas. Eu sigo muitas tend\u00eancias de fora, mas tento sempre fazer uma releitura para se alinhar com a nossa identidade.\u00a0<\/p>\n<p><strong>E onde o card\u00e1pio entra nesse c\u00e1lculo?<\/strong><\/p>\n<p>A gente tem um chefe de bar que \u00e9 excelente, super estudioso. Um mixologista jovem, que tamb\u00e9m est\u00e1 muito antenado, sempre muito conectado com o que est\u00e1 rolando. E a ideia foi exatamente trazer esses mocktails para a cartela de drinks. S\u00e3o bebidas sem \u00e1lcool ou com baixo teor alco\u00f3lico. E todos eles s\u00e3o muito saborosos, t\u00eam uma apresenta\u00e7\u00e3o muito legal. Al\u00e9m de ser uma forma de a gente trazer para o bar aquela pessoa que trabalha cedo no dia seguinte. Agora n\u00e3o tem mais essa desculpa. \u00c9 poss\u00edvel ir no Kia, tomar um mocktail a noite inteira, curtir um baita show e aproveitar sem se arrepender.<\/p>\n<p><strong>E pensando nas bandas, como \u00e9 a experi\u00eancia de quem se apresenta l\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Hoje a gente trabalha com um n\u00famero bem reduzido de bandas. E para elas poderem estar no Kia, precisam ter presen\u00e7a de palco, autenticidade e conex\u00e3o com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, temos feito muitos investimentos em ilumina\u00e7\u00e3o, som, ac\u00fastica do bar, ou seja, preparamos uma estrutura favor\u00e1vel para que as bandas fa\u00e7am um show digno, possam entregar tudo.<\/p>\n<p><strong>Quando voc\u00ea come\u00e7ou, h\u00e1 mais de 20 anos, imaginava que o Kia Ora se tornaria esse lugar?<\/strong><\/p>\n<p>De forma alguma. Quando a gente montou o Kia, a ideia era fazer um pub australiano, neozeland\u00eas, com m\u00fasica ao vivo. Ao longo dos anos, fomos ganhando corpo, as coisas foram mudando.<\/p>\n<p>Recentemente fizemos uma reforma para poder abarcar as tend\u00eancias que acompanhamos, transformar o Kia em um espa\u00e7o multi\u00faso onde fazemos lan\u00e7amentos de campanhas, recebemos empresas para workshops, coisas que n\u00e3o imagin\u00e1vamos.<\/p>\n<p><strong>E isso reflete muito sua veia empreendedora, de n\u00e3o se limitar a uma frente s\u00f3.<\/strong><\/p>\n<p>Hoje existe uma demanda muito grande por isso. Ent\u00e3o, realmente, a gente precisa estar antenado para ver o que est\u00e1 acontecendo e quais demandas a gente pode absorver.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Falamos sobre a mudan\u00e7a de p\u00fablico e a festa \u201cVai Dar Match\u201d \u00e9 um dos destaques para o p\u00fablico mais jovem. Como essa iniciativa surgiu?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma festa que a gente faz desde a inaugura\u00e7\u00e3o do Kia. Criamos a Noite dos Solteiros, comemorada sempre no dia 12 de junho, Dia dos Namorados. Foi um sucesso desde o come\u00e7o. Mas come\u00e7amos a ver que era mais que uma festa, as pessoas estavam procurando divers\u00e3o e conex\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o mudamos o nome, tudo muito bem pensado, card\u00e1pio, atra\u00e7\u00f5es, para criar esse clima gostoso e dar \u00e0s pessoas exatamente isso.<\/p>\n<p><strong>Hoje o Kia Ora est\u00e1 em S\u00e3o Paulo. Existe algum plano para levar o bar para outras cidades ou estados?<\/strong><\/p>\n<p>Lembro que logo no in\u00edcio, quando est\u00e1vamos come\u00e7ando a trazer alguns artistas famosos, clientes que eram de fora de S\u00e3o Paulo chegaram para mim e falaram: \u201cP\u00f4, Cesinha, voc\u00ea precisa levar esses shows para fora de S\u00e3o Paulo, na minha cidade n\u00e3o tem nada.\u201d Foi da\u00ed que come\u00e7amos a falar que o Kia \u00e9 mais que um pub, \u00e9 um local de entretenimento.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, o Kia Ora \u00e9 muito espec\u00edfico com algumas coisas, por isso eu tomo um pouco de cuidado. Para n\u00e3o ir para outras pra\u00e7as e a gente perder um pouco dessa identidade. Mas, respondendo a sua pergunta diretamente, sim, a gente tem muita vontade de come\u00e7ar a fazer uma expans\u00e3o da marca.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 sua mem\u00f3ria mais marcante com o Kia Ora?<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o v\u00e1rias, mas o maior destaque foi quando trouxemos o nosso primeiro convidado famoso, que foi nada mais, nada menos do que o S\u00e9rgio Britto dos Tit\u00e3s, minha banda favorita da inf\u00e2ncia. Eu lembro do disco Cabe\u00e7a Dinossauro, que tinha capa dupla, ele n\u00e3o tem nem as tracks mais, de tanto que eu ouvia.\u00a0 E o S\u00e9rgio Britto, curiosamente, sempre foi para mim a voz dos Tit\u00e3s.\u00a0<\/p>\n<p>E a\u00ed voc\u00ea pensa: dono de um bar em S\u00e3o Paulo, que um belo dia consegue trazer o cara que te ensinou a ouvir rock para o seu palco, cantando para voc\u00ea e seus clientes as m\u00fasicas que voc\u00ea ouvia desde crian\u00e7a. Foi algo muito emocionante, guardo com muito carinho at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o seu line-up dos sonhos para o Kia?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o pode faltar Tit\u00e3s. Come\u00e7aria com o rock nacional, tamb\u00e9m com Charlie Brown Jr., para deixar a energia da galera l\u00e1 em cima. Depois colocaria um Green Day, The Killers, para a galera cantar junto. E para fechar, Metallica, minha banda de cabeceira.\u00a0Amo o Metallica, n\u00e3o perdi nenhum show deles em S\u00e3o Paulo desde 1992. Seria o line-up perfeito.<\/p>\n<p><strong>E ao n\u00edvel pessoal, se voc\u00ea pudesse assistir ao show de qualquer artista, qual escolheria?<\/strong><\/p>\n<p>Queen, Freddie Mercury. Era uma experi\u00eancia. Conheci a banda em uma fase mais adulta, mas quando voc\u00ea entra fundo no trabalho dos caras, v\u00ea que eram muito fora da curva. Um show do Queen, na fase \u00e1urea do Freddie Mercury, com certeza.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: O rock morreu? O que atrai o p\u00fablico para shows hoje? Nando Reis opina<\/strong><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Tit\u00e3s se reunir\u00e1 novamente para shows em 2027? Nando Reis responde<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/entretenimento\/kia-ora-amplia-experiencia-de-pub-musical-em-sao-paulo\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No cora\u00e7\u00e3o da noite paulistana, \u00e9 poss\u00edvel encontrar bares que oferecem uma boa bebida, restaurantes com uma \u00f3tima comida e casas de show com grandes apresenta\u00e7\u00f5es. No Kia Ora, tudo isso se encontra. 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