{"id":31897,"date":"2025-07-24T10:51:05","date_gmt":"2025-07-24T13:51:05","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/importacoes-de-carros-da-china-ganham-forca\/"},"modified":"2025-07-24T10:51:05","modified_gmt":"2025-07-24T13:51:05","slug":"importacoes-de-carros-da-china-ganham-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/importacoes-de-carros-da-china-ganham-forca\/","title":{"rendered":"importa\u00e7\u00f5es de carros da China ganham for\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As montadoras chinesas \u2013 BYD, GWM e outras \u2013 est\u00e3o \u201cinvadindo\u201d o Brasil e outros pa\u00edses, e parte desse movimento tem rela\u00e7\u00e3o com uma acirrada concorr\u00eancia no gigante asi\u00e1tico.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A ascens\u00e3o avassaladora de marcas da China faz com que a ind\u00fastria j\u00e1 estabelecida no Brasil dispare o sinal de alerta. A ofensiva chega em um cen\u00e1rio j\u00e1 desafiador, marcado por taxas de juros elevadas e crescente inadimpl\u00eancia, adicionando complexidade ao tabuleiro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Segundo a <em>The Economist<\/em>, por tr\u00e1s do avan\u00e7o chin\u00eas tamb\u00e9m est\u00e1 na ambi\u00e7\u00e3o de se consolidar entre os l\u00edderes globais. Para isso, elas tamb\u00e9m recebem pesados subs\u00eddios.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">BYD e GWM tiram f\u00e1bricas do papel<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O avan\u00e7o chin\u00eas no Brasil se d\u00e1 por tr\u00eas frentes principais: aumento massivo das importa\u00e7\u00f5es, implanta\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas e a celebra\u00e7\u00e3o de parcerias estrat\u00e9gicas com empresas j\u00e1 estabelecidas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A BYD consolidou-se rapidamente no mercado, atingindo a quinta posi\u00e7\u00e3o no ranking nacional em junho, com 8,7% de <em>market share<\/em> no varejo em munic\u00edpios de todas as regi\u00f5es do Brasil e liderando em 104 localidades, incluindo capitais como Macei\u00f3, Bras\u00edlia e Porto Velho.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No segmento de eletrificados (h\u00edbridos e el\u00e9tricos), a BYD domina \u2013 no caso dos 100% el\u00e9tricos, ela det\u00e9m 77% do mercado. A expans\u00e3o \u00e9 impulsionada por uma robusta estrat\u00e9gia de importa\u00e7\u00e3o, utilizando at\u00e9 mesmo sua pr\u00f3pria frota de navios de carga, como o BYD Shenzhen, que desembarcou 7.292 ve\u00edculos el\u00e9tricos no porto de Itaja\u00ed (SC) em maio, na maior opera\u00e7\u00e3o do tipo j\u00e1 registrada no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A expectativa \u00e9 de que as importa\u00e7\u00f5es de ve\u00edculos chineses devem crescer quase 40% este ano, somando cerca de 200 mil unidades, ou 8% das vendas totais de ve\u00edculos leves no Brasil.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Al\u00e9m das importa\u00e7\u00f5es, a aposta na produ\u00e7\u00e3o local \u00e9 uma pe\u00e7a-chave. A BYD est\u00e1 investindo R$ 5,5 bilh\u00f5es na antiga f\u00e1brica da Ford em Cama\u00e7ari, Bahia, que ser\u00e1 a maior do grupo fora da \u00c1sia, com capacidade para fabricar 600 mil ve\u00edculos ao ano e potencial para se tornar uma plataforma de exporta\u00e7\u00f5es para as Am\u00e9ricas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Contudo, a produ\u00e7\u00e3o inicial no Brasil \u00e9 do tipo SKD (<em>semi knocked down<\/em>), na qual os ve\u00edculos chegam com a carroceria j\u00e1 soldada e pintada da China, e os demais componentes \u2013 quase todos importados \u2013 s\u00e3o agregados na f\u00e1brica baiana. At\u00e9 o momento, apenas um fornecedor nacional, a Continental Pneus, foi habilitado, embora 105 outras empresas brasileiras estejam em processo de homologa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A GWM (Great Wall Motors) tamb\u00e9m acelera no Brasil, com crescimento sete vezes maior que a m\u00e9dia do setor automotivo nacional no primeiro semestre de 2025, registrando 15.261 ve\u00edculos emplacados. O modelo Haval H6 consolidou-se como o SUV h\u00edbrido mais vendido do Brasil no acumulado do ano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A montadora tamb\u00e9m prepara a inaugura\u00e7\u00e3o de sua f\u00e1brica em Iracem\u00e1polis (SP), ainda este ano, com um investimento total de R$ 10 bilh\u00f5es at\u00e9 2032. A empresa afirma que buscar\u00e1 uma nacionaliza\u00e7\u00e3o crescente, priorizando fornecedores locais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Outra gigante chinesa, a Geely, controladora da Volvo Cars, tamb\u00e9m retoma suas opera\u00e7\u00f5es no pa\u00eds depois de 9 anos. A marca desembarcou 680 ve\u00edculos el\u00e9tricos em Paranagu\u00e1 (PR) em junho e planeja vendas a partir deste m\u00eas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A empresa tem uma parceria com o Renault Group para poss\u00edvel produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos h\u00edbridos e el\u00e9tricos em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais (PR), podendo se tornar acionista minorit\u00e1ria da Renault do Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Press\u00e3o das montadoras chinesas \u00e9 um fen\u00f4meno global<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A agressividade das montadoras chinesas no Brasil \u00e9 um reflexo de uma realidade global. A China se consolidou como a maior fabricante e exportadora de carros do mundo. As exporta\u00e7\u00f5es chinesas triplicaram em tr\u00eas anos, atingindo 4,7 milh\u00f5es de unidades em 2023, com proje\u00e7\u00e3o de 7,3 milh\u00f5es at\u00e9 2030.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A expans\u00e3o \u00e9 impulsionada pela severa supercapacidade produtiva e uma brutal guerra de pre\u00e7os no mercado dom\u00e9stico de ve\u00edculos el\u00e9tricos, onde operam 115 marcas. O governo chin\u00eas, inclusive, j\u00e1 manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com a concorr\u00eancia predat\u00f3ria, que &#8220;prejudica o investimento em pesquisa e desenvolvimento e pode comprometer a seguran\u00e7a&#8221;, e tenta intervir para conter a venda de carros abaixo do custo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Diante desse cen\u00e1rio interno, as montadoras chinesas buscam novos mercados. Elas t\u00eam focado em pa\u00edses do \u201cSul Global\u201d, como Am\u00e9rica Latina, Sudeste Asi\u00e1tico, Oriente M\u00e9dio e \u00c1frica, onde as regulamenta\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es s\u00e3o menos rigorosas e a concorr\u00eancia dom\u00e9stica \u00e9 menor. Em 2024, as marcas chinesas responderam por 82% das vendas de ve\u00edculos el\u00e9tricos a bateria no M\u00e9xico, Brasil, Argentina e Chile.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na Europa, o avan\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 not\u00e1vel. Segundo a consultoria Jato Dynamics, especializada na ind\u00fastria automotiva, em maio de 2025 as marcas chinesas mais que dobraram sua participa\u00e7\u00e3o de mercado em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, atingindo 5,9% das vendas totais. Em abril, a BYD superou a Tesla nas vendas de ve\u00edculos el\u00e9tricos na Europa pela primeira vez. Stella Li, vice-presidente global da BYD, j\u00e1 declarou que a Europa \u00e9 a regi\u00e3o mais importante para a montadora.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Para contornar tarifas e custos de frete, as empresas chinesas tamb\u00e9m investem na constru\u00e7\u00e3o de f\u00e1bricas no exterior. A BYD, por exemplo, possui uma f\u00e1brica em constru\u00e7\u00e3o na Hungria. Embora tenha suspendido planos de construir uma grande f\u00e1brica no M\u00e9xico devido a tens\u00f5es geopol\u00edticas e pol\u00edticas comerciais, sua planta no Brasil \u00e9 a primeira fora da \u00c1sia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A &#8220;invas\u00e3o&#8221; global, contudo, n\u00e3o ocorre sem resist\u00eancias. Pa\u00edses como a R\u00fassia j\u00e1 introduziram taxas de &#8220;reciclagem&#8221; sobre carros importados para frear o avan\u00e7o chin\u00eas. A Uni\u00e3o Europeia tamb\u00e9m imp\u00f4s tarifas sobre ve\u00edculos el\u00e9tricos chineses. Como resposta, empresas como a MG (controlada pela chinesa SAIC) t\u00eam se inclinado para o segmento de h\u00edbridos na Europa, que n\u00e3o \u00e9 afetado pelas tarifas, demonstrando a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e a press\u00e3o cont\u00ednua por novos mercados.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Al\u00e9m da China, inadimpl\u00eancia e juros altos preocupam montadoras brasileiras<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A r\u00e1pida ascens\u00e3o chinesa soa como um alarme para a ind\u00fastria automotiva brasileira j\u00e1 estabelecida. Igor Calvet, presidente da Anfavea (Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores), expressa &#8220;preocupa\u00e7\u00e3o&#8221; com o aumento das importa\u00e7\u00f5es, que absorveram 54% do crescimento do mercado em maio.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo ele, h\u00e1 um desequil\u00edbrio entre o crescimento do mercado e a estagna\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o local: enquanto as vendas de autove\u00edculos nacionais aumentaram 2,6% no primeiro semestre de 2025, os importados cresceram 15,6% no mesmo per\u00edodo. As vendas de ve\u00edculos leves nacionais, inclusive, ca\u00edram 10% no varejo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Uma das preocupa\u00e7\u00f5es da ind\u00fastria \u00e9 com o emprego. A ind\u00fastria automotiva brasileira registrou a perda de mais de 600 postos de trabalho diretos nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Calvet alerta que o volume de importados (228,5 mil unidades no primeiro semestre de 2025) equivale \u00e0 produ\u00e7\u00e3o anual de uma f\u00e1brica nacional de grande porte, que geraria mais de 6 mil empregos diretos, sem contar a cadeia de fornecimento. Ele tamb\u00e9m ressalta que processos de montagem menos sofisticados, como o SKD\/CKD, geram apenas cerca de dois a tr\u00eas empregos indiretos para cada um direto, muito menos do que os cerca de dez empregos indiretos por posto direto em plantas com produ\u00e7\u00e3o complexa.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Anfavea pressiona pela n\u00e3o redu\u00e7\u00e3o do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para carros semidesmontados (SKD), defendendo que essa medida seria &#8220;uma forma de desindustrializa\u00e7\u00e3o&#8221; e prejudicaria a produ\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ao mesmo tempo, a entidade pressiona o governo para antecipar o aumento do imposto de importa\u00e7\u00e3o para ve\u00edculos el\u00e9tricos para 35%, originalmente previsto para meados de 2026. No \u00faltimo dia 1.\u00ba de julho, as tarifas subiram um novo degrau, chegando a 18% em el\u00e9tricos, 20% em h\u00edbridos e 25% em h\u00edbridos plug-in.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O cen\u00e1rio econ\u00f4mico brasileiro adiciona mais um problema. A taxa Selic, hoje de 15% ao ano, \u00e9 a maior desde 2016 e deve permanecer elevada, encarecendo o cr\u00e9dito. A inadimpl\u00eancia tamb\u00e9m cresce, atingindo 3,3% entre empresas \u2013 a maior desde 2017, segundo o Banco Central \u2013 e 5,16% entre pessoas f\u00edsicas, a maior desde 2023.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O cen\u00e1rio de um cr\u00e9dito mais restrito afeta diretamente a venda de caminh\u00f5es pesados, que registrou queda de 3,6% nas vendas no primeiro semestre de 2025. Os frotistas adiam a renova\u00e7\u00e3o devido aos altos custos de financiamento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Representante das concession\u00e1rias, a Federa\u00e7\u00e3o Nacional da Distribui\u00e7\u00e3o de Ve\u00edculos Automotores (Fenabrave) ressalta os desafios impostos pelas taxas de juros elevadas, que impactam no financiamento e afetam especialmente os segmentos de caminh\u00f5es e implementos rodovi\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">No entanto, o presidente da entidade, Arc\u00e9lio J\u00fanior, aponta que o mercado de autom\u00f3veis e comerciais leves, voltado para pessoas f\u00edsicas, \u00e9 menos afetado, beneficiado pelo pleno emprego e renda crescente. Os bancos das montadoras tamb\u00e9m est\u00e3o oferecendo condi\u00e7\u00f5es de financiamento diferenciadas, ajudando a sustentar as vendas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As proje\u00e7\u00f5es da Fenabrave para 2025 foram revisadas para baixo no segmento de caminh\u00f5es (queda de 7%), mas mant\u00eam o crescimento para autom\u00f3veis (5%), \u00f4nibus (6%) e motocicletas (10%).<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/china-importacao-carros-brasil-byd-gwm\/\">Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As montadoras chinesas \u2013 BYD, GWM e outras \u2013 est\u00e3o \u201cinvadindo\u201d o Brasil e outros pa\u00edses, e parte desse movimento tem rela\u00e7\u00e3o com uma acirrada concorr\u00eancia no gigante asi\u00e1tico. A ascens\u00e3o avassaladora de marcas da China faz com que a ind\u00fastria j\u00e1 estabelecida no Brasil dispare o sinal de alerta. 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