{"id":26477,"date":"2025-06-15T00:11:09","date_gmt":"2025-06-15T03:11:09","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/alice-cooper-oferece-muito-mais-do-que-rock-teatral-no-best-of-blues-and-rock\/"},"modified":"2025-06-15T00:11:09","modified_gmt":"2025-06-15T03:11:09","slug":"alice-cooper-oferece-muito-mais-do-que-rock-teatral-no-best-of-blues-and-rock","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/alice-cooper-oferece-muito-mais-do-que-rock-teatral-no-best-of-blues-and-rock\/","title":{"rendered":"Alice Cooper oferece muito mais do que \u201crock teatral\u201d no Best of Blues and Rock"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Entre mar\u00e7o e abril de 1974, <strong>Alice Cooper<\/strong>, ainda acompanhado de sua banda original, veio ao Brasil pela primeira vez. Era, tamb\u00e9m, a ocasi\u00e3o inaugural de um artista internacional de grande porte no pa\u00eds. Antes dele, at\u00e9 vieram artistas como <strong>Bill Haley &amp; the Comets<\/strong>, mas de potencial midi\u00e1tico bem distante.<\/p>\n<p>Hoje aos 77 anos, Vincent Furnier, o homem por tr\u00e1s do personagem Alice Cooper, admitiu \u00e0 <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/span>: <em>\u201cAt\u00e9 hoje falamos sobre aqueles shows\u201d<\/em>. Pudera: o pr\u00f3prio afirma que aquela turn\u00ea colocou seu nome no Guinness Book, o livro dos recordes, pois uma das apresenta\u00e7\u00f5es no Sal\u00e3o de Exposi\u00e7\u00f5es do Anhembi, em S\u00e3o Paulo, reuniu o maior p\u00fablico em local fechado, em torno de 160 mil pessoas.<\/p>\n<p>Havia motivos para atrair tanta aten\u00e7\u00e3o. Cooper, \u00e0 \u00e9poca, era o principal nome de um curioso subg\u00eanero chamado shock rock, que misturava influ\u00eancias do glam e do hard rock com performances bem teatrais inspiradas em filmes de terror com finalidade de\u2026 chocar, como o nome entrega. Al\u00e9m disso, era praticamente in\u00e9dito que um artista no auge de sua carreira viesse a um pa\u00eds que, no per\u00edodo, n\u00e3o fazia parte do ainda incipiente circuito de turn\u00eas internacionais.<\/p>\n<p>Passaram-se 51 anos. Alice Cooper mudou. O rock tamb\u00e9m. O mundo, nem se fala. Mas ainda \u00e9 legal pra caramba assistir a um show como esse, que encerrou o s\u00e1bado, 14, terceiro dos quatro dias da 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Best of Blues and Rock<\/strong><\/span>, festival que acontece no Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo. No primeiro fim de semana, apresentaram-se <strong>Dave Matthews Band<\/strong>, <strong>Richard Ashcroft<\/strong>, entre outros. Logo antes de Alice, tocaram <strong>Black Pantera<\/strong>, <strong>Larissa Liveir<\/strong> e<strong> Charlie Brown Jr &#8211; Marc\u00e3o Britto e Thiago Castanho<\/strong>. E no domingo, 15, ainda teremos <strong>Deep Purple<\/strong>, <strong>Judith Hill<\/strong> e <strong>Hurricanes<\/strong>.<\/p>\n<p>H\u00e1 tempos, Alice defende que n\u00e3o existe mais shock rock. N\u00e3o h\u00e1 mais como chocar, pois a realidade cumpre esse papel com maestria. Por isso, \u00e9 imposs\u00edvel encarar como um \u201cshow de horrores\u201d a apresenta\u00e7\u00e3o atual do cantor, que est\u00e1 com a turn\u00ea <strong>\u201cToo Close for Comfort\u201d<\/strong> e \u00e9 acompanhado por <strong>Nita Strauss<\/strong> (guitarra), <strong>Ryan Roxie<\/strong> (guitarra), <strong>Tommy Henriksen<\/strong> (guitarra), <strong>Glen Sobel<\/strong> (bateria) e <strong>Chuck Garric<\/strong> (baixo). Longe disso. A performance teatral segue muito para o lado divertido; n\u00e3o no sentido de galhofa, mas entretenimento.<\/p>\n<p>Nos primeiros momentos do espet\u00e1culo, surgem duas pessoas com m\u00e1scara de corvo tocando sinos. Uma cortina em formato de jornal \u201cinforma\u201d sobre um julgamento de Alice Cooper, que deve ser condenado por \u201ccrimes contra a humanidade\u201d ap\u00f3s banimento no, veja s\u00f3, Brasil. O cantor rasga esse jornal e passa pelo meio para dar in\u00edcio a um trecho de <strong>\u201cLock Me Up\u201d<\/strong>, sucedida pela garage-rocker <strong>\u201cWelcome to the Show\u201d<\/strong>, do \u00e1lbum mais recente, <em><strong>Road<\/strong><\/em> (2024). Ambas as can\u00e7\u00f5es soam quase como um aquecimento, visto que est\u00e3o longe de serem hits e, sem o elemento visual, ficam at\u00e9 estranhas como as primeiras do set.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Nita Strauss &#8211; Foto: Leca Suzuki @lecasuzukiphoto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Musicalmente falando, \u00e9 como se o show come\u00e7asse, mesmo, em <strong>\u201cNo More Mr. Nice Guy\u201d<\/strong>, faixa de <em><strong>Billion Dollar Babies<\/strong><\/em> (1973), \u00e1lbum mais famoso do artista. H\u00e1 ent\u00e3o um desfile de cl\u00e1ssicos com a dram\u00e1tica <strong>\u201cI\u2019m Eighteen\u201d<\/strong>, com ilumina\u00e7\u00e3o diferente e um Alice j\u00e1 sem jaqueta utilizando uma muleta; a divertida <strong>\u201cUnder My Wheels\u201d<\/strong>, que, como em \u201cWelcome to the Show\u201d, tem solos de dura\u00e7\u00e3o proporcional dos tr\u00eas guitarristas; <strong>\u201cBed of Nails\u201d<\/strong>, representante do best-seller Trash (1989) com holofotes sob a talentosa Nita Strauss; e <strong>\u201cBillion Dollar Babies\u201d<\/strong>, que d\u00e1 nome ao j\u00e1 mencionado registro de 1973 e traz Cooper com espada de esgrima (!).<\/p>\n<p>Est\u00e9tica \u00e0 parte, o que chama aten\u00e7\u00e3o, mesmo, \u00e9 o som. E nada de conversa fiada com o p\u00fablico: as can\u00e7\u00f5es s\u00e3o todas emendadas, em um formato que se mant\u00e9m at\u00e9 com <strong>\u201cSnakebite\u201d<\/strong>, durante a qual Alice normalmente surge com uma cobra \u2014 mas o r\u00e9ptil n\u00e3o apareceu no Ibira. Nita, curiosamente, passa a can\u00e7\u00e3o toda no fundo, talvez ciente de que chama muita aten\u00e7\u00e3o. Sucedendo este n\u00famero, rolam m\u00fasicas apreciadas pelos f\u00e3s, mas n\u00e3o necessariamente cl\u00e1ssicos ou hits: <strong>\u201cBe My Lover\u201d<\/strong>, a mais \u201cclassic rock\u201d do set; \u201cLost in America\u201d, de letra bem sacada; e as \u201cmortais\u201d <strong>\u201cHe\u2019s Back (The Man Behind the Mask)\u201d<\/strong> e <strong>\u201cHey Stoopid\u201d<\/strong>, quando s\u00e3o \u201cassassinados\u201d durante cada uma delas, respectivamente, uma \u201cf\u00e3 hist\u00e9rica\u201d e um \u201cfot\u00f3grafo credenciado\u201d sem no\u00e7\u00e3o. Chama aten\u00e7\u00e3o que ambos estejam com c\u00e2meras em m\u00e3os.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Alice Cooper\" height=\"966\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/alice-cooper-vocalista-foto-leca-suzuki.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Alice Cooper &#8211; Foto: Leca Suzuki @lecasuzukiphoto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um curto solo de bateria de Glen Sobel d\u00e1 algum respiro antes da etapa mais teatral do set. <strong>\u201cWelcome to My Nightmare\u201d<\/strong>, faixa-t\u00edtulo do primeiro \u00e1lbum realmente solo de Alice, traz o cantor enfim aproveitando uma das escadas de seu cen\u00e1rio \u201csaloon\u201d e um desfile de guitarras bem tocadas, enquanto <strong>\u201cCold Ethyl\u201d<\/strong>, hard rock ousadamente guiado por cowbell, conta com intera\u00e7\u00e3o amorosa e violenta com uma boneca \u2014 a Ethyl. Do show nada chocante, talvez seja o momento mais controverso, inclusive pela letra de duplo sentido: pode versar sobre alcoolismo, como tamb\u00e9m sobre\u2026 necrofilia.<\/p>\n<p>Se <strong>\u201cGo to Hell\u201d<\/strong> parece servir apenas como pano de fundo para uma dan\u00e7arina com chicotes que surge no palco, <strong>\u201cPoison\u201d<\/strong>, em seguida, \u00e9 indispens\u00e1vel no set. Deliciosamente sedutora, a m\u00fasica que recolocou Alice no topo quase 20 anos ap\u00f3s o artista ter estourado inicialmente \u00e9, de longe, sua mais popular nas plataformas de streaming. Dono do palco, ele interpreta a can\u00e7\u00e3o como se fosse qualquer outra, a ponto de brincar com f\u00e3s que avista de longe na grade.<\/p>\n<p>Seu personagem, enfim, \u00e9 preso e colocado numa camisa de for\u00e7a em <strong>\u201cBallad of Dwight Fry\u201d<\/strong>, rara faixa lentinha no set antecedida por um solo de Nita e uma jam ao som de <strong>\u201cBlack Widow\u201d<\/strong>. Ao fim, entra a bailarina que o posiciona em uma guilhotina, junto de outros carrascos. Alice \u00e9 \u201cmorto\u201d ao som de uma vers\u00e3o instrumental de <strong>\u201cKiller\u201d<\/strong> e tem sua \u201ccabe\u00e7a\u201d exposta durante \u201cI Love the Dead\u201d. Sugestivo.<\/p>\n<p>O circo acaba \u2014 ou recome\u00e7a em outro teor \u2014 com o mega-hit <strong>\u201cSchool\u2019s Out\u201d<\/strong>, respons\u00e1vel por encerrar o repert\u00f3rio regular com bal\u00f5es gigantes (que espalham papel picado quando estourados) e trecho irresist\u00edvel de <strong>\u201cAnother Brick in the Wall\u201d<\/strong>, do <strong>Pink Floyd<\/strong>. No bis, a pesada <strong>\u201cFeed My Frankenstein\u201d<\/strong>, com direito a uma vers\u00e3o gigante e \u201cFrankensteiniana\u201d de Alice e\u2026 bolhas de sab\u00e3o. N\u00f3s avisamos que o tal shock rock n\u00e3o choca.<\/p>\n<p>Todo o teatro pode distrair uma parcela do p\u00fablico dos grandes m\u00e9ritos musicais de Cooper e sua banda. O cantor, que h\u00e1 d\u00e9cadas superou os v\u00edcios e se cuida como um atleta, preservou suas cordas vocais como raros nomes no rock. N\u00e3o perde o f\u00f4lego, tampouco desafina e muito raramente busca atalhos. Seu timbre segue o mesmo.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Alice Cooper\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/alice-cooper-banda-foto-leca-suzuki.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Alice Cooper &#8211; Foto: Leca Suzuki @lecasuzukiphoto<\/figcaption><\/figure>\n<p>O trio de guitarristas se complementa: Tommy Henriksen cuida mais das bases; Nita Strauss, fen\u00f4meno das seis cordas, assume arranjos e solos mais virtuosos; Ryan Roxie, por sua vez, assume os holofotes nas passagens mais \u201cclassic rock\u201d. Muitas vezes, dois deles ou at\u00e9 os tr\u00eas se misturam em linhas dobradas. Chuck Garric, nome principal a assumir os backing vocals, oferece a consist\u00eancia esperada de um bom baixista, enquanto Glen Sobel, uma m\u00e1quina \u2014 no bom sentido \u2014, tem consider\u00e1vel liberdade para adicionar algumas batidas extra e repaginar can\u00e7\u00f5es h\u00e1 anos no imagin\u00e1rio popular roqueiro.<\/p>\n<p>A escolha de repert\u00f3rio, na maior parte do tempo, tamb\u00e9m \u00e9 certeira. F\u00e3s mais dedicados podem apontar algumas aus\u00eancias, mas n\u00e3o d\u00e1 para se ter tudo em 90 minutos. E, ainda assim, v\u00e1rios momentos do longo cat\u00e1logo de Alice s\u00e3o abordados, com foco no per\u00edodo de auge na primeira metade da d\u00e9cada de 1970 e seu ressurgimento entre a parte final dos anos 1980 e in\u00edcio dos 1990.<\/p>\n<p>Considerada a combina\u00e7\u00e3o musical e visual, Alice Cooper fez um dos melhores shows e certamente o mais grandioso espet\u00e1culo da hist\u00f3ria do Best of Blues and Rock. Conseguir essa fa\u00e7anha em um festival que j\u00e1 teve <strong>Jeff Beck, Buddy Guy, Richie Sambora, Joe Perry, Joss Stone<\/strong> e <strong>Tom Morello<\/strong> \u00e9 um feito e tanto. Impressiona ainda mais que tenha ocorrido 51 anos ap\u00f3s ele ter arrastado quase 160 mil f\u00e3s para v\u00ea-lo na mesma cidade. Vida eterna ao vil\u00e3o mais querido do rock.<\/p>\n<p>SETLIST:<\/p>\n<p>1. Lock Me Up (trecho)<br \/>2. Welcome to the Show<br \/>3. No More Mr. Nice Guy<br \/>4. I\u2019m Eighteen<br \/>5. Under My Wheels<br \/>6. Bed of Nails<br \/>7. Billion Dollar Babies<br \/>8. Snakebite<br \/>9. Be My Lover<br \/>10. Lost in America<br \/>11. He\u2019s Back (The Man Behind the Mask)<br \/>12. Hey Stoopid<br \/>13. Solo de bateria de Glen Sobel<br \/>14. Welcome to My Nightmare<br \/>15. Cold Ethyl<br \/>16. Go to Hell<br \/>17. Poison<br \/>18. Solo de guitarra de Nita Strauss<br \/>19. Black Widow Jam (s\u00f3 a banda)<br \/>20. Ballad of Dwight Fry<br \/>21. Killer (s\u00f3 a banda)<br \/>22. I Love the Dead<br \/>23. School\u2019s Out<\/p>\n<p>Bis:<\/p>\n<p>23. Feed My Frankenstein<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/alice-cooper-oferece-muito-mais-do-que-rock-teatral-no-best-of-blues-and-rock\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre mar\u00e7o e abril de 1974, Alice Cooper, ainda acompanhado de sua banda original, veio ao Brasil pela primeira vez. Era, tamb\u00e9m, a ocasi\u00e3o inaugural de um artista internacional de grande porte no pa\u00eds. Antes dele, at\u00e9 vieram artistas como Bill Haley &amp; the Comets, mas de potencial midi\u00e1tico bem distante. 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