{"id":25180,"date":"2025-06-06T03:19:11","date_gmt":"2025-06-06T06:19:11","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/switch-2-e-a-nintendo-quase-adulta\/"},"modified":"2025-06-06T03:19:11","modified_gmt":"2025-06-06T06:19:11","slug":"switch-2-e-a-nintendo-quase-adulta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/switch-2-e-a-nintendo-quase-adulta\/","title":{"rendered":"Switch 2 \u00e9 a Nintendo (quase) adulta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Depois de uma jornada gamer de oito anos, marcada pelo ciclo de console mais longo da hist\u00f3ria da <strong>Nintendo<\/strong>, finalmente \u00e9 hora de virar a p\u00e1gina com o lan\u00e7amento do <strong>Switch 2<\/strong>. O novo console h\u00edbrido, que funciona tanto como port\u00e1til quanto como sistema de mesa, assim como seu antecessor \u2014 tem uma grande miss\u00e3o pela frente.<\/p>\n<p>Desde seu lan\u00e7amento em 2017, o <strong>Switch<\/strong> original se tornou um verdadeiro fen\u00f4meno, com mais de 152 milh\u00f5es de unidades vendidas (o que o coloca como o terceiro dispositivo de jogos mais vendido da hist\u00f3ria, atr\u00e1s apenas do <strong>Nintendo DS<\/strong> e do <strong>PlayStation 2<\/strong>), revitalizando a companhia japonesa com lucros robustos e prest\u00edgio cultural. Se h\u00e1 dez anos muita gente acreditava que a <strong>Nintendo<\/strong> era coisa do passado, o sucesso do <strong>Switch<\/strong> a lan\u00e7ou em uma nova era dourada. Agora, \u00e9 a coroa dela que est\u00e1 em jogo.<\/p>\n<p>Pode at\u00e9 parecer um drama exagerado para o lan\u00e7amento de um videogame, mas a leitura faz sentido. Com os jogos mobile transformando o h\u00e1bito em algo onipresente, o p\u00fablico gamer nunca foi t\u00e3o amplo. Mas, apesar do crescimento, a ind\u00fastria parece ter atingido um certo plat\u00f4. Os saltos geracionais que antes pareciam revolucion\u00e1rios, como ir de sons 8-bit em 1985 a mundos 3D renderizados em tempo real em uma d\u00e9cada, hoje s\u00e3o cada vez mais sutis. Os jogos mais impressionantes de 2025 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o diferentes assim dos que jog\u00e1vamos h\u00e1 10 (ou at\u00e9 20) anos.<\/p>\n<p>Ou seja, n\u00e3o basta apenas lan\u00e7ar um novo hardware com especifica\u00e7\u00f5es melhores e uma ou outra continua\u00e7\u00e3o de peso. \u00c9 preciso ter um gancho real, algo que fa\u00e7a as pessoas largarem o celular e, mais dif\u00edcil ainda, os jogos que elas j\u00e1 t\u00eam. Essa \u00e9 a miss\u00e3o do <strong>Switch 2<\/strong>: conquistar uma aten\u00e7\u00e3o cada vez mais fragmentada, seja em casa ou na rua, e mant\u00ea-la pelo tempo que esse novo ciclo durar.<\/p>\n<p>Quanto a isso, \u00e9 dif\u00edcil dizer se a <strong>Nintendo<\/strong> est\u00e1 realmente pronta para o desafio. Em muitos aspectos, parece garantido que o <strong>Switch 2<\/strong> ser\u00e1 um sucesso, ele \u00e9 melhor, mais r\u00e1pido e mais potente do que o original em todos os sentidos. Mas o console (que chega ao mercado por US$ 449,99) tamb\u00e9m soa como uma esp\u00e9cie de trai\u00e7\u00e3o ao esp\u00edrito mais essencial da <strong>Nintendo<\/strong>: o da inova\u00e7\u00e3o. \u00c9 o primeiro dispositivo da hist\u00f3ria da empresa a carregar um nome com numera\u00e7\u00e3o simples, como uma sequ\u00eancia direta, e a mensagem \u00e9 clara: trata-se de \u201cmais do que voc\u00ea j\u00e1 gosta\u201d, e n\u00e3o de algo totalmente novo. Ainda assim, \u00e9 poss\u00edvel que isso baste.<\/p>\n<h3 data-end=\"406\" data-start=\"52\">O que \u00e9 o Nintendo Switch 2?<\/h3>\n<p data-end=\"406\" data-start=\"52\">Bem, o nome j\u00e1 diz muita coisa. O sucessor do <strong>Switch<\/strong> original se parece bastante com o modelo anterior. Essencialmente, \u00e9 um tablet com tela sens\u00edvel ao toque e dois controles que se encaixam nas laterais. No modo port\u00e1til, \u00e9 um verdadeiro sonho para quem cresceu trocando pilhas em um <strong>Game Boy<\/strong> monocrom\u00e1tico e parrudo.<\/p>\n<p data-end=\"876\" data-start=\"408\">A tela \u00e9 um LCD enorme de 7,9 polegadas (um upgrade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s 6,2 do antecessor), que usa tecnologia HDR (alta faixa din\u00e2mica) e resolu\u00e7\u00e3o 1080p para entregar jogos em alta defini\u00e7\u00e3o na palma da m\u00e3o. Ela tamb\u00e9m \u00e9 capaz de rodar a 120 Hz com taxa de atualiza\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel (VRR), o que permite que certos jogos aproveitem ao m\u00e1ximo o novo processador gr\u00e1fico e a CPU turbinada, oferecendo movimentos mais suaves do que qualquer outro dispositivo da <strong>Nintendo<\/strong> at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p data-end=\"876\" data-start=\"408\">Seus controles (chamados de Joy-Con) s\u00e3o destac\u00e1veis, o que significa que os jogadores podem usar o console apoiado em uma superf\u00edcie no modo suporte (kickstand), ou entregar um dos controles para outra pessoa e jogar em modo multiplayer. Por dentro, os Joy-Con v\u00eam equipados com todos os recursos que os jogadores modernos esperam: desde girosc\u00f3pios para controles de movimento at\u00e9 HD Rumble aprimorado, que oferece um feedback t\u00e1til mais preciso (uma vers\u00e3o mais sofisticada da vibra\u00e7\u00e3o tradicional).<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Nintendo Switch 2 acoplado, com controle Joy-Con e perif\u00e9rico Switch 2 Camera &#8211; Nintendo<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"598\" data-start=\"112\">Conectado \u00e0 base (dock), o <strong>Switch 2<\/strong> se liga a uma tela maior e aumenta sua pot\u00eancia de processamento para rodar jogos com resolu\u00e7\u00e3o 4K em upscaling, colocando-o lado a lado com consoles mais robustos como o <strong>PlayStation 5<\/strong> e o <strong>Xbox Series X, <\/strong>mas em uma fra\u00e7\u00e3o do tamanho. Ainda h\u00e1 limita\u00e7\u00f5es: o <strong>Switch 2<\/strong> representa um avan\u00e7o significativo em rela\u00e7\u00e3o ao seu antecessor, mas sua pot\u00eancia geral se aproxima mais da de um <strong>PlayStation 4<\/strong> (lan\u00e7ado em 2013) do que dos consoles da gera\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p data-end=\"979\" data-start=\"600\">Isso n\u00e3o quer dizer que ele seja fraco, longe disso. Com mais mem\u00f3ria RAM e melhorias na arquitetura, o <strong>Switch 2<\/strong> consegue rodar jogos como <strong><em data-end=\"756\" data-start=\"740\">Cyberpunk 2077<\/em><\/strong>, um dos t\u00edtulos de lan\u00e7amento, que ficou famoso por travar miseravelmente no <strong>PS4<\/strong> e no <strong>Xbox One<\/strong>. Jogar como uma vers\u00e3o em alta defini\u00e7\u00e3o do <strong>Keanu Reeves<\/strong> em um console da <strong>Nintendo<\/strong> tem, nesse sentido, algo de quase revelador.<\/p>\n<p>Em resumo, \u00e9 basicamente um <strong>Switch<\/strong> turbinado. Mas o que ele pode n\u00e3o oferecer em termos de truques mirabolantes ou saltos qu\u00e2nticos na forma como as pessoas percebem os videogames, como aconteceu na transi\u00e7\u00e3o do <strong>SNES<\/strong> para o <strong>Nintendo 64<\/strong> ou com o <strong>Wii<\/strong>, ele compensa com mudan\u00e7as sutis que representam algo novo para a <strong>Nintendo<\/strong>. Em vez de criar algo que o p\u00fablico nem sabia que queria, o <strong>Switch 2<\/strong> entrega justamente muitas das coisas que ele j\u00e1 queria h\u00e1 tempos.<\/p>\n<h3>O que h\u00e1 de novo no Switch 2?<\/h3>\n<p>Do ponto de vista t\u00e9cnico, o <strong>Switch 2<\/strong> representa um salto enorme em termos de pot\u00eancia. Embora a <strong>Nintendo<\/strong> tenha basicamente abandonado a briga corporativa por gr\u00e1ficos ultrarrealistas desde o <strong>Wii<\/strong>, l\u00e1 em 2006, o fato \u00e9 que a evolu\u00e7\u00e3o visual nos \u00faltimos dois ciclos de consoles meio que estagnou e, com isso, os jogos rodando no <strong>Switch 2<\/strong> acabam parecendo muito bons, at\u00e9 quando comparados a dispositivos mais parrudos. <em><strong>Mario Kart World<\/strong><\/em> e a vers\u00e3o turbinada de <em><strong>Tears of the Kingdom<\/strong><\/em> (de 2023) impressionam, com este \u00faltimo rodando a 60 quadros por segundo de forma suave como manteiga, um contraste gritante com a forma engasgada como o jogo se comportava no Switch original e j\u00e1 ultrapassado.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/cd-projekt-red.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Cyberpunk 2077 \u00e9 um dos t\u00edtulos de terceiros que chegar\u00e3o no dia do lan\u00e7amento &#8211; CD Projekt Red<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas nunca houve realmente d\u00favida de que os jogos desenvolvidos pela pr\u00f3pria <strong>Nintendo<\/strong> teriam uma boa apar\u00eancia. Com uma dire\u00e7\u00e3o de arte inteligente e profundo conhecimento de sua pr\u00f3pria tecnologia, os t\u00edtulos da casa sempre souberam extrair o m\u00e1ximo de cada plataforma. O verdadeiro potencial aqui est\u00e1 na possibilidade de est\u00fadios terceiros voltarem a lan\u00e7ar jogos para o ecossistema da <strong>Nintendo, <\/strong>algo que muitos abandonaram na era do <strong>Switch<\/strong> original, por conta das limita\u00e7\u00f5es do aparelho.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenham sido fornecidas c\u00f3pias para an\u00e1lise com tempo h\u00e1bil para jogar at\u00e9 o fim, a <em><strong>Rolling Stone<\/strong><\/em> testou o <strong>Switch 2<\/strong> em sess\u00f5es pr\u00e1ticas com jogos como <em><strong>Street Fighter 6<\/strong><\/em>, da <strong>Capcom<\/strong>, <em><strong>Split Fiction<\/strong><\/em>, da <strong>EA<\/strong>, e, de forma mais impressionante, <em><strong>Cyberpunk 2077<\/strong><\/em>, da <strong>CD Projekt Red, <\/strong>todos rodando com visual e jogabilidade surpreendentemente pr\u00f3ximos de suas vers\u00f5es originais para outros consoles. Apesar de ainda ficarem um pouco abaixo na fidelidade gr\u00e1fica, com menos detalhes de textura e ilumina\u00e7\u00e3o em tempo real mais simples, todos funcionaram, o que, por si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 uma conquista, considerando o qu\u00e3o desastrosas foram as vers\u00f5es para o <strong>Switch<\/strong> original de jogos como <em><strong>Mortal Kombat 1<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p>Eles podem n\u00e3o ser a forma definitiva de jogar esses t\u00edtulos, mas as vers\u00f5es para o <strong>Switch 2<\/strong> chegam muito perto da experi\u00eancia ideal \u2014 especialmente no modo port\u00e1til, sem que o jogador precise investir centenas ou milhares de reais a mais em consoles premium ou PCs de ponta.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/nintendo.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>O Nintendo Switch 2 Welcome Tour \u00e9 uma demonstra\u00e7\u00e3o estendida e uma cole\u00e7\u00e3o de minijogos que ensina os novos recursos do console &#8211; Nintendo<\/figcaption><\/figure>\n<p>As outras mudan\u00e7as s\u00e3o mais sutis. O tamanho do console aumentou, mas sem afetar significativamente seu peso, uma \u00f3tima not\u00edcia para adultos de dedos longos que tinham dificuldade para jogar confortavelmente no <strong>Switch<\/strong> original ou mesmo no modelo OLED de 2021, um pouco maior. Com acabamento fosco e conectores magn\u00e9ticos para os Joy-Con (em vez do encaixe tradicional dos antigos), tudo no <strong>Switch 2<\/strong> transmite uma sensa\u00e7\u00e3o de maior robustez, limpeza e sofistica\u00e7\u00e3o. Claramente inspirado em PCs port\u00e1teis como o <strong>ASUS ROG Ally<\/strong> e o <strong>Steam Deck<\/strong>, o <strong>Switch 2<\/strong> parece menos um brinquedo e mais um dispositivo que um adulto usaria tranquilamente em p\u00fablico.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios Joy-Con tamb\u00e9m ganharam novas funcionalidades \u2014 embora haja algumas aus\u00eancias not\u00e1veis, como a t\u00e3o pedida ado\u00e7\u00e3o de alavancas com tecnologia Hall effect, mais modernas e dur\u00e1veis, que poderiam ter resolvido o problema do drift que afetou o primeiro <strong>Switch<\/strong>. O HD Rumble est\u00e1 de volta, agora mais potente e ao mesmo tempo mais sutil. Em jogos como <em><strong>Nintendo Switch 2 Welcome Tour<\/strong><\/em> (uma esp\u00e9cie de demo t\u00e9cnica turbinada), o feedback t\u00e1til permite perceber vibra\u00e7\u00f5es de diferentes intensidades com bastante precis\u00e3o. Em <em><strong>Mario Kart World<\/strong><\/em>, o motor dos karts vibra sob seus dedos. Nada disso \u00e9 exatamente in\u00e9dito, e n\u00e3o chega ao n\u00edvel de imers\u00e3o do DualSense Edge do <strong>PS5<\/strong> \u2014, mas ainda assim proporciona uma \u00f3tima experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A maior novidade dos Joy-Con, no entanto, \u00e9 inusitada e tem ra\u00edzes na pr\u00f3pria hist\u00f3ria da <strong>Nintendo<\/strong>. A qualquer momento, os controles podem ser apoiados sobre uma superf\u00edcie, como uma mesa ou, surpreendentemente, o pr\u00f3prio joelho, e se transformam em um tipo de mouse apontador. A <strong>Nintendo<\/strong> j\u00e1 havia brincado com controles tipo mouse desde a \u00e9poca do <strong>SNES<\/strong>, mas aqui o recurso ganha m\u00faltiplas utilidades. Em jogos como <em><strong>Mario Party Jamboree<\/strong><\/em>, o modo &#8220;mouse&#8221; \u00e9 usado em minigames como h\u00f3quei de mesa ou desafios baseados em f\u00edsica nos quais \u00e9 preciso arrastar e empilhar objetos. J\u00e1 em <em><strong>Metroid Prime 4<\/strong><\/em>, o jogador pode alternar entre os anal\u00f3gicos e uma mira de alt\u00edssima precis\u00e3o, pr\u00f3xima da experi\u00eancia em jogos de tiro para PC. At\u00e9 mesmo navegar pelo menu do console fica mais suave, e voc\u00ea vai se surpreender com a frequ\u00eancia com que acaba usando o recurso (especialmente sobre o joelho).<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/nintendo-1.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>O GameChat permite que at\u00e9 4 jogadores se conectem via v\u00eddeo e compartilhem suas telas (at\u00e9 12 com \u00e1udio) &#8211; Nintendo<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"630\" data-start=\"54\">A \u00faltima grande novidade \u00e9 o GameChat, e ela pode ser um divisor de \u00e1guas. Basicamente, o GameChat permite que os jogadores se conectem com grupos de at\u00e9 quatro pessoas (em chamadas de v\u00eddeo) ou at\u00e9 12 (em chamadas de \u00e1udio) para conversar e jogar juntos. O modo de \u00e1udio funciona apenas com o microfone embutido no console, mas, com a compra adicional da <strong>Nintendo Switch 2 Camera<\/strong> (vendida por US$ 54,99), os usu\u00e1rios podem se projetar virtualmente na tela, seja sobrepondo sua imagem ao gameplay, seja aparecendo em janelinhas no canto da tela para interagir com os amigos.<\/p>\n<p data-end=\"630\" data-start=\"54\">Na pr\u00e1tica, \u00e9 quase como uma vers\u00e3o simplificada de streaming no <strong>Twitch<\/strong>, colocando os jogadores na frente de um game para que seus amigos assistam, sem a necessidade de equipamentos caros ou chroma key. Pense nisso como uma chamada de <em>Zoom<\/em> jog\u00e1vel, com a possibilidade de as pessoas jogarem o mesmo ou jogos diferentes juntas, entrando e saindo das sess\u00f5es \u00e0 vontade. Claro, h\u00e1 um bot\u00e3o de um clique para comprar o jogo que seu amigo est\u00e1 mostrando, aproveitando o efeito FOMO. Infelizmente, a transmiss\u00e3o ao vivo \u00e9 de baixa resolu\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 decepcionante, mas compreens\u00edvel, considerando que o console est\u00e1 rodando o pr\u00f3prio jogo, o feed direto da c\u00e2mera e ainda trazendo o sinal de tr\u00eas outros jogadores simultaneamente.<\/p>\n<h3 data-end=\"573\" data-start=\"63\">Quais jogos est\u00e3o dispon\u00edveis para o Switch 2?<\/h3>\n<p data-end=\"573\" data-start=\"63\">Comparado a lan\u00e7amentos de consoles antigos, o lineup do <strong>Switch 2<\/strong> \u00e9, no geral, satisfat\u00f3rio. Entre as equipes internas da <strong>Nintendo<\/strong>, o grande destaque \u00e9 claramente <strong><em data-end=\"297\" data-start=\"279\">Mario Kart World<\/em><\/strong>. Maior do que qualquer <em><strong>Mario Kart<\/strong><\/em> j\u00e1 feito, ele \u00e9 a vitrine perfeita para o poder aumentado do <strong>Switch 2<\/strong> e suas funcionalidades sociais, sendo uma compra praticamente garantida para quem adquirir o novo console, ele \u00e9 inclusive o \u00fanico bundle dispon\u00edvel no dia do lan\u00e7amento.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/nintendo-2.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Mario Kart World ser\u00e1 o grande sucesso de vendas, mas o que vem a seguir \u00e9 fundamental &#8211; Nintendo<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"519\" data-start=\"63\">Fora isso, o cen\u00e1rio \u00e9 mais variado. <strong><em data-end=\"132\" data-start=\"100\">Nintendo Switch 2 Welcome Tour<\/em><\/strong> \u00e9 uma colet\u00e2nea de minijogos que custa 10 d\u00f3lares e desafia os jogadores a aprender e usar todas as novas fun\u00e7\u00f5es do sistema. Algo que claramente deveria ter vindo de brinde, como a <strong>Sony<\/strong> fez com a s\u00e9rie <strong><em data-end=\"343\" data-start=\"336\">Astro<\/em><\/strong> no lan\u00e7amento do seu novo hardware, <strong><em data-end=\"394\" data-start=\"380\">Welcome Tour<\/em><\/strong>serve como um passatempo divertido e uma boa forma de testar todos os novos recursos do console. Mas n\u00e3o \u00e9 um jogo completo.<\/p>\n<p data-end=\"1271\" data-start=\"521\"><strong><em data-end=\"542\" data-start=\"521\">Donkey Kong Bananza<\/em><\/strong> chega no dia 17 de julho, para saciar a vontade p\u00f3s-lan\u00e7amento, sendo a primeira entrada em 3D da s\u00e9rie desde <strong><em data-end=\"669\" data-start=\"653\">Donkey Kong 64<\/em><\/strong> de 1999. Mas sejamos sinceros: <strong>Donkey Kong<\/strong> n\u00e3o \u00e9 <strong>Mario<\/strong>; e n\u00e3o h\u00e1 nem um sussurro sobre quando a figura mais amada da <strong>Nintendo<\/strong> ter\u00e1 um novo jogo. Pelo menos, \u00e9 poss\u00edvel jogar a maioria dos t\u00edtulos antigos do <strong>Switch<\/strong> no novo aparelho, com v\u00e1rios deles, como <strong><em data-end=\"953\" data-start=\"925\">Super Mario Party Jamboree<\/em><\/strong> e os jogos da s\u00e9rie <strong><em data-end=\"981\" data-start=\"974\">Zelda<\/em><\/strong>, oferecendo atualiza\u00e7\u00f5es pagas ou gratuitas para vers\u00f5es do <strong>Switch 2<\/strong>, que trazem melhorias de desempenho ou integra\u00e7\u00e3o com c\u00e2mera\/mouse. O <strong>Switch 2<\/strong> tamb\u00e9m resgata cl\u00e1ssicos do <strong>GameCube<\/strong>, como <em data-end=\"1189\" data-start=\"1173\">T<strong>he Wind Waker<\/strong><\/em><strong> e <em data-end=\"1203\" data-start=\"1192\">F-Zero GX<\/em><\/strong>, para assinantes do <strong>Nintendo Switch Online<\/strong>. Mas \u00e9 basicamente isso.<\/p>\n<p data-end=\"1654\" data-start=\"1273\">Olha, nem todo lan\u00e7amento de console vem acompanhado daquele jogo que ser\u00e1 lembrado para sempre. No cen\u00e1rio atual, a maioria dos novos sistemas \u00e9 vendida como um upgrade cross-gen, com alguns t\u00edtulos novos atraentes, mas que principalmente melhoram os jogos j\u00e1 existentes. Sem um t\u00edtulo no calibre de <strong><em data-end=\"1590\" data-start=\"1574\">Super Mario 64<\/em><\/strong> ou <strong><em data-end=\"1614\" data-start=\"1594\">Breath of the Wild<\/em><\/strong>, \u00e9 nisso que a <strong>Nintendo<\/strong> est\u00e1 apostando.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/nintendo-3.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Os t\u00edtulos cl\u00e1ssicos do GameCube podem ser jogados com uma assinatura do Nintendo Switch Online &#8211; Nintendo<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"809\" data-start=\"56\">Parte dessa estrat\u00e9gia \u00e9 o ressurgimento dos jogos de terceiros, que pode ser a salva\u00e7\u00e3o do sistema. No dia do lan\u00e7amento, a sele\u00e7\u00e3o inclui ports de <strong><em data-end=\"221\" data-start=\"205\">Cyberpunk 2077<\/em><\/strong>, <strong><em data-end=\"254\" data-start=\"223\">Hitman World of Assassination<\/em><\/strong>, <em data-end=\"274\" data-start=\"256\">S<strong>treet Fighter 6<\/strong><\/em>, <strong><em data-end=\"291\" data-start=\"276\">Split Fiction<\/em> e <em data-end=\"304\" data-start=\"294\">Yakuza 0<\/em><\/strong> (todos \u00f3timos em suas vers\u00f5es anteriores). Mais adiante, jogos como <strong><em data-end=\"392\" data-start=\"373\">Star Wars Outlaws<\/em><\/strong>, <strong><em data-end=\"406\" data-start=\"394\">Elden Ring<\/em><\/strong> e <strong><em data-end=\"446\" data-start=\"409\">Final Fantasy VII Remake Intergrade<\/em><\/strong> prometem chamar aten\u00e7\u00e3o, sendo este \u00faltimo um marco pelo t\u00e3o aguardado retorno da s\u00e9rie <strong><em data-end=\"550\" data-start=\"535\">Final Fantasy<\/em><\/strong>\u00e0 <strong>Nintendo<\/strong>, ap\u00f3s a famosa ruptura da parceria com a empresa em favor da <strong>Sony<\/strong>. O <strong>Switch 2<\/strong> tamb\u00e9m vai receber <strong><em data-end=\"674\" data-start=\"659\">Madden NFL 26<\/em><\/strong>, <strong><em data-end=\"693\" data-start=\"676\">EA Sports FC 26<\/em><\/strong> e <strong><em data-end=\"724\" data-start=\"696\">Tony Hawk\u2019s Pro Skater 3+4<\/em><\/strong> ainda este ano, ent\u00e3o n\u00e3o faltam t\u00edtulos n\u00e3o-<strong>Nintendo<\/strong> para aguardar com expectativa.<\/p>\n<p data-end=\"1394\" data-start=\"811\">Se a <strong>Nintendo<\/strong> conseguir continuar atraindo as desenvolvedoras terceirizadas de volta, seja para produzir ports decentes ou, idealmente, jogos totalmente novos (como o <strong><em data-end=\"995\" data-start=\"979\">The Duskbloods<\/em><\/strong>, no estilo <strong><em data-end=\"1019\" data-start=\"1007\">Bloodborne<\/em><\/strong>), deve haver um fluxo constante de lan\u00e7amentos, evitando os temidos per\u00edodos de seca que marcaram o <strong>Switch<\/strong> original entre um exclusivo e outro. Al\u00e9m disso, a <strong>Nintendo<\/strong> consolidou uma base massiva para jogos indie, que ajudou a fortalecer o perfil da empresa nos \u00faltimos anos, inclusive garantindo o lan\u00e7amento exclusivo por tempo limitado do aguardado <strong><em data-end=\"1382\" data-start=\"1372\">Hades II<\/em><\/strong> no console.<\/p>\n<h3 data-end=\"1394\" data-start=\"811\">Vale a pena comprar o Switch 2?<\/h3>\n<p data-end=\"1394\" data-start=\"811\">\u00c9 a pergunta de um milh\u00e3o de d\u00f3lares, mas a resposta \u00e9 complicada. Embora o <strong>Switch 2<\/strong> ofere\u00e7a uma vers\u00e3o aprimorada de uma experi\u00eancia j\u00e1 familiar, h\u00e1 muito pouco que pare\u00e7a realmente revolucion\u00e1rio. O que j\u00e1 funcionava muito bem (a transi\u00e7\u00e3o fluida entre o modo port\u00e1til e o de mesa, o uso inteligente dos Joy-Con e uma biblioteca com potencial para se tornar cl\u00e1ssica) continua presente. O que ainda precisa ser testado com o tempo \u00e9 se os novos recursos, como o GameChat, ter\u00e3o impacto duradouro.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/06\/nintendo-4.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>A interface, como todo o resto, parece uma pequena atualiza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo Switch. \u00c9 mais r\u00e1pida, mas n\u00e3o \u00e9 uma reformula\u00e7\u00e3o completa &#8211; Nintendo<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"1394\" data-start=\"811\">Tamb\u00e9m h\u00e1 a quest\u00e3o do pre\u00e7o e da disponibilidade. Embora n\u00e3o fossem exatamente baratos, o primeiro <strong>Switch<\/strong> e seu modelo Lite se mostraram alternativas econ\u00f4micas (custando US$ 300 e US$ 200, respectivamente) para jogadores que queriam investir bastante tempo sem gastar demais. J\u00e1 o <strong>Switch 2<\/strong> parte de US$ 450, sem nenhum jogo incluso. No pacote com <strong><em data-end=\"423\" data-start=\"405\">Mario Kart World<\/em><\/strong>, o valor sobe para cerca de US$ 500. E, comprados separadamente, os jogos tamb\u00e9m est\u00e3o mais caros: alguns t\u00edtulos, como <strong><em data-end=\"562\" data-start=\"544\">Mario Kart World<\/em><\/strong>, custam US$ 80, enquanto outros, como <strong><em data-end=\"622\" data-start=\"601\">Donkey Kong Bananza<\/em><\/strong>, sair\u00e3o por US$ 70.<\/p>\n<p data-end=\"804\" data-start=\"67\">Apesar disso, o <strong>Switch 2<\/strong> ainda pode acabar sendo a forma mais econ\u00f4mica de continuar jogando t\u00edtulos novos. Por uma s\u00e9rie de fatores, desde o aumento nos custos de desenvolvimento at\u00e9 a recente amea\u00e7a de tarifas, os pre\u00e7os dos videogames subiram em todas as plataformas. O <strong>Xbox Series X<\/strong>, por exemplo, passou a custar US$ 600 (e o <strong>PlayStation 5<\/strong> pode seguir o mesmo caminho em breve). \u00c9 chato admitir, mas o <strong>Nintendo Switch 2<\/strong> talvez ainda seja um bom neg\u00f3cio, especialmente por causa do recurso <em data-end=\"575\" data-start=\"564\">GameShare<\/em>, que permite compartilhar uma \u00fanica c\u00f3pia de um jogo entre v\u00e1rios consoles <strong>Switch 2<\/strong> (e at\u00e9 com o <strong>Switch<\/strong> original) para que todos joguem ao mesmo tempo. Para uma fam\u00edlia inteira de jogadores, isso pode fazer uma enorme diferen\u00e7a.<\/p>\n<p data-end=\"1272\" data-start=\"806\">No fim das contas, o <strong>Switch 2<\/strong> ser\u00e1 aquilo que voc\u00ea quiser que ele seja. Mesmo com a empolga\u00e7\u00e3o moderada no lan\u00e7amento, ainda estamos falando de um novo console da <strong>Nintendo<\/strong>. Se voc\u00ea \u00e9 o tipo de pessoa que se empolga s\u00f3 de ouvir falar em <strong><em data-end=\"1054\" data-start=\"1042\">Mario Kart<\/em><\/strong>, provavelmente j\u00e1 fez a sua pr\u00e9-venda. Para todo o resto, \u00e9 esperar para ver, embora a <strong>Nintendo<\/strong> saiba que voc\u00ea est\u00e1 de olho. E, sinceramente, as chances s\u00e3o grandes de que, em algum momento, voc\u00ea v\u00e1 acabar comprando.<\/p>\n<p data-end=\"1272\" data-start=\"806\"><em>Este texto foi originalmente publicado pela Rolling Stone EUA, por Christopher Cruz, no dia 5 de junho de 2025, e poded ser conferido aqui.<\/em><\/p>\n<p data-end=\"1272\" data-start=\"806\"><strong>+++ LEIA MAIS: GTA 6: As 4 m\u00fasicas que tocam no Trailer 2 do game da Rockstar<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"1272\" data-start=\"806\"><strong>+++ LEIA MAIS: Os 50 maiores jogos de videogame de todos os tempos, segundo Rolling Stone<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"1272\" data-start=\"806\"><strong>+++ LEIA MAIS: O melhor jogo de videogame &#8216;j\u00e1 feito&#8217;, segundo Kanye West<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"1272\" data-start=\"806\"><strong>+++ LEIA MAIS: Criador de \u2018Mario\u2019, Shigeru Miyamoto, promove novo parque tem\u00e1tico da Nintendo: \u2018Alegria como nenhuma outra\u2019<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"1394\" data-start=\"811\"><strong>+++ LEIA MAIS: 5 coisas que queremos no Nintendo Switch 2<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/diversos\/switch-2-e-a-nintendo-quase-adulta\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de uma jornada gamer de oito anos, marcada pelo ciclo de console mais longo da hist\u00f3ria da Nintendo, finalmente \u00e9 hora de virar a p\u00e1gina com o lan\u00e7amento do Switch 2. O novo console h\u00edbrido, que funciona tanto como port\u00e1til quanto como sistema de mesa, assim como seu antecessor \u2014 tem uma grande miss\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":25181,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-25180","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25180","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25180"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25180\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}