{"id":27168,"date":"2025-06-21T03:43:07","date_gmt":"2025-06-21T06:43:07","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/as-25-melhores-musicas-do-abba-segundo-rolling-stone\/"},"modified":"2025-06-21T03:43:07","modified_gmt":"2025-06-21T06:43:07","slug":"as-25-melhores-musicas-do-abba-segundo-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/as-25-melhores-musicas-do-abba-segundo-rolling-stone\/","title":{"rendered":"As 25 melhores m\u00fasicas do ABBA, segundo Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Os mestres suecos do pop dominaram as r\u00e1dios nos anos 1970 \u2014 invasores vindos da terra do gelo e da neve que se tornaram o grupo mais vendido de sua \u00e9poca. <strong>Bj\u00f6rn Ulvaeus<\/strong>, <strong>Benny Andersson<\/strong>, <strong>Agnetha F\u00e4ltskog<\/strong> e <strong>Anni-Frid Lyngstad<\/strong> eram como uma vers\u00e3o escandinava do <strong>Fleetwood Mac<\/strong>: dois casais casados, de terninhos brancos e botas plataforma, acumulando hit atr\u00e1s de hit sobre t\u00e9rminos e desilus\u00f5es.<\/p>\n<p>Sob a superf\u00edcie brilhante e glamourosa, esses suecos nascidos para ser selvagens estavam cheios de ang\u00fastia e desespero. Mas os sucessos s\u00e3o s\u00f3 o come\u00e7o \u2014 os \u00e1lbuns deles est\u00e3o cheios de joias escondidas. D\u00e9cadas ap\u00f3s o auge nas paradas globais, <strong>ABBA<\/strong> est\u00e1 mais popular do que nunca.<\/p>\n<p><em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em> destrinchou tudo isso com uma homenagem aos deuses n\u00f3rdicos: as 25 melhores m\u00fasicas do <strong>ABBA<\/strong>, ranqueadas. Os sucessos e os fracassos, os lados B e as favoritas dos f\u00e3s, o sublime e o rid\u00edculo. A noite est\u00e1 s\u00f3 come\u00e7ando, e a m\u00fasica est\u00e1 no ponto. Veja abaixo:<\/p>\n<h2>25\u00ba lugar: &#8220;Super Trouper&#8221; (1980)<\/h2>\n<p><strong>Bj\u00f6rn<\/strong> era o do cabelo com franja. <strong>Benny<\/strong>, o da barba. <strong>Anni-Frid<\/strong> era a morena. <strong>Agnetha<\/strong>, a loira. <strong>Bj\u00f6rn<\/strong> e <strong>Benny<\/strong> escreviam os sucessos; <strong>Anni-Frid<\/strong> e <strong>Agnetha<\/strong> faziam a maioria dos vocais. <strong>Bj\u00f6rn<\/strong> se casou com <strong>Agnetha<\/strong>. <strong>Benny<\/strong> se casou com <strong>Anni-Frid<\/strong>. Ambos os casamentos acabaram \u2014 e os t\u00e9rminos viraram baladas mel\u00f3dicas e com o cora\u00e7\u00e3o partido, como \u201c<strong>Super Trouper<\/strong>\u201d, a hist\u00f3ria de uma diva na estrada, levando uma vida solit\u00e1ria (\u201c<em>Tudo o que eu fa\u00e7o \u00e9 comer, dormir e cantar \/ Querendo que cada show seja o \u00faltimo<\/em>\u201d). Mas, no momento em que ela sobe ao palco, engole a dor e finge estar bem para os f\u00e3s \u2014 porque \u00e9 isso que as estrelas fazem. Ang\u00fastia de meia-idade por tr\u00e1s de uma m\u00e1scara reluzente: esse \u00e9 o resumo de toda a trajet\u00f3ria do <strong>ABBA<\/strong>.<\/p>\n<h2>24\u00ba lugar: &#8220;Disillusion&#8221; (1973)<\/h2>\n<p>Quem mais colocaria uma m\u00fasica chamada \u201c<strong>Disillusion<\/strong>\u201d logo no \u00e1lbum de estreia? O mundo devia ter percebido desde o come\u00e7o como <strong>ABBA<\/strong> podia ser sombrio. Foi a primeira \u2014 e \u00faltima \u2014 vez que <strong>Agnetha<\/strong> assinou uma composi\u00e7\u00e3o no repert\u00f3rio da banda, e ela canta \u201c<strong>Disillusion<\/strong>\u201d como quem j\u00e1 v\u00ea o sofrimento vindo de longe.<\/p>\n<h2>23\u00ba lugar: &#8220;Under Attack&#8221; (1982)<\/h2>\n<p>Chegam os anos 1980. \u201c<strong>Under Attack<\/strong>\u201d \u00e9 a \u00faltima resist\u00eancia, o single de despedida lan\u00e7ado no fim de 1982, justamente quando o grupo estava se desfazendo \u2014 e a m\u00fasica, ficando assustadoramente estranha. Eles gravaram a faixa para a colet\u00e2nea <em><strong>The Singles: The First Ten Years<\/strong><\/em>, j\u00e1 sabendo que n\u00e3o haveria um segundo ciclo de dez anos. Com os dois div\u00f3rcios finalizados e as vendas caindo, \u201c<strong>Under Attack<\/strong>\u201d soa como um pesadelo sint\u00e9tico e gelado, sobre ser perseguido na rua por um amor fantasma \u2014 com aquele gancho sinistro de vocoder.<\/p>\n<h2>22\u00ba lugar: &#8220;Hole In Your Soul&#8221; (1977)<\/h2>\n<p>Um ataque proto-industrial de sintetizador e guitarra, com um refr\u00e3o gritado digno de metaleiro: \u201c<em>It\u2019s gotta be rock &amp; roll! To fill the hole in your soul!<\/em>\u201d (&#8220;<em>Tem que ser rock &amp; roll! Pra preencher o buraco na sua alma!<\/em>&#8220;). D\u00e1 para imaginar o jovem <strong>Trent Reznor<\/strong> anotando tudo? (\u00c9 quase imposs\u00edvel imaginar que ele n\u00e3o tenha feito isso.) Um lado B do \u00e1lbum de art rock de 1977, ironicamente intitulado <em><strong>The Album<\/strong><\/em>, \u201c<strong>Hole in Your Soul<\/strong>\u201d soa como uma m\u00e1quina de \u00f3dio mel\u00f3dica.<\/p>\n<h2>21\u00ba lugar: &#8220;When I Kissed The Teacher&#8221; (1976)<\/h2>\n<p>O repert\u00f3rio do <strong>ABBA<\/strong> est\u00e1 cheio de aliena\u00e7\u00e3o (\u201c<strong>Sitting in a Palmtree<\/strong>\u201d), sofrimento (\u201c<strong>Tropical Loveland<\/strong>\u201d) e pavor existencial com o poss\u00edvel fim da ra\u00e7a humana (\u201c<strong>Happy New Year<\/strong>\u201d). Mas em \u201c<strong>When I Kissed the Teacher<\/strong>\u201d, eles miram no sistema educacional sueco. \u00c9 um bubblegum pop inocente sobre uma colegial que n\u00e3o consegue mais lidar com sua paix\u00e3o pelo professor de geometria bonit\u00e3o. Sim, os anos 1970 eram bem esquisitos.<\/p>\n<h2>20\u00ba lugar: &#8220;Gimme! Gimme! Gimme! (A Man After Midnight)&#8221; (1979)<\/h2>\n<p>O lado sombrio da noite sueca, segundo o <strong>ABBA<\/strong> \u2014 aqueles sintetizadores com cordas eletr\u00f4nicas sombrias sugerem toda sorte de aventuras desesperadas e sexuais nos bares p\u00f3s-expediente de Estocolmo. O som de \u201c<em>Gimme! Gimme! Gimme!<\/em>\u201d \u00e9 uma esp\u00e9cie de disco da morte, que influenciou diretamente a dance music decadente europeia dos anos 1980, como mostra a banda <strong>The Leather Nun<\/strong>, que fez um cover da faixa em 1986 e a transformou num hino sujo e explosivo de pista underground. (<strong>Leather Nun<\/strong> ficou mais conhecida por \u201c<strong>F.F.A.<\/strong>\u201d, uma ode ao fisting com slogans como \u201c<em>Let\u2019s fist again!<\/em>\u201d e \u201c<em>Fist and shout!<\/em>\u201d). A pr\u00f3pria <strong>Madonna<\/strong> sampleou o riff de sintetizador em seu glorioso comeback de 2006, \u201c<strong>Hung Up<\/strong>\u201d, capturando toda a decad\u00eancia fren\u00e9tica do original.<\/p>\n<h2>19\u00ba lugar: &#8220;Dum Dum Diddle&#8221; (1976)<\/h2>\n<p>Um tri\u00e2ngulo amoroso t\u00edpico do <strong>ABBA<\/strong>: uma garota t\u00edmida se apaixona por um rapaz que nem a nota \u2014 porque est\u00e1 ocupado demais tocando seu amado violino. (\u201c<em>Voc\u00ea est\u00e1 t\u00e3o triste \/ E s\u00f3 sorri \/ Quando toca seu violino<\/em>.\u201d) Ser\u00e1 que ela vai conseguir ocupar o lugar do instrumento no cora\u00e7\u00e3o dele? Ou vai continuar cantando \u201c<em>Dum dum diddle, your darling fiddle<\/em>\u201d? A can\u00e7\u00e3o \u201c<strong>Dum Dum Diddle<\/strong>\u201d resume bem o charme vulner\u00e1vel que fez <strong>ABBA<\/strong> virar her\u00f3i de crian\u00e7as dos anos 1970 como <strong>Kurt Cobain<\/strong> \u2014 que, ali\u00e1s, convidou a banda cover <strong>Bjorn Again<\/strong> para abrir shows do <strong>Nirvana<\/strong>.<\/p>\n<h2>18\u00ba lugar: &#8220;One Of Us&#8221; (1981)<\/h2>\n<p>Em 1977, o empres\u00e1rio do <strong>ABBA<\/strong>, <strong>Stig Anderson<\/strong>, disse \u00e0 <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em> que chegou a perguntar ao cineasta sueco <strong>Ingmar Bergman<\/strong> por que ele nunca usava a m\u00fasica pop de seu pa\u00eds nos filmes. \u201cEle n\u00e3o respondeu nada. Mas o pr\u00f3ximo filme dele se chamou <em><strong>O Sil\u00eancio<\/strong><\/em>.\u201d A parceria <strong>Ingmar + Agnetha<\/strong> infelizmente nunca aconteceu, mas \u201c<strong>One of Us<\/strong>\u201d \u00e9 talvez o drama mais bergmaniano do grupo: cenas de um casamento em ru\u00ednas embaladas por uma batida tropical \u2014 que, por sinal, inventou sozinha o som do <strong>Ace of Base<\/strong>. (E n\u00e3o por acaso, foi o primeiro single que ABBA lan\u00e7ou depois que os dois casais oficializaram os div\u00f3rcios.) <strong>Cher<\/strong> j\u00e1 anunciou que vai cantar \u201c<strong>One of Us<\/strong>\u201d no pr\u00f3ximo disco de covers do <strong>ABBA<\/strong> \u2014 dif\u00edcil pensar em can\u00e7\u00e3o mais perfeita para ela.<\/p>\n<h2>17\u00ba lugar: &#8220;King Kong Song&#8221; (1974)<\/h2>\n<p>Um glam rock demente, com acordes de poder e versos sobre <strong>King Kong<\/strong>: \u201c<em>We do the King Kong song, gotta sing along \/ Can\u2019t you hear the beating of the monkey tom-tom?<\/em>\u201d \u00e9 o tipo de explos\u00e3o glitter que dominava as paradas brit\u00e2nicas com bandas como <strong>Slade<\/strong> e <strong>Sweet<\/strong> \u2014 s\u00f3 que, como sempre, <strong>ABBA<\/strong> fazia do seu jeito. Eles avisam: \u201cO que vamos cantar \u00e9 meio funk\u201d \u2014 esticando o conceito de \u201cmeio\u201d at\u00e9 o infinito.<\/p>\n<h2>16\u00ba lugar: &#8220;Money, Money, Money&#8221; (1976)<\/h2>\n<p><strong>Bj\u00f6rn<\/strong> come\u00e7ou num grupo sueco de folk limpinho chamado <strong>The Hootenanny Singers<\/strong>. \u201cO pior nome que uma banda j\u00e1 teve\u201d, ele disse certa vez. \u201cT\u00e3o feio que s\u00f3 perde talvez para <strong>ABBA<\/strong>.\u201d Em \u201c<strong>Money, Money, Money\u201d<\/strong>, d\u00e1 para ouvir aquele som de schlager europeu central, tipo can\u00e7\u00e3o de festival, que fazia <strong>ABBA<\/strong> parecer t\u00e3o ex\u00f3tico e estranho aos ouvidos dos americanos. Mas mesmo quando eles exageram no estilo schlager, mant\u00eam o olhar frio sobre a gan\u00e2ncia \u2014 cantando, \u201c\u00c9 o mundo dos ricos\u201d. Um tema apropriado para a exporta\u00e7\u00e3o sueca mais lucrativa depois da Volvo \u2014 dinheiro manda em tudo, at\u00e9 em <em><strong>Mamma Mia!<\/strong><\/em>.<\/p>\n<h2>15\u00ba lugar: &#8220;The Day Before You Came&#8221; (1982)<\/h2>\n<p>Tradicionalmente, a \u00faltima m\u00fasica gravada por um grande grupo pop tende a ser um fracasso \u2014 pense em \u201c<strong>I Me Mine<\/strong>\u201d, dos Beatles, ou \u201c<strong>I Keep Mine Hidden<\/strong>\u201d, dos Smiths. Mas o \u00faltimo momento do <strong>ABBA<\/strong> juntos no est\u00fadio \u00e9 uma joia bizarra do darkwave. <strong>Agnetha<\/strong> narra a banalidade minuto a minuto do dia de uma trabalhadora de escrit\u00f3rio sueca que assiste <strong>Dallas<\/strong> e l\u00ea romances feministas. (\u201cO mais recente da Marilyn French ou algo nesse estilo.\u201d) Ela n\u00e3o faz ideia de que sua vida entediante est\u00e1 prestes a mudar. Para melhor? Para pior? Nunca descobrimos. \u201c<strong>The Day Before You Came<\/strong>\u201d soa de forma assustadoramente semelhante ao <strong>Depeche Mode<\/strong> da \u00e9poca de <em><strong>Violator<\/strong><\/em> \u2014 poderia ser um rascunho de \u201c<strong>Policy of Truth<\/strong>\u201d ou \u201c<strong>World In Your Eyes<\/strong>.\u201d <strong>Agnetha<\/strong> gravou seus vocais no est\u00fadio com as luzes apagadas \u2014 e ent\u00e3o, ao terminar a faixa, escorregou silenciosamente para fora pela sa\u00edda. Perfeito.<\/p>\n<h2>14\u00ba lugar: &#8220;Tiger&#8221; (1976)<\/h2>\n<p>Algumas das melhores m\u00fasicas do <strong>ABBA<\/strong> s\u00e3o os rocks em que <strong>Agnetha<\/strong> e <strong>Anni-Frid<\/strong> alertam transeuntes inocentes sobre o poder feroz de sua libido. (Veja tamb\u00e9m \u201c<strong>Rock Me<\/strong>\u201d ou \u201c<strong>Bang-a-Boomerang<\/strong>.\u201d) Em \u201c<strong>Tiger<\/strong>\u201d, elas s\u00e3o um par de devoradoras de homens felinas e furiosas, perambulando pela selva de concreto de Estocolmo em busca de sangue fresco. \u201c<em>Se eu te encontrar \/ E se eu te devorar \/ Eu sou o tigrrrre!<\/em>\u201d Termina com um estrondo \u2014 aqueles gritos de arrepiar os cabelos.<\/p>\n<h2>13\u00ba lugar: &#8220;Thank You For The Music&#8221; (1977)<\/h2>\n<p>Que linha de abertura: \u201c<em>Eu n\u00e3o sou nada especial \u2014 na verdade, sou meio entediante<\/em>.\u201d <strong>ABBA<\/strong> resume sua filosofia com sua can\u00e7\u00e3o de amor mais sincera \u2014 uma balada que declara devo\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria m\u00fasica, o \u00fanico amante que nunca os decepcionou. Se voc\u00ea comparar \u201c<strong>Thank You For The Music<\/strong>\u201d com \u201c<strong>The Spirit of Radio<\/strong>\u201d, do <strong>Rush<\/strong>, talvez note algumas afinidades intrigantes entre essas duas bandas aparentemente opostas. <strong>Bj\u00f6rn<\/strong>, <strong>Benny<\/strong>, <strong>Agnetha<\/strong> e <strong>Anni-Frid<\/strong> seriam o <strong>Rush<\/strong> sueco? Ou <strong>Geddy<\/strong>, <strong>Neal<\/strong> e <strong>Alex<\/strong> seriam o <strong>ABBA<\/strong> canadense?<\/p>\n<h2>12\u00ba lugar: &#8220;Fernando&#8221; (1976)<\/h2>\n<p>Voc\u00ea consegue ouvir os tambores, <strong>Fernando<\/strong>? Esse sucesso foi uma das maiores baladas deles, a hist\u00f3ria de companheiros guerrilheiros dedilhando viol\u00f5es ao redor da fogueira sob as estrelas, lutando numa revolu\u00e7\u00e3o em algum pa\u00eds entre a Su\u00e9cia e o M\u00e9xico. Em <em><strong>Mamma Mia: L\u00e1 Vamos N\u00f3s de Novo!<\/strong><\/em>, <strong>Andy Garcia<\/strong> interpreta um personagem chamado <strong>Fernando<\/strong> s\u00f3 para dar \u00e0 <strong>Cher<\/strong> uma desculpa para cantar essa m\u00fasica \u2014 como se ela precisasse de uma. Antes da vers\u00e3o do <strong>ABBA<\/strong>, <strong>Anna-Frid<\/strong> j\u00e1 havia cantado \u201c<strong>Fernando<\/strong>\u201d em seu \u00e1lbum solo de 1975, que tamb\u00e9m trazia vers\u00f5es em sueco de \u201c<strong>Wouldn\u2019t It Be Nice?<\/strong>\u201d, dos <strong>Beach Boys<\/strong>, e \u201c<strong>Life On Mars?<\/strong>\u201d, do <strong>Bowie<\/strong>.<\/p>\n<h2>11\u00ba lugar: &#8220;Does Your Mother Know?&#8221; (1979)<\/h2>\n<p>A explosiva \u201c<strong>Does Your Mother Know?<\/strong>\u201d, centrada em <strong>Bj\u00f6rn<\/strong>, \u00e9 aquela raridade das raridades: uma m\u00fasica dos anos 1970 sobre recusar uma groupie por ela ser jovem demais. Totalmente fora de sintonia com a \u00e9poca. (Essa m\u00fasica tocava no r\u00e1dio mais ou menos na mesma \u00e9poca que \u201c<strong>Hot Legs<\/strong>\u201d, de <strong>Rod Stewart<\/strong>, \u201c<strong>Hot Blooded<\/strong>\u201d, do <strong>Foreigner<\/strong>, \u201c<strong>Hot Child in the City<\/strong>\u201d, de <strong>Nick Gilder<\/strong> \u2014 e milhares de outros sucessos moralmente question\u00e1veis com a palavra \u201chot\u201d no t\u00edtulo.) Em toda a Su\u00e9cia, cada vilarejo tem ao menos uma av\u00f3 de sessenta e poucos anos que jura que foi a sedutora que inspirou <strong>Bj\u00f6rn<\/strong> a perguntar: \u201cSua m\u00e3e sabe que voc\u00ea saiu?\u201d<\/p>\n<h2>10\u00ba lugar: &#8220;Waterloo&#8221; (1974)<\/h2>\n<p>Quando come\u00e7aram, <strong>ABBA<\/strong> era um quarteto folk t\u00e3o promissor quanto qualquer outro grupo sueco \u2014 ou seja, nada promissor. At\u00e9 que esse tributo descarado ao <strong>Bowie<\/strong> se tornou a entrada da Su\u00e9cia no festival anual de cafonices conhecido como <strong>Eurovision Song Contest<\/strong>, em 1974. \u201c<strong>Waterloo<\/strong>\u201d n\u00e3o apenas venceu o pr\u00eamio, como tamb\u00e9m deu fama mundial ao <strong>ABBA<\/strong> \u2014 foi o primeiro sucesso deles nos EUA, entrando direto no Top 10. Esses jovens ainda estavam meio perdidos nos seus fiordes quando se tratava de cantar em ingl\u00eas (\u201c<em>The heeeestory booook on the shelf\/Is always repeating itself<\/em>\u201d), mas isso s\u00f3 aumentava o charme. Eles se apresentaram no quinto epis\u00f3dio de um novo programa americano chamado <strong><em>Saturday Night Live<\/em><\/strong>, dublando \u201c<strong>Waterloo<\/strong>\u201d a bordo do <em><strong>Titanic<\/strong><\/em>.<\/p>\n<h2>9\u00ba lugar: &#8220;Take A Chance On Me&#8221; (1977)<\/h2>\n<p>Muitos fones de ouvido est\u00e9reo antigos foram detonados por jovens que davam play repetidas vezes na introdu\u00e7\u00e3o de 20 segundos \u2014 uma corrida a cappella de vocais femininos e masculinos sobrepostos com precis\u00e3o. \u201c<strong>Take a Chance on Me<\/strong>\u201d \u00e9 um convite borbulhante, com algumas das s\u00faplicas mais sensuais de <strong>Agnetha<\/strong>. Especialmente quando ela sussurra: \u201c<em>Come on, gimme a break, will you?<\/em>\u201d (\u201c<em>Vamos, me d\u00e1 uma chance, vai?<\/em>\u201d) \u201c<strong>Take a Chance on Me<\/strong>\u201d resume a precis\u00e3o tecnocr\u00e1tica do grupo em cada detalhe. O duo Erasure fez sucesso com sua brilhante vers\u00e3o de 1992, no EP <em><strong>ABBA-esque<\/strong><\/em>, que marcou um ponto de virada no grande revival do <strong>ABBA<\/strong> nos anos 1990.<\/p>\n<h2>8\u00ba lugar: &#8220;The Winner Takes It All&#8221; (1980)<\/h2>\n<p>\u201cAll\u201d \u00e9 um momento arrebatador no filme original <em><strong>Mamma Mia!<\/strong><\/em>, mas tamb\u00e9m ganha um toque melanc\u00f3lico em outro filme: <em><strong>The Trip<\/strong><\/em>, onde <strong>Steve Coogan<\/strong> e <strong>Rob Brydon<\/strong>, dois ingleses de meia-idade meio pat\u00e9ticos, cantam a m\u00fasica um para o outro enquanto dirigem, tentando entender como seus sonhos juvenis acabaram t\u00e3o derrotados. Prova de que existe uma m\u00fasica do <strong>ABBA<\/strong> para cada crise emocional.<\/p>\n<h2>7\u00ba lugar: &#8220;The Visitors&#8221; (1981)<\/h2>\n<p><strong>ABBA<\/strong> foi ficando cada vez mais estranho, sombrio e niilista a cada disco, at\u00e9 chegar a essa p\u00e9rola esquecida do synth-pop paranoico dos anos 1980. \u201c<strong>The Visitors<\/strong>\u201d s\u00e3o seis minutos de ansiedade eletr\u00f4nica em tons de rosa-gelado: as meninas cantam sobre estar presas em uma casa mal-assombrada (\u201c<em>Essas paredes testemunharam toda a ang\u00fastia da humilha\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d) e repetem \u201c<em>cracking up!<\/em>\u201d por cima de batidas rob\u00f3ticas. \u201c<strong>The Visitors<\/strong>\u201d nunca foi um grande sucesso e n\u00e3o entrou na trilha sonora de nenhum dos filmes, mas prova que <strong>ABBA<\/strong> continuou experimentando at\u00e9 o fim.<\/p>\n<h2>6\u00ba lugar: &#8220;Hey, Hey Helen&#8221; (1975)<\/h2>\n<p>Um hino glam rock para as m\u00e3es divorciadas \u2014 um p\u00fablico que raramente recebia aten\u00e7\u00e3o nas r\u00e1dios antes do <strong>ABBA<\/strong> aparecer. \u201c<strong>Hey, Hey Helen<\/strong>\u201d \u00e9 uma das primeiras can\u00e7\u00f5es pop a se conectar com a explos\u00e3o feminista dos anos 1970 (\u201c<em>O pre\u00e7o que voc\u00ea pagou \/ Para se tornar uma mulher de hoje<\/em>\u201d). <strong>Anni-Frid<\/strong> e <strong>Agnetha<\/strong> quase explodem de suas cal\u00e7as boca-de-sino enquanto torcem por <strong>Helen<\/strong> em sua jornada. Se voc\u00ea duvida da for\u00e7a rock do <strong>ABBA<\/strong>, saiba que esse riff foi pesado o suficiente para o <strong>Kiss<\/strong> copiar em \u201c<strong>Calling Dr. Love<\/strong>\u201d. (O que significa que a m\u00fasica feminista mais expl\u00edcita de <strong>Bj\u00f6rn<\/strong> e <strong>Benny<\/strong> foi apropriada por <strong>Gene Simmons<\/strong>? Talvez s\u00f3 signifique que <strong>Gene<\/strong> tinha bom gosto \u2014 afinal, ele \u00e9 um f\u00e3 descarado do <strong>ABBA<\/strong>.)<\/p>\n<p>\u201c<strong>Hey, Hey Helen<\/strong>\u201d foi uma aus\u00eancia chocante no primeiro <em><strong>Mamma Mia!<\/strong><\/em> \u2014 mas, convenhamos, \u00e9 a melhor m\u00fasica do <strong>ABBA<\/strong> que ficou de fora dos dois filmes. Vamos torcer para que estejam guardando ela para uma superprodu\u00e7\u00e3o em <em><strong>Mamma Mia 3: If I Could Turn Back Time<\/strong><\/em>, com <strong>Cher<\/strong>, <strong>Meryl<\/strong> e <strong>Baranski<\/strong> no comando.<\/p>\n<h2>5\u00ba lugar: &#8220;Mamma Mia&#8221; (1975)<\/h2>\n<p><strong>Bj\u00f6rn<\/strong> e <strong>Benny<\/strong>, mestres do golpe de efeito com xilofone. \u201c<strong>Mamma Mia<\/strong>\u201d exibe o g\u00eanio da dupla em encaixar tantas reviravoltas sonoras em uma \u00fanica m\u00fasica \u2014 \u00e9 como um \u00e1lbum de grandes sucessos condensado em tr\u00eas minutos e meio, uma farra apaixonada que te deixa exausto, tonto e querendo mais. \u201c<strong>Mamma Mia<\/strong>\u201d parecia estrangeira demais para as r\u00e1dios americanas da \u00e9poca \u2014 muito europeia, muito acelerada. Mal entrou no Top 40, o que surpreende, considerando o tamanho que essa m\u00fasica ganhou com o tempo. Mas era, de fato, pop de vanguarda. Se voc\u00ea colocar a agulha em qualquer parte de <em><strong>Low<\/strong><\/em> ou <strong><em>Heroes<\/em><\/strong>, do <strong>David Bowie<\/strong>, fica \u00f3bvio que o <strong>Thin White Duke<\/strong> era s\u00f3 mais um f\u00e3 que n\u00e3o conseguia tirar essa maldita m\u00fasica da cabe\u00e7a.<\/p>\n<h2>4\u00ba lugar: &#8220;SOS&#8221; (1975)<\/h2>\n<p>Toque essa m\u00fasica seguida de qualquer coisa do <strong>Joy Division<\/strong> ou do <strong>The Cure<\/strong> no come\u00e7o de carreira e voc\u00ea vai ouvir o quanto <strong>ABBA<\/strong> era g\u00f3tico. \u201c<strong>SOS<\/strong>\u201d define a melancolia n\u00f3rdica polida que influenciou tanto os artistas da new wave e do p\u00f3s-punk que vieram depois, conforme aquelas notas solit\u00e1rias de piano se transformam numa explos\u00e3o de sintetizadores. (Curiosidade nerd: \u00e9 o \u00fanico hit da hist\u00f3ria em que o nome da m\u00fasica e o nome da banda s\u00e3o pal\u00edndromos.) \u201c<strong>ABBA<\/strong> foi uma das primeiras grandes bandas internacionais a falar sobre problemas da meia-idade em suas composi\u00e7\u00f5es\u201d, confessou o improv\u00e1vel f\u00e3 <strong>Pete Townshend<\/strong> \u00e0 <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em> em uma mat\u00e9ria de capa de 1982. \u201cLembro de ouvir \u2018<strong>SOS<\/strong>\u2019 no r\u00e1dio nos Estados Unidos e perceber que era <strong>ABBA<\/strong>. Mas j\u00e1 era tarde \u2014 eu j\u00e1 tinha sido transportado por ela.\u201d<\/p>\n<h2>3\u00ba lugar: &#8220;The Name Of The Game&#8221; (1977)<\/h2>\n<p>Depois de tentar de tudo um pouco, <strong>ABBA<\/strong> fez sua grande declara\u00e7\u00e3o prog em 1977, com o \u00e9pico modestamente intitulado <em><strong>The Album<\/strong><\/em>. O resultado: \u201c<strong>The Name of the Game<\/strong>\u201d, uma faixa exagerada com flugelhorn, \u00f3rg\u00e3o de igreja e um coral de duendes sussurrando \u201c<em>doo-doo-doo<\/em>\u201d. Mas, como tantas m\u00fasicas deles, \u00e9 a hist\u00f3ria de uma garota t\u00edmida reunindo coragem para se impor com um pouco mais de confian\u00e7a. Tamb\u00e9m tem uma das letras mais \u201cproto-<strong>Taylor Swift<\/strong>\u201d do grupo \u2014 essa \u201ccrian\u00e7a envergonhada\u201d passa a m\u00fasica inteira remoendo um crush que ela conheceu exatamente duas vezes. Quando as cantoras chegam ao auge \u2014 \u201c<em>I wanna know! Oh yes, I wanna know! The name of the game!<\/em>\u201d \u2014 \u00e9 o <strong>ABBA<\/strong> em seu momento mais vulner\u00e1vel e sincero.<\/p>\n<h2>2\u00ba lugar: &#8220;Knowing Me, Knowing You&#8221; (1976)<\/h2>\n<p>Macac\u00f5es de lycra just\u00edssimos e cora\u00e7\u00f5es partidos: a combina\u00e7\u00e3o definitiva do <strong>ABBA<\/strong>. Como <strong>Carole King<\/strong> em <em><strong>Tapestry<\/strong><\/em> ou o <strong>Fleetwood Mac<\/strong> em <strong><em>Rumours<\/em><\/strong>, <strong>ABBA<\/strong> sobrep\u00f5e harmonias luxuriantes dos anos 70 para dar adeus a um casamento destru\u00eddo. <strong>Agnetha<\/strong> e <strong>Anni-Frid<\/strong> caminham por uma casa vazia cheia de lembran\u00e7as, se despedindo dos c\u00f4modos onde os filhos costumavam brincar. \u201c<strong>Knowing Me, Knowing You<\/strong>\u201d salta do sil\u00eancio contido para o melodrama arrebatador no refr\u00e3o \u2014 aquele \u201c<em>aaah-haaaaa<\/em>\u201d \u00e9 decisivo. O cl\u00edmax: a virada aos tr\u00eas minutos, o som de uma mulher parando para dar uma \u00faltima olhada na casa antes de girar nos calcanhares e ir embora antes que mude de ideia.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, a m\u00fasica mais famosa de uma banda tamb\u00e9m \u00e9 a melhor. E como <strong>ABBA<\/strong> era o auge do pop, fazendo m\u00fasica que pertencia a absolutamente todo mundo, faz sentido po\u00e9tico que seu momento mais brilhante seja tamb\u00e9m o mais universalmente amado. \u201c<strong>Dancing Queen<\/strong>\u201d \u00e9 um hino sob a bola de espelhos para cada sonhadora que se sente uma deusa da disco em sua mente, mesmo que os outros a vejam s\u00f3 como uma adolescente desajeitada na pista. Ah, o jeito como as vozes das meninas explodem de alegria quando chegam na frase \u201c<em>tambourine\u2026 oh YEEEAAAH!<\/em>\u201d (Ningu\u00e9m nunca mais vai pronunciar \u201c<em>tambourine<\/em>\u201d como <strong>Agnetha<\/strong> e <strong>Anni-Frid<\/strong>.)<\/p>\n<p>Aquela espiral inicial do piano pode ativar um surto de ferom\u00f4nio em qualquer ser humano que saiba o que significa (1) dan\u00e7ar, (2) curtir, e\/ou (3) viver o melhor momento da vida \u2014 numa pista onde garotas comandam o mundo e garotos s\u00e3o apenas figurantes descart\u00e1veis. (\u201c<em>Anybody could be that guy<\/em>\u201d \u2014 uma indireta absolutamente t\u00edpica do <strong>ABBA<\/strong>.) Veja aquela garota. Assista \u00e0quela cena. Curtindo a <strong>dancing queen<\/strong>, para sempre.<\/p>\n<p>+++LEIA MAIS:<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/as-25-melhores-musicas-do-abba-segundo-rolling-stone\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os mestres suecos do pop dominaram as r\u00e1dios nos anos 1970 \u2014 invasores vindos da terra do gelo e da neve que se tornaram o grupo mais vendido de sua \u00e9poca. Bj\u00f6rn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha F\u00e4ltskog e Anni-Frid Lyngstad eram como uma vers\u00e3o escandinava do Fleetwood Mac: dois casais casados, de terninhos brancos e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":27169,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-27168","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27168","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27169"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}