{"id":26190,"date":"2025-06-12T17:12:38","date_gmt":"2025-06-12T20:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone\/"},"modified":"2025-06-12T17:12:38","modified_gmt":"2025-06-12T20:12:38","slug":"12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone\/","title":{"rendered":"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O cinema sempre foi um dos espa\u00e7os mais f\u00e9rteis para o amor e alguns casais conseguiram ultrapassar a tela para se tornarem \u00edcones culturais, eternamente associados \u00e0s grandes hist\u00f3rias que marcaram gera\u00e7\u00f5es.\u00a0De cl\u00e1ssicos arrebatadores a romances improv\u00e1veis, passando por paix\u00f5es silenciosas e amores tr\u00e1gicos, o que n\u00e3o falta s\u00e3o personagens que encarnam todas as nuances do sentimento mais celebrado (e temido) da humanidade.<\/p>\n<p>Muitos desses casais continuam a ser refer\u00eancia, inspirando novas obras, memes e discuss\u00f5es acaloradas sobre finais felizes ou cora\u00e7\u00f5es partidos. Cada pessoa tem o seu favorito, por isso, uma lista dessas \u00e9 sempre uma tarefa ingrata \u2014 \u00e9 imposs\u00edvel agradar a todos \u2014, ainda assim, <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong> preparou uma sele\u00e7\u00e3o especial para o <strong>Dia dos Namorados<\/strong>: 12 casais inesquec\u00edveis do cinema e da TV. Confira a lista completa a seguir:<\/p>\n<h4><strong>Jack e Rose, de <em>Titanic<\/em> (1997)<\/strong><\/h4>\n<p>N\u00e3o havia como come\u00e7ar esta lista com outro casal: arrisco dizer que, depois de\u00a0<strong>Romeu\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong>Julieta<\/strong>, <strong>Jack <\/strong>(<strong>Leonardo DiCaprio<\/strong>, <em>A Origem<\/em>) e\u00a0<strong>Rose <\/strong>(<strong>Kate Winslet<\/strong>, <em>Avatar: O Caminho da \u00c1gua<\/em>)\u00a0\u00e9 o casal mais famoso da cultura pop. Afinal, n\u00e3o foi \u00e0 toa que, por muitos anos,\u00a0<strong><em>Titanic<\/em><\/strong> ostentou o t\u00edtulo de filme com maior bilheteria da hist\u00f3ria do cinema.<\/p>\n<p>Baseado no tr\u00e1gico acidente, que matou mais de 1500 pessoas em 1912, o longa de <strong>James Cameron<\/strong> (<em>Avatar<\/em>) imagina um t\u00f3rrido romance vivido por um aventureiro artista pobre e uma entediada jovem da classe alta, que se encontram \u00e0 bordo do navio e se apaixonam perdidamente.<\/p>\n<p><strong>Jack<\/strong> desafia <strong>Rose<\/strong> como a mo\u00e7a nunca havia sido desafiada antes, convidando-a a experienciar o que h\u00e1 de bom na vida, antes que deixe os tradicionalismos da \u00e9poca confin\u00e1-la em um casamento indesejado com o arrogante herdeiro de uma sider\u00fargica. Apesar dos olhares vigiantes da fam\u00edlia de <strong>Rose<\/strong> e, especialmente, do noivo, ela finalmente\u00a0descobre como \u00e9 ser livre, al\u00e9m de entender o que significa se apaixonar de verdade.<\/p>\n<p>A aventura entre os dois \u00e9 t\u00e3o intensa, que eles parecem ter vivido uma vida juntos quando tudo, na verdade, acontece em um pequeno espa\u00e7o de tempo antes do fat\u00eddico acidente que os separa para sempre. Mas foi bom enquanto durou e durou o suficiente para ser inesquec\u00edvel, como j\u00e1 diziam todos os clich\u00eas rom\u00e2nticos por a\u00ed. <strong>\u2014 Henrique Nascimento<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/20th Century Studios)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Chow Mo-wan e Su Li-zhen, de <em>Amor \u00e0 Flor da Pele<\/em> (2000)<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"848\" data-start=\"199\">Poucos romances no cinema foram t\u00e3o delicadamente desenhados quanto o de <strong>Chow Mo-wan<\/strong> (<strong>Tony Leung<\/strong>) e <strong>Su Li-zhen<\/strong> (<strong>Maggie Cheung<\/strong>) em <em><strong>Amor \u00e0 Flor da Pele<\/strong><\/em> (2000). \u00c9 uma hist\u00f3ria de amor que nunca se confessa abertamente, mas que se revela inteira em cada olhar que se desvia, em cada gesto que hesita, em cada sil\u00eancio que fala mais do que mil palavras.<\/p>\n<p data-end=\"848\" data-start=\"199\">No filme, eles s\u00e3o dois vizinhos, tra\u00eddos pelos respectivos c\u00f4njuges, que encontram um no outro a \u00fanica pessoa capaz de entender sua dor. Por\u00e9m, ao inv\u00e9s de se entregarem a uma paix\u00e3o impulsiva, escolhem o caminho mais dif\u00edcil e talvez mais belo: o da conten\u00e7\u00e3o, do amor que prefere existir na mem\u00f3ria, no que poderia ter sido.<\/p>\n<p data-end=\"1444\" data-start=\"850\">O encanto arrebatador desse casal est\u00e1 naquilo que nunca se realiza. N\u00e3o h\u00e1 beijos ardentes ou declara\u00e7\u00f5es dram\u00e1ticas; h\u00e1, sim, uma coreografia melanc\u00f3lica feita de passos contidos pelos corredores estreitos, de encontros casuais \u00e0 luz suave dos postes, e de despedidas que doem mais do que qualquer adeus dito em voz alta.<\/p>\n<p data-end=\"1444\" data-start=\"850\">Sob a dire\u00e7\u00e3o po\u00e9tica do cineasta chin\u00eas <strong data-end=\"1215\" data-start=\"1199\">Wong Kar-wai<\/strong>, a c\u00e2mera desliza entre eles como um c\u00famplice silencioso, captando a beleza sublime desse amor suspenso, enquanto a trilha sonora, repetitiva e hipn\u00f3tica, embala o que nunca chega a acontecer, mas n\u00e3o deixa de ser sentido.<\/p>\n<p data-end=\"1921\" data-is-last-node=\"\" data-is-only-node=\"\" data-start=\"1446\">Por isso, <strong>Chow<\/strong> e <strong>Su<\/strong> permanecem eternos: n\u00e3o como um casal que viveu um grande amor, mas como dois cora\u00e7\u00f5es que, por for\u00e7a das circunst\u00e2ncias e escolhas, nunca se permitiram viv\u00ea-lo. Eles s\u00e3o o retrato da saudade mais profunda, daquilo que poderia ter sido e nunca foi, e talvez exatamente por isso, sejam um dos casais mais inesquec\u00edveis da hist\u00f3ria do cinema. Um amor n\u00e3o consumado, mas imortal, que continua a sussurrar, como um segredo, no ouvido de quem assiste. <strong>\u2014<\/strong><strong>Angelo Cordeiro<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Focus Features)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-1.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Focus Features)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Jesse e C\u00e9line, da trilogia <em>Before<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>Filmes como os da trilogia\u00a0<strong><em>Before<\/em><\/strong>, focados nos di\u00e1logos, com pouca a\u00e7\u00e3o e poucas ou nenhuma reviravolta, s\u00e3o os meus preferidos. E poucos s\u00e3o t\u00e3o bons quanto a trilogia de\u00a0<strong>Richard Linklater<\/strong>, sobre a hist\u00f3ria de\u00a0<strong>Jesse\u00a0<\/strong>(<strong>Ethan Hawke<\/strong>,\u00a0<em>O Telefone Preto<\/em>) e\u00a0<strong>C\u00e9line\u00a0<\/strong>(<strong>Julie Delpy<\/strong>, <em>\u00c0 Beira do Caos<\/em>).<\/p>\n<p>Nos tr\u00eas filmes \u2014 <strong><em>Antes do Amanhecer<\/em><\/strong> (1995), <strong><em>Antes do P\u00f4r-do-Sol<\/em><\/strong> (2004) e <strong><em>Antes da Meia-Noite<\/em><\/strong> (2013) \u2014, acompanhamos o casal ao longo de quase vinte anos. Gravadas em intervalos de nove anos, a trilogia \u00e9 ainda mais especial por mostrar os atores envelhecendo junto com os seus personagens, o que traz uma camada de realismo interessante \u00e0 obra, que raramente vemos naturalmente no cinema.<\/p>\n<p>A cada filme, nos apaixonamos cada vez mais, pela forma como\u00a0<strong>Jesse\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong>C\u00e9line\u00a0<\/strong>se encontram, mas se perdem, e se reencontram. Nesse meio tempo, somos testemunhas de suas conversas sobre a vida, o amor, o tempo. Aqui, destaco\u00a0<em>Antes da Meia-Noite<\/em>, em que o romance idealizado d\u00e1 lugar \u00e0 frieza da conviv\u00eancia de um casal que, junto h\u00e1 anos, agora acumula filhos, rotinas e m\u00e1goas acumuladas.<\/p>\n<p>Repleto de feridas abertas, sil\u00eancios desconfort\u00e1veis e discuss\u00f5es que parecem pr\u00f3ximas demais da realidade,\u00a0<strong><em>Antes da Meia-Noite<\/em><\/strong> \u00e9 um filme sobre o amor que resiste, mas n\u00e3o sem se sangrar. N\u00e3o entrega um final bonito, como poder\u00edamos esperar, mas gra\u00e7as a um texto brilhante e atua\u00e7\u00f5es afiad\u00edssimas, traz algo ainda melhor: a verdade. <strong>\u2014<\/strong><strong>Giulia Cardoso<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-2.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Ennis Del Mar e Jack Twist, de <em>O Segredo de Brokeback Mountain<\/em> (2005)<\/strong><\/h4>\n<p>Dos casais gays que poder\u00edamos colocar nesta lista, <strong>Ennis Del Mar<\/strong> (<strong>Heath Ledger<\/strong>,\u00a0<em>Batman: O Cavaleiro das Trevas<\/em>) e <strong>Jack Twist<\/strong> (<strong>Jake Gyllenhaal<\/strong>, <em>Acima de Qualquer Suspeita<\/em>) talvez formem aquele distante de um relacionamento convencional. Mas n\u00e3o teria como deix\u00e1-la de fora, afinal, l\u00e1 no long\u00edquo ano de 2003, ainda era era raro um casal formado por pessoas do mesmo sexo ter tanto destaque quanto foi o caso.<\/p>\n<p>No belo, mas tr\u00e1gico <strong><em>O Segredo de Brokeback Mountain<\/em><\/strong>, <strong>Ennis<\/strong> e\u00a0<strong>Jack<\/strong> se conhecem na montanha de Brokeback e, juntos, descobrem o amor em um tempo em que o romance entre os dois sequer podia ser nomeado. A vida os afasta por anos at\u00e9 que, j\u00e1 casados e com filhos, eles se reencontram para reviver o sentimento que haviam cunhado h\u00e1 tanto tempo.<\/p>\n<p>Decidido, <strong>Jack<\/strong> quer abrir m\u00e3o de tudo e viver para sempre com aquele que acredita ser o seu grande amor. No entanto, <strong>Ennis<\/strong>, amedrontado, recusa-se at\u00e9 a cogitar a ideia de buscar a felicidade que pode ter ao lado de seu amado.<\/p>\n<p>E mesmo quando a vida traz a possibilidade de isso acontecer, o medo faz com que <strong>Ennis<\/strong> escolha a solid\u00e3o, enquanto <strong>Jack<\/strong>, sem saber como desisitir do amor que sente, desafia tudo e todos na tentativa de emular a vida que sempre quis ter ao lado de <strong>Ennis<\/strong>, o que resulta em seu triste fim. <strong>\u2014 H. N.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Focus Features)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-3.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Focus Features)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Clark Kent e Lois Lane, de <em>Superman &#8211; O Filme (1978)<\/em><\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"800\" data-start=\"193\">Entre todos os romances que povoam a cultura pop, poucos s\u00e3o t\u00e3o ic\u00f4nicos e arrebatadores quanto o de <strong data-end=\"319\" data-start=\"295\">Superman<\/strong> e <strong data-end=\"319\" data-start=\"295\">Lois Lane<\/strong>. \u00c9 a cl\u00e1ssica hist\u00f3ria do homem mais poderoso do planeta e da jornalista mais corajosa de Metr\u00f3polis, um amor que transcende gera\u00e7\u00f5es, universos e reinterpreta\u00e7\u00f5es, mas que nunca perde sua ess\u00eancia: cumplicidade, admira\u00e7\u00e3o e aquele irresist\u00edvel jogo de segredos e descobertas.<\/p>\n<p data-end=\"800\" data-start=\"193\"><strong>Lois<\/strong> nunca foi s\u00f3 \u201ca mocinha\u201d: ela \u00e9 a for\u00e7a que humaniza o her\u00f3i, a rep\u00f3rter destemida que enxerga al\u00e9m da capa, al\u00e9m da lenda, e ama <strong>Clark Kent<\/strong>\u00a0justamente por ser quem ele \u00e9, com ou sem superpoderes.<\/p>\n<p data-end=\"1361\" data-start=\"802\">Essa paix\u00e3o ganhou vida no cinema de forma inesquec\u00edvel em <strong data-end=\"889\" data-start=\"861\"><em>Superman: O Filme<\/em><\/strong>\u00a0(1978), com <strong data-end=\"916\" data-start=\"895\">Christopher Reeve<\/strong> (<em>Janela Indiscreta<\/em>) e <strong data-end=\"936\" data-start=\"919\">Margot Kidder<\/strong> (<em>Terror em Amityville<\/em>). A qu\u00edmica entre eles \u00e9 daquelas que n\u00e3o se explica, s\u00f3 se sente: ele, o her\u00f3i invenc\u00edvel que se dobra diante do amor; ela, a mulher que n\u00e3o teme o perigo nem mesmo quando est\u00e1 nos bra\u00e7os de um deus. O famoso voo pelos c\u00e9us, ao som da trilha cl\u00e1ssica de <strong>John Williams<\/strong> (<em>Star Wars<\/em>), tornou-se um dos momentos mais rom\u00e2nticos do cinema, al\u00e9m de um lembrete de que o amor \u00e9 capaz de nos elevar acima de todas as limita\u00e7\u00f5es humanas.<\/p>\n<p data-end=\"2150\" data-start=\"1363\">E o amor de <strong>Superman<\/strong> e <strong>Lois<\/strong> nunca parou de se reinventar. D\u00e9cadas depois, <strong data-end=\"1453\" data-start=\"1437\">Henry Cavill<\/strong> (<em>Guerra Sem Regras<\/em>) e <strong data-end=\"1469\" data-start=\"1456\">Amy Adams<\/strong> (<em>A Chegada<\/em>)\u00a0trouxeram uma nova dimens\u00e3o ao casal nos filmes de <strong data-end=\"1536\" data-start=\"1521\">Zack Snyder<\/strong> (<em>Rebel Moon<\/em>), com uma <strong>Lois<\/strong> ainda mais independente, j\u00e1 premiada como jornalista e menos propensa a esperar ser salva. Agora, o mito renasce mais uma vez: em breve, veremos <strong data-end=\"1715\" data-start=\"1696\">David Corenswet<\/strong> (<em>Hollywood<\/em>) e <strong data-end=\"1738\" data-start=\"1718\">Rachel Brosnahan<\/strong> (<em>Maravilhosa Sra. Maisel<\/em>) encarnarem esse romance no filme dirigido por <strong data-end=\"1799\" data-start=\"1785\">James Gunn<\/strong> (<em>Guardi\u00f5es da Gal\u00e1xia: Volume 3<\/em>).<\/p>\n<p data-end=\"2150\" data-start=\"1363\">A promessa \u00e9 de uma abordagem mais leve, esperan\u00e7osa, refletindo o desejo contempor\u00e2neo por hist\u00f3rias de amor que, mesmo em meio a crises e batalhas \u00e9picas, nunca perdem a ternura. <strong>Superman<\/strong> e <strong>Lois Lane<\/strong> seguem como o casal que desafia tudo: o tempo, as vers\u00f5es\u2026 e at\u00e9 a gravidade. Porque, no fim, n\u00e3o existe kryptonita capaz de enfraquecer esse amor. <strong>\u2014<\/strong><strong>A. C.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-4.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Kat Stratford e Patrick Verona, de <em>10 Coisas que Eu Odeio em Voc\u00ea<\/em> (1999)<\/strong><\/h4>\n<p>Cl\u00e1ssico dos anos 1990,\u00a0<strong><em>10 Coisas Que Eu Odeio em Voc\u00ea<\/em><\/strong> \u00e9 obrigat\u00f3rio para todo f\u00e3 de com\u00e9dias rom\u00e2nticas. Para n\u00f3s, <strong>Kat Sratford\u00a0<\/strong>(<strong>Julia Stiles<\/strong>,\u00a0<em>O Lado Bom da Vida<\/em>) e\u00a0<strong>Patrick Verona\u00a0<\/strong>(<strong>Heath Ledger<\/strong>) s\u00e3o o exemplo perfeito do subg\u00eanero &#8220;enemies to lovers&#8221;\u00a0\u2014 quando dois desafetos viram, contra todas as probabilidades, namorados no final.<\/p>\n<p><strong>Patrick<\/strong>, com seu jeit\u00e3o debochado e sorriso torto, \u00e9 o tipo de cara que derrete at\u00e9 a garota mais durona. E <strong>Kat<\/strong>, com seu sarcasmo afiado e resist\u00eancia a qualquer clich\u00ea rom\u00e2ntico, entrega uma das frases mais memor\u00e1veis da hist\u00f3ria do cinema <em>teen<\/em>: o famoso \u201c<em>odeio como n\u00e3o te odeio nem perto, nem um pouco, nem mesmo nada\u201d<\/em>. Bate at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>Kat\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong>Patrick<\/strong> formam um tipo de casal que provoca, testa e se transforma. Eles s\u00e3o intensos, imperfeitos e, portanto, humanos. E \u00e9 por isso que n\u00f3s os amamos. <strong>\u2014<\/strong><strong>G. C.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Walt Disney Pictures)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-5.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Walt Disney Pictures)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Lel\u00e9u e <\/strong><strong>Lisbela, de <em>Lisbela e o Prisioneiro<\/em> (2003)<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Lel\u00e9u<\/strong> (<strong>Selton Mello<\/strong>, <em>Ainda Estou Aqui<\/em>) \u00e9 <em>&#8220;um mocinho namorador, que nunca se apaixonou por ningu\u00e9m at\u00e9 conhecer a mocinha&#8221;<\/em>. <strong>Lisbela<\/strong> (<strong>D\u00e9bora Falabella<\/strong>, <em>Depois a Louca Sou Eu<\/em>) \u00e9 <em>&#8220;uma mocinha, que vai sofrer bem muito, porque o amor do mocinho \u00e9 cheio de problemas&#8221;.<\/em><\/p>\n<p>Junte todos os clich\u00eas de com\u00e9dias rom\u00e2nticas e voc\u00ea ter\u00e1\u00a0<strong><em>Lisbela e o Prisioneiro<\/em><\/strong>. Baseado na pe\u00e7a de teatro de <strong>Osman Lins<\/strong>, o longa chegou aos cinemas em 2003 e encantou com um romance \u00e0 la\u00a0<strong>Shakespeare<\/strong>, mas com um toque bastante brasileiro \u2014 com sotaque nordestino, vale refor\u00e7ar \u2014, al\u00e9m de propor uma divertida brincadeira com o cinema usando da metalinguagem para isso.<\/p>\n<p><strong>Lel\u00e9u<\/strong>, um trambiqueiro conquistador, e a jovem\u00a0<strong>Lisbela<\/strong>, uma mocinha apaixonada por filmes, vivem um romance t\u00edpico de cinema: cheio de amor instant\u00e2neo, obst\u00e1culos que parecem imposs\u00edveis de transpassar e, \u00e9 claro, um desfecho melosamente satisfat\u00f3rio, de arrancar suspiros.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 surpresas na hist\u00f3ria, mas isso <strong>Lisbela\u00a0<\/strong>adianta logo no in\u00edcio do filme: <em>&#8220;A gra\u00e7a n\u00e3o \u00e9 saber o que acontece, \u00e9 saber como acontece e quando acontece&#8221;<\/em>, explica. A gra\u00e7a tamb\u00e9m \u00e9 testemunhar a qu\u00edmica fora de s\u00e9rie entre <strong>Selton Mello<\/strong> e\u00a0<strong>D\u00e9bora Falabella<\/strong>, que d\u00e3o ar de contos de fadas \u00e0 hist\u00f3ria de um dos casais mais apaixonantes do cinema brasileiro. <strong>\u2014 H. N.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/20th Century Studios)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-6.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/20th Century Studios)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Rick Blaine e Ilsa Lund, de <em>Casablanca<\/em> (1942)<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"791\" data-start=\"168\"><em><strong>Casablanca<\/strong><\/em> nos deu um dos amores mais arrebatadores e dolorosos da hist\u00f3ria do cinema<em>.<\/em><strong>Rick Blaine<\/strong> (<strong data-end=\"372\" data-start=\"353\">Humphrey Bogart<\/strong>) e <strong>Ilsa Lund<\/strong> (<strong data-end=\"405\" data-start=\"387\">Ingrid Bergman<\/strong>) n\u00e3o viveram um conto de fadas, mas algo ainda maior: um amor que, ao inv\u00e9s de se consumir no dia a dia, escolheu permanecer intacto, como uma lembran\u00e7a sublime, intocada pelo tempo. O romance deles \u00e9 breve, fulminante e, justamente por isso, inesquec\u00edvel, aquele tipo de paix\u00e3o que n\u00e3o se encerra, apenas permanece, pairando sobre as nossas cabe\u00e7as como uma can\u00e7\u00e3o que nunca termina.<\/p>\n<p data-end=\"1354\" data-start=\"793\">O cen\u00e1rio da Segunda Guerra Mundial torna a hist\u00f3ria ainda mais potente, como se o mundo ao redor conspirasse para que <strong>Rick<\/strong> e <strong>Ilsa<\/strong> jamais pudessem ficar juntos. E talvez seja isso que faz do amor deles algo t\u00e3o grandioso: ele n\u00e3o cede ao ego\u00edsmo, mas se sacrifica por um bem maior. No momento derradeiro, <strong>Rick<\/strong> renuncia ao seu pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o para garantir que <strong>Ilsa<\/strong> siga em seguran\u00e7a, ao lado do homem que precisa dela. \u00c9 um amor que compreende que, \u00e0s vezes, a forma mais pura de amar \u00e9 justamente abrir m\u00e3o, deixar ir, colocar o outro \u00e0 frente de si mesmo.<\/p>\n<p data-end=\"1899\" data-start=\"1356\">E \u00e9 essa ren\u00fancia que transforma <strong>Rick<\/strong> e <strong>Ilsa<\/strong> num casal eterno. Eles n\u00e3o ficaram juntos, mas seu amor nunca acabou. Ficou preso naquela despedida na pista do aeroporto, naquele olhar cheio de tudo o que n\u00e3o puderam viver. <em><strong>Casablanca<\/strong><\/em> nos lembra que nem todo grande amor se realiza, alguns se tornam lendas, mitos delicados e dolorosos que inspiram gera\u00e7\u00f5es. O amor deles n\u00e3o acabou; ele simplesmente ficou onde sempre pertenceu: no imagin\u00e1rio, na mem\u00f3ria, e nas palavras que prometem que, n\u00e3o importa o que aconte\u00e7a, \u201c<em>sempre teremos Paris<\/em>\u201d. <strong>\u2014<\/strong><strong>A. C.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-7.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Mia e Sebastian, de <em>La La Land: Cantando Esta\u00e7\u00f5es<\/em> (2016)<\/strong><\/h4>\n<p><em>City of stars, are you shining just for me?<\/em>&#8230; Um dos casais cinematogr\u00e1ficos mais celebrados na \u00faltima d\u00e9cada, <strong>Mia<\/strong> (<strong>Emma Stone<\/strong>, <em>Pobres Criaturas<\/em>) e <strong>Sebastian<\/strong> (<strong>Ryan Gosling<\/strong>, <em>Barbie<\/em>) representam aquele amor que se incentiva a sonhar.<\/p>\n<p>Juntos, eles constroem uma narrativa musical em <strong><em>La La Land: Cantando Esta\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong> capaz de deixar qualquer cin\u00e9filo emocionado \u2014 e como emocionou, considerando o sucesso absurdo do filme desde o seu lan\u00e7amento, em 2016.<\/p>\n<p>\u00c9 um amor idealizado? Sim. Mas potente, do tipo que d\u00e1 vontade de experienciar, mesmo que nem tudo seja perfeito. \u00c9 um casal que \u00e9 gostoso de amar e acompanhar. Tudo o que eles s\u00e3o e tudo o que poderiam ser. Um amor que n\u00e3o termina, mesmo quando a hist\u00f3ria acaba. Um amor que marca. \u00c9 algo para ver e rever (e sentir tudo de novo). <strong>\u2014<\/strong><strong>G. C.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Lionsgate)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-8.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Lionsgate)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Wanda Maximoff e Vis\u00e3o, do Universo Cinematogr\u00e1fico da Marvel<\/strong><\/h4>\n<p>O relacionamento entre <strong>Wanda Maximoff<\/strong> (<strong>Elizabeth Olsen<\/strong>, <em>Amor e Morte<\/em>) e <strong>Vis\u00e3o<\/strong> (<strong>Paul Bettany<\/strong>, <em>Aqui<\/em>) talvez seja um dos menos desenvolvidos e, ainda assim, um dos mais complexos e bonitos desta lista. Marcado por conflito, o casal nunca encontrou a paz para viver o seu amor. O mais perto que chegaram disso foi o isolamento for\u00e7ado ap\u00f3s os eventos de <strong><em>Capit\u00e3o Am\u00e9rica: Guerra Civil<\/em><\/strong> (2016) \u2014 que foi logo interrompido pela persegui\u00e7\u00e3o interestelar de <strong>Thanos<\/strong> (<strong>Josh Brolin<\/strong>, <em>Onde os Fracos N\u00e3o T\u00eam Vez<\/em>) pelas Joias do Infinito, o que resultou na dram\u00e1tica morte de <strong>Vis\u00e3o<\/strong> ao final de <em>Vingadores: Guerra Infinita<\/em> (2019).<\/p>\n<p>Mas a hist\u00f3ria dos dois continuou e, em <strong><em>WandaVision<\/em><\/strong> (2021), primeira s\u00e9rie do Universo Cinematogr\u00e1fico da Marvel, realmente mostrou a sua for\u00e7a atrav\u00e9s de <strong>Wanda<\/strong> que, movida pelo amor, perdeu o controle de seus poderes e, inconscientemente, ressuscitou o seu amado em uma vida perfeita, sequestrando uma cidade inteira no processo. Afinal, <em>&#8220;o que \u00e9 o luto se n\u00e3o o amor que perdura?&#8221;<\/em>, j\u00e1 havia justificado <strong>Vis\u00e3o<\/strong> ao confortar Wanda pela morte de seu irm\u00e3o, <strong>Pietro Maximoff<\/strong> (<strong>Aaron Taylor-Johnson<\/strong>, <em>Kraven: O Ca\u00e7ador<\/em>), em <em>Vingadores: Era de Ultron<\/em> (2015).<\/p>\n<p>E, mesmo ap\u00f3s tantos golpes, a <strong>Feiticeira Escarlate<\/strong> foi respons\u00e1vel pelo \u00faltimo deles, colocando um fim em sua dor e, possivelmente, em si mesma, ao acabar com a vida perfeita que poderia ter tido com o seu eterno amor. <strong>\u2014 H. N.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Disney+)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-11.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Disney+)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Casal protagonista de <em>Nasce Uma Estrela<\/em> (1937-1954-1976-2018)<\/strong><\/h4>\n<p data-end=\"726\" data-start=\"147\"><em><strong>Nasce Uma Estrela<\/strong><\/em> \u00e9, antes de tudo, uma hist\u00f3ria de amor eterno; t\u00e3o poderosa que se recusou a ficar presa a uma \u00fanica vers\u00e3o, renascendo ao longo das d\u00e9cadas como um f\u00eanix apaixonada e ferida. Desde <strong data-end=\"356\" data-start=\"348\">1937<\/strong>, com <strong data-end=\"378\" data-start=\"362\">Janet Gaynor<\/strong> e <strong data-end=\"398\" data-start=\"381\">Fredric March<\/strong>, passando pela voz arrebatadora de <strong data-end=\"450\" data-start=\"434\">Judy Garland<\/strong> em <strong data-end=\"462\" data-start=\"454\">1954<\/strong>, a for\u00e7a de <strong data-end=\"495\" data-start=\"475\">Barbra Streisand<\/strong> em <strong data-end=\"507\" data-start=\"499\">1976<\/strong> e, mais recentemente, o magnetismo entre <strong data-end=\"562\" data-start=\"549\">Lady Gaga<\/strong> e <strong data-end=\"583\" data-start=\"565\">Bradley Cooper<\/strong> em <strong data-end=\"595\" data-start=\"587\">2018<\/strong>, o casal central \u00e9 sempre o mesmo: duas almas que se encontram, se reconhecem e se destroem, num ciclo t\u00e3o belo quanto devastador.<\/p>\n<p data-end=\"1292\" data-start=\"728\">O que torna esse amor t\u00e3o irresist\u00edvel \u00e9 justamente sua capacidade de atravessar gera\u00e7\u00f5es, com nomes e rostos diferentes, mas com a mesma ess\u00eancia pulsante: a promessa de que o amor pode nos elevar ao c\u00e9u e tamb\u00e9m nos lan\u00e7ar ao abismo. Eles se apaixonam n\u00e3o s\u00f3 pela pessoa, mas pelo talento, pela luz que enxergam um no outro. E quando essa luz come\u00e7a a falhar, o amor resiste o quanto pode, at\u00e9 que n\u00e3o reste mais nada al\u00e9m da lembran\u00e7a e das m\u00fasicas que cantaram juntos. \u00c9 uma paix\u00e3o que arde, mas que tamb\u00e9m consome, deixando cicatrizes que o tempo n\u00e3o apaga.<\/p>\n<p data-end=\"1737\" data-start=\"1294\">Cada vers\u00e3o de <em><strong>Nasce Uma Estrela<\/strong><\/em> capturou os medos e desejos de sua \u00e9poca, mas todas falam sobre a beleza e a trag\u00e9dia de amar algu\u00e9m profundamente. \u00c9 por isso que seguimos voltando a essa hist\u00f3ria, de cora\u00e7\u00e3o aberto, sabendo que vamos nos emocionar e sofrer de novo. Porque, no fim, esse casal nos lembra que o amor verdadeiro n\u00e3o \u00e9 apenas aquele que nos completa, \u00e9 tamb\u00e9m aquele que, mesmo quando se desfaz, permanece eterno na mem\u00f3ria e na arte. <strong>\u2014<\/strong><strong>A. C.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-9.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Warner Bros.)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>Joel Barish e Clementine Kruczynski, de <em>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembran\u00e7as<\/em> (2004)<\/strong><\/h4>\n<p>Estrelado por <strong>Jim Carrey<\/strong> (<em>O Show de Truman &#8211; O Show da Vida<\/em>) e <strong>Kate Winslet<\/strong>, <em><strong>Brilho Eterno de uma Mente sem Lembran\u00e7as<\/strong><\/em> transforma aquele desejo quase infantil de apagar algu\u00e9m da mente em uma possibilidade real e, a partir disso, mergulha em tudo o que o amor representa: a del\u00edcia de se apaixonar, as pequenas belezas de dividir a vida com algu\u00e9m, de aprender com essa pessoa\u2026 E tamb\u00e9m a dor insuport\u00e1vel de perd\u00ea-la.<\/p>\n<p><strong>Joel<\/strong> (<strong>Carrey<\/strong>) e <strong>Clementine<\/strong> (<strong>Winslet<\/strong>) s\u00e3o intensos, contradit\u00f3rios, imperfeitos. Meio malucos? Sim. Mas se a gente n\u00e3o se visse um pouco neles, o filme n\u00e3o teria feito tanto sucesso. Tem identifica\u00e7\u00e3o demais ali. Quem nunca quis esquecer uma dor s\u00f3 para, no fim, lembrar o quanto valeu a pena sentir? <strong>\u2014<\/strong><strong>G. C.<\/strong><\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Focus Features)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/12-casais-inesqueciveis-do-cinema-segundo-rolling-stone-10.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>12 casais inesquec\u00edveis do cinema, segundo Rolling Stone (Divulga\u00e7\u00e3o\/Focus Features)<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong>Os 22 live-actions da Disney, do pior para o melhor, segundo Rolling Stone<\/p>\n<blockquote class=\"amdb-polls\" contenteditable=\"false\" data-sid=\"\/polls\/14\/embed\/\">\n<p>Qual foi o melhor filme de 2025 at\u00e9 agora? 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