{"id":25435,"date":"2025-06-07T14:55:22","date_gmt":"2025-06-07T17:55:22","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/as-gravacoes-originais-de-taylor-swift-sempre-seriam-melhores\/"},"modified":"2025-06-07T14:55:22","modified_gmt":"2025-06-07T17:55:22","slug":"as-gravacoes-originais-de-taylor-swift-sempre-seriam-melhores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/as-gravacoes-originais-de-taylor-swift-sempre-seriam-melhores\/","title":{"rendered":"As grava\u00e7\u00f5es originais de Taylor Swift sempre seriam melhores"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Nos filmes, uma das regras principais sobre viagem no tempo \u00e9: n\u00e3o fa\u00e7a nada que possa causar uma ruptura no cont\u00ednuo espa\u00e7o-tempo. Enredos que transitam entre passado, presente e futuro enfatizam a fragilidade das escolhas. Em 2021, <strong>Taylor Swift<\/strong> come\u00e7ou a construir uma realidade alternativa ao desmontar seus seis primeiros \u00e1lbuns de est\u00fadio e reaproveit\u00e1-los em um extenso processo de regrava\u00e7\u00e3o para recuperar a posse de sua m\u00fasica. A pergunta passou a ser: \u201cE se pud\u00e9ssemos refazer tudo de novo \u2014 s\u00f3 que ainda maior?\u201d<\/p>\n<p>Com o apoio de uma base de f\u00e3s disposta a ir at\u00e9 os confins da terra com ela, Swift encarou um universo de possibilidades sem limites. Ela n\u00e3o foi a primeira artista a tentar recuperar a posse de suas m\u00fasicas ao regravar tudo do zero \u2014 mas foi a primeira a fazer isso em uma escala monumental. Era mais do que apenas ter um cat\u00e1logo cheio de discos que definiram \u00e9pocas. Aquelas m\u00fasicas se tornaram armas naquilo que ela considera ser a luta de sua vida.<\/p>\n<p>Em 2019, sua antiga gravadora, Big Machine, vendeu as grava\u00e7\u00f5es originais de seus seis primeiros \u00e1lbuns para <strong>Scooter Braun<\/strong>, que depois as revendeu para o fundo de investimentos Shamrock Holdings. Naquele momento, Swift n\u00e3o conseguia prever que o ciclo se fecharia com a Shamrock vendendo os \u00e1lbuns de volta para ela. Ela s\u00f3 via vermelho<\/p>\n<p><em>\u201cMeu legado musical est\u00e1 prestes a cair nas m\u00e3os de algu\u00e9m que tentou destru\u00ed-lo\u201d<\/em>, disse Swift quando a not\u00edcia da venda inicial veio \u00e0 tona, em 2019.<\/p>\n<p>As regrava\u00e7\u00f5es come\u00e7aram como uma miss\u00e3o elaborada para desvalorizar o cat\u00e1logo original e mostrar que o verdadeiro valor daquelas m\u00fasicas residia nela mesma. Ela adicionou as m\u00fasicas do vault. Depois veio <strong>\u201cAll Too Well (10 Minute Version) (Taylor\u2019s Version)\u201d<\/strong>. Em seguida, a <strong><em>Eras Tour<\/em><\/strong> levou tudo a um novo patamar explosivo.<\/p>\n<p>No fim das contas, Swift teve seu final feliz, e agora \u00e9 dona de todas as m\u00fasicas que j\u00e1 lan\u00e7ou. Mas a revela\u00e7\u00e3o do terceiro ato \u00e9 que as grava\u00e7\u00f5es originais sempre seriam melhores do que suas contrapartes em Taylor\u2019s Version. Cada detalhe daqueles lan\u00e7amentos conta a hist\u00f3ria do legado que ela temia perder quando seu cat\u00e1logo foi parar nas m\u00e3os erradas. E cada pequena mudan\u00e7a feita nas regrava\u00e7\u00f5es reescreveu sua narrativa.<\/p>\n<p>Algumas mudan\u00e7as foram estruturais, mas, principalmente, estrat\u00e9gicas. Quando <strong><em>Fearless (Taylor\u2019s Version)<\/em><\/strong> foi lan\u00e7ado como o primeiro \u00e1lbum do projeto de regrava\u00e7\u00f5es, veio acompanhado da m\u00fasica <strong>\u201cIf This Was a Movie (Taylor\u2019s Version)\u201d<\/strong>, que aparece como a quinta m\u00fasica no EP <strong><em>The More Fearless (Taylor\u2019s Version)<\/em><\/strong>. A vers\u00e3o original da can\u00e7\u00e3o havia sido lan\u00e7ada dois anos depois de <strong><em>Fearless<\/em><\/strong>. Com esse projeto, Swift reordenou o tempo simplesmente ao reorganizar a tracklist.\u00a0<\/p>\n<p>Pelo que sabemos, a mudan\u00e7a n\u00e3o causou nenhum colapso multidimensional \u2014 mas ainda assim, foi algo diferente, e nada insignificante para uma artista que se dedica minuciosamente \u00e0 ordem das m\u00fasicas em seus \u00e1lbuns. Essa era a Taylor\u2019s Version. Ela estabeleceu o padr\u00e3o do que esses \u00e1lbuns regravados poderiam ser. Swift p\u00f4de reestruturar, reorganizar e revisar o passado como quisesse, com uma perspectiva que s\u00f3 conquistou anos depois do lan\u00e7amento original desses discos.<\/p>\n<p><strong>\u201cIf This Was a Movie\u201d<\/strong> \u00e9 a \u00fanica m\u00fasica da edi\u00e7\u00e3o deluxe de <strong><em>Speak Now<\/em><\/strong> que credita um coautor: <strong>Martin Johnson<\/strong>, da banda <strong>Boys Like Girls<\/strong>. Quando <strong><em>Speak Now (Taylor\u2019s Version)<\/em><\/strong> foi lan\u00e7ado, essa faixa b\u00f4nus foi omitida e Swift declarou:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cEscrevi <\/em><strong><em>Speak Now<\/em><\/strong><em> completamente sozinha, entre os 18 e os 20 anos.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2010, ela comp\u00f4s o \u00e1lbum por conta pr\u00f3pria para provar que nenhuma for\u00e7a externa era respons\u00e1vel por seu sucesso.<\/p>\n<p><em>\u201cAs m\u00fasicas que surgiram nesse per\u00edodo da minha vida foram marcadas por uma honestidade brutal, confiss\u00f5es diar\u00edsticas sem filtros e uma nostalgia selvagem\u201d<\/em>, ela disse.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c\u00c9 um conto sobre amadurecer, trope\u00e7ar, voar, cair&#8230; e sobreviver para contar\u201d<\/em>.<\/p><\/blockquote>\n<p>E mesmo que aquele cr\u00e9dito \u00fanico de coautoria nunca tenha diminu\u00eddo seu feito, era uma ponta solta \u2014 e ela fez quest\u00e3o de amarr\u00e1-la.<\/p>\n<p>Apesar de todo seu discurso sobre honestidade brutal e confiss\u00f5es sem filtro, Swift n\u00e3o resistiu \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de \u201climpar\u201d algumas coisas no caminho. A mudan\u00e7a mais not\u00e1vel aconteceu em <strong>\u201cBetter Than Revenge (Taylor\u2019s Version)\u201d<\/strong>. A nova vers\u00e3o reescreve a frase:<\/p>\n<p><em>\u201cShe\u2019s better known for the things that she does on the mattress.\u201d<\/em> (\u201cEla \u00e9 mais conhecida pelas coisas que faz no colch\u00e3o.\u201d)<\/p>\n<p>Embora relativamente inofensiva para a \u00e9poca, a frase destoava da imagem da \u201cdoce garota do country-pop\u201d. Mas sua remo\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m apagou um contexto importante para compreender o legado de Swift no que diz respeito ao feminismo e \u00e0 misoginia \u2014 um aspecto da sua narrativa que j\u00e1 inspirou cursos de g\u00eanero em universidades. Talvez, hoje, isso n\u00e3o pare\u00e7a t\u00e3o relevante, mas em determinado momento, essa foi a verdade dela.<\/p>\n<p>Em <strong><em>Red (Taylor\u2019s Version)<\/em><\/strong>, Swift fez o oposto. A vers\u00e3o de 10 minutos de <strong>\u201cAll Too Well\u201d<\/strong> tinha muito mais a dizer \u2014 n\u00e3o menos. Ainda \u00e9 discutido se ela escreveu realmente o verso \u201cfuck the patriarchy\u201d naquela \u00e9poca ou se aquilo foi como refazer mentalmente uma briga com respostas melhores, muito tempo depois. Trazer o futuro para o passado seria trapa\u00e7a? Talvez. Swift estava inventando as regras conforme avan\u00e7ava.<\/p>\n<p>Quando <strong>Max Martin<\/strong> e alguns dos produtores originais de <strong><em>Red<\/em><\/strong> e <strong><em>1989<\/em><\/strong> n\u00e3o voltaram, ela mesma regravou as contribui\u00e7\u00f5es deles com <strong>Christopher Rowe<\/strong> e <strong>Jack Antonoff<\/strong>. Mas, assim como em <strong><em>Speak Now (Taylor\u2019s Version)<\/em><\/strong>, as escolhas de produ\u00e7\u00e3o, por vezes confusas, enterraram boa parte da emo\u00e7\u00e3o intensa das vers\u00f5es originais.<\/p>\n<p>Pode-se argumentar que isso n\u00e3o tem tanta import\u00e2ncia. As vers\u00f5es originais ainda existem, afinal. Agora, os f\u00e3s podem criar playlists combinando suas faixas preferidas. No entanto, at\u00e9 Swift conseguir recomprar suas m\u00fasicas, a ideia era que n\u00e3o haveria necessidade de voltar \u00e0s originais.<\/p>\n<p>\u00a0Por\u00e9m, a partir de <strong><em>Fearless<\/em><\/strong>, conforme o som dela foi ficando mais complexo, ficou visivelmente mais dif\u00edcil recriar o momento com cada novo relan\u00e7amento. A voz dela mudou tanto quanto ela mesma. O sotaque country for\u00e7ado se foi. H\u00e1 um distanciamento emocional evidente em todo o cat\u00e1logo revisado \u2014 uma dist\u00e2ncia entre o melodrama das lembran\u00e7as e o filtro contido com que ela as enxerga hoje.<\/p>\n<p>Como algu\u00e9m que se comunica com seus f\u00e3s por meio de pistas escondidas e mensagens enigm\u00e1ticas, Swift sabe o quanto os pequenos detalhes, aparentemente insignificantes, importam. Ela admitiu isso ao revelar que, no momento, tem menos de 25% de <strong><em>Reputation (Taylor\u2019s Version)<\/em><\/strong> gravado. <em>\u201cO <\/em><strong><em>Reputation<\/em><\/strong><em> foi um \u00e1lbum muito espec\u00edfico daquele momento da minha vida, e eu sempre travava quando tentava refaz\u00ea-lo\u201d<\/em>, disse ela. <em>\u201c\u00c9 o \u00fanico \u00e1lbum entre os seis primeiros que achei que n\u00e3o poderia ser melhorado ao ser refeito\u201d<\/em>. O trecho de <strong>\u201cLook What You Made Me Do (Taylor\u2019s Version)\u201d<\/strong> que apareceu em um epis\u00f3dio de <strong><em>The Handmaid\u2019s Tale<\/em><\/strong> prova seu ponto. \u00c9 s\u00f3 um vislumbre, mas suficiente para justificar a necessidade de uma t\u00e1bua ouija para entrar em contato com a Taylor antiga. S\u00f3 ela conseguiria fazer direito.<\/p>\n<p>Existe uma especificidade ineg\u00e1vel na forma como Swift transmite emo\u00e7\u00e3o em todos os seus \u00e1lbuns. \u00c9 evidente quando ela est\u00e1 se esfor\u00e7ando demais \u2014 e tamb\u00e9m quando n\u00e3o est\u00e1 se esfor\u00e7ando o suficiente. D\u00e1 para ouvir isso nos sulcos mais profundos dos discos originais. D\u00e1 para sentir a aus\u00eancia disso nas regrava\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A maior for\u00e7a de Swift como int\u00e9rprete \u00e9 que, quando ela canta algo, voc\u00ea tende a acreditar nela. Foi isso que tornou <strong><em>Reputation<\/em><\/strong> t\u00e3o pessoal. O fato de que, naquela fase da carreira, ela estava tendo muita dificuldade para fazer as pessoas acreditarem nela, foi parte fundamental do disco. Como ela pode acessar de novo a sensa\u00e7\u00e3o de ser a pessoa mais odiada do mundo \u2014 quando agora \u00e9, indiscutivelmente, uma das mais amadas? E por que ela faria isso?<\/p>\n<p>A <strong><em>Eras Tour<\/em><\/strong> foi o \u00fanico lugar onde a linha entre as grava\u00e7\u00f5es originais e as Taylor\u2019s Versions simplesmente n\u00e3o existia. O p\u00fablico gritava de volta as m\u00fasicas que mais significavam para eles \u2014 e tudo era o mesmo. Alguns s\u00f3 conheceram a m\u00fasica de Swift muito tempo ap\u00f3s ser considerado \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d ouvir as \u201cvers\u00f5es roubadas\u201d, como os f\u00e3s chamam as originais. Emo\u00e7\u00f5es que para ela j\u00e1 est\u00e3o desgastadas podem ser completamente novas para eles. Essa \u00e9 a vers\u00e3o deles. Outros convivem com essas letras h\u00e1 anos \u2014 e sabem exatamente o que est\u00e1 faltando quando ouvem as novas vers\u00f5es no carro ou nos fones de ouvido.<\/p>\n<p>Nos filmes, esse seria o momento em que os cr\u00e9ditos come\u00e7ariam a subir, e Swift cantaria: <em>\u201cNothing\u2019s gonna change, not for me and you\u201d<\/em>. Qual vers\u00e3o voc\u00ea ouve?<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: Os 10 discos de vinil mais vendidos em 2025 (at\u00e9 agora)<br \/><\/strong><strong>+++ LEIA MAIS: A pior m\u00fasica de Taylor Swift, segundo a Rolling Stone EUA<\/strong><br \/><strong>+++ LEIA MAIS: Qual a m\u00fasica de Taylor Swift que Travis Kelce ouviria para sempre? Ele responde<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/as-gravacoes-originais-de-taylor-swift-sempre-seriam-melhores\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos filmes, uma das regras principais sobre viagem no tempo \u00e9: n\u00e3o fa\u00e7a nada que possa causar uma ruptura no cont\u00ednuo espa\u00e7o-tempo. Enredos que transitam entre passado, presente e futuro enfatizam a fragilidade das escolhas. Em 2021, Taylor Swift come\u00e7ou a construir uma realidade alternativa ao desmontar seus seis primeiros \u00e1lbuns de est\u00fadio e reaproveit\u00e1-los [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":25436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-25435","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25435","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25435"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25435\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}