{"id":24687,"date":"2025-06-03T11:45:02","date_gmt":"2025-06-03T14:45:02","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/diretriz-para-tratar-obesidade-aborda-uso-racional-de-remedios\/"},"modified":"2025-06-03T11:45:02","modified_gmt":"2025-06-03T14:45:02","slug":"diretriz-para-tratar-obesidade-aborda-uso-racional-de-remedios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/diretriz-para-tratar-obesidade-aborda-uso-racional-de-remedios\/","title":{"rendered":"Diretriz para tratar obesidade aborda uso racional de rem\u00e9dios"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e da S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso) apresentou a nova Diretriz Brasileira para o Tratamento Farmacol\u00f3gico da Obesidade.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1645194&amp;o=node\" style=\"width:1px; height:1px; display:inline;\"\/><\/p>\n<p>Segundo a associa\u00e7\u00e3o, o <strong>documento representa um marco para a pr\u00e1tica cl\u00ednica no pa\u00eds ao reconhecer a obesidade como uma doen\u00e7a cr\u00f4nica que requer cuidado cont\u00ednuo e abordagem individualizada.<\/strong><\/p>\n<p>Com 35 recomenda\u00e7\u00f5es, a diretriz orienta m\u00e9dicos, gestores de sa\u00fade e profissionais de diferentes especialidades sobre o uso adequado de medicamentos, sempre em conjunto com mudan\u00e7as no estilo de vida.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201c\u00c9 uma mudan\u00e7a de paradigma. O objetivo n\u00e3o \u00e9 mais apenas normalizar o peso, mas sim promover sa\u00fade, funcionalidade e qualidade de vida com metas poss\u00edveis e sustent\u00e1veis\u201d, explica o endocrinologista Bruno Halpern, vice-presidente da Abeso.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Uma das principais propostas \u00e9 adotar metas mais realistas e clinicamente relevantes, como a perda de ao menos 10% do peso corporal, com foco na melhoria de comorbidades<\/strong> como diabetes tipo 2, hipertens\u00e3o, apneia do sono, osteoartrose e doen\u00e7a hep\u00e1tica associada \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de abordagens anteriores, que miravam a normaliza\u00e7\u00e3o do \u00cdndice de Massa Corporal (IMC), a <strong>nova diretriz prioriza a funcionalidade, a qualidade de vida e a individualiza\u00e7\u00e3o do tratamento<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o endocrinologista Fernando Gerchman, coordenador do grupo de trabalhos para elabora\u00e7\u00e3o da diretriz farmacol\u00f3gica, este \u00e9 um <strong>guia cl\u00ednico constru\u00eddo com base em evid\u00eancias e voltado \u00e0 realidade brasileira, que respeita a individualidade do paciente e valoriza a decis\u00e3o compartilhada.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA diretriz anterior \u00e9 de 2016. De l\u00e1 para c\u00e1 foram lan\u00e7adas tr\u00eas novas medica\u00e7\u00f5es para obesidade no Brasil: liraglutida, que \u00e9 o Saxenda; o Contrave e o Wegovy que \u00e9 igual ao Ozempic mas na dose da obesidade que \u00e9 2,4mg. E agora vem o Monjauro&#8221;, esclarece Gerchman.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>&#8220;A primeira coisa que n\u00f3s trabalhamos foi tentar entender qual \u00e9 o impacto de associar mudan\u00e7as de estilo de vida com educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica e dieta ao impacto do uso das medica\u00e7\u00f5es de obesidade\u201d, disse Gerchman.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>De acordo com o m\u00e9dico, as medica\u00e7\u00f5es s\u00e3o indicadas para quem tem IMC acima de 27 com alguma comorbidade, por exemplo, doen\u00e7as cardiovascular, hipertens\u00e3o, diabetes, doen\u00e7a hep\u00e1tica gordurosa e IMC acima de 30, ap\u00f3s ter tentado mudan\u00e7a no estilo de vida e n\u00e3o ter dado certo.<\/p>\n<p>\u201cA gente mudou esse conceito. A gente tem indicado medica\u00e7\u00f5es para obesidade antes de mudan\u00e7as no estilo de vida em decis\u00e3o compartilhada com o paciente. A gente leva em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 o IMC mas medidas de adiposidade corporal excessiva\u201d, afirmou Gerchman.<\/p>\n<h2>Tratamento<\/h2>\n<p>As medica\u00e7\u00f5es foram categorizadas de acordo com o perfil de efic\u00e1cia, seguran\u00e7a e dura\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, considerou-se tamb\u00e9m a possibilidade do uso <em>off-label<\/em> \u2013 que \u00e9 o uso de uma medi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o foi especificamente aprovada para obesidade, mas que pode ser utilizada para esse fim com base em evid\u00eancias cl\u00ednicas e pesquisas que demonstrem efic\u00e1cia e seguran\u00e7a.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO uso dessa estrat\u00e9gia deve ser individualizado, levando em conta fatores como a sa\u00fade geral do paciente, a presen\u00e7a de comorbidades e a resposta pr\u00e9via ao tratamento. Al\u00e9m de considerar a seguran\u00e7a, a tolerabilidade e a quest\u00e3o do custo\u201d, afirmou o coordenador do Departamento de Farmacoterapia da Abeso, Marcio Mancini.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>Estilo de vida<\/h2>\n<p><strong>O documento estabelece que o tratamento com medica\u00e7\u00f5es deve ser associado, desde o in\u00edcio, \u00e0s mudan\u00e7as no estilo de vida<\/strong> e que os medicamentos com alta ou moderada efic\u00e1cia \u2013 como semaglutida, tirzepatida e liraglutida \u2013 devem ser priorizados quando dispon\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cEsses f\u00e1rmacos demonstraram benef\u00edcios significativos em grandes ensaios cl\u00ednicos. A semaglutida, por exemplo, reduziu em 20% os eventos cardiovasculares em pacientes com obesidade e hist\u00f3rico de doen\u00e7a card\u00edaca. J\u00e1 a tirzepatida mostrou, em estudo com pessoas com pr\u00e9-diabetes, uma redu\u00e7\u00e3o de 99% na incid\u00eancia de diabetes tipo 2\u201d, afirmou o diretor da Abeso, Alexandre Hohl.<\/p>\n<p>A diretriz tamb\u00e9m recomenda que as decis\u00f5es sobre o tratamento da obesidade devem levar em considera\u00e7\u00e3o fen\u00f3tipos alimentares, como padr\u00f5es de comportamento alimentar e as prefer\u00eancias dos indiv\u00edduos, dando aten\u00e7\u00e3o a fatores gen\u00e9ticos, psicol\u00f3gicos, sociais e ambientais e outras caracter\u00edsticas individuais dos pacientes.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cIdentificamos que, ao classificar pacientes com base em comportamentos alimentares, conseguimos oferecer um tratamento mais direcionado e eficaz\u201d, disse Gerchman.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Outro ponto do novo documento \u00e9 o reconhecimento de grupos espec\u00edficos que demandam aten\u00e7\u00e3o diferenciada, como idosos com sarcopenia (perda de massa muscular), pessoas com c\u00e2ncer relacionado \u00e0 obesidade e indiv\u00edduos com insufici\u00eancia card\u00edaca. <\/strong><\/p>\n<p>Nesses casos, o tratamento da obesidade pode n\u00e3o apenas melhorar a qualidade de vida, mas ampliar a efic\u00e1cia de outras terapias e reduzir complica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A diretriz tamb\u00e9m contraindica f\u00f3rmulas com subst\u00e2ncias n\u00e3o validadas ou potencialmente perigosas, como diur\u00e9ticos e horm\u00f4nios, e alerta que o tratamento da obesidade deve ser cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>\u201cO que os estudos mostram \u00e9 que, quando o medicamento \u00e9 interrompido, o peso volta. A diretriz reconhece isso e recomenda a manuten\u00e7\u00e3o terap\u00eautica com reavalia\u00e7\u00e3o constante\u201d, explica o Marcio Mancini.<\/p>\n<h2>\u00a0Destaques da diretriz:<\/h2>\n<ul>\n<li>tratamento deve ser cont\u00ednuo e individualizado: perda de peso de pelo menos 10% \u00e9 considerada um alvo cl\u00ednico relevante, com foco na melhora de comorbidades e qualidade de vida;<\/li>\n<li>inclus\u00e3o de novos crit\u00e9rios de diagn\u00f3stico: o documento recomenda o tratamento de pacientes com complica\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 obesidade mesmo com IMC abaixo de 30, considerando medidas como circunfer\u00eancia da cintura e rela\u00e7\u00e3o cintura\/altura;<\/li>\n<li>reconhecimento da sarcopenia e de grupos espec\u00edficos: pacientes idosos, pessoas com obesidade sarcop\u00eanica, apneia do sono, osteoartrose e doen\u00e7a hep\u00e1tica associada \u00e0 obesidade agora t\u00eam recomenda\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Segundo a Abeso, a diretriz foi constru\u00edda com base nas melhores evid\u00eancias cient\u00edficas dispon\u00edveis e em consenso com 15 sociedades m\u00e9dicas.<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>      <!-- Relacionada --><\/p>\n<p>            <!-- Relacionada -->\n    <\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/saude\/noticia\/2025-06\/diretriz-para-tratar-obesidade-aborda-uso-racional-de-remedios\">Ag\u00eancia Brasil<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira para o Estudo da Obesidade e da S\u00edndrome Metab\u00f3lica (Abeso) apresentou a nova Diretriz Brasileira para o Tratamento Farmacol\u00f3gico da Obesidade. 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