{"id":25360,"date":"2025-06-07T03:08:13","date_gmt":"2025-06-07T06:08:13","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/interpol-nao-persegue-dissidentes-mas-zambelli-pode-ser-detida\/"},"modified":"2025-06-07T03:08:13","modified_gmt":"2025-06-07T06:08:13","slug":"interpol-nao-persegue-dissidentes-mas-zambelli-pode-ser-detida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/interpol-nao-persegue-dissidentes-mas-zambelli-pode-ser-detida\/","title":{"rendered":"Interpol n\u00e3o persegue dissidentes, mas Zambelli pode ser detida"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Mesmo em meio a um esfor\u00e7o para tentar evitar que sua estrutura seja usada para perseguir dissidentes pol\u00edticos, a Interpol, o \u00f3rg\u00e3o internacional que integra pol\u00edcias de 196 pa\u00edses, pode incluir a deputada Carla Zambelli (PL-SP) em sua lista vermelha de procurados. Analistas ouvidos pela reportagem afirmam que as acusa\u00e7\u00f5es contra a parlamentar feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil s\u00e3o mais &#8220;concretas&#8221; do que outras solicita\u00e7\u00f5es feitas pela Corte \u00e0 institui\u00e7\u00e3o, como os pedidos de inclus\u00e3o na lista dos jornalistas Allan dos Santos e Oswaldo Eust\u00e1quio.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo uma fonte ligada \u00e0 Interpol, o nome da deputada seria inclu\u00eddo oficialmente na lista em breve. At\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o dessa reportagem, o nome dela n\u00e3o constava na lista p\u00fablica de procurados divulgada pela institui\u00e7\u00e3o, mas pode estar em bancos de dados internos do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A Interpol por vezes \u00e9 retratada no cinema como uma esp\u00e9cie vers\u00e3o internacional do FBI (pol\u00edcia federal americana), capaz de fazer grandes investiga\u00e7\u00f5es e desbaratar redes criminosas. Mas a realidade da institui\u00e7\u00e3o, baseada na Fran\u00e7a, est\u00e1 mais relacionada a integrar bancos de dados policiais e emitir mandatos de pris\u00e3o que s\u00e3o executados por pol\u00edcias nacionais quando os suspeitos entram em seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O \u00f3rg\u00e3o faz treinamento de policiais e ajuda em investiga\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, mas suas principais ferramentas s\u00e3o 19 bancos de dados criminais integrados e uma ferramenta de comunica\u00e7\u00e3o chamada I-24\/7, respons\u00e1vel pela difus\u00e3o dos chamados &#8220;avisos vermelhos&#8221; ou &#8220;lista vermelha&#8221;.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Em outras palavras, a Interpol funciona como um grande quadro de avisos das for\u00e7as policiais e consegue monitorar e deter suspeitos quando eles cruzam fronteiras ou s\u00e3o abordados por policiais.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Esse sistema foi fortalecido a partir dos ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001. Com apoio dos Estados Unidos o sistema de lista vermelha foi melhorado e \u00f3rg\u00e3os poliais de mais pa\u00edses foram agregados \u00e0 Interpol em um esfor\u00e7o de combate ao terrorismo. Os governos associados podiam colocar suspeitos na lista vermelha automaticamente.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O problema \u00e9 que ditaduras e governos autorit\u00e1rios como R\u00fassia, China e Turquia passaram a usar o sistema para deter e repatriar asilados e dissidentes pol\u00edticos e n\u00e3o criminosos.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Um dos primeiros esc\u00e2ndalos foi a pris\u00e3o do ativista Benny Wenda, que obteve asilo pol\u00edtico na Gr\u00e3-Bretanha por participar de um movimento de independ\u00eancia de uma regi\u00e3o separatista da Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Mas a lista se transformou em um tipo de arma nas m\u00e3os da R\u00fassia. O caso mais not\u00f3rio foi o do empres\u00e1rio William Browder, que entrou na lista da Interpol por ser perseguido pelo Kremlin por denunciar abusos de direitos humanos que resultaram em san\u00e7\u00f5es internacionais contra autoridades da R\u00fassia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ap\u00f3s v\u00e1rios esc\u00e2ndalos e abusos, em 2014, a Interpol criou um conselho para revisar os mandados de pris\u00e3o emitidos pelos governos antes deles serem inclu\u00eddos na lista vermelha. Hoje, a responsabilidade por manter a lista livre de persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas \u00e9 o brasileiro Valdecy Urquiza, ex-delegado da Pol\u00edcia Federal que foi eleito secret\u00e1rio-geral da Interpol.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Foi esse sistema que barrou, por exemplo, a inclus\u00e3o dos nomes de Allan dos Santos e Oswaldo Eust\u00e1quio a pedido do STF em anos recentes, segundo apurou a reportagem. A Interpol vem fazendo essa triagem h\u00e1 anos, mas nem sempre explica oficialmente os motivos espec\u00edficos de inclus\u00e3o ou exclus\u00e3o de nomes da lista vermelha.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Especialistas ouvidos pela <strong>Gazeta do Povo<\/strong> opinam que os casos de Allan e Eust\u00e1quio envolvem liberdade de express\u00e3o e persegui\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, o que fere o estatuto da Interpol. J\u00e1 o caso de Zambelli tende a n\u00e3o se encaixar na mesma categoria, pois sua pris\u00e3o preventiva foi decretada com base em crit\u00e9rios objetivos do C\u00f3digo de Processo Penal.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Comentando a situa\u00e7\u00e3o da deputada, o advogado criminalista, e presidente nacional da Associa\u00e7\u00e3o Nacional da Advocacia Criminal (ANACRIM), James Walker J\u00fanior, explicou que a condena\u00e7\u00e3o de Zambelli, seguida de sua sa\u00edda do pa\u00eds, \u00e9 um fator que pode coloc\u00e1-la na lista vermelha.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cEla se evadiu do distrito da culpa, ou seja, do \u00e2mbito da jurisdi\u00e7\u00e3o onde ela poderia ser, eventualmente, presa e iniciado o cumprimento da execu\u00e7\u00e3o da pena. Com base nessas circunst\u00e2ncias, o Judici\u00e1rio determinou a pris\u00e3o preventiva e acionou a Interpol\u201d, explicou Walker.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Na quarta-feira (4), Moraes determinou a pris\u00e3o preventiva de Zambelli ap\u00f3s ela anunciar a sa\u00edda do Brasil e a licen\u00e7a do mandato. A parlamentar foi condenada pela Primeira Turma do STF por 10 anos e 8 meses de pris\u00e3o por suposta invas\u00e3o ao sistema do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), ocorrida em 2023. Sua defesa entrou com recurso, que foi negado pela Primeira Turma do STF.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Segundo a acusa\u00e7\u00e3o, o hacker Walter Delgatti Neto inseriu no sistema do CNJ um mandado falso de pris\u00e3o contra Moraes a mando de Zambelli com o objetivo de desacreditar o Judici\u00e1rio e gerar instabilidade institucional. Os dois foram condenados pelos crimes de invas\u00e3o de dispositivo inform\u00e1tico e falsidade ideol\u00f3gica.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Interpol rejeitou pedidos por vi\u00e9s pol\u00edtico e falta de base jur\u00eddica\u00a0<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A recusa da Interpol em incluir os nomes de Allan dos Santos e Oswaldo Eust\u00e1quio em sua lista vermelha foi motivada por uma combina\u00e7\u00e3o de fatores jur\u00eddicos e pol\u00edticos, segundo especialistas. Al\u00e9m do entendimento de que os casos envolvem persegui\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, a exist\u00eancia de pedidos de asilo por parte dos investigados tamb\u00e9m foi determinante para barrar a inclus\u00e3o de seus nomes na lista vermelha.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Para o advogado constitucionalista F\u00e1bio Tavares, os pedidos brasileiros foram vistos como excessivamente politizados. \u201cOs pedidos de inclus\u00e3o desses nomes foram percebidos pela Interpol como motivados mais por manifesta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas do que por crimes comuns\u201d, afirmou.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ele destaca que os atos atribu\u00eddos aos dois \u2014 como cr\u00edticas ao STF e dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o \u2014 n\u00e3o t\u00eam equival\u00eancia penal clara em muitos pa\u00edses. \u201cCr\u00edticas ao STF, dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas ou ataques verbais, por mais graves que sejam sob a \u00f3tica interna, n\u00e3o s\u00e3o tratados como crimes em muitos pa\u00edses democr\u00e1ticos\u201d, explicou.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O doutor em Direito pela USP, Alessandro Chiarottino, destaca a solicita\u00e7\u00e3o de asilo pol\u00edtico.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">\u201cNos casos de Allan dos Santos e Oswaldo Eust\u00e1quio, a Interpol entendeu que n\u00e3o havia informa\u00e7\u00f5es suficientes e, al\u00e9m disso, os dois j\u00e1 haviam pedido asilo, o que &#8216;bloqueia&#8217; a a\u00e7\u00e3o da Interpol\u201d, afirmou. Segundo ele, o pedido de ref\u00fagio ou asilo internacional impede a emiss\u00e3o de alertas vermelhos, pois a organiza\u00e7\u00e3o evita interferir em processos que envolvam prote\u00e7\u00e3o humanit\u00e1ria.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Cidadania italiana pode blindar Zambelli da extradi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A It\u00e1lia, assim como muitos pa\u00edses europeus, n\u00e3o extradita os seus pr\u00f3prios cidad\u00e3os, a n\u00e3o ser que sejam casos excepcionais previstos em tratados internacionais espec\u00edficos. A Constitui\u00e7\u00e3o italiana veda a extradi\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os italianos, inclusive para pa\u00edses com os quais mant\u00e9m tratados, como \u00e9 o caso do Brasil, que tem tratado bilateral de extradi\u00e7\u00e3o com a It\u00e1lia de 1989.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cSe a Carla Zambelli estiver na It\u00e1lia e apresentar ou comprovar sua cidadania italiana, dificilmente poder\u00e1 ser extraditada para o Brasil. Este \u00e9 o cen\u00e1rio mais prov\u00e1vel, caso ela permane\u00e7a na It\u00e1lia e atue juridicamente para garantir sua prote\u00e7\u00e3o como cidad\u00e3 italiana\u201d, afirma o doutor em Direito Internacional, Luiz Augusto M\u00f3dolo.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A deporta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma medida administrativa aplicada a estrangeiros em situa\u00e7\u00e3o irregular. De acordo com o advogado, se Zambelli estiver na It\u00e1lia sem regularizar sua resid\u00eancia como cidad\u00e3 italiana ou for considerada amea\u00e7a \u00e0 ordem p\u00fablica, o Estado italiano poderia cogitar uma deporta\u00e7\u00e3o, mas essa possibilidade \u00e9 muito remota, especialmente em se tratando de uma pessoa com cidadania europeia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cSe a Carla Zambelli decidir n\u00e3o permanecer na It\u00e1lia e viajar a outro pa\u00eds com o qual o Brasil mantenha tratado de extradi\u00e7\u00e3o e que admita a extradi\u00e7\u00e3o de nacionais ou de cidad\u00e3os com dupla nacionalidade, ela poder\u00e1 ser detida e extraditada com base na Difus\u00e3o Vermelha da Interpol e no pedido formal de extradi\u00e7\u00e3o que o Brasil deve apresentar\u201d, segundo o procurador-jur\u00eddico da Associa\u00e7\u00e3o Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim) M\u00e1rcio Berti.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Como exemplo, o advogado disse que, caso ela retorne aos Estados Unidos, onde esteve antes de seguir para a Europa, existe um tratado de extradi\u00e7\u00e3o e a possibilidade concreta de deten\u00e7\u00e3o e remo\u00e7\u00e3o, dependendo do entendimento da Justi\u00e7a norte-americana sobre o caso.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">\u201cH\u00e1 um cen\u00e1rio ainda para o cumprimento da pena na It\u00e1lia. Nesse caso o Brasil apresentaria um pedido de aplica\u00e7\u00e3o da pena na It\u00e1lia, com base em conven\u00e7\u00f5es internacionais de coopera\u00e7\u00e3o penal, solicitando que ela cumpra a pena imposta pelo STF em territ\u00f3rio italiano. Este procedimento seria muito complexo e depende da legisla\u00e7\u00e3o italiana reconhecer a decis\u00e3o judicial brasileira e consider\u00e1-la compat\u00edvel com seus princ\u00edpios constitucionais e legais\u201d, alerta o advogado.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Embora a Constitui\u00e7\u00e3o italiana proteja seus cidad\u00e3os da extradi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 exce\u00e7\u00f5es previstas em acordos internacionais. Um caso emblem\u00e1tico foi o do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, extraditado com base na Conven\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas contra a Corrup\u00e7\u00e3o, da qual Brasil e It\u00e1lia s\u00e3o signat\u00e1rios.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Por outro lado, o caso Pizzolato \u00e9 visto como uma exce\u00e7\u00e3o. Assim como o Brasil raramente extradita seus pr\u00f3prios cidad\u00e3os, a It\u00e1lia tamb\u00e9m tende a adotar essa postura. A decis\u00e3o final cabe ao governo italiano, que pode optar por defender ou extraditar o cidad\u00e3o, conforme as circunst\u00e2ncias do caso.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/republica\/interpol-ve-crime-comum-em-caso-zambelli\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mesmo em meio a um esfor\u00e7o para tentar evitar que sua estrutura seja usada para perseguir dissidentes pol\u00edticos, a Interpol, o \u00f3rg\u00e3o internacional que integra pol\u00edcias de 196 pa\u00edses, pode incluir a deputada Carla Zambelli (PL-SP) em sua lista vermelha de procurados. 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