{"id":27158,"date":"2025-06-21T01:41:05","date_gmt":"2025-06-21T04:41:05","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/edu-falaschi-fala-a-rs-sobre-turne-temple-of-shadows-proximo-album-e-guilherme-arantes\/"},"modified":"2025-06-21T01:41:05","modified_gmt":"2025-06-21T04:41:05","slug":"edu-falaschi-fala-a-rs-sobre-turne-temple-of-shadows-proximo-album-e-guilherme-arantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/edu-falaschi-fala-a-rs-sobre-turne-temple-of-shadows-proximo-album-e-guilherme-arantes\/","title":{"rendered":"Edu Falaschi fala \u00e0 RS sobre turn\u00ea, Temple of Shadows, pr\u00f3ximo \u00e1lbum e Guilherme Arantes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Antes de come\u00e7ar a rodar o Brasil com a edi\u00e7\u00e3o 2025 de sua turn\u00ea <em><strong>Temple of Shadows in Concert<\/strong><\/em>, <strong>Edu Falaschi<\/strong> bateu um papo com a <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>. O vocalista se mostrou empolgado com a s\u00e9rie de shows iniciada em maio e com datas marcadas at\u00e9 agosto, trazendo consigo as atra\u00e7\u00f5es de abertura Noturnall, Auro Control e Krakkenspit.<\/p>\n<p>Como em 2019, o cantor tem executado na \u00edntegra o cl\u00e1ssico do power metal <em><strong>Temple of Shadows<\/strong><\/em> (2004), quinto \u00e1lbum de est\u00fadio do <strong>Angra<\/strong> e o seu segundo junto \u00e0 banda, na \u00e9poca completa por <strong>Rafael Bittencourt<\/strong> (guitarra), <strong>Kiko Loureiro<\/strong> (guitarra), <strong>Felipe Andreoli<\/strong> (baixo) e <strong>Aquiles Priester<\/strong> (bateria). Desta vez, por\u00e9m, a celebra\u00e7\u00e3o de 20 anos do disco o traz em mais datas ao lado de orquestra \u2014 algo que, na primeira edi\u00e7\u00e3o da tour, s\u00f3 havia sido poss\u00edvel realizar em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Edu Falaschi &#8211; Foto: Jeff Marques @jeffmaarques_ para o site IgorMiranda.com.br<\/figcaption><\/figure>\n<p>A capital paulista, diga-se, tamb\u00e9m ter\u00e1 atrativos diferentes em compara\u00e7\u00e3o a seis anos atr\u00e1s. Falaschi convidou <strong>Roy Khan<\/strong>, ex-vocalista do <strong>Kamelot<\/strong>, para um show especial onde tamb\u00e9m executa um \u00e1lbum na \u00edntegra junto de orquestra: <em><strong>The Black Halo<\/strong><\/em> (2005), comemorando seu 20\u00ba anivers\u00e1rio. O artista noruegu\u00eas ser\u00e1 acompanhado por m\u00fasicos da banda brasileira Maestrick. No set de Edu, haver\u00e1 ainda os convidados <strong>Kai Hansen<\/strong> (<strong>Helloween<\/strong>, <strong>Gamma Ray<\/strong>), que participou do disco original, e Adrienne Cowan, cantora do <strong>Seven Spires<\/strong> e colaboradora do <strong>Avantasia<\/strong>.<\/p>\n<p>Confira abaixo as datas restantes da turn\u00ea. Ingressos est\u00e3o dispon\u00edveis no site oficial do artista.<\/p>\n<ul>\n<li>20\/06 \u2013 Uberl\u00e2ndia \u2013 London<\/li>\n<li>21\/06 \u2013 Bras\u00edlia \u2013 Toinha Brasil Show<\/li>\n<li>22\/06 \u2013 Goi\u00e2nia \u2013 Bolshoi Pub<\/li>\n<li>27\/06 \u2013 Ribeir\u00e3o Preto \u2013 Hous<\/li>\n<li>28\/06 \u2013 Bauru \u2013 Villa Rondon<\/li>\n<li>05\/07 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 Tokio Marine Hall<\/li>\n<li>11\/07 \u2013 Porto Alegre \u2013 Teatro AMRIGS<\/li>\n<li>12\/07 \u2013 Joinville \u2013 Teatro da Liga<\/li>\n<li>19\/07 \u2013 Rio de Janeiro \u2013 Sacadura<\/li>\n<li>20\/07 \u2013 Belo Horizonte \u2013 Mister Rock<\/li>\n<li>26\/07 \u2013 Ponta Grossa \u2013 Marista<\/li>\n<li>27\/07 \u2013 Curitiba \u2013 Teatro \u00d3pera de Arame<\/li>\n<li>15\/08 \u2013 Salvador \u2013 Teatro Diplomata<\/li>\n<li>16\/08 \u2013 Aracaju \u2013 Vibe Music Lounge<\/li>\n<li>17\/08 \u2013 Recife \u2013 Teatro Boa Vista<\/li>\n<li>22\/08 \u2013 Natal \u2013 Ribeira Music<\/li>\n<li>23\/08 \u2013 Fortaleza \u2013 Ophera Music Bar<\/li>\n<li>24\/08 \u2013 Teresina \u2013 Bueiro do Rock<\/li>\n<li>31\/08 \u2013 Santo Andr\u00e9 \u2013 Santo Rock Bar<\/li>\n<\/ul>\n<p>A entrevista na \u00edntegra est\u00e1 dispon\u00edvel no canal de YouTube da Rolling Stone Brasil. Abaixo, voc\u00ea assiste ao v\u00eddeo e tamb\u00e9m confere alguns destaques separados em texto.<\/p>\n<p><iframe title=\"EDU FALASCHI - Rolling Stone Entrevista #12\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l-hcR3vNdLY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h3>Entrevista com Edu Falaschi<\/h3>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Sobre o mote da turn\u00ea<\/span><br \/>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cA ideia \u00e9 celebrar n\u00e3o apenas o <em><strong>Temple of Shadows<\/strong><\/em>, como tamb\u00e9m a turn\u00ea original <em><strong>Temple of Shadows in Concert<\/strong><\/em>, que teve poucos shows, pois j\u00e1 estava naquele movimento meio de pandemia. Agora levaremos essa turn\u00ea da \u00e9poca do DVD, tocando Temple of Shadows com orquestra\u2026 obviamente, n\u00e3o poderei fazer com orquestra em todas as cidades, mas estamos fazendo em todas que pudermos. Al\u00e9m disso, tem os autorais, as m\u00fasicas de <em><strong>Vera Cruz<\/strong><\/em> e <em><strong>Eldorado<\/strong><\/em>.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Plano de turn\u00ea com orquestra existia desde os tempos de Angra<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cT\u00ednhamos um projeto com o Angra na \u00e9poca. N\u00e3o lembro exatamente por que n\u00e3o rolou, mas n\u00e3o foi para frente. A pr\u00f3pria divulga\u00e7\u00e3o da Temple of Shadows in Concert pela primeira vez tinha isso. Falava brincando: \u2018Lembra dos tempos de Angra, que t\u00ednhamos aquele sonho? Agora, vamos conseguir realizar com orquestra\u2019. O DVD que gravamos em 2019 j\u00e1 virou cl\u00e1ssico, tem o maestro <strong>Jo\u00e3o Carlos Martins<\/strong>, <strong>Guilherme Arantes<\/strong>, os originais do disco: <strong>Kai Hansen<\/strong>, <strong>Sabine Edelsbacher<\/strong>\u2026 foi um projeto gigantesco. Lembro que tinha 200 pessoas trabalhando naquele momento. \u00c0s vezes, paro para pensar: como consegui fazer isso? Ficou lindo.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Turn\u00ea em formato \u201craiz\u201d, rodando com bandas de abertura<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cEsse \u00e9 o jeito que vi acontecer o heavy metal no mundo, no come\u00e7o dos anos 1980. As bandas maiores colocavam uma para abrir, da\u00ed essa menor ficava grande, chamava outra e assim se criava um ciclo. O heavy metal cresceu muito por isso. Acho legal dar oportunidade. Na turn\u00ea anterior, revisitando o DVD <em><strong>Rebirth Live in S\u00e3o Paulo<\/strong><\/em>, fiz a turn\u00ea em formato cl\u00e1ssico com as bandas, com \u00f4nibus pr\u00f3prio adesivado viajando o Brasil todo. [&#8230;] Estar na estrada \u00e9 muito importante para um artista \u2014 e n\u00e3o apenas nas grandes capitais, como tamb\u00e9m em cidades pequenas. [&#8230;] E essas bandas tamb\u00e9m me ajudam, pois oferecem um pacote mais interessante para o f\u00e3 e vende mais ingressos.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Concurso para participa\u00e7\u00f5es de um cantor e uma cantora em cada cidade<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cO \u00e1lbum original <em><strong>Temple of Shadows<\/strong><\/em> tem convidados, ent\u00e3o para os shows, pensei: j\u00e1 que tem esses momentos onde n\u00e3o canto sozinho, por que n\u00e3o ter cantores locais? Tem muitos grandes cantores e m\u00fasicos no Brasil, que \u00e9 uma fonte inesgot\u00e1vel de talentos. Desenvolvi um concurso para trazer esses convidados \u2014 um cantor e uma cantora \u2014 em cada cidade e publiquei as regras: o artista interessado precisa enviar uma grava\u00e7\u00e3o cantando a m\u00fasica, da\u00ed analisamos e escolhemos. \u00c9 uma oportunidade de se estar em um show com estrutura profissional e p\u00fablico \u2014 que \u00e9 o grande dilema de bandas novas. N\u00e3o tive essa m\u00e3o estendida quando comecei com o Mitrium, minha primeira banda, l\u00e1 em 1991, pois era bem mais dif\u00edcil conseguir um palco. Ent\u00e3o, tento dar meu melhor para que essas pessoas tenham algo que eu n\u00e3o tive.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>A presen\u00e7a de Roy Khan no evento, com show especial cantando The Black Halo, do Kamelot, na \u00edntegra<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cIsso \u00e9 algo in\u00e9dito. Roy \u00e9 um dos meus grandes \u00eddolos. Uma das vozes mais bonitas do heavy metal. Sempre fui f\u00e3 dele n\u00e3o s\u00f3 no Kamelot, como tamb\u00e9m no <strong>Conception<\/strong>. E ele \u00e9 um cara sensacional. Pude conhec\u00ea-lo quando ele esteve no meu show em S\u00e3o Paulo (no in\u00edcio de 2024) para participar. Ele ficou surpreso com o rumo que minha carreira solo tomou \u2014 o tamanho, a propor\u00e7\u00e3o. Viu a casa lotada e ficou impressionado. Muito dessa coragem dele falar \u2018tamb\u00e9m vou fazer uma carreira solo com os cl\u00e1ssicos da minha vida\u2019 foi por conta desse show em S\u00e3o Paulo. Conversamos muito depois do show, ele me fez mil perguntas: como que eu fiz, o direcionamento que tomei pra come\u00e7ar essa carreira solo. Depois, ele trouxe uma ideia, conversamos por WhatsApp e ele disse que havia se inspirado e tomado coragem para fazer. Incentivei o m\u00e1ximo poss\u00edvel e ainda o convidei para fazer a estreia dessa carreira solo em um show grandioso com orquestra em S\u00e3o Paulo. A galera vai ouvir tanto <em><strong>Temple of Shadows<\/strong><\/em> quanto <em><strong>The Black Halo<\/strong><\/em> com orquestra. Uma noite imperd\u00edvel para quem \u00e9 f\u00e3 desse estilo de som.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>A recep\u00e7\u00e3o inicialmente dividida a Temple of Shadows<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cEst\u00e1vamos super confiantes, pois vimos que era um disco bom, mas quando saiu, havia algumas pessoas falando: \u2018ah, mas eu achei muito progressivo, muito experimental\u2019. Principalmente a segunda metade do tracklist, com m\u00fasicas mais experimentais. Lembro de comentar com o Kiko: \u2018caraca, ser\u00e1 que a galera vai gostar, no fim das contas?\u2019. Kiko falou: \u2018s\u00f3 o tempo vai mostrar se esse disco \u00e9 um cl\u00e1ssico mesmo ou n\u00e3o\u2019. E de fato o tempo mostrou que, sim, \u00e9 um disco atemporal. Tenho ouvido muito por causa da turn\u00ea e percebo: parece que foi composto agora, entende? Se fosse uma banda de hoje, fazendo aquele disco, iria funcionar perfeitamente. Marcou n\u00e3o s\u00f3 uma, mas duas gera\u00e7\u00f5es. Mas, sim, de in\u00edcio gerou uma estranheza porque v\u00ednhamos de um \u00e1lbum mais simples e direto, o <em><strong>Rebirth<\/strong><\/em>. O Angra n\u00e3o podia perder a ess\u00eancia, mas tamb\u00e9m tinha que chegar com umas coisas novas. \u00c9 complexo. Kiko e Rafael foram guerreiros demais em segurar uma bomba daquela, pois s\u00f3 ficaram os dois da forma\u00e7\u00e3o anterior. E chegaram com um disco como o <em><strong>Rebirth<\/strong><\/em>, com uma mega responsabilidade de ter que provar para todos \u2014 inclusive eles mesmos \u2014 que eram capazes de continuar com a mesma qualidade de antes. Ajudamos a provar isso e foi um momento importante para mim, porque contribu\u00ed chegando com a <strong>\u2018Nova Era\u2019<\/strong>, compus <strong>\u2018Heroes of Sand\u2019<\/strong>, na mesma \u00e9poca gravei a <strong>\u2018Bleeding Heart\u2019<\/strong>, que hoje virou um grande cl\u00e1ssico a ponto de ter vers\u00f5es de forr\u00f3 e sertanejo. Contribu\u00ed n\u00e3o apenas cantando, como tamb\u00e9m criando junto com eles.\u201d<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">A desafiadora grava\u00e7\u00e3o de Temple of Shadows em meio a problemas vocais<\/span><br \/><\/strong><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201c\u00c9 um misto de orgulho, por ter feito da maneira como foi, e tamb\u00e9m de lembran\u00e7as de perrengue. As m\u00fasicas eram mais agudas que as do Rebirth e tinha mais drives. Os vocais daquele disco t\u00eam grave, m\u00e9dio e agudo; limpo e drive; muito vibrato e pouco vibrato\u2026 tem tudo. Mas consegui me sair bem e fui muito ajudado nas produ\u00e7\u00f5es pelo <strong>Dennis Ward<\/strong>. Quando o disco saiu, eu j\u00e1 estava mais recuperado e fui para a turn\u00ea mais tranquilo. Voz \u00e9 algo incerto: pode dar refluxo \u2014 que foi meu caso \u2014, pode dar calo, pode dar problema com friagem, resfriado. O cantor pode sarar r\u00e1pido, mas pode piorar a situa\u00e7\u00e3o e demorar. Tem v\u00e1rios casos de cantores que tiveram in\u00fameros problemas. Na \u00e9poca que eu tive problema, <strong>Michael Kiske<\/strong> (<strong>Helloween<\/strong>) tamb\u00e9m teve, o Dennis falava: \u2018seu problema \u00e9 bem parecido com o do Michael\u2019. O importante \u00e9 que conseguimos fazer um produto na mesma qualidade que o Angra sempre teve. E, ironicamente, com esse disco, ganhei naquele ano o trof\u00e9u da revista <strong>Burrn!<\/strong> como melhor vocalista do ano e tamb\u00e9m de compositor do ano pela m\u00fasica <strong>\u2018Spread Your Fire\u2019<\/strong>, que fiz e depois o Kiko me ajudou na parte instrumental. Acho que fiquei cinco anos consecutivos entre os cinco melhores cantores eleitos pela <strong>Burrn!<\/strong> no Jap\u00e3o. Isso mostra minha capacidade e resili\u00eancia de me lutar e me reinventar. Foi um per\u00edodo dif\u00edcil, mas aprendi muito. E esse disco elevou a minha carreira \u2014 que j\u00e1 estava em alta com o <em><strong>Rebirth<\/strong><\/em> \u2014, bem como colocou o pr\u00f3prio Angra em outro patamar.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>O pr\u00f3ximo \u00e1lbum que fechar\u00e1 sua trilogia solo e sua carreira discogr\u00e1fica<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cAcho que gravei uns 15 discos na carreira. \u00c9 uma quantidade relativamente alta. Gosto de gravar \u00e1lbum com calma, ent\u00e3o, levo entre um ano e meio e dois anos. D\u00e1 um grande trabalho. Antigamente, havia suporte das gravadoras, que bancava as grava\u00e7\u00f5es. Depois, ia-se para a estrada para tocar as m\u00fasicas, vendia os discos, o artista ganhava tanto da turn\u00ea quanto dessas vendas. Hoje, a venda de discos \u00e9 simb\u00f3lica, apesar de que ainda tenha p\u00fablico no Jap\u00e3o e at\u00e9 no Brasil. Nos meus lan\u00e7amentos solo, <em><strong>Vera Cruz<\/strong><\/em> e <em><strong>Eldorado<\/strong><\/em>, em vez de s\u00f3 lan\u00e7ar o disco, criei um box com diferenciais, como um livro de hist\u00f3rias do <em><strong>Vera Cruz<\/strong><\/em> junto do <strong>F\u00e1bio Caldeira<\/strong>, cantor do <strong>Maestrick<\/strong> que escreveu a obra. Sei que cada vez menos h\u00e1 interesse na m\u00eddia f\u00edsica simples. Ent\u00e3o, tudo isso demanda muito trabalho, tempo e custo. E \u00e9 um tempo que voc\u00ea precisa ficar sem fazer shows. E, no fim, praticamente n\u00e3o h\u00e1 venda de discos. Fica financeiramente invi\u00e1vel. Talvez seja melhor lan\u00e7ar single, porque voc\u00ea continua a fazer shows e s\u00f3 para por um ou dois meses para compor, gravar e lan\u00e7ar. N\u00e3o vou parar de produzir material novo; agora, grava\u00e7\u00e3o de \u00e1lbum nesse n\u00edvel de complexidade, acho dif\u00edcil fazer de novo. Pode at\u00e9 acontecer de fazer algo especial, ou lan\u00e7ar singles e reunir tudo em um disco, mas para mim isso n\u00e3o tem a mesma gra\u00e7a de fazer um disco, algo complexo, o projeto inteiro. Adoro estar em est\u00fadio. Al\u00e9m disso, na d\u00e9cada de 1980 cresci ouvindo minhas bandas favoritas dessa forma. S\u00f3 que o mundo muda. Acompanhamos sem problema. Por isso, talvez, esse final de trilogia seja o \u00faltimo disco no formato tradicional.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>A presen\u00e7a da m\u00fasica \u201cStrike as One\u201d na trilha do game Assassin\u2019s Creed: Shadow<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cFoi uma grande surpresa. Estou ligado a esse universo de animes e mang\u00e1s por conta da <strong>\u2018Pegasus Fantasy\u2019<\/strong> [trilha de <em><strong>Os Cavaleiros do Zod\u00edaco<\/strong><\/em>], ent\u00e3o, acho que foi por isso que a Ubisoft [fabricante de <em><strong>Assassin\u2019s Creed<\/strong><\/em>] me perguntou se eu gostaria de entrar no projeto do jogo novo. Tenho muita conex\u00e3o com a cultura japonesa, n\u00e3o s\u00f3 pelos Cavaleiros do Zod\u00edaco, mas pelo Angra, pelo qual o p\u00fablico japon\u00eas tem muito carinho. Ent\u00e3o, perguntei o que eles queriam, fizemos uma reuni\u00e3o em S\u00e3o Paulo e me apresentaram o projeto: uma m\u00fasica que seja uma homenagem ao universo dos animes da d\u00e9cada de 1990. Alguns exemplos foram mostrados e para mim n\u00e3o seria t\u00e3o dif\u00edcil, pois via essas s\u00e9ries nos anos 1980, principalmente <em><strong>Spectreman<\/strong><\/em>, <em><strong>Ultraseven<\/strong><\/em>, <em><strong>Ultraman<\/strong><\/em>. Prometi enviar uma demo em um m\u00eas. S\u00f3 que a\u00ed eu sa\u00ed da reuni\u00e3o e, j\u00e1 no carro, compus a m\u00fasica de cabe\u00e7a. Sempre gravo as ideias no pr\u00f3prio gravador do celular. Vou fazendo a melodia com a boca. <strong>\u2018Strike as One\u2019<\/strong> j\u00e1 veio logo de cara, ent\u00e3o fui bolando enquanto dirigia \u2014 e eu passei um tempo na estrada, pois moro no Guaruj\u00e1. Cheguei em casa super empolgado e gravei o b\u00e1sico. Dois dias depois, mandei a demo para eles. Os caras falaram: \u2018p\u00f4, levou dois dias, como assim?\u2019. E ficou a vers\u00e3o que mandei, sem mudan\u00e7as. A\u00ed fizemos a grava\u00e7\u00e3o com meu irm\u00e3o, <strong>Tito Falaschi<\/strong>, com todos os instrumentos. Ele tamb\u00e9m mixou e masterizou. Tito \u00e9 pau para toda obra: talentoso em um n\u00edvel m\u00e1ximo.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Processo de composi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cN\u00e3o paro de compor. Estou o tempo todo gravando ideias. Quando compus <strong>\u2018The Ancestry\u2019<\/strong>, que \u00e9 super virtuosa\u2026 eu jamais conseguiria tocar aquilo, mas compus na boca e depois fui para o computador. Programei tudo. A\u00ed, pedi para o guitarrista, <strong>Roberto Barros<\/strong>, fazer o arranjo e me mandar. Eu sabia o que eu queria, ent\u00e3o cantarolei isso para o Roberto e falei: \u2018aqui s\u00e3o arpejos de guitarra, coloca dentro do seu estilo\u2019. Eu trouxe todas as ideias iniciais de todas as m\u00fasicas da minha carreira solo. Demonstro o que quero, para onde acho que a m\u00fasica deve ir, e a\u00ed juntamos as pe\u00e7as. Fiz muito assim com o Rafa e especialmente com o Kiko. No Angra, mostrava as ideias iniciais das m\u00fasicas que eram minhas e o Kiko vinha com outras ideias.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>A admira\u00e7\u00e3o por Guilherme Arantes, que participou do DVD Temple of Shadows in Concert e diz ter se aproximado do rock progressivo por conta dessa parceria<\/strong><\/span><br \/><strong>Edu Falaschi:<\/strong> \u201cO Guilherme Arantes fez um disco sensacional [<em><strong>A Desordem dos Templ\u00e1rios<\/strong><\/em>, 2021] depois disso. Um disco lindo demais. Tem uma m\u00fasica que ele fez pra m\u00e3e dele [<strong>&#8216;Estrela M\u00e3e&#8217;<\/strong>], que n\u00e3o d\u00e1 nem pra ficar ouvindo muito, pois \u00e9 muito bonita e muito triste. Guilherme \u00e9 um cara diferenciado, de uma sensibilidade fora do comum. Grande compositor e cantor. Muito fora da curva no piano e nas harmonias. Quando ele aceitou meu convite para participar, foi como ganhar um presente de crian\u00e7a, pois ele \u00e9 um dos meus \u00eddolos m\u00e1ximos. Lembro de estar no palco, olhar pra ele e pensar: \u2018Guilherme Arantes est\u00e1 aqui no meu show, como assim?\u2019. Muito craque. E ele tem o rock progressivo nas veias desde sempre, pois ele come\u00e7ou no prog. J\u00e1 tem isso muito natural para ele. Ent\u00e3o, quando ele tocou <strong>\u2018Late Redemption\u2019<\/strong> comigo, parecia que a m\u00fasica era dele.\u201d<\/p>\n<p><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Entrevista completa:<\/strong><\/span><\/p>\n<p><iframe title=\"EDU FALASCHI - Rolling Stone Entrevista #12\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/l-hcR3vNdLY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: O baterista brasileiro que mudou a vida de Aquiles Priester<br \/>+++ LEIA MAIS: O guitarrista de metal que pode ajudar Toninho Geraes a vencer Adele na Justi\u00e7a<br \/>+++ LEIA MAIS: <\/strong><strong>Tr\u00eas brasileiros s\u00e3o eleitos melhores bateristas do mundo pela Modern Drummer<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/edu-falaschi-fala-a-rs-sobre-turne-temple-of-shadows-proximo-album-e-guilherme-arantes\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de come\u00e7ar a rodar o Brasil com a edi\u00e7\u00e3o 2025 de sua turn\u00ea Temple of Shadows in Concert, Edu Falaschi bateu um papo com a Rolling Stone Brasil. O vocalista se mostrou empolgado com a s\u00e9rie de shows iniciada em maio e com datas marcadas at\u00e9 agosto, trazendo consigo as atra\u00e7\u00f5es de abertura Noturnall, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":27159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-27158","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27158","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27158"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27158\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}