{"id":27535,"date":"2025-06-24T19:17:17","date_gmt":"2025-06-24T22:17:17","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/karol-g-festeja-com-a-historia-no-album-tropicoqueta\/"},"modified":"2025-06-24T19:17:17","modified_gmt":"2025-06-24T22:17:17","slug":"karol-g-festeja-com-a-historia-no-album-tropicoqueta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/karol-g-festeja-com-a-historia-no-album-tropicoqueta\/","title":{"rendered":"Karol G festeja com a hist\u00f3ria no \u00e1lbum Tropicoqueta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Para onde exatamente uma artista vai ap\u00f3s alcan\u00e7ar um sucesso global, em est\u00e1dios lotados e quebrar recordes? <em><strong>Karol G<\/strong><\/em>, a megastar colombiana cuja carreira decolou de vez com seu \u00faltimo \u00e1lbum, <em><strong>Ma\u00f1ana<\/strong><strong>Ser\u00e1 Bonito<\/strong><\/em> (2023), que entrou para a hist\u00f3ria, se fez a mesma pergunta. Por um tempo, ela considerou se afastar completamente do que havia feito at\u00e9 ent\u00e3o:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>\u201cComecei a pensar que talvez devesse fazer um \u00e1lbum em ingl\u00eas ou experimentar novos sons que nunca tinha tentado antes\u201d, contou \u00e0 <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em>. \u201cComecei a pensar em todos esses conceitos malucos que nunca fariam sentido para a <strong>Karol G<\/strong>.\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>Em vez disso, <strong>Karol<\/strong> decidiu olhar para dentro. Come\u00e7ou a pensar em todas as m\u00fasicas que marcaram sua inf\u00e2ncia \u2014 baladas barrocas dos anos 1980, vallenatos arrebatadores, merengue das festas dan\u00e7antes nas salas de estar da fam\u00edlia em Medell\u00edn. O que acabou surgindo foi <em><strong>Tropicoqueta<\/strong><\/em>, um comp\u00eandio vibrante e alaranjado de 20 faixas, todas puxando de diferentes partes da hist\u00f3ria do pop latino. H\u00e1 um foco especial na parte pop \u2014 o que se realiza aqui \u00e9 leve e descontra\u00eddo, voltado para a acessibilidade e identifica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de mergulhos densos em cl\u00e1ssicos do cancioneiro latino-americano; parte da marca de <strong>Karol<\/strong> sempre foi sua leveza, simpatia e poder comercial. Ela enche o \u00e1lbum de refer\u00eancias familiares, amostras-surpresa e reinterpreta\u00e7\u00f5es memor\u00e1veis \u2014 tudo formando um mosaico entre passado e presente.<\/p>\n<p><em><strong>Tropicoqueta<\/strong><\/em> come\u00e7a com um interl\u00fadio em que <strong>Karol<\/strong> canta com o r\u00e1dio ao lado de ningu\u00e9m menos que <strong>Thal\u00eda<\/strong>, estrela das telenovelas dos anos 1990 e cantora que definiu v\u00e1rias d\u00e9cadas do pop latino. A m\u00fasica que toca no r\u00e1dio? &#8220;<strong>Piel Morena<\/strong>&#8220;, o hit internacional de 1995 que transformou <strong>Thal\u00eda<\/strong> em fen\u00f4meno pop. Depois de algumas risadas, <strong>Thal\u00eda<\/strong> diz alegremente a <strong>Karol<\/strong>: \u201cE voc\u00ea, me mostrando sua m\u00fasica nova? Qual foi aquela que gostei mesmo? Toca, \u00e9 t\u00e3o boa.\u201d \u00c9 uma passagem de bast\u00e3o \u2014 uma rainha do pop latino dando sua b\u00ean\u00e7\u00e3o \u00e0 nova gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda assim, o que vem a seguir \u00e9 um pouco inesperado. Embora grande parte de <em><strong>Tropicoqueta<\/strong><\/em> orbite em torno de ritmos latinos populares, escolhas de produ\u00e7\u00e3o mais modernas impedem que soe datado ou derivativo. Parte disso se deve ao minimalismo marcante de <strong>Ovy on the Drums<\/strong> e, no caso da segunda faixa, <strong>Ivonny Bonita<\/strong>, ao toque refinado de <strong>Pharrell Williams<\/strong> \u2014 ambos tentando canalizar o esp\u00edrito de <strong>Sade<\/strong>. Mas os verdadeiros destaques s\u00e3o os momentos de pura nostalgia: &#8220;<strong>No Puedo Vivir Sin \u00c9l<\/strong>&#8221; busca a m\u00e1gica \u2014 e, gra\u00e7as a um arranjo deslumbrante, em grande parte consegue \u2014 enquanto &#8220;<strong>Coleccionando Heridas<\/strong>&#8221; \u00e9 um ponto alto bel\u00edssimo, refor\u00e7ado pelos vocais de <strong>Marco Antonio Sol\u00eds<\/strong>, o rom\u00e2ntico consagrado que parece sin\u00f4nimo de atemporalidade.<\/p>\n<p>Outros flertes com o passado s\u00e3o feitos de forma mais l\u00fadica, com uma pitada de humor. A proposta de <strong>Karol<\/strong> ficou clara desde que ela postou uma pr\u00e9via do \u00e1lbum em modo \u201c<em>showgirl de Copacabana<\/em>\u201d, abra\u00e7ando o exagero das performances de eras passadas. No entanto, algumas dessas escolhas carregadas de camp geraram controv\u00e9rsia. Quando o primeiro single, &#8220;<strong>Latina Foreva<\/strong>&#8220;, foi lan\u00e7ado, logo enfrentou cr\u00edticas online por usar clich\u00eas f\u00e1ceis e uma sexualiza\u00e7\u00e3o considerada excessiva. (<strong>Karol<\/strong> canta sobre latinas com \u201c<em>curvas que voc\u00ea nem v\u00ea na NASCAR<\/em>\u201d em cima de uma interpola\u00e7\u00e3o de &#8220;<strong>Oye Mi Canto<\/strong>&#8220;, de <strong>Nina Sky<\/strong>. O clipe tamb\u00e9m foi criticado pela falta de diversidade na representa\u00e7\u00e3o das latinas.) J\u00e1 <strong>Papasito<\/strong> se joga no glamour da salsa antiga, com <strong>Karol<\/strong> no papel de uma mulher hisp\u00e2nica tentando cantar em ingl\u00eas para conquistar um americano.<\/p>\n<p>Mas, no fim das contas, esses clich\u00eas remetem a uma hist\u00f3ria compartilhada da cultura latina \u2014 e <strong>Karol<\/strong> adiciona sua pr\u00f3pria voz \u00e0 das mulheres que moldaram essa cultura. Mesmo quando est\u00e1 interpretando uma vedete \u00e0 moda antiga, ela acrescenta emo\u00e7\u00e3o \u00e0s imagens e \u00edcones que estamos acostumados a ver: isso transparece na dor de &#8220;<strong>Ese Hombre Es Malo<\/strong>&#8221; e na vulnerabilidade de &#8220;<strong>Se Puso Linda<\/strong>&#8220;. E ent\u00e3o, para o grande final, ela retorna \u00e0s mem\u00f3rias que a trouxeram at\u00e9 aqui. <em><strong>Tropicoqueta<\/strong><\/em>, um merengue animado, canaliza a \u201chora loca\u201d das celebra\u00e7\u00f5es colombianas \u2014 aquele momento em que o DJ solta os cl\u00e1ssicos e m\u00fasicas de dan\u00e7a para animar todo mundo. Karol d\u00e1 seu pr\u00f3prio toque \u00e0 faixa, chamando passos de dan\u00e7a e mencionando v\u00e1rias pessoas \u2014 da tia na cozinha \u00e0 crian\u00e7a no fundo da festa \u2014 que deveriam estar se divertindo. Aqui, <strong>Karol<\/strong> mostra quem realmente \u00e9: s\u00f3 uma garota que quer fazer os amigos dan\u00e7arem e animar a festa com cora\u00e7\u00e3o e alma.<\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Pr\u00eamio da M\u00fasica Brasileira anuncia Cazuza como grande homenageado da edi\u00e7\u00e3o de 2026<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/karol-g-festeja-com-a-historia-no-album-tropicoqueta\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para onde exatamente uma artista vai ap\u00f3s alcan\u00e7ar um sucesso global, em est\u00e1dios lotados e quebrar recordes? Karol G, a megastar colombiana cuja carreira decolou de vez com seu \u00faltimo \u00e1lbum, Ma\u00f1anaSer\u00e1 Bonito (2023), que entrou para a hist\u00f3ria, se fez a mesma pergunta. 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