{"id":29664,"date":"2025-07-16T12:52:27","date_gmt":"2025-07-16T15:52:27","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/tarifaco-de-trump-cria-mais-dificuldades-para-o-agronegocio\/"},"modified":"2025-07-16T12:52:27","modified_gmt":"2025-07-16T15:52:27","slug":"tarifaco-de-trump-cria-mais-dificuldades-para-o-agronegocio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/tarifaco-de-trump-cria-mais-dificuldades-para-o-agronegocio\/","title":{"rendered":"Tarifa\u00e7o de Trump cria mais dificuldades para o agroneg\u00f3cio"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O agroneg\u00f3cio brasileiro enfrenta sua maior amea\u00e7a comercial em anos com a tarifa adicional de 50% anunciada por Trump, que entrar\u00e1 em vigor no dia 1\u00b0 de agosto. A medida, a mais alta j\u00e1 imposta excluindo a China, coloca em risco 12,1 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em exporta\u00e7\u00f5es anuais \u2013 30% de tudo que o Brasil vende aos Estados Unidos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Caf\u00e9, carne bovina, suco de laranja e o complexo florestal lideram a lista dos segmentos mais vulner\u00e1veis. Para alguns deles, a sobretaxa pode significar o fim das exporta\u00e7\u00f5es ao mercado americano, o maior do mundo,<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Estudo do Centro de Estudos do Agroneg\u00f3cio da FGV estima que as exporta\u00e7\u00f5es de alimentos podem cair 75%,\u00a0uma vez que os produtos brasileiros ficariam consideravelmente mais caros em rela\u00e7ao a de outros concorrentes.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A elevada demanda global por commodities pode amenizar a situa\u00e7\u00e3o das empresas, permitindo o redirecionamento de vendas para outros mercados, segundo a economista-chefe do banco Inter, Rafaela Vit\u00f3ria. &#8220;Gr\u00e3os e caf\u00e9 podem ser direcionados para a China ou outros pa\u00edses com grande demanda&#8221;, afirma Caio Megale, da XP Investimentos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O problema \u00e9 maior entre produtos mais processados ou espec\u00edficos dentro do agroneg\u00f3cio, cita o UBS Wealth Management. Eles dificilmente encontrar\u00e3o mercados alternaros. Produtos de madeira s\u00e3o um dos itens que mais podem ser afetados.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Neste momento, a aposta \u00e9 nas negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas para reverter, pelo menos em parte, a posi\u00e7\u00e3o de Trump. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Agroneg\u00f3cio (Abag) diz que n\u00e3o h\u00e1 justificativa econ\u00f4mica para as tarifas. O Brasil \u00e9 &#8220;parceiro comercial estabelecido e confi\u00e1vel&#8221;. A entidade destaca que as perdas n\u00e3o se restringiriam s\u00f3 aos exportadores brasileiros. Elas tamb\u00e9m pegariam tamb\u00e9m em cheio o consumidor americano.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura e Pecu\u00e1ria (CNA) compartilha a vis\u00e3o. A expectativa dela que &#8220;raz\u00e3o e pragmatismo se imponham&#8221; nas negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Caf\u00e9: depois de cinco safras frustradas vem o tarifa\u00e7o de Trump<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O caf\u00e9 em gr\u00e3o lidera as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio para os EUA, maior consumidor mundial. No primeiro semestre, as vendas foram de US$ 1,2 bilh\u00e3o \u2013 um sexto dos neg\u00f3cios externos do segmento.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Caf\u00e9 (Abic) teme uma redu\u00e7\u00e3o na competitividade e aumento de custos com o tarifa\u00e7o de Trump. A entidade sugere que o governo brasileiro atue de forma estrat\u00e9gica e diplom\u00e1tica para resguardar os interesses do setor.  A manuten\u00e7\u00e3o da taxa\u00e7\u00e3o seria mais um rev\u00e9s para a atividade, que vem de cinco safras frustradas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9), Marcos Matos, afirmou em entrevista \u00e0 <em>CBN <\/em>que est\u00e1 em andamento uma negocia\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica, em parceria com a National Coffee Association (NCA), entidade norte-americana que representa torrefadores, varejistas, fornecedores e grandes empresas. O objetivo da negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 incluir o caf\u00e9 em uma lista de exce\u00e7\u00f5es \u00e0s tarifas, justificando-se pelo fato de o produto n\u00e3o ser produzido nos Estados Unidos.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Carne bovina pode perder um de seus principais mercados no exterior <\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A ind\u00fastria que trabalha com carne bovina tamb\u00e9m demonstra apreens\u00e3o. Os Estados Unidos est\u00e3o ente os principais compradores: no primeiro semestre, os neg\u00f3cios foram de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Segundo a Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex), 12% da prote\u00edna desossada congelada exportada teve como destino o mercado norte-americano. A depend\u00eancia \u00e9 mais elevada para carne industrializada: 65%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carne Bovina (Abiec), Roberto Perosa, afirmou \u00e0 <em>Reuters <\/em>que as tarifas inviabilizariam as vendas para os Estados Unidos e que contratos de exporta\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ser revistos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA) acompanha as negocia\u00e7\u00f5es entre os dois pa\u00edses e observa que, embora a balan\u00e7a comercial geral seja pouco afetada, as exporta\u00e7\u00f5es de prote\u00edna animal para os Estados Unidos s\u00e3o relevantes para a cadeia produtiva. Al\u00e9m da carne bovina, o pa\u00eds tamb\u00e9m compra a su\u00edna.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Empresas brasileiras do setor com opera\u00e7\u00f5es nos Estados Unidos, como JBS e Marfrig, n\u00e3o ser\u00e3o afetadas diretamente pelas tarifas, pois estas incidem exclusivamente sobre produtos importados do Brasil. Segundo a Genial Investimentos, isso contribui para minimizar o impacto em empresas do agroneg\u00f3cio com atua\u00e7\u00e3o globalizada.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Complexo florestal faz contas diante da possibilidade de perder neg\u00f3cio bilion\u00e1rio<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">As empresas ligadas ao complexo florestal j\u00e1 est\u00e3o fazendo as contas diante da possibilidade de perder neg\u00f3cios nos Estados Unidos. Empresas que atuam com celulose, madeira e papel exportaram 1,4 bilh\u00e3o de d\u00f3lares no primeiro semestre.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais delicada em alguns segmentos. 85% das exporta\u00e7\u00f5es de obras de marcenaria e carpintaria s\u00e3o destinadas \u00e0 maior economia global. Para a madeira perfilada, 80%.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo Fabio Brun, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas), o aumento tarif\u00e1rio amplia os desafios para a ind\u00fastria nacional de base florestal, que j\u00e1 enfrenta custos elevados e restri\u00e7\u00f5es log\u00edsticas.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ele destaca a necessidade de articula\u00e7\u00e3o do Brasil para possibilitar negocia\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos e reduzir os impactos dessas medidas. Tamb\u00e9m sugere que as empresas considerem planos alternativos e avaliem estrat\u00e9gias para mitigar poss\u00edveis efeitos negativos caso a decis\u00e3o seja mantida..<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Tarifa\u00e7o de Trump pode inviabilizar vendas de suco de laranja<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A tarifa de 50% anunciada pelos Estados Unidos pode comprometer as vendas de suco de laranja brasileiro ao mercado americano, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Exportadores de Sucos C\u00edtricos (CitrusBR). No primeiro semestre, as exporta\u00e7\u00f5es foram de 655 milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A nova tarifa aumentaria em 533% o imposto j\u00e1 aplicado de 415 d\u00f3lares por tonelada, fazendo com que 72% do valor do produto fosse destinado a tributos. Conforme a entidade, o setor n\u00e3o disp\u00f5e de margem para absorver esse impacto.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ela ressalta que as empresas brasileiras enfrentariam dificuldades para direcionar a produ\u00e7\u00e3o para outros mercados. Atualmente, a Europa compra 52% do suco brasileiro, mas j\u00e1 reduziu suas importa\u00e7\u00f5es. O temor \u00e9 de que haja uma queda brusca nos pre\u00e7os.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A associa\u00e7\u00e3o solicita uma resposta do governo brasileiro e recomenda a mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos diplom\u00e1ticos para proteger empregos e renda. O setor considera que eventuais negocia\u00e7\u00f5es podem influenciar uma revis\u00e3o da medida.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/tarifaco-de-trump-dificuldades-agronegocio\/\">Revista oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O agroneg\u00f3cio brasileiro enfrenta sua maior amea\u00e7a comercial em anos com a tarifa adicional de 50% anunciada por Trump, que entrar\u00e1 em vigor no dia 1\u00b0 de agosto. 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