{"id":24851,"date":"2025-06-04T08:26:24","date_gmt":"2025-06-04T11:26:24","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/os-50-melhores-suspenses-eroticos-segundo-rolling-stone\/"},"modified":"2025-06-04T08:26:24","modified_gmt":"2025-06-04T11:26:24","slug":"os-50-melhores-suspenses-eroticos-segundo-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/os-50-melhores-suspenses-eroticos-segundo-rolling-stone\/","title":{"rendered":"Os 50 melhores suspenses er\u00f3ticos, segundo Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"paragraph larva \/\/ lrv-u-line-height-copy lrv-a-font-body-l\">Quando\u00a0<em><strong>Jogo Justo<\/strong>,<\/em> o suspense maravilhosamente picante de <strong>Chloe Domont<\/strong>, estreou no Festival de Cinema de Sundance, o p\u00fablico imediatamente reagiu \u00e0 hist\u00f3ria de dois analistas financeiros em busca de um cliente &#8220;dourado&#8221; e uma cobi\u00e7ada vaga na diretoria executiva. N\u00e3o foi apenas por causa da not\u00f3ria cena de abertura com um casal transando no banheiro durante um casamento; nem as pervers\u00f5es que mant\u00eam esse relacionamento secreto entre tubar\u00f5es competitivos de Wall Street em um modo de desejo m\u00e1ximo; nem mesmo a amea\u00e7a constante de viol\u00eancia espreitando em cada esquina do centro de Nova York. O que realmente chamou a aten\u00e7\u00e3o foi a sensa\u00e7\u00e3o nost\u00e1lgica de suspense que <strong>Domont<\/strong> e seus protagonistas (<strong>Alden Ehrenreich<\/strong> e <strong>Phoebe Dynevor<\/strong>) captaram t\u00e3o bem. Era um drama corporativo \u201ctrash\u201d, ofegante, ambientado em 2023, mas que parecia e se comportava como se ainda estiv\u00e9ssemos em 1993. Uma recria\u00e7\u00e3o perfeita de um cl\u00e1ssico suspense er\u00f3tico vintage.<\/p>\n<p class=\"paragraph larva \/\/ lrv-u-line-height-copy lrv-a-font-body-l\">Independentemente de <em><strong>Jogo Justo<\/strong><\/em> trazer de volta esse g\u00eanero desonroso e t\u00e3o difamado, \u00e9 seguro dizer que os thrillers er\u00f3ticos est\u00e3o experimentando um enorme ressurgimento de interesse. Voc\u00ea pode dar cr\u00e9dito a <em>You Must Remember This<\/em>, o popular podcast de Karina Longwoth sobre hist\u00f3rias esquecidas de de Hollywood que tem feito uma an\u00e1lise profunda sobre esses filmes com trilha sonora de saxofone dos anos 1980 e 1990, tamb\u00e9m conhecidos como a Era de Ouro do g\u00eanero.<\/p>\n<p class=\"paragraph larva \/\/ lrv-u-line-height-copy lrv-a-font-body-l\">Pode ser que os espectadores que lamentam a falta de sexo nas telas hoje em dia tenham redescoberto os filmes quentes e pesados \u200b\u200bde antigamente em um esfor\u00e7o para saciar a coceira. Ou pode ser simplesmente nostalgia de uma \u00e9poca que era tudo, menos simples. De qualquer forma, esses filmes muitas vezes controversos, quase sempre problem\u00e1ticos, est\u00e3o mais uma vez fazendo os pulsos dos f\u00e3s acelerarem e as palmas das m\u00e3os suarem.<\/p>\n<p>O que significa, naturalmente, que este \u00e9 o momento perfeito para ranquear os suspenses er\u00f3ticos mais <em>trash<\/em>, mais sensuais, mais indecentes \u2014 e simplesmente os melhores \u2014 de todos os tempos. O que nos surpreendeu durante a elabora\u00e7\u00e3o desta lista n\u00e3o foi apenas a discuss\u00e3o sobre o que define (ou n\u00e3o) o g\u00eanero, mas tamb\u00e9m o fato de que esse tipo de filme existe h\u00e1 mais tempo do que se imagina (h\u00e1 v\u00e1rios thrillers er\u00f3ticos aqui que antecedem a era de ouro do g\u00eanero).<\/p>\n<p>De produ\u00e7\u00f5es suadas e decadentes ambientadas em p\u00e2ntanos a neo-noirs com temperaturas alt\u00edssimas, de <strong><em>Atra\u00e7\u00e3o Fatal<\/em><\/strong> (1987) a <strong><em>Segundas Inten\u00e7\u00f5es<\/em><\/strong> (1999), esses 50 filmes nos lembram que h\u00e1 poucas coisas que o cinema ama mais do que sexo e morte. Especialmente quando os dois se encontram num beco escuro ao som do lamento de um saxofone no fundo.<\/p>\n<hr\/>\n<h3>50. Perdas e Danos (1992)<\/h3>\n<p><strong>Jeremy Irons<\/strong> e <strong>Juliette Binoche<\/strong> brigaram durante as filmagens. <strong>Louis Malle<\/strong> declarou que este era &#8220;o filme mais dif\u00edcil que j\u00e1 fiz&#8221;. E cortes tiveram que ser impostos para evitar uma classifica\u00e7\u00e3o indicativa impr\u00f3pria para menores de 17 anos. Mas todo esse atrito s\u00f3 aumentou a beleza feroz desta adapta\u00e7\u00e3o do romance de <strong>Josephine Hart<\/strong> sobre um parlamentar brit\u00e2nico taciturno, consumido por um caso clandestino com a namorada de seu filho. Lux\u00faria e desprezo unem igualmente esses amantes, resultando em cenas de sexo nas quais n\u00e3o fica claro se eles querem transar ou destruir um ao outro. Por que a atra\u00e7\u00e3o entre eles \u00e9 t\u00e3o distorcida e doentia? Curiosamente, o roteiro de <strong>David Hare<\/strong> deixa essa pergunta sem resposta, for\u00e7ando os espectadores a refletir sobre a natureza insond\u00e1vel da obsess\u00e3o sexual. <em>\u2014Tim Grierson<\/em><\/p>\n<h3>49. Dominados Pelo Desejo (1990)<\/h3>\n<p>Este suspense do in\u00edcio dos anos 90 ganhou status de cl\u00e1ssico cult por meio de repetidas transmiss\u00f5es noturnas na TV a cabo, e ainda exemplifica uma era noturna da HBO repleta de neo-noirs sensuais em vez de intermin\u00e1veis \u200b\u200breprises <em>de <strong>Game of Thrones<\/strong><\/em>. Baseado em um romance de <strong>Jim Thompson<\/strong> e dirigido por <strong>James Foley<\/strong>, a hist\u00f3ria gira em torno de um ex-boxeador b\u00eabado (<strong>Jason Patric<\/strong>) que se envolve com uma vi\u00fava ardilosa (<strong>Rachel Ward<\/strong>) e um ex-policial trapaceiro (<strong>Bruce Dern<\/strong>) em um plano mal elaborado para sequestrar uma crian\u00e7a em troca de resgate. O filme parece envolto em poeira californiana e suor bronzeado; e se a qu\u00edmica entre <strong>Patric<\/strong> e <strong>Ward<\/strong> n\u00e3o soa exatamente cr\u00edvel, \u00e9 porque eles n\u00e3o est\u00e3o apaixonados: est\u00e3o tomados pela lux\u00faria. <em>\u2014Mosi Reeves<\/em><\/p>\n<h3>48. Lua de Fel (1992)<\/h3>\n<p>Sim, a s\u00e1tira cruelmente eficiente de <strong>Roman Polanski<\/strong> sobre dois casais em um cruzeiro oferece, de fato, muito sexo \u2014 cortesia da voluptuosa <strong>Emmanuelle Seigner<\/strong> (esposa de <strong>Polanski<\/strong> na vida real). Mas ela e seu marido nas telas, <strong>Peter Coyote<\/strong>, tamb\u00e9m s\u00e3o hil\u00e1rios ao retratar um casamento brutalmente sadomasoquista em cenas de flashback escandalosas, todas relembradas pelo personagem de <strong>Coyote<\/strong> \u2014 em cadeira de rodas \u2014 para excitar o ing\u00eanuo passageiro <strong>Hugh Grant<\/strong>. Enquanto isso, a esposa de <strong>Grant<\/strong> (interpretada por <strong>Kristin Scott Thomas<\/strong>) parece, a princ\u00edpio, apenas uma espectadora dessas conversas obscenas, embora v\u00e1 se enojando da paquera pat\u00e9tica que ele faz com a libertina espirituosa de <strong>Seigner<\/strong>. No entanto, ela ter\u00e1 um papel fundamental, especialmente \u00e0 medida que o filme transita da farsa e do caos rom\u00e2ntico para a trag\u00e9dia. \u2014 <em data-end=\"841\" data-start=\"835\">M.R.<\/em><\/p>\n<h3>47. M\u00e1 Educa\u00e7\u00e3o (2004)<\/h3>\n<p>Um desejo sexual sombrio permeia cada quadro da hist\u00f3ria atormentada de <strong>Pedro Almod\u00f3var<\/strong> sobre a perda da inoc\u00eancia infantil, que se desencadeia quando o diretor de cinema <strong>Enrique<\/strong> (<strong>Fele Mart\u00ednez<\/strong>) reencontra <strong>Ignacio<\/strong> (<strong>Gael Garc\u00eda Bernal<\/strong>), seu primeiro amor dos tempos de col\u00e9gio interno cat\u00f3lico. <strong>Ignacio<\/strong> escreveu um relato autobiogr\u00e1fico provocativo que gostaria que <strong>Enrique<\/strong> adaptasse para o cinema. No entanto, h\u00e1 mais do que parece \u00e0 primeira vista.\u00a0<strong>Garc\u00eda Bernal<\/strong> nunca esteve t\u00e3o sedutor, e <strong>Almod\u00f3var<\/strong> \u2014 em sua fase mais fetichista e ousada \u2014 se deleita com a aud\u00e1cia transgressora do filme, seja no travestismo, nas reviravoltas escandalosas, na condena\u00e7\u00e3o dos predadores dentro da Igreja Cat\u00f3lica ou nas cenas de sexo \u00famidas e carregadas de tens\u00e3o. \u2014 <em>T.G.<\/em><\/p>\n<h3>46. O Amante Duplo (2017)<\/h3>\n<p>O cineasta franc\u00eas <strong>Fran\u00e7ois Ozon<\/strong>, em sua adapta\u00e7\u00e3o do romance de <strong>Joyce Carol Oates<\/strong>, nos apresenta a <strong>Chlo\u00e9<\/strong> (<strong>Marine Vacth<\/strong>), uma guarda de museu deprimida que come\u00e7a a fazer terapia com <strong>Paul<\/strong> (<strong>J\u00e9r\u00e9mie Renier<\/strong>). Ele desperta algo dentro dela ao lev\u00e1-la para a cama\u2026 e ent\u00e3o eles viveram felizes para sempre, certo? Nem de longe. <strong>Ozon<\/strong> leva o material ao limite do absurdo \u2014 as reviravoltas s\u00e3o inacredit\u00e1veis \u2014, mas o brilho gelado da dire\u00e7\u00e3o e a qu\u00edmica sexual incandescente entre os atores mant\u00eam o espectador hipnotizado, pronto para cada curva insana que a hist\u00f3ria decidir tomar a seguir. \u2014 <em data-end=\"598\" data-is-last-node=\"\" data-start=\"592\">T.G<\/em><\/p>\n<h3>45. Parceiros da Noite (1980)<\/h3>\n<p>\u201cAlgo para ofender praticamente todo mundo\u201d, escreveu a <em>Time Magazine<\/em> sobre um filme que chocou os censores, horrorizou os cr\u00edticos e provocou protestos de grupos de direitos LGBTQIA+, convencidos de que ele poderia incitar crimes de \u00f3dio. Embora o passar do tempo n\u00e3o tenha reabilitado totalmente a reputa\u00e7\u00e3o do falecido <strong>William Friedkin<\/strong> por esse psicodrama indecente sobre um assassino que ronda os bares de couro do submundo nova-iorquino, ele lan\u00e7ou luz sobre a urg\u00eancia de seus momentos de suspense \u2014 incluindo uma sequ\u00eancia de abertura de gelar o sangue, onde a lux\u00faria se transforma em terror com o brilho de uma l\u00e2mina. Ainda mais brilhante \u00e9 a atua\u00e7\u00e3o fervente e amb\u00edgua de <strong>Al Pacino<\/strong>, como o policial possivelmente enrustido que se faz de isca para atrair um predador. Inspirado pelo duplo sentido do t\u00edtulo original [<em>Cruising<\/em>, que pode significar tanto \u201cpatrulhar\u201d quanto \u201ccruzar sexualmente\u201d], ele desfoca a linha entre dever e desejo. Muitos filmes seguem policiais que se perdem ao se infiltrar no submundo. Este, por mais controverso que seja, ganha sua for\u00e7a justamente da possibilidade de que o policial, em vez de se perder, possa enfim se encontrar. \u2014 <em>A.A. Dowd<\/em><\/p>\n<h3>44. Acima de Qualquer Suspeita (1990)<\/h3>\n<p data-end=\"509\" data-start=\"0\">O promotor de renome <strong>\u201cRusty\u201d Sabich<\/strong> (<strong>Harrison Ford<\/strong>) \u00e9 designado pelo promotor distrital para ajudar os detetives de homic\u00eddio a investigar o brutal assassinato de uma colega advogada, <strong>Carolyn Polhemus<\/strong> (<strong>Greta Sacchi<\/strong>), especialista em casos de agress\u00e3o sexual. S\u00f3 que h\u00e1 um grande problema: <strong>Rusty<\/strong> teve um caso com <strong>Carolyn<\/strong>, e quando ela terminou o relacionamento, ele se tornou um pouco agressivo e obsessivo. Ou seja \u2014 voc\u00ea j\u00e1 adivinhou \u2014 ele n\u00e3o \u00e9 apenas parte da investiga\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o principal suspeito. Mesmo que voc\u00ea j\u00e1 conhe\u00e7a a reviravolta central do best-seller de <strong>Scott Turow<\/strong>, ainda pode apreciar como o diretor <strong>Alan J. Pakula<\/strong> (<em data-end=\"648\" data-start=\"641\">Klute<\/em>, <em data-end=\"669\" data-start=\"650\">The Parallax View<\/em>) e o diretor de fotografia <strong>Gordon Willis<\/strong> (<em data-end=\"731\" data-start=\"712\">O Poderoso Chef\u00e3o<\/em>) transformam o que poderia ser um suspense trash em um drama jur\u00eddico de alto n\u00edvel. Por\u00e9m, foi a cena de sexo ardente entre <strong>Ford<\/strong> e <strong>Sacchi<\/strong> em sua mesa que garantiu a esta adapta\u00e7\u00e3o da literatura jur\u00eddica do in\u00edcio dos anos 90 um lugar nesta lista. Uau. \u2014 <em data-end=\"1001\" data-is-last-node=\"\" data-start=\"989\">David Fear<\/em><\/p>\n<h3>43. Mal\u00edcia (1993)<\/h3>\n<p data-end=\"531\" data-start=\"0\">\u201cEu sou Deus,\u201d declara o brilhante e arrogante cirurgi\u00e3o interpretado por <strong>Alec Baldwin<\/strong> \u2014 a grande piada de um depoimento cl\u00e1ssico de <strong>Aaron Sorkin<\/strong>. Anos antes de focar em temas mais grandiosos como pol\u00edtica, jornalismo e a cria\u00e7\u00e3o do Facebook, o criador de <em data-end=\"282\" data-start=\"267\">The West Wing<\/em> coescreveu (junto com <strong>Scott Frank<\/strong>) este thriller extremamente imprevis\u00edvel envolvendo um <em>m\u00e9nage \u00e0 trois<\/em>, estrelado por <strong>Bill Pullman<\/strong> como um acad\u00eamico pego de surpresa por reviravoltas e uma jovem <strong>Nicole Kidman<\/strong> como sua esposa devastada e litigiosa.\u00a0Al\u00e9m dos mon\u00f3logos suculentos, o verdadeiro m\u00e9rito do diretor <strong>Harold Becker<\/strong> neste monumento \u00e0 engana\u00e7\u00e3o est\u00e1 na estrutura, n\u00e3o nas palavras: \u00e9 preciso algo equivalente a um complexo de deus na escrita para soltar um serial killer em uma pacata cidade universit\u00e1ria e, bem&#8230; melhor n\u00e3o estragar a divers\u00e3o de quem for assistir. \u2014 <em data-end=\"852\" data-is-last-node=\"\" data-start=\"844\">A.A.D.<\/em><\/p>\n<h3>42. Perversa Paix\u00e3o (1971)<\/h3>\n<p>A estreia na dire\u00e7\u00e3o de <strong>Clint Eastwood<\/strong> \u00e9 uma forte candidata a ser o av\u00f4 dos suspenses er\u00f3ticos modernos \u2014 ao menos, pode ser creditada (e\/ou responsabilizada) por dar in\u00edcio a uma subcategoria poderosa no g\u00eanero, ou seja, a mulher rejeitada que enlouquece. O locutor de r\u00e1dio noturno de <strong>Eastwood<\/strong> recebe pedidos constantes da can\u00e7\u00e3o de jazz <strong>\u201cMisty\u201d<\/strong>, de <strong>Erroll Garner<\/strong>; eventualmente, ele conhece \u2014 e dorme com \u2014 a ouvinte (<strong>Jessica Walter<\/strong>) que liga para pedir a m\u00fasica. Ele v\u00ea o relacionamento como algo extremamente casual. Ela, infelizmente, n\u00e3o. E quando o homem de voz aveludada tenta terminar, as rea\u00e7\u00f5es da f\u00e3 v\u00e3o do autodestrutivo ao homicida. Muito antes de ser a matriarca da fam\u00edlia Bluth em <em>Caindo na Real<\/em>, <strong>Walter<\/strong> j\u00e1 mostrava que podia personificar um tipo completamente diferente de pesadelo masculino encarnado. <em><strong>Atra\u00e7\u00e3o Fatal <\/strong><\/em>(1987) n\u00e3o existiria sem este filme. \u2014 <em>D.F.<\/em><\/p>\n<h3>41. Desejo e Obsess\u00e3o (2001)<\/h3>\n<p data-end=\"320\" data-start=\"0\">O desejo consumido se transforma em desejo de consumir no hipnotizante erotismo canibal de <strong>Claire Denis<\/strong>, que mergulha no choque grotesco do movimento de horror conhecido como &#8220;New French Extremity&#8221;, ao mesmo tempo em que mant\u00e9m a sensualidade arrebatadora presente em outros trabalhos da diretora, como <em><strong>Bom Trabalho<\/strong><\/em> (1999). Durante sua lua de mel em Paris, <strong>Shane<\/strong> (<strong>Vincent Gallo<\/strong>) come\u00e7a a sentir os efeitos de um tratamento experimental voltado para o aumento da libido humana \u2014 mas o antigo colega que ele tenta reencontrar j\u00e1 est\u00e1 lidando com as consequ\u00eancias mais avan\u00e7adas do experimento em sua pr\u00f3pria esposa (uma <strong>B\u00e9atrice Dalle<\/strong> selvagem), cujos apetites s\u00e3o simplesmente insaci\u00e1veis. Eles s\u00e3o como as panteras negras de <em>A Marca da Pantera<\/em> (1982): nenhuma jaula pode cont\u00ea-los. \u2014 <em data-end=\"785\" data-start=\"771\">Scott Tobias<\/em><\/p>\n<h3>40. A Faca na \u00c1gua (1962)<\/h3>\n<p>Nos anos 1960, filmes estrangeiros sofisticados tinham a fama de mostrar o tipo de sexo e nudez que Hollywood apenas insinuava. E, em seu primeiro longa-metragem, o diretor <strong>Roman Polanski<\/strong> usou essas expectativas a seu favor, criando um thriller tenso que oferecia suspense cont\u00ednuo e a promessa de algo picante \u2014 ao mesmo tempo em que explorava temas pesados como paranoia e desejo.\u00a0A hist\u00f3ria \u00e9 simples: um casal (<strong>Leon Niemczyk<\/strong> e <strong>Jolanta Umecka<\/strong>) convida um caroneiro sem nome (<strong>Zygmunt Malanowicz<\/strong>) para acompanh\u00e1-los em uma viagem de barco, onde os dois homens competem para impressionar a mulher, enquanto todos est\u00e3o vestidos apenas com trajes de banho provocantes. Essa disputa masculina cheia de exibicionismo \u00e9, ao mesmo tempo, divertida e assustadora, enquanto o p\u00fablico aguarda ansiosamente para descobrir quais dois v\u00e3o acabar na cama \u2014 e quem ser\u00e1 jogado ao mar. \u2014 <em>Noel Murray<\/em><\/p>\n<h3>39. Gigol\u00f4 Americano (1980)<\/h3>\n<p>Algumas das sequ\u00eancias mais sensuais do retrato de <strong>Paul Schrader<\/strong> sobre um acompanhante de luxo nem envolvem sexo propriamente dito \u2014 embora isso definitivamente esteja no filme. Existe aqui uma est\u00e9tica er\u00f3tica em jogo, com <strong>Julian<\/strong>, interpretado por <strong>Richard Gere<\/strong>, vivendo uma vida sexy: dos ternos Armani ao corpo esculpido com perfei\u00e7\u00e3o.\u00a0Mas essa exist\u00eancia impec\u00e1vel, financiada pelos servi\u00e7os que ele presta a mulheres solit\u00e1rias e da alta sociedade, \u00e9 abalada por dois eventos cruciais: seu envolvimento com a sedutora esposa de um pol\u00edtico (<strong>Lauren Hutton<\/strong>) e sua implica\u00e7\u00e3o em um assassinato perturbador. <strong>Schrader<\/strong> nos convida a assistir \u00e0 derrocada da vida de <strong>Julian<\/strong>, mas no fundo \u00e9 um rom\u00e2ntico \u2014 e <strong><em>Gigol\u00f4 Americano<\/em><\/strong> acaba sendo menos sobre sexo e mais sobre a alma. \u2014 <em>Esther Zuckerman<\/em><\/p>\n<h3>38. O Talentoso Ripley (1999)<\/h3>\n<p data-end=\"380\" data-start=\"0\">O romance de 1955 de <strong data-end=\"43\" data-start=\"21\">Patricia Highsmith<\/strong> apresentou ao mundo o personagem <strong data-end=\"91\" data-start=\"77\">Tom Ripley<\/strong>, um vigarista que serviria como canal para os impulsos mis\u00f3ginos da autora por d\u00e9cadas. A adapta\u00e7\u00e3o de <strong data-end=\"216\" data-start=\"195\">Anthony Minghella<\/strong> \u2014 a segunda do livro, ap\u00f3s <em><strong>O Sol por Testemunha<\/strong><\/em> (1960) \u2014 d\u00e1 uma alma ao anti-her\u00f3i, apenas para, em seguida, mostrar como ele a negocia em troca da pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia.\u00a0<strong data-end=\"396\" data-start=\"382\">Matt Damon<\/strong> interpreta <strong>Ripley<\/strong>, um jovem sem rumo que consegue, com um blefe, um trabalho para trazer de volta <strong data-end=\"515\" data-start=\"495\">Dickie Greenleaf<\/strong> (<strong>Jude Law<\/strong>), filho de um magnata do setor naval que vive uma exist\u00eancia hedonista na It\u00e1lia. Uma vez l\u00e1, o talento de <strong>Ripley<\/strong> para a engana\u00e7\u00e3o o torna querido por <strong>Dickie<\/strong> e (quase) todos os seus amigos. Mas para manter sua farsa, ele acaba sendo for\u00e7ado a tomar medidas dr\u00e1sticas.\u00a0<strong>Damon<\/strong> retrata <strong>Ripley<\/strong> como um sociopata tentando \u2014 fracassadamente \u2014 se reconectar com a humanidade, movido em parte por uma atra\u00e7\u00e3o por <strong>Dickie<\/strong>. Esse fracasso transforma o filme de um deleite perverso e engenhoso em uma verdadeira trag\u00e9dia. \u2014 <em data-end=\"1053\" data-start=\"1039\">Keith Phipps<\/em><\/p>\n<h3>37. A M\u00e3o Que Balan\u00e7a o Ber\u00e7o (1992)<\/h3>\n<p>Cuidado com a bab\u00e1 que parece boa demais para ser verdade \u2014 ela pode, na verdade, estar tentando destruir sua vida como uma forma de vingan\u00e7a por voc\u00ea ter denunciado o marido dela, um ginecologista, por ter te agredido durante um exame! O pesadelo dom\u00e9stico do thriller de <strong>Curtis Hanson<\/strong> coloca a m\u00e3e trabalhadora interpretada por <strong>Annabella Sciorra<\/strong> contra a ajudante contratada do inferno, vivida por <strong>Rebecca De Mornay<\/strong>, que aos poucos vai se insinuando na fam\u00edlia enquanto constantemente manipula sua patroa. Rivais em potencial, que v\u00e3o desde o faz-tudo mentalmente incapacitado interpretado por <strong>Ernie Hudson<\/strong> at\u00e9 a melhor amiga desconfiada de <strong>Julianne Moore<\/strong>, s\u00e3o deixados de lado ou eliminados completamente; j\u00e1 o marido de <strong>Sciorra<\/strong> (vivido por <strong>Matt McCoy<\/strong>) \u00e9 um alvo principal para sedu\u00e7\u00e3o. Engra\u00e7ado como a bab\u00e1 simplesmente est\u00e1 na cozinha usando uma camisola transparente quando ele desce no meio da noite. Ou como ela est\u00e1 pronta para enxug\u00e1-lo depois de uma tempestade, vestindo o vestido molhado mais justo da hist\u00f3ria dos thrillers er\u00f3ticos. \u2014D.F.<\/p>\n<h3>36. A Marca da Pantera (1982)<\/h3>\n<p><em><strong>A Marca da Pantera<\/strong><\/em> j\u00e1 era um cl\u00e1ssico filme de terror de 1942 dirigido por <strong>Jacques Tourneur<\/strong>, mas ganha uma transforma\u00e7\u00e3o fabulosamente vibrante nas m\u00e3os de <strong>Paul Schrader<\/strong>. <strong>Nastassja Kinski<\/strong> interpreta uma jovem cat\u00f3lica devota com um segredo mortal: sempre que sente algum tipo de desejo sexual, ela se transforma em uma pantera negra sedenta de sangue. Naturalmente, ela consegue um emprego no zool\u00f3gico, e que surpresa \u2014 ela cria uma liga\u00e7\u00e3o com os felinos comedores de gente. \u00c9 uma maldi\u00e7\u00e3o familiar que ela compartilha com seu irm\u00e3o, interpretado por <strong>Malcolm McDowell<\/strong>, que tamb\u00e9m tem um interesse doentio pela irm\u00e3. <strong>Kinski<\/strong> traz uma interpreta\u00e7\u00e3o muito sincera e pr\u00f3xima, conectando-se com sua energia de pantera, especialmente depois de se apaixonar pela primeira vez. Ser\u00e1 que ela vai dormir com ele? Ou vai mord\u00ea-lo e arranh\u00e1-lo at\u00e9 peda\u00e7os? Como <strong>Travis Bickle<\/strong>, s\u00f3 que mais nua, ela \u00e9 solit\u00e1ria e dividida entre o desejo e a raiva, ao som dos sintetizadores sombrios dos anos 80 de <strong>Giorgio Moroder<\/strong>. <strong>David Bowie<\/strong> canta a cl\u00e1ssica m\u00fasica tema, um hino g\u00f3tico onde ele grita: \u201cEstou apagando fogo com gasolina!\u201d \u2014 Rob Sheffield<\/p>\n<h3>35. As Diab\u00f3licas (1955)<\/h3>\n<p>Como o diretor <strong>Henri-Georges Clouzot<\/strong> escolheu encerrar este filme com um aviso aos espectadores para n\u00e3o revelarem seus segredos a outras pessoas, vamos abordar isso com cautela. Passado em grande parte em um internato franc\u00eas de qualidade duvidosa, o filme trata de um tri\u00e2ngulo amoroso entre tr\u00eas pessoas que, ao que parece, se detestam: o diretor <strong>Michel<\/strong> (<em><strong>Paul Meurisse<\/strong><\/em>), sua esposa <strong>Christina<\/strong> (<strong>V\u00e9ra Clouzot<\/strong>, esposa real do diretor) e sua amante <strong>Nicole<\/strong> (<strong>Simone Signoret<\/strong>). Cansadas de <strong>Michel<\/strong>, as duas mulheres arquitetam um plano complicado para acabar com ele. Parte hist\u00f3ria de detetive (gra\u00e7as a uma divertida atua\u00e7\u00e3o de <strong>Charles Varnel<\/strong>, desleixado e precursor de <em><strong>Columbo<\/strong><\/em>), parte thriller de tirar o f\u00f4lego, e parte hist\u00f3ria de fantasmas, <em><strong>As Diab\u00f3licas<\/strong><\/em> ganha for\u00e7a do clima sujo e tenso entre seus personagens desesperados, cujos sentimentos complexos e, \u00e0s vezes, conflitantes fazem praticamente cada cena parecer que pode terminar em assassinato ou em um abra\u00e7o. Ou talvez ambos. \u2014K.P.<\/p>\n<h3>34. Crash &#8211; Estranhos Prazeres (1996)<\/h3>\n<p>Quem mais, sen\u00e3o <strong>David Cronenberg<\/strong>, poderia levar o thriller er\u00f3tico a um dos n\u00edveis mais extremos j\u00e1 mostrados na tela? Sua adapta\u00e7\u00e3o do transgressivo romance de 1973 de <strong>J.G. Ballard<\/strong> \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o perturbadora de uma subcultura de pessoas que se excitam com acidentes de carro. Um casal vivido por <strong>James Spader<\/strong> \u2014 o homem perfeito para interpretar um exc\u00eantrico excitado \u2014 e <strong>Debrah Kara Unger<\/strong>, mergulha mais fundo nesse submundo sombrio liderado por uma figura \u00e0 moda de l\u00edder de culto, interpretada por <strong>Elias Koteas<\/strong>. <strong>Cronenberg<\/strong> faz o sexo na tela parecer, ao mesmo tempo, mec\u00e2nico e corporal, fundindo metal e pele de maneiras que s\u00e3o tanto tentadoras quanto profundamente perturbadoras. D\u00e1 para quase sentir o cheiro da gasolina vindo deste filme. \u2014E.Zu<\/p>\n<h3>33. Elle (2016)<\/h3>\n<p>Ningu\u00e9m jamais acusou <strong>Paul Verhoeven<\/strong> de evitar riscos \u2014 mas ele ultrapassou completamente os limites com este filme de 2016, um thriller psicol\u00f3gico t\u00e3o controverso que teve que ser feito na Fran\u00e7a. <strong>Mich\u00e8le Leblanc<\/strong> (<strong>Isabelle Huppert<\/strong>), chefe de uma empresa de videogames, \u00e9 estuprada em casa por um agressor desconhecido e mascarado. Ela fica traumatizada e obcecada com a experi\u00eancia, acabando por se envolver em um relacionamento sexual com seu vizinho (<strong>Laurent Lafitte<\/strong>) que oscila entre consentimento e agress\u00e3o. Apesar do tema desafiador, <strong>Verhoeven<\/strong> e <strong>Huppert<\/strong> habilmente afastam o filme do espet\u00e1culo e o transformam em um complexo estudo de personagens que levanta quest\u00f5es inc\u00f4modas sobre o empoderamento feminino. O que <strong>Mich\u00e8le<\/strong>, cuja vida cuidadosamente organizada amea\u00e7a mergulhar no caos, ganha com esses encontros? No verdadeiro estilo de um thriller er\u00f3tico, h\u00e1 algumas reviravoltas, incluindo a quest\u00e3o de qual pessoa est\u00e1, em \u00faltima an\u00e1lise, no controle. <em>\u2014Emily Zemler<\/em><\/p>\n<h3>32. O Imp\u00e9rio dos Sentidos (1976)<\/h3>\n<p>A ex-trabalhadora sexual <strong>Sada Abe<\/strong> (<strong>Eiko Matsuda<\/strong>) consegue um emprego como empregada dom\u00e9stica em uma pousada em T\u00f3quio, onde a chefe casada e tarada <strong>Kichiko Ishida<\/strong> (<strong>Tatsuya Fuji<\/strong>) molesta alegremente sua nova contratada e d\u00e1 in\u00edcio a um t\u00f3rrido romance de esquecimento m\u00fatuo. O pol\u00eamico diretor <strong>Nagisa Oshima<\/strong> se aprofunda em sua releitura gr\u00e1fica de um crime passional real de 1936, que culminou com uma <strong>Abe<\/strong> atordoada e confusa vagando pelas ruas segurando os genitais decepados de seu amante morto. O apetite m\u00fatuo \u00e9 t\u00e3o voraz que <strong>Kichi<\/strong> lambe o sangue menstrual dos dedos, enquanto <strong>Sada<\/strong> come seus pelos pubianos e o for\u00e7a a montar em uma gueixa geri\u00e1trica \u2014 quando ela n\u00e3o o est\u00e1 amea\u00e7ando com uma faca de cozinha em um acesso de ci\u00fames. Penetra\u00e7\u00e3o sem simula\u00e7\u00e3o, sexo oral, exibicionismo, orgias, brincadeiras violentas e muito mais do que um pouco de estrangulamento est\u00e3o no menu desta revela\u00e7\u00e3o de amor louco e impr\u00f3prio para menores de 18 anos. <em>\u2014Stephen Garrett<\/em><\/p>\n<h3>31. Matador (1986)<\/h3>\n<p>A obra-prima dos thrillers er\u00f3ticos de <strong>Pedro Almod\u00f3var<\/strong> transforma a paix\u00e3o fan\u00e1tica da Espanha por touradas no catalisador de uma s\u00e9rie de assassinatos psicosexuais. O matador aposentado <strong>Diego Montes<\/strong> (<strong>Nacho Mart\u00ednez<\/strong>) ainda \u00e9 t\u00e3o viciado na adrenalina da morte que se masturba assistindo cenas de filmes de terror com mulheres brutalizadas e faz suas namoradas fingirem estar mortas quando as devasta. Sem que ele saiba, <strong>Maria Cardenal<\/strong> (<strong>Assumpta Serna<\/strong>), uma super f\u00e3 de <strong>Diego<\/strong>, seduz homens apenas para apunhal\u00e1-los fatalmente pelas costas em um cl\u00edmax toro-er\u00f3tico. Para completar, <strong>Antonio Banderas<\/strong> aparece como um jovem virgem cheio de desejo sexual ardente, poderes ps\u00edquicos incipientes e um sentimento esmagador de culpa cat\u00f3lica que o faz assumir a responsabilidade por todo o derramamento de sangue. Sexo e morte nunca estiveram t\u00e3o intimamente entrela\u00e7ados, enquanto o diretor espanhol adiciona necrofilia, vertigem, estupro e um eclipse \u00e0 mistura sombriamente engra\u00e7ada \u2014 e surpreendentemente, seriamente sexy.\u00a0<em>\u2014SG<\/em><\/p>\n<h3>30. Inverno de Sangue em Veneza (1973)<\/h3>\n<p>Baseado no conto de <strong>Daphne du Maurier<\/strong>, o pesadelo subliminar e de ritmo lento de <strong>Nicolas Roeg<\/strong> traz o elemento \u201cer\u00f3tico\u201d neste thriller gra\u00e7as a uma cena de sexo memor\u00e1vel entre <strong>Julie Christie<\/strong> e <strong>Donald Sutherland<\/strong>, que interpretam um casal enlutado pela morte por afogamento da filha pequena. Por anos, a sequ\u00eancia cuidadosamente editada foi objeto de especula\u00e7\u00e3o: os atores estavam realmente fazendo sexo? Mas h\u00e1 algo sensual e t\u00e1til em todo o conjunto, desde os amea\u00e7adores becos de pedra de Veneza at\u00e9 a onipresen\u00e7a da cor vermelha, que <strong>John<\/strong>, personagem de <strong>Sutherland<\/strong>, ao desviar a cabe\u00e7a do trabalho de restaura\u00e7\u00e3o de uma igreja, acaba seguindo por pontes e ruas desertas rumo ao seu destino fatal. \u2014Chris Vognar<\/p>\n<h3>29. G\u00eameos &#8211; M\u00f3rbida Semelhan\u00e7a (1988)<\/h3>\n<p>Ginecologistas g\u00eameos id\u00eanticos dormem com a mesma atriz, sem mencionar que n\u00e3o s\u00e3o a mesma pessoa. Parece o enredo de um fetiche de luxo, talvez uma com\u00e9dia sexual atrevida. Mas, como de costume, <strong>David Cronenberg<\/strong> tem algo mais em mente do que mera excita\u00e7\u00e3o. Baseando-se no romance de <strong>Bari Wood<\/strong> e <strong>Jack Geasland<\/strong>, o mestre canadense do horror corporal mergulha fundo na rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica entre esses irm\u00e3os fisicamente id\u00eanticos, mas emocionalmente bastante distintos. <strong>Jeremy Irons<\/strong> interpreta ambos, usando maneirismos para diferenci\u00e1-los com precis\u00e3o, de modo que conseguimos distinguir um do outro num simples olhar&#8230; pelo menos at\u00e9 que suas identidades comecem a se confundir. Aqui, uma hist\u00f3ria sensacionalista se transforma em algo mais complexo, mais perturbador, mais tr\u00e1gico \u2014 mesmo enquanto oferece um agrado a quem tem fetiche por g\u00eameos, com a amea\u00e7a iminente de uma cena quente de <strong>Irons<\/strong> com <strong>Irons<\/strong>. \u2014<em>A.A.D.<\/em><\/p>\n<h3>28. Cora\u00e7\u00e3o Sat\u00e2nico (1987)<\/h3>\n<p>Deixe de lado a hist\u00f3ria sobre um cliente enigm\u00e1tico que contrata um detetive para investigar o desaparecimento de uma cantora de boate \u2014 todo mundo que viu <strong><em>Cora\u00e7\u00e3o Sat\u00e2nico<\/em><\/strong>\u00a0se lembra do filme por causa de <strong>Mickey Rourke<\/strong> em seu auge charmoso e sedutor dos anos 80, com olhos brilhantes, e <strong>Lisa Bonet<\/strong> em seu momento mais ic\u00f4nico \u00e0 la <em data-end=\"406\" data-start=\"381\">Rolling Stone Hot Issue<\/em>, protagonizando uma das cenas de sexo mais intensas e perturbadoras da hist\u00f3ria do neo-noir (Foi t\u00e3o forte que a RIAA quase deu ao filme uma classifica\u00e7\u00e3o de proibido para menores de 18 anos). O diretor brit\u00e2nico <strong>Alan Parker<\/strong> era especialista em atmosferas carregadas de sensualidade e visuais sombrios, o que serviu perfeitamente para criar este \u201cgumbo\u201d de sexo e maldade que come\u00e7a na Nova York dos anos 1950, desce at\u00e9 a ensolarada Nova Orleans e, por fim, segue para lugares que poucos esperam \u2014 menos ainda o espectador. \u2014<em>M.R.<\/em><\/p>\n<h3>27. Jogo Perverso (1989)<\/h3>\n<p>A novata <strong>Megan Turner<\/strong> (<strong>Jamie Lee Curtis<\/strong>) mal havia come\u00e7ado na pol\u00edcia quando disparou sua arma ao interromper um assalto em andamento. Pior: a arma do criminoso morto desaparece da cena do crime, o que faz seus superiores duvidarem da sua vers\u00e3o dos fatos. Afastada do servi\u00e7o, ela come\u00e7a um relacionamento com um corretor de commodities (<strong>Ron Silver<\/strong>) que, n\u00e3o por coincid\u00eancia, foi quem roubou o rev\u00f3lver .44 desaparecido \u2014 e est\u00e1 usando a arma pela cidade, deixando c\u00e1psulas com o nome de Megan. Um filme que gerou incont\u00e1veis teses sobre poder, g\u00eanero e o simbolismo f\u00e1lico das armas de fogo, o thriller gloriosamente estilizado e elegante de <strong>Kathryn Bigelow<\/strong> n\u00e3o tem medo de flertar com os limites entre o er\u00f3tico e o perturbador. Exemplo claro: a sequ\u00eancia quente em que <strong>Silver<\/strong> sugere incluir a arma de servi\u00e7o de <strong>Curtis<\/strong> nas fases preliminares. \u2014<em>D.F.<\/em><\/p>\n<h3>26. Nas garras do crime (1995)<\/h3>\n<p>O enredo \u00e9 t\u00e3o absurdamente complicado que nem a Wikipedia consegue dar conta: uma banqueira e garota de programa interpretada por <strong>Anne Heche<\/strong> acaba, de alguma forma, entrando na \u00f3rbita do rico e perturbador <strong>Christopher Walken<\/strong>, dando in\u00edcio a uma s\u00e9rie de maquina\u00e7\u00f5es que exigem v\u00e1rias sess\u00f5es para serem entendidas. Entre as reviravoltas s\u00f3rdidas, h\u00e1 uma cena quase pornogr\u00e1fica de sexo for\u00e7ado entre <strong>Heche<\/strong> e o motorista de <strong>Walken<\/strong>, vivido por <strong>Steven Bauer<\/strong>; e uma infame sequ\u00eancia de amor entre <strong>Heche<\/strong> e <strong>Joan Chen<\/strong> que dura quase tanto quanto o ato central de <em><strong>Azul \u00e9 a Cor Mais Quente<\/strong><\/em> (2013). Ainda que recheado de cenas provocantes \u2014 que garantiram a <em><strong>Nas garras do crime<\/strong><\/em> muitas exibi\u00e7\u00f5es na TV a cabo durante a madrugada, especialmente depois que <strong>Heche<\/strong> virou manchete ao se tornar namorada de <strong>Ellen DeGeneres<\/strong> \u2014 o filme ressoa como uma joia pervertida e imperfeita, gra\u00e7as ao carisma de sua estrela e ao olhar deslumbrante do diretor <strong>Donald \u201cPerformance\u201d Cammell<\/strong> para caracteriza\u00e7\u00e3o e \u00e2ngulos de c\u00e2mera. \u2014<em>M.R.<\/em><\/p>\n<h3>25. Um Estranho no Lago (2013)<\/h3>\n<p>Numa praia de nudismo onde homens estacionam, tomam sol e flertam, <strong>Franck<\/strong> (<strong>Pierre Deladonchamps<\/strong>) troca olhares com <strong>Michel<\/strong> (<strong>Christophe Paou<\/strong>), um estranho atraente que ele mais tarde testemunha afogar casualmente outro homem no lago. O crime a sangue frio complica a atra\u00e7\u00e3o de <strong>Franck<\/strong> \u2014 mas n\u00e3o a extingue, mesmo quando um detetive come\u00e7a a investigar e fazer perguntas. O thriller franc\u00eas de <strong>Alain Guiraudie<\/strong>, ao mesmo tempo frio, sedutor e amea\u00e7ador, observa esse meio isolado com o olhar ligeiramente distanciado de um naturalista estudando um ecossistema fechado, dedicando aten\u00e7\u00e3o especial aos rituais de persegui\u00e7\u00e3o e preliminares. Alguns interpretam o filme como uma alegoria da AIDS, com sua fus\u00e3o de desejo e perigo, mas <em><strong>Um Estranho no Lago<\/strong><\/em> alcan\u00e7a algo mais primal e menos espec\u00edfico: o eterno tango entre Thanatos e Eros, e a forma como estender a m\u00e3o para o outro pode se tornar uma esp\u00e9cie de assassinato do eu. \u2014<em>A.A.D.<\/em><\/p>\n<h3>24. Infidelidade (2002)<\/h3>\n<p>Poucos cineastas definiram o g\u00eanero de thriller er\u00f3tico como <strong>Adrian Lyne<\/strong>, cujos trabalhos elegantes, estilosos e suados capturaram como poucos o esp\u00edrito provocante dos anos 80 e 90. Embora ele tenha feito mais um (<em><strong>\u00c1guas Profundas<\/strong><\/em>, de 2022), este suspense ardente do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI parece marcar o fim de uma era \u2014 um drama de adult\u00e9rio que muitas vezes soa como a ressaca depois de uma noite de maus comportamentos. Igualmente sens\u00edvel e sombrio, <strong>Diane Lane<\/strong> interpreta uma m\u00e3e e esposa (casada com ningu\u00e9m menos que <strong>Richard Gere<\/strong>) cujos encontros escaldantes com um estranho sedutor (<strong>Olivier Martinez<\/strong>) viram sua vida perfeita de cabe\u00e7a para baixo. <strong>Lyne<\/strong> poderia ter feito apenas uma vers\u00e3o com pap\u00e9is invertidos de seu grande sucesso <em data-end=\"801\" data-start=\"786\">Atra\u00e7\u00e3o Fatal <em>(1987)<\/em><\/em>, mas essa contribui\u00e7\u00e3o subestimada ao g\u00eanero \u00e9 muito mais sutil e reflexiva, explorando as consequ\u00eancias do pecado sem negar os prazeres que ele oferece. \u2014Jason Bailey<\/p>\n<h3>23. Cruel Intentions (1999)<\/h3>\n<p>O thriller er\u00f3tico vai para o col\u00e9gio na vers\u00e3o deliciosamente escandalosa e absurda do diretor <strong>Roger Kumble<\/strong> para <em>Les Liaisons Dangereuses<\/em>. O filme transporta com brilhantismo os jogos sexuais da Fran\u00e7a do s\u00e9culo XVIII para o Upper East Side do s\u00e9culo XX, soltando um grupo de jovens estrelas em ascens\u00e3o sobre esse material provocante. <strong>Sarah Michelle Gellar<\/strong> e <strong>Ryan Phillippe<\/strong> interpretam um par de meio-irm\u00e3os manipuladores que nutrem desejo um pelo outro e fazem uma aposta envolvendo a sedu\u00e7\u00e3o da nova aluna da escola, uma jovem virgem interpretada por <strong>Reese Witherspoon<\/strong>. <strong>Gellar<\/strong> est\u00e1 em seu auge como a mente ardilosa e sexualmente faminta <strong>Kathryn Merteuil<\/strong>, que n\u00e3o para de recorrer ao colar de cruz recheado de coca\u00edna para dar uma cheirada. O filme mergulha sem pudor em tudo o que \u00e9 escandaloso e delicioso \u2014 incluindo o fio de saliva que permanece entre <strong>Gellar<\/strong> e <strong>Selma Blair<\/strong> na infame cena de beijo. \u2014<em>E.Zu<\/em><\/p>\n<h3>22. V\u00edtimas de uma Paix\u00e3o (1989)<\/h3>\n<p>Essa mistura estilosa de suspense er\u00f3tico com drama policial ressuscitou a carreira de <strong>Al Pacino<\/strong> e transformou <strong>Ellen Barkin<\/strong> em estrela. Um detetive exausto (existe outro tipo nesse g\u00eanero?) investiga um serial killer que mata homens que colocam an\u00fancios pessoais. Ent\u00e3o, ele decide publicar um e se tornar isca \u2014 o que funciona bem, at\u00e9 que fa\u00edscas surgem com uma mulher sedutora que logo se torna sua principal suspeita. <strong>Pacino<\/strong> relembra por que foi um dos grandes nomes dos anos 1970, mas o verdadeiro trunfo do filme \u00e9 <strong>Barkin<\/strong>, que queima em cena como um inc\u00eandio dom\u00e9stico e, na passagem mais memor\u00e1vel, assume o controle do primeiro encontro sexual do casal como uma ca\u00e7adora atraindo sua presa. \u2014<em>J.B.<\/em><\/p>\n<h3>21. Dubl\u00ea de Corpo (1984)<\/h3>\n<p>O diretor <strong>Brian De Palma<\/strong> mergulha de cabe\u00e7a em sua obsess\u00e3o por <strong>Alfred Hitchcock<\/strong> com esta releitura ousada e sexualizada de <strong><em data-end=\"195\" data-start=\"176\">Janela Indiscreta<\/em><\/strong> (1954) e <strong><em data-end=\"216\" data-start=\"198\">Um Corpo que Cai<\/em><\/strong>\u00a0(1958), estrelada por <strong>Craig Wasson<\/strong> como um ator desempregado e neur\u00f3tico que usa um telesc\u00f3pio para espionar a vizinha sensual de um amigo. Enquanto os thrillers de <strong>Hitchcock<\/strong> nos anos 1950 apenas insinuavam at\u00e9 onde o voyeurismo compulsivo de um homem poderia lev\u00e1-lo, este filme escancara tudo em detalhes expl\u00edcitos. O protagonista se torna obcecado por duas mulheres (interpretadas por <strong>Deborah Shelton<\/strong> e uma jovem e vibrante <strong>Melanie Griffith<\/strong>) que o provocam e o levam por uma jornada por Los Angeles \u2014 passando por shoppings luxuosos de Beverly Hills, com elevadores de vidro perfeitos para espiar at\u00e9 o submundo da ind\u00fastria porn\u00f4. \u00c9 sangrento, s\u00f3rdido, totalmente exagerado \u2014 e ainda assim oferece um coment\u00e1rio perspicaz sobre a falsidade do cinema\u2026 e como todos n\u00f3s adoramos assistir. \u2014N.M.<\/p>\n<h3>20. A Piscina (1969)<\/h3>\n<p>\u00c9 tudo sobre sol e sexo vespertino em Saint-Tropez para <strong>Jean-Paul<\/strong> (<strong>Alain Delon<\/strong>) e <strong>Marianne<\/strong> (<strong>Romy Schneider<\/strong>), dois belos europeus desocupados aproveitando a casa de veraneio emprestada de um amigo. At\u00e9 que chega <strong>Harry<\/strong> (<strong>Maurice Ronet<\/strong>), um velho amigo de <strong>Jean-Paul<\/strong> \u2014 e ex-amante de <strong>Marianne<\/strong> \u2014 acompanhado de sua jovem filha de 18 anos (<strong>Jane Birkin<\/strong>). Eles aparecem para uma visita e acabam aceitando um convite improvisado para ficar por um tempo. A tens\u00e3o entre os quatro visitantes logo adiciona uma sensa\u00e7\u00e3o claustrof\u00f3bica de umidade que acompanha o calor da esta\u00e7\u00e3o na Riviera Francesa. N\u00e3o se trata de <em data-end=\"651\" data-start=\"647\">se<\/em> algo ruim vai acontecer, e sim <em data-end=\"689\" data-start=\"683\">quem<\/em> ser\u00e1 o autor e <em data-end=\"711\" data-start=\"705\">quem<\/em> ser\u00e1 a v\u00edtima. Gra\u00e7as a uma recente restaura\u00e7\u00e3o e relan\u00e7amento nos cinemas, o thriller de <strong>Jacques Deray<\/strong> com esp\u00edrito de 1969 passou de obscuro filme cult a cl\u00e1ssico redescoberto. E quanto \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o de \u201cer\u00f3tico\u201d? Bem\u2026 se voc\u00ea n\u00e3o ficar minimamente afetado ao ver duas das pessoas mais bonitas que j\u00e1 apareceram no cinema se enrolando seminuas ao lado de uma piscina luxuosa, talvez valha a pena checar seus sinais vitais. \u2014<em>D.F.<\/em><\/p>\n<p>19. Garota Exemplar (2014)<\/p>\n<p><strong>Amy<\/strong> (<strong>Rosamund Pike<\/strong>) desapareceu, e tudo indica que seu marido emocionalmente distante, <strong>Nick<\/strong> (<strong>Ben Affleck<\/strong>), esteja por tr\u00e1s do sumi\u00e7o \u2014 mas ser\u00e1 que ele \u00e9 o verdadeiro vil\u00e3o desse relacionamento? Brincando com pap\u00e9is de g\u00eanero e a impossibilidade de realmente conhecer o casamento alheio, a adapta\u00e7\u00e3o de <strong>David Fincher<\/strong> do best-seller de <strong>Gillian Flynn<\/strong> \u00e9 ferozmente engra\u00e7ada ao subverter expectativas e mudar nossas lealdades. O er\u00f3tico e o assassino est\u00e3o intimamente entrela\u00e7ados \u2014 especialmente quando o azarado personagem secund\u00e1rio de <strong>Neil Patrick Harris<\/strong> \u00e9 puxado para a teia do casal \u2014, e <strong>Pike<\/strong> e <strong>Affleck<\/strong> brilham ao interpretar pessoas que, de certa forma, est\u00e3o interpretando outras pessoas em seu fr\u00e1gil impasse dom\u00e9stico. Ao revelar o que aconteceu com <strong>Amy<\/strong>, <strong>Fincher<\/strong> descasca as camadas de ressentimento que se acumulam depois do \u201csim\u201d, expondo o matrim\u00f4nio como uma elaborada tortura mental. \u2014<em>T.G.<\/em><\/p>\n<h3>18. O Quarto Homem (1983)<\/h3>\n<p>Quase uma d\u00e9cada antes de equipar uma <strong>Sharon Stone<\/strong> poliamorosa com um picador de gelo, o diretor <strong>Paul Verhoeven<\/strong> recorreu \u00e0 sua loira hitchcockiana favorita, <strong>Ren\u00e9e Soutendijk<\/strong>, para o que, em retrospectiva, parece um ensaio geral para <em><strong>Instinto Selvagem<\/strong><\/em> (1992) \u2014 exceto talvez por Cristo sendo estimulado na cruz. Fluidez sexual, l\u00e2minas castradoras e vis\u00f5es prescientes desempenham um papel na hist\u00f3ria de um autor bissexual (<strong>Jeroen Krabb\u00e9<\/strong>) que se apaixona por uma cosmetologista tr\u00eas vezes vi\u00fava (<strong>Soutendijk<\/strong>). Ele come\u00e7a a suspeitar que ela matou seus maridos&#8230; e que ele ser\u00e1 o pr\u00f3ximo. Na cidade portu\u00e1ria cinzenta de Vlissingen, <strong>Soutendijk<\/strong> surge vestida de vermelho e com um penteado \u00e0 la <strong>Kim Novak<\/strong>, e <strong>Verhoeven<\/strong> a compara a uma aranha elegantemente tecendo sua teia. S\u00f3 porque o autor sonha ser a mosca, no entanto, n\u00e3o significa que ele vai escapar dessa armadilha. \u2014<em>S.T.<\/em><\/p>\n<h3>17. O Fio da Suspeita (1985)<\/h3>\n<p>O roteirista <strong>Joe Eszterhas<\/strong> realmente merece seu lugar no Hall da Fama do Suspense Er\u00f3tico \u2014 o homem escreveu <em><strong>Instinto Selvagem<\/strong><\/em> (1992), <em><strong>Pacto de Sangue<\/strong><\/em> (1989) e <em><strong>Jade<\/strong><\/em> (1995)! \u2014 e ele consolidou sua reputa\u00e7\u00e3o cedo com este thriller fundamental dos anos 80, no qual a advogada criminal <strong>Glenn Close<\/strong> sai da aposentadoria para defender o editor de jornal vivido por <strong>Jeff Bridges<\/strong>. A esposa dele foi brutalmente assassinada, ele \u00e9 o principal suspeito, e ela est\u00e1 determinada a provar sua inoc\u00eancia. O fato de eles come\u00e7arem a se envolver romanticamente durante o julgamento, \u00e9 claro, complica um pouco as coisas \u2014 especialmente quando a apaixonada advogada come\u00e7a a duvidar se ele est\u00e1 dizendo a verdade ou n\u00e3o. O diretor <strong>Richard Marquand<\/strong> vai apertando o cerco e aumentando a tens\u00e3o, enquanto <strong>Bridges<\/strong> usa sutilmente sua boa apar\u00eancia e charme descontra\u00eddo de surfista californiano como arma. \u2014<em>D.F.<\/em><\/p>\n<h3>16. Swimming Pool &#8211; \u00c0 Beira da Piscina (2003)<\/h3>\n<p>O cineasta franc\u00eas <strong>Fran\u00e7ois Ozon<\/strong> explora os impulsos obscuros que alimentam hist\u00f3rias sombrias neste retrato lascivo e hitchcockiano da escritora brit\u00e2nica de mist\u00e9rio best-seller <strong>Sarah Morton<\/strong> (<strong>Charlotte Rampling<\/strong>), uma solteira de meia-idade entediada com a f\u00f3rmula de \u201csangue, sexo e dinheiro\u201d que sustenta seu sucesso desgastado. Ent\u00e3o, seu editor lhe oferece sua vila no sul da Fran\u00e7a para estimular a criatividade. A musa improv\u00e1vel da autora: <strong>Julie<\/strong> (<strong>Ludivine Seigner<\/strong>), a filha prom\u00edscua do editor. Sua visita inesperada e sua sequ\u00eancia de encontros de uma noite s\u00f3 deixam <strong>Sarah<\/strong> tanto amarga quanto ressentidamente excitada, quando ela n\u00e3o est\u00e1 folheando o di\u00e1rio de <strong>Julie<\/strong> em busca de ideias para hist\u00f3rias. As tens\u00f5es chegam ao auge quando a atra\u00e7\u00e3o m\u00fatua por um belo morador da cidade leva a uma noite quente em casa, um mergulho pelado e um homic\u00eddio movido pelo ci\u00fame. \u2014<em>S.G.<\/em><\/p>\n<h3>15. Mulher Solteira Procura (1992)<\/h3>\n<p>Baseado no romance de 1990 <strong><em data-end=\"95\" data-start=\"79\">SWF Seeks Same<\/em><\/strong>, de <strong>John Lutz<\/strong>, o filme dramaticamente inst\u00e1vel de <strong>Barbet Schroeder<\/strong> nos ensinou que colegas de apartamento n\u00e3o s\u00e3o de confian\u00e7a. <strong>Allie<\/strong> (<strong>Bridget Fonda<\/strong>), uma designer de software abalada por um t\u00e9rmino, aluga um quarto em seu apartamento para <strong>Hedra<\/strong> (<strong>Jennifer Jason Leigh<\/strong>), que responde a um an\u00fancio. <strong>Hedra<\/strong> se torna obsessivamente protetora de sua nova amiga, chegando ao ponto de se passar por ela para buscar uma vingan\u00e7a mortal contra um chefe excitado. O filme oscila entre o slasher e o thriller \u2014 voc\u00ea nunca mais ver\u00e1 um salto agulha do mesmo jeito \u2014 e a fixa\u00e7\u00e3o de <strong>Hedra<\/strong> por <strong>Allie<\/strong> \u00e9 um enigma que voc\u00ea precisaria de uma equipe de psiquiatras para decifrar. Mais um motivo para voc\u00ea morar sozinho. \u2014<em>E.Ze<\/em><\/p>\n<h3>14. Rela\u00e7\u00e3o Indecente (1992)<\/h3>\n<p>Bem-vindo ao marco zero de um dos retornos mais chocantes da hist\u00f3ria do showbiz. Antes deste filme, <strong>Drew Barrymore<\/strong> era uma ex-estrela mirim em um momento cr\u00edtico da carreira; depois dele, ela nunca mais deixou de ser famosa, nem por um minuto. A diretora <strong>Katt Shea<\/strong> (colaboradora de longa data de <strong>Roger Corman<\/strong>) d\u00e1 um toque da era grunge a uma hist\u00f3ria familiar: uma fam\u00edlia nuclear \u00e9 invadida por uma for\u00e7a selvagem que quer entrar \u2014 e n\u00e3o se importa com quem precisa eliminar para isso. <strong>Drew<\/strong> interpreta <strong>Ivy<\/strong>, uma adolescente tatuada e criminosa, que se torna melhor amiga da ing\u00eanua colega de classe vivida por <strong>Sara Gilbert<\/strong>. Ela usa seu charme com a m\u00e3e (<strong>Cheryl Ladd<\/strong>, de <em><strong>As Panteras<\/strong><\/em>!) e transa na chuva com o pai (<strong>Tom Skerritt<\/strong>, em sua vers\u00e3o mais repulsiva). <strong>Drew<\/strong> entrega toda a sua intensidade feroz, sabendo que esta era sua \u00faltima chance; depois disso, ela mergulhou de vez nos pap\u00e9is de garota m\u00e1 em <em><strong>Guncrazy<\/strong><\/em> (1992), <em><strong>Amor Louco<\/strong><\/em> (1995) e <em><strong>Amy Fisher &#8211; A Ninfeta Assassina<\/strong><\/em> (1993). \u2014<em>R.S.<\/em><\/p>\n<h3>13. Cidade dos Sonhos (2001)<\/h3>\n<p><strong>Rita Hayworth<\/strong> certa vez disse: \u201cOs homens v\u00e3o para a cama com <strong>Gilda<\/strong>, mas acordam comigo.\u201d Em <em data-end=\"164\" data-start=\"145\">Cidade dos Sonhos<\/em>, a personagem de <strong>Laura Harring<\/strong> sobrevive a um acidente de carro com amn\u00e9sia e adota o nome \u201cRita\u201d ap\u00f3s ver um p\u00f4ster de <em data-end=\"313\" data-start=\"306\">Gilda<\/em> \u2014 e todos que v\u00e3o para a cama com <strong>Rita<\/strong> acordam simplesmente confusos. O cineasta <strong>David Lynch<\/strong> descreveu o filme como \u201cuma hist\u00f3ria de amor na Cidade dos Sonhos\u201d, mas isso n\u00e3o faz jus ao mist\u00e9rio e \u00e0 tens\u00e3o que envolvem <strong>Rita<\/strong> e a personagem de <strong>Naomi Watts<\/strong>, <strong>Betty Elms<\/strong>. As duas mulheres visitam o bizarro Club Silencio, um apartamento que pertence a uma mulher misteriosa rec\u00e9m-falecida, e o sof\u00e1 de <strong>Elms<\/strong>, onde descobrem o amor m\u00fatuo. No melhor estilo lynchiano, tudo se inverte na metade do filme \u2014 <strong>Harring<\/strong> e <strong>Watts<\/strong> se transformam em outras personagens, e surge um tri\u00e2ngulo amoroso com o personagem de <strong>Justin Theroux<\/strong>. \u201cVoc\u00ea quer saber quem voc\u00ea \u00e9, n\u00e3o quer?\u201d, pergunta <strong>Elms<\/strong> em certo momento. Mas, com um quebra-cabe\u00e7a t\u00e3o intricado assim, ser\u00e1 que algu\u00e9m realmente sabe? \u2014<em>Kory Grow<\/em><\/p>\n<h3>12. Um Corpo que Cai (1958)<\/h3>\n<p>Entre os pioneiros originais do g\u00eanero thriller er\u00f3tico, <strong>Hitchcock<\/strong> mergulha fundo na obsess\u00e3o sexual ao permitir que o espectador compartilhe da mania do her\u00f3i tr\u00e1gico de <strong>Jimmy Stewart<\/strong>, completamente enfeiti\u00e7ado, enquanto ele submete a personagem de <strong>Kim Novak<\/strong> a uma transforma\u00e7\u00e3o extrema (ainda que ela j\u00e1 tenha dado o primeiro passo nesse jogo de metamorfose). Atuando na zona cinzenta entre o decl\u00ednio do C\u00f3digo de Produ\u00e7\u00e3o e o surgimento do sistema de classifica\u00e7\u00e3o indicativa, <strong>Hitchcock<\/strong> sabia que n\u00e3o precisava de nudez ou cenas expl\u00edcitas para transmitir um erotismo quase alucinat\u00f3rio. Sexo e morte raramente foram t\u00e3o insepar\u00e1veis. Ser\u00e1 que <strong>Brian De Palma<\/strong> ou <strong>Paul Verhoeven<\/strong> sequer teriam existido, cinematograficamente falando, sem <strong><em data-end=\"809\" data-start=\"791\">Um Corpo que Cai<\/em><\/strong>? \u2014<em>C.V.<\/em><\/p>\n<h3>11. De Olhos Bem Fechados (1999)<\/h3>\n<p>O \u00faltimo filme de <strong>Stanley Kubrick<\/strong> j\u00e1 era um fen\u00f4meno antes mesmo de ser lan\u00e7ado, com alguns rumores sugerindo que talvez fosse \u201cquente demais\u201d para os cinemas americanos. E ele \u00e9, de fato, memoravelmente provocante \u2014 a cena central da orgia mascarada ainda \u00e9 parodiada at\u00e9 hoje. Mas, embora se passe em apartamentos e mans\u00f5es opulentas de Nova York, o filme gira em torno de um homem bem comum: um marido ciumento e mal-humorado (<strong>Tom Cruise<\/strong>, em uma de suas performances mais sutis e vulner\u00e1veis), que fica profundamente perturbado ao ouvir os desejos er\u00f3ticos secretos de sua esposa (<strong>Nicole Kidman<\/strong>). Isso o leva a perambular pela cidade em um nevoeiro de excita\u00e7\u00e3o e inveja. No caminho, ele se depara com cad\u00e1veres e festas sexuais clandestinas antes de cruzar o caminho de pessoas poderosas. Como nos melhores thrillers er\u00f3ticos, aqui h\u00e1 uma linha direta entre frustra\u00e7\u00e3o sexual e perigo mortal. S\u00f3 n\u00e3o se esque\u00e7a: \u201cFidelio\u201d \u00e9 a senha de entrada \u2014 mas talvez n\u00e3o seja a senha para sair da casa&#8230; \u2014<em>N.M.<\/em><\/p>\n<h3>10. Em Carne Viva (2003)<\/h3>\n<p>Deixe para a brilhante <strong>Jane Campion<\/strong> a tarefa de criar uma das abordagens mais inteligentes e art\u00edsticas do thriller er\u00f3tico \u2014 sem perder nada do perigo que torna o g\u00eanero t\u00e3o atraente. A ex-rainha das com\u00e9dias rom\u00e2nticas <strong>Meg Ryan<\/strong> interpreta <strong>Frannie Avery<\/strong>, uma professora de ingl\u00eas em uma Nova York sombria do p\u00f3s-11 de Setembro, que coleciona palavras e frases em seu caderno. O aparecimento de um membro decepado de uma v\u00edtima de assassinato no jardim de seu pr\u00e9dio atrai o detetive <strong>Malloy<\/strong> (interpretado por <strong>Mark Ruffalo<\/strong>) at\u00e9 a porta de <strong>Frannie<\/strong>. O caso que se desenvolve entre eles, \u00e0 medida que a amea\u00e7a do assassino se aproxima, \u00e9 ao mesmo tempo apaixonado e paranoico \u2014 e, justamente por isso, profundamente hipnotizante. \u2014<em>E.Zu<\/em><\/p>\n<h3>9. Vestida para Matar (1980)<\/h3>\n<p data-end=\"960\" data-start=\"52\">Lan\u00e7ado durante a fase incr\u00edvel de <strong>Brian De Palma<\/strong> no final dos anos 1970 e in\u00edcio dos anos 1980 \u2014 quando ele reinava como o mestre dos thrillers adultos \u00e0 la <strong>Hitchcock<\/strong> \u2014 <strong><em data-end=\"242\" data-start=\"222\">Vestida para Matar<\/em><\/strong>\u00a0provavelmente n\u00e3o seria produzido hoje em dia, pelo menos n\u00e3o com um or\u00e7amento milion\u00e1rio de Hollywood. Assim como <strong><em data-end=\"398\" data-start=\"378\">Parceiros da Noite<\/em><\/strong>, outro filme quente e pol\u00eamico lan\u00e7ado em 1980, ele flerta com a representa\u00e7\u00e3o de pessoas n\u00e3o heteronormativas como desviantes homicidas, embora n\u00e3o fique totalmente claro se o assassino que esfaqueia <strong>Angie Dickinson<\/strong> em um elevador age por desejo ou raiva. Como a \u00fanica testemunha do crime, <strong>Nancy Allen<\/strong> (na \u00e9poca esposa do diretor) entrega uma \u00f3tima atua\u00e7\u00e3o, indicada ao <strong>Globo de Ouro<\/strong>. Sua performance como uma trabalhadora do sexo astuta contribui enormemente para um filme que envolve o espectador, aos poucos, em reviravoltas cheias de suspense.\u00a0N\u00e3o se pode dizer que o filme seja exatamente \u201csexy\u201d, mas h\u00e1 uma tens\u00e3o sexual constante ao longo de toda a narrativa. <strong>De Palma<\/strong> \u00e9 mestre em explorar os tons entre desejo humano e tormento, ent\u00e3o, embora a hist\u00f3ria possa soar ofensiva para espectadores com uma vis\u00e3o feminista (muitos criticaram, na \u00e9poca, uma cena com uma furadeira de simbolismo f\u00e1lico bem \u00f3bvio), o filme continua envolvente. Parte do fasc\u00ednio est\u00e1 justamente em tentar entender de que lado <strong>De Palma<\/strong> realmente est\u00e1 \u2014 dos \u201cpervertidos\u201d ou dos \u201cnormais\u201d. \u2014<em>M.R.<\/em><\/p>\n<h3>8. Instinto Selvagem (1992)<\/h3>\n<p data-end=\"656\" data-start=\"52\">&#8220;Ela \u00e9 m\u00e1! Ela \u00e9 brilhante!&#8221; Com essas quatro palavras, <strong>Jeanne Tripplehorn<\/strong> n\u00e3o apenas resume a trama de <strong><em data-end=\"175\" data-start=\"156\">Instinto Selvagem<\/em><\/strong>\u00a0\u2014 ela encapsula toda a filosofia do thriller er\u00f3tico. O diretor <strong>Paul Verhoeven<\/strong> e o roteirista <strong>Joe Eszterhas<\/strong> inauguraram uma era de ouro para o g\u00eanero nos anos 1990 com essa obra-prima descaradamente trash, que condensou todos os clich\u00eas do g\u00eanero em um blockbuster brilhante e polido. <strong>Sharon Stone<\/strong> interpreta uma sedutora autora de romances policiais que pode \u2014 ou n\u00e3o \u2014 ser uma assassina serial com um picador de gelo escondido debaixo da cama.<\/p>\n<p data-end=\"1316\" data-start=\"658\">Como \u00e9 de praxe nos thrillers er\u00f3ticos, a vaidade masculina \u00e9 praticamente um personagem central, aqui personificada por duas n\u00e1degas espec\u00edficas e pela decis\u00e3o question\u00e1vel de <strong>Michael Douglas<\/strong> de exibi-las ao vento. Ele \u00e9 o policial ot\u00e1rio encarregado de investigar o assassinato \u201csexo-e-faca\u201d de um astro do rock. J\u00e1 <strong>Stone<\/strong> brilha com sua energia dominadora de vil\u00e3 sem vergonha, deixando marcas de dentes nos m\u00f3veis. Em sua cena mais ic\u00f4nica (e frequentemente parodiada), ela descruza as pernas durante um interrogat\u00f3rio policial, revelando que n\u00e3o est\u00e1 usando roupa \u00edntima; Stone afirmou diversas vezes que n\u00e3o sabia que sua vulva estava vis\u00edvel na c\u00e2mera.<\/p>\n<p data-end=\"1748\" data-start=\"1318\">Ela recebeu US$ 500.000 por <strong><em data-end=\"1365\" data-start=\"1346\">Instinto Selvagem<\/em><\/strong>; <strong>Douglas<\/strong> levou US$ 14 milh\u00f5es \u2014 ou US$ 7 milh\u00f5es por n\u00e1dega. Mas foi esse papel que a transformou em estrela. E ela est\u00e1 \u00f3tima tamb\u00e9m na \u201csequ\u00eancia espiritual\u201d de 1993 \u2014 n\u00e3o <em data-end=\"1557\" data-start=\"1536\">Instinto Selvagem 2<\/em>, mas <strong><em data-end=\"1587\" data-start=\"1563\">Invas\u00e3o de Privacidade<\/em><\/strong>, tamb\u00e9m escrito por <strong>Eszterhas<\/strong>, em que interpreta uma arquiteta que quer viver perigosamente (\u201cEsque\u00e7a o <strong>Pavarotti<\/strong>, quero ir ver o <strong>Pearl Jam<\/strong>!\u201d). \u2014<em>R.S.<\/em><\/p>\n<h3>7. Desejo e Perigo (2007)<\/h3>\n<p>Na hist\u00f3ria de engano e trai\u00e7\u00e3o de <strong>Ang Lee<\/strong>, ambientada durante a ocupa\u00e7\u00e3o japonesa da China, o sexo pode ser uma forma de mentira \u2014 ou o \u00fanico momento de honestidade entre duas pessoas. Pode ser um ato de viol\u00eancia, um jogo, uma express\u00e3o de desejo, opress\u00e3o ou amor. Mas sempre significa algo, mesmo que seus participantes interpretem esse \u201calgo\u201d de maneiras diferentes.<\/p>\n<p>Adaptando uma novela de <strong>Eileen Chang<\/strong>, o diretor de <em><strong>O Tigre e o Drag\u00e3o<\/strong><\/em> utiliza cenas de sexo expl\u00edcitas como extens\u00e3o da ambiguidade moral que envolve o filme. <strong>Tang Wei<\/strong> interpreta <strong>Wong Chia<\/strong><strong>Chi<\/strong>, uma estudante universit\u00e1ria patriota recrutada por um grupo da resist\u00eancia para assassinar o <strong>Sr.<\/strong><strong>Yee<\/strong> (<strong>Tony Leung<\/strong>), um poderoso colaborador do governo fantoche que governa a China. Escolhida para seduzir <strong>Yee<\/strong>, <strong>Chia Chi<\/strong> se torna, primeiro, v\u00edtima de seus impulsos cru\u00e9is, depois sua amante e confidente \u00edntima \u2014 sentimentos cada vez mais confusos que acabam fazendo-a questionar sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>O filme \u00e9 t\u00e3o desconfort\u00e1vel quanto expl\u00edcito, uma combina\u00e7\u00e3o que lhe rendeu a classifica\u00e7\u00e3o de proibido para menores de 17 anos nos Estados Unidos e levou <strong>Tang Wei<\/strong> a ser banida da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica chinesa por v\u00e1rios anos. No entanto, sua representa\u00e7\u00e3o direta, complexa e magistral de como o sexo pode cegar aqueles sob seu efeito \u2014 onde o desejo n\u00e3o apenas atropela a cautela, mas tamb\u00e9m ideais pol\u00edticos, amizades e tudo o mais em seu caminho \u2014 garantiu ao filme um lugar duradouro na hist\u00f3ria do cinema. \u2014<em>K.P.<\/em><\/p>\n<h3>6. Corpos Ardentes (1981)<\/h3>\n<p>Visto pela primeira vez nu, de costas para a c\u00e2mera e encharcado de suor ap\u00f3s sua mais recente conquista er\u00f3tica, <strong>William Hurt<\/strong> \u00e9 um objeto sexual deliciosamente tolo no neo-noir seminal de <strong>Lawrence Kasdan<\/strong>. Seu personagem, <strong>Ned Racine<\/strong>, um advogado imobili\u00e1rio med\u00edocre da Fl\u00f3rida, \u00e9 como uma vers\u00e3o \u201cbonito, mas bobo&#8221; de <strong>Fred MacMurray<\/strong> em <em><strong>Pacto de<\/strong><\/em> Sangue \u2014 e a <strong>Barbara Stanwyck<\/strong> desta hist\u00f3ria \u00e9 <strong>Matty Walker<\/strong>, interpretada com confian\u00e7a e voz rouca por <strong>Kathleen Turner<\/strong>, que avalia sua presa com a seguinte frase: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o \u00e9 muito inteligente. Gosto disso em um homem.\u201d<\/p>\n<p><em><strong>Corpos Ardentes<\/strong><\/em> se apoia na premissa cl\u00e1ssica da <em>femme fatale<\/em> que manipula seu amante para matar o marido por dinheiro. <strong>Ned<\/strong> n\u00e3o \u00e9 ing\u00eanuo ou t\u00e3o moralmente corrupto a ponto de n\u00e3o perceber que est\u00e1 fazendo algo errado; <strong>Matty<\/strong> simplesmente o domina com seu poder de sedu\u00e7\u00e3o, que o diretor <strong>Lawrence Kasdan<\/strong> apresenta com uma intensidade quase como a de um avi\u00e3o em queda, fazendo com que os erros de <strong>Ned<\/strong> pare\u00e7am totalmente compreens\u00edveis. Um futuro em que <strong>Ned<\/strong> e <strong>Matty<\/strong> possam se entregar todas as noites a seus exerc\u00edcios sexuais contra a brisa suave e os sinos ao vento da costa da Fl\u00f3rida soa irresist\u00edvel. Se um rica\u00e7o precisar morrer para isso acontecer, \u00e9 um pre\u00e7o relativamente pequeno a se pagar. \u2014<em>S.T.<\/em><\/p>\n<h3>5. Garotas Selvagens (1998)<\/h3>\n<p>Uma n\u00e9voa de umidade e sordidez paira sobre os Everglades da Fl\u00f3rida neste thriller de 1998 dirigido por <strong>John McNaughton<\/strong> \u2014 um filme com tantas reviravoltas que voc\u00ea s\u00f3 descobre quem est\u00e1 enganando quem quando sobem os cr\u00e9ditos finais. O sedutor orientador escolar <strong>Sam Lombardo<\/strong> (<strong>Matt Dillon<\/strong>) se torna um p\u00e1ria local quando duas de suas alunas \u2014 a garota rica <strong>Kelly Van Ryan<\/strong> (<strong>Denise Richards<\/strong>) e a exclu\u00edda \u201ccaipira\u201d <strong>Suzie Toller<\/strong> (<strong>Neve Campbell<\/strong>) \u2014 o acusam de estupro. Mas espere! N\u00e3o apenas est\u00e3o mentindo, como tamb\u00e9m est\u00e3o em conluio com <strong>Sam<\/strong> para arrancar dinheiro da m\u00e3e de <strong>Kelly<\/strong> e se envolver em festinhas regadas a champanhe e sexo a tr\u00eas. Pessoas s\u00e3o assassinadas (ou ser\u00e1 que n\u00e3o?), e dois policiais locais sabem que algu\u00e9m est\u00e1 mentindo.<\/p>\n<p>\u00c9 um thriller er\u00f3tico que vai at\u00e9 o fim, abra\u00e7ando completamente a sordidez do g\u00eanero \u2014 com direito a cenas memor\u00e1veis de sexo entre garotas numa piscina, enquanto o sargento <strong>Ray Duquette<\/strong> (<strong>Kevin Bacon<\/strong>) espia tudo por tr\u00e1s de uma filmadora. <strong>Bacon<\/strong> chegou a dizer que o roteiro era \u201ca coisa mais lixo\u201d que ele j\u00e1 tinha lido \u2014 o que talvez seja o maior elogio poss\u00edvel para um filme como este.\u00a0E n\u00e3o d\u00e1 pra negar o quanto <em><strong>Garotas Selvagens<\/strong><\/em> \u00e9 descaradamente lascivo. \u00c9 o tipo de filme que te faz querer tomar um banho depois \u2014 frio, de prefer\u00eancia. \u2014 <em>E.Zu<\/em><\/p>\n<h3>4. Atra\u00e7\u00e3o Fatal (1987)<\/h3>\n<p data-end=\"696\" data-start=\"86\">Talvez nenhum suspense er\u00f3tico tenha deixado um impacto cultural t\u00e3o duradouro (para o bem e para o mal) quanto este marco dos anos 1980 dirigido por <strong>Adrian Lyne<\/strong> \u2014 mesmo que voc\u00ea nunca tenha assistido, com certeza conhece os momentos principais. <strong>Dan Gallagher<\/strong> (<strong>Michael Douglas<\/strong> no auge da carreira) \u00e9 um homem casado, com uma vida perfeitamente tranquila ao lado da esposa (<strong>Anne Archer<\/strong>), at\u00e9 come\u00e7ar um caso com a intensa e descontrolada <strong>Alex Forrest<\/strong> (<strong>Glenn Close<\/strong>). Em pouco tempo, <strong>Alex<\/strong> se torna obcecada e possessiva; eventualmente, ela cozinha um coelhinho \u2014 uma das cenas mais ic\u00f4nicas da hist\u00f3ria do cinema.<\/p>\n<p data-end=\"1207\" data-start=\"698\">Mas reduzir <strong><em data-end=\"725\" data-start=\"710\">Atra\u00e7\u00e3o Fatal<\/em><\/strong> a esses elementos \u00e9 ignorar as nuances brilhantes do trabalho de <strong>Lyne<\/strong>. A verdadeira queda de <strong>Dan<\/strong> n\u00e3o \u00e9 apenas ter se envolvido com a mulher errada \u2014 \u00e9 o fato de que <strong>Douglas<\/strong> o interpreta como um tolo egoc\u00eantrico que simplesmente n\u00e3o consegue se conter. Enquanto isso, embora o nome <strong>Alex Forrest<\/strong> tenha se tornado sin\u00f4nimo do estere\u00f3tipo da \u201cmulher louca\u201d, <strong>Glenn Close<\/strong> oferece \u00e0 personagem uma profundidade rara ao retrat\u00e1-la como algu\u00e9m que luta com s\u00e9rios problemas de sa\u00fade mental.\u00a0A qu\u00edmica entre os dois \u00e9, sem d\u00favida, eletrizante. E quando colidem, s\u00e3o o par perfeito: duas pessoas que s\u00e3o, cada uma a seu modo, a pr\u00f3pria fonte de sua destrui\u00e7\u00e3o. \u2014 <em>E.Zu<\/em><\/p>\n<h3>3. O Poder da Sedu\u00e7\u00e3o (1994)<\/h3>\n<p data-end=\"605\" data-start=\"88\">O extraordin\u00e1rio neo-noir de <strong>John Dahl<\/strong> ousa fazer a seguinte pergunta: e se a <em>femme fatale<\/em> mais impiedosa do cinema fosse, na verdade, a hero\u00edna da hist\u00f3ria? Uma mantis religiosa de salto agulha, <strong>Bridget Gregory<\/strong> (<strong>Linda Fiorentino<\/strong>) comanda uma empresa de telemarketing com punho de ferro \u2014 e ainda faz o marido (<strong>Bill Pullman<\/strong>) vender coca\u00edna farmac\u00eautica desviada do hospital onde trabalha, s\u00f3 para garantir uma grana extra. Mas assim que ele traz o dinheiro para casa, <strong>Bridget<\/strong> d\u00e1 o fora sem olhar pra tr\u00e1s.<\/p>\n<p data-end=\"918\" data-start=\"607\">Fazendo uma parada no interior do estado de Nova York a caminho de Chicago, ela cruza com <strong>Mike<\/strong> (<strong>Peter Berg<\/strong>, que mais tarde se tornaria diretor), um garot\u00e3o meio burro que ela conhece num bar. E, de repente, a nossa protagonista oportunista enxerga ali n\u00e3o apenas um ot\u00e1rio, mas uma chance de faturar ainda mais.<\/p>\n<p data-end=\"1365\" data-start=\"920\">Com uma trilha sonora de jazz t\u00e3o \u201cp\u00f3s-expediente\u201d e il\u00edcita que parece quase uma par\u00f3dia do g\u00eanero, e uma atua\u00e7\u00e3o definidora de carreira de <strong>Fiorentino<\/strong>, esse cl\u00e1ssico do thriller er\u00f3tico dos anos 1990 continua sendo um deleite noir enxuto, malicioso e afiado. Mas o que provavelmente fica mais na mem\u00f3ria \u00e9 a cena de sexo central do filme \u2014 uma empreitada altamente atl\u00e9tica em que <strong>Bridget<\/strong> assume o controle total enquanto se agarra a uma cerca.<\/p>\n<p data-end=\"1686\" data-start=\"1367\">Anos depois, <strong>Berg<\/strong> relembrou que, enquanto ele e <strong>Dahl<\/strong> tentavam coreografar a cena, <strong>Fiorentino<\/strong> apenas observava em sil\u00eancio. Ent\u00e3o, j\u00e1 completamente incorporada \u00e0 personagem, \u201cela jogou o cigarro no ch\u00e3o, olhou pra mim e disse: \u2018Cala a porra da boca, abaixa as cal\u00e7as e vai pra cerca.\u2019\u201d E o resto, bem\u2026 \u00e9 hist\u00f3ria. \u2014 <em>D.F.<\/em><\/p>\n<h3>2. A Criada (2016)<\/h3>\n<p data-end=\"522\" data-start=\"116\"><strong>Park Chan-wook<\/strong> primeiro ganhou fama com provoca\u00e7\u00f5es violentas como <strong><em data-end=\"197\" data-start=\"183\">Mr. Vingan\u00e7a<\/em><\/strong> (2002) e <strong><em data-end=\"208\" data-start=\"200\">Oldboy<\/em><\/strong> (2003). Mas quando voltou sua aten\u00e7\u00e3o para o romance hist\u00f3rico <strong><em>Na Ponta dos Dedos<\/em><\/strong>, de <strong>Sarah Waters<\/strong>, o diretor sul-coreano entregou algo n\u00e3o apenas ousado, mas tamb\u00e9m surpreendentemente er\u00f3tico \u2014 uma hist\u00f3ria de pervers\u00f5es, encontros s\u00e1ficos, reviravoltas engenhosas e um amor verdadeiro nascendo em meio a um ambiente hostil.<\/p>\n<p data-end=\"884\" data-start=\"524\">Ambientado na Coreia dos anos 1930, durante a ocupa\u00e7\u00e3o japonesa, o filme acompanha <strong>Sookee<\/strong> (<strong>Kim Tae-ri<\/strong>), uma bela ladra que se une a um falsificador (<strong>Ha Jung-woo<\/strong>) para aplicar um golpe numa herdeira rica, <strong>Hideko<\/strong> (<strong>Kim Min-hee<\/strong>). <strong>Sookee<\/strong> torna-se a criada pessoal de <strong>Hideko<\/strong>, mas os planos se complicam quando ela desenvolve sentimentos pela jovem isolada e infeliz.<\/p>\n<p data-end=\"1206\" data-start=\"886\">O enredo \u00e9 repleto de flashbacks, revela\u00e7\u00f5es e lealdades despeda\u00e7adas. As reviravoltas n\u00e3o param, mas a maior surpresa do filme foi ver <strong>Park<\/strong> sonhar t\u00e3o alto, criando um thriller er\u00f3tico em formato de quebra-cabe\u00e7a \u2014 ao mesmo tempo envolvente, luminoso e depravado \u2014 que marcou um novo cap\u00edtulo numa carreira j\u00e1 singular.\u00a0Ele n\u00e3o abre m\u00e3o da viol\u00eancia gr\u00e1fica e das sequ\u00eancias estilizadas que s\u00e3o sua marca registrada \u2014 mas agora elas est\u00e3o a servi\u00e7o de um drama rom\u00e2ntico arrebatador, que acabou sendo o filme mais ousado (e perversamente sensual) a passar pelas salas de cinema de arte naquele ano. \u2014<em> T.G.<\/em><\/p>\n<h3>1. Ligadas pelo Desejo (1996)<\/h3>\n<p data-end=\"754\" data-start=\"126\">\u00c9 poss\u00edvel que nenhum outro par de atores tenha compartilhado tanta qu\u00edmica sexual quanto <strong>Gina Gershon<\/strong> e <strong>Jennifer Tilly<\/strong> em <strong><em data-end=\"270\" data-start=\"249\">Ligadas pelo Desejo<\/em><\/strong>. Desde o momento em que <strong>Corky<\/strong>, uma ex-presidi\u00e1ria faz-tudo (interpretada por <strong>Gershon<\/strong>), cruza olhares no elevador com <strong>Violet<\/strong>, a sedutora namorada de um mafioso (vivida por <strong>Tilly<\/strong>), a tens\u00e3o entre elas amea\u00e7a incendiar a tela. Eventualmente, elas consomam essa atra\u00e7\u00e3o m\u00fatua numa cena de sexo com uma paix\u00e3o raramente vista. Mas mesmo antes disso, seus encontros j\u00e1 vibram com insinua\u00e7\u00e3o e desejo \u2014 uma corrente de pura atra\u00e7\u00e3o que eleva a estreia das irm\u00e3s <strong>Wachowski<\/strong> ao topo do g\u00eanero.<\/p>\n<p data-end=\"1236\" data-start=\"756\">Embora tenha sido <em data-end=\"782\" data-start=\"774\">Matrix<\/em> (1999) o filme que capturou a imagina\u00e7\u00e3o do mundo, foi <strong><em data-end=\"852\" data-start=\"831\">Ligadas pelo Desejo<\/em><\/strong> que estabeleceu as <strong>Wachowski<\/strong> como cineastas de enorme talento e ousadia. Este marco do neo-noir dos anos 1990 \u00e9 ao mesmo tempo cl\u00e1ssico e p\u00f3s-moderno, pegando um cen\u00e1rio digno de <strong>Billy Wilder<\/strong> (e arqu\u00e9tipos da era dourada de Hollywood) e o filtrando por uma lente explicitamente queer, com uma das representa\u00e7\u00f5es mais francas do amor l\u00e9sbico j\u00e1 vistas em um filme comercial at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p data-end=\"1661\" data-start=\"1238\">Trabalhando com um or\u00e7amento enxuto, elas transformaram as limita\u00e7\u00f5es em virtudes, concentrando a tens\u00e3o dentro de um apartamento claustrof\u00f3bico e de um cronograma igualmente apertado. Quando as duas mulheres colocam em pr\u00e1tica seu plano arriscado de roubar uma mala cheia de dinheiro desviado do violento namorado mafioso de <strong>Violet<\/strong> (vivido por <strong>Joe Pantoliano<\/strong>), o filme se transforma num suspense de tirar o f\u00f4lego.<\/p>\n<p data-end=\"2092\" data-start=\"1663\">Mas mais do que suas reviravoltas cru\u00e9is ou os obst\u00e1culos crescentes, o que realmente move esse filme \u00e9 a fome \u2014 que as protagonistas t\u00eam uma pela outra, e pelo desejo de algo mais do que a vida lhes ofereceu at\u00e9 ent\u00e3o. Muitos thrillers er\u00f3ticos tentam alinhar o desejo do p\u00fablico ao dos personagens. <strong><em data-end=\"1985\" data-start=\"1964\">Ligadas pelo Desejo<\/em><\/strong> quer nos conectar diretamente \u00e0 alma delas. O que poderia ser mais er\u00f3tico \u2014 ou mais emocionante? \u2014 A.A.D.<\/p>\n<p data-end=\"2092\" data-start=\"1663\"><strong>+++LEIA MAIS: 50 filmes ruins feitos por grandes diretores, segundo Rolling Stone<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"2092\" data-start=\"1663\"><strong>+++LEIA MAIS: As 50 continua\u00e7\u00f5es de filmes mais decepcionantes de todos os tempos, segundo Rolling Stone<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"2092\" data-start=\"1663\"><strong>+++LEIA MAIS: 50 m\u00fasicas terr\u00edveis presentes em \u00e1lbuns incr\u00edveis, segundo Rolling Stone<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/os-50-melhores-suspenses-eroticos-segundo-rolling-stone\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando\u00a0Jogo Justo, o suspense maravilhosamente picante de Chloe Domont, estreou no Festival de Cinema de Sundance, o p\u00fablico imediatamente reagiu \u00e0 hist\u00f3ria de dois analistas financeiros em busca de um cliente &#8220;dourado&#8221; e uma cobi\u00e7ada vaga na diretoria executiva. N\u00e3o foi apenas por causa da not\u00f3ria cena de abertura com um casal transando no banheiro [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":24852,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-24851","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24851","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24851"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24851\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/24852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24851"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24851"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24851"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}