{"id":23780,"date":"2025-05-28T21:35:33","date_gmt":"2025-05-29T00:35:33","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/alice-cooper-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-livro-dos-recordes-nita-strauss-e-ex-companheiros\/"},"modified":"2025-05-28T21:35:33","modified_gmt":"2025-05-29T00:35:33","slug":"alice-cooper-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-livro-dos-recordes-nita-strauss-e-ex-companheiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/alice-cooper-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-livro-dos-recordes-nita-strauss-e-ex-companheiros\/","title":{"rendered":"Alice Cooper fala \u00e0 RS sobre show no Brasil, livro dos recordes, Nita Strauss e ex-companheiros"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><em>\u201cEstou em algum lugar na Pensilv\u00e2nia\u201d<\/em>, diz um simp\u00e1tico <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Alice Cooper<\/strong><\/span> nos momentos iniciais da entrevista \u00e0 <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/span>. Um de seus assessores informa que o cantor est\u00e1 em Scranton. O rep\u00f3rter, claro, n\u00e3o deixa passar a oportunidade de dizer: \u00e9 a mesma cidade nos Estados Unidos onde se passa o seriado <em><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>The Office<\/strong><\/span><\/em>. Este detalhe n\u00e3o \u00e9 comentado, mas o cantor, uma das vozes mais importantes da hist\u00f3ria do hard rock, tem apar\u00eancia frequentemente comparada \u00e0 de <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Steve Carell<\/strong><\/span>, protagonista do programa.<\/p>\n<p>N\u00e3o saber a cidade onde estava naquele momento havia sido um raro momento de confus\u00e3o de Cooper ao longo do bate-papo. A lucidez do artista impressiona: no alto de seus 77 anos, mais de 55 deles dedicados \u00e0 m\u00fasica como profiss\u00e3o (e uma por\u00e7\u00e3o desse tempo com v\u00edcios felizmente superados ainda na d\u00e9cada de 1980), o \u201crei\u201d do shock rock responde a todas as perguntas de modo objetivo. Sem pausas longas para pensar, titubear ou adotar abordagens prolixas.<\/p>\n<p>Alice, personagem art\u00edstico de <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Vincent Damon Furnier<\/strong><\/span>, est\u00e1 bem como sempre \u2014 e o p\u00fablico brasileiro poder\u00e1 conferir isso de perto dia 14 de junho, quando ele se apresenta como atra\u00e7\u00e3o principal de um dos dias do festival <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Best of Blues and Rock<\/strong><\/span>. O evento no Parque Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo, receber\u00e1 em outras datas nomes como <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Deep Purple<\/strong><\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Dave Matthews Band<\/strong><\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Richard Ashcroft<\/strong><\/span> e mais. H\u00e1 ingressos \u00e0 venda no site <strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Eventim<\/span><\/strong>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Alice Cooper em 2024 &#8211; Foto: Roberto Finizio \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>O que esperar deste show, a ser realizado junto a <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Nita Strauss<\/strong><\/span> (guitarra), <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Ryan Roxie<\/strong><\/span> (guitarra), <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Tommy Henriksen<\/strong><\/span> (guitarra), <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Glen Sobel<\/strong><\/span> (bateria) e <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Chuck Garric<\/strong><\/span> (baixo)? Para al\u00e9m de uma excelente performance e de todos os elementos teatrais, Cooper adianta que o repert\u00f3rio deve ser o mesmo executado na atual etapa da turn\u00ea <em><strong>Too Close for Comfort<\/strong><\/em> nos Estados Unidos \u2014 a tour que o fez parar \u201cem alguma cidade da Pensilv\u00e2nia\u201d. Bastante abrangente, o setlist percorre 12 de seus 29 \u00e1lbuns de est\u00fadio, com hits a exemplo de <strong>\u201cPoison\u201d<\/strong>, <strong>\u201cSchool\u2019s Out\u201d<\/strong>, <strong>\u201cNo More Mr. Nice Guy\u201d<\/strong> (logo entre as primeiras), <strong>\u201cI\u2019m Eighteen\u201d<\/strong> e <strong>\u201cFeed My Frankenstein\u201d<\/strong> (no encerramento) junto a lados B como <strong>\u201cSnakebite\u201d<\/strong>, <strong>\u201cLost in America\u201d<\/strong> e <strong>\u201cLock Me Up\u201d<\/strong> (surpreendentemente na abertura).<\/p>\n<p>Alice sabe que \u00e9 a estrela da noite, mas faz quest\u00e3o de exaltar seus companheiros de turn\u00ea:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAcho que tenho a melhor banda de todas na estrada. Tenho a Nita Strauss, a \u2018Hurricane Nita\u2019, vencedora do pr\u00eamio de Guitarrista da D\u00e9cada da revista Guitar World. Tenho Glen Sobel, que ganhou o pr\u00eamio de Melhor Baterista do Rock [Drummies Award na categoria Hard Rock em 2016]. A banda \u00e9 cheia de m\u00fasicos incr\u00edveis.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Um \u2014 ou melhor, uma \u2014 integrante rende at\u00e9 mesmo uma declara\u00e7\u00e3o \u00e0 parte. Strauss esteve fora da banda entre 2022 e 2023, quando excursionou ao lado da cantora pop <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Demi Lovato<\/strong><\/span>, com direito a shows no Brasil no per\u00edodo. Cooper resume o per\u00edodo a \u201cum ano de folga\u201d por parte da talentosa guitarrista.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cEla s\u00f3 tirou um ano de folga, pois queria tocar com a Demi por um ano. Achamos \u00f3timo, pois ela sempre ser\u00e1 integrante. Nunca haver\u00e1 um momento em que ela n\u00e3o seja integrante da banda. Meio que demos a ela uma licen\u00e7a de um ano e usamos guitarristas diferentes [mais especificamente Kane Roberts, que tocou com Alice na d\u00e9cada de 1980], mas ela sempre esteve na banda. E em todas as noites, ela se destaca. Todos se destacam, mas ela \u00e9 um show \u00e0 parte.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Nita Strauss em 2024\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/nita-strauss-2024-foto-mariano-regidor-redferns.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Nita Strauss em 2024 &#8211; Foto: Mariano Regidor \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Deep Purple e longevidade<\/h3>\n<p>Outra atra\u00e7\u00e3o bem veterana divide o lineup do Best of Blues and Rock com Alice Cooper: o Deep Purple, que se apresenta no dia seguinte, 15 de junho. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 de longa data, j\u00e1 que os dois realizaram turn\u00eas juntos, compartilham do mesmo produtor (<span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Bob Ezrin<\/strong><\/span>, que tamb\u00e9m trabalhou com <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Pink Floyd<\/strong><\/span>, <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Kiss<\/strong><\/span> e mais) e s\u00e3o t\u00e3o amigos a ponto de os integrantes da banda inglesa terem sido chamados para a festa que, em 2023, celebrou os 75 anos do cantor americano \u2014 ali, inclusive, o Purple comp\u00f4s uma m\u00fasica, <strong>\u201cShow Me\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p>Cooper reconhece a amizade com os ingleses, mas trata com naturalidade: por estar no ramo h\u00e1 tanto tempo, ele garante conhecer \u201ctodo mundo\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cTenho uma longa hist\u00f3ria com o Deep Purple. Come\u00e7amos na mesma \u00e9poca [fim da d\u00e9cada de 1960], fizemos muitos shows juntos. Realmente conhecia os caras muito bem. Eles tiveram muitos cantores e m\u00fasicos diferentes na banda. Mas \u00e9 simplesmente uma esp\u00e9cie de irmandade: estar no rock and roll \u00e9 meio fraternal, todo mundo conhece todo mundo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Ian Paice (esq.), baterista do Deep Purple, com Alice Cooper (dir.), al\u00e9m de Micky Moody e John Paul Jones, em 2012\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/ian-paice-micky-moody-john-paul-jones-alice-cooper-2012-foto-christie-goodwin-redferns-via-getty-images.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Ian Paice (esq.), baterista do Deep Purple, com Alice Cooper (dir.), al\u00e9m de Micky Moody e John Paul Jones, em 2012 &#8211; Foto: Christie Goodwin \/ Redferns via Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>E o que motiva caras em idade avan\u00e7ada, como Alice e os membros do Deep Purple \u2014 a maioria deles com mais de 75 anos \u2014, a continuarem na estrada? Cooper, que fez quase 80 shows no ano passado e bateu a marca de 90 apresenta\u00e7\u00f5es em 2022, reflete:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cSe fosse s\u00f3 pelo dinheiro, ter\u00edamos nos aposentado h\u00e1 30 anos, porque ganhamos muito dinheiro. Artistas e bandas como os <strong>Rolling Stones<\/strong>, <strong>Paul McCartney<\/strong> e afins seguem fazendo isso porque nasceram para isso. Eu nasci para interpretar Alice Cooper, ent\u00e3o, farei isso at\u00e9 que eu n\u00e3o possa mais. Nunca me canso de interpretar o personagem, nem da m\u00fasica. \u00c9 imposs\u00edvel ficar entediado quando se est\u00e1 em uma banda onde todos s\u00e3o amigos e ainda pode viajar pelo mundo.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>No Brasil, um show recordista<\/h3>\n<p>Em meio \u00e0s viagens pelo mundo citadas na resposta anterior, Alice Cooper esteve no Brasil por outras sete vezes, uma delas com o supergrupo <strong>Hollywood Vampires<\/strong>. A visita inaugural ocorreu quando tudo \u201cainda era mato\u201d: entre mar\u00e7o e abril de 1974, muito antes de o maior pa\u00eds da Am\u00e9rica do Sul se tornar rota frequente de shows internacionais. Artistas como <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Bill Haley<\/strong><\/span> e <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Carlos Santana<\/strong><\/span> j\u00e1 tinham aparecido por aqui, mas Cooper foi o respons\u00e1vel pelo primeiro grande espet\u00e1culo de rock estrageiro em territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>\u00c0 \u00e9poca, ele realizou tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es em S\u00e3o Paulo (todas no Sal\u00e3o de Exposi\u00e7\u00f5es do Anhembi) e outras duas no Rio de Janeiro (uma no Canec\u00e3o e outra no Gin\u00e1sio do Maracan\u00e3zinho). Um dos compromissos na capital paulista chegou a bater um recorde citado com orgulho por Alice:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAinda est\u00e1 no Guinness Book como o maior p\u00fablico em local fechado de todos os tempos: 158 mil pessoas [no Sal\u00e3o de Exposi\u00e7\u00f5es do Anhembi]. Temos boas lembran\u00e7as do p\u00fablico brasileiro, especialmente das vezes que fomos ao Rock in Rio, pois tamb\u00e9m adoram o Hollywood Vampires. Agora, imagine colocar 160 mil pessoas num lugar fechado. \u00c9 uma cidade inteira. Se todos batem palmas, fica t\u00e3o alto que voc\u00ea n\u00e3o acredita. At\u00e9 hoje falamos sobre aquele show no Brasil, foi um evento enorme e magn\u00edfico.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>As outras visitas reuniram p\u00fablicos massivos, como os shows nos festivais Monsters of Rock 1995, Rock in Rio 2015 (com Hollywood Vampires) e 2017 e S\u00e3o Paulo Trip 2017. Independentemente disso, Vincent Furnier garante:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cSe algu\u00e9m tapasse seus olhos e falasse: \u2018n\u00e3o vamos te dizer onde voc\u00ea est\u00e1\u2019, quando voc\u00ea est\u00e1 no palco, voc\u00ea saberia que est\u00e1 no Brasil. \u00c9 sempre uma plateia enorme.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Alice Cooper em 2024 - Foto: Matthew Baker \/ Getty Images\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/04\/alice-cooper-reune-integrantes-originais-para-primeiro-album-em-51-anos-2179868866_pa191340866.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Alice Cooper em 2024 &#8211; Foto: Matthew Baker \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<h3>Novo \u00e1lbum e reuni\u00e3o da Alice Cooper Band<\/h3>\n<p>Quando Alice Cooper diz no plural que \u201cfalamos at\u00e9 hoje sobre aquele show no Brasil\u201d, ele se refere aos colegas de grupo daquela \u00e9poca. At\u00e9 a primeira metade da d\u00e9cada de 1970, \u201cAlice Cooper\u201d era, al\u00e9m de seu nome art\u00edstico, nome de uma banda que contava com <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Glen Buxton<\/strong><\/span> (guitarra solo; falecido em 1997 devido a uma pneumonia viral), <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Michael Bruce<\/strong><\/span> (guitarra r\u00edtmica e teclados), <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Dennis Dunaway<\/strong><\/span> (baixo) e <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Neal Smith<\/strong><\/span> (bateria).<\/p>\n<p>Cooper, Bruce, Dunaway e Smith t\u00eam se reunido frequentemente nos \u00faltimos anos para eventos espor\u00e1dicos, como participa\u00e7\u00f5es em shows ou colabora\u00e7\u00f5es em m\u00fasicas isoladas. Todavia, isso mudou: em junho pr\u00f3ximo, o quarteto remanescente daquela \u00e9poca lan\u00e7a <em><strong>The Revenge of Alice Cooper<\/strong><\/em>, seu primeiro \u00e1lbum desde 1973. O guitarrista <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Gyasu Heus<\/strong><\/span> ocupa a vaga de Buxton, embora grava\u00e7\u00f5es do saudoso m\u00fasico tenham sido recuperadas e aproveitadas.<\/p>\n<p>Para Alice, a parceria foi retomada de forma natural, pois, segundo ele, o rompimento em 1975 ocorreu n\u00e3o por <em>\u201cdiv\u00f3rcio\u201d<\/em> e sim por uma simples <em>\u201csepara\u00e7\u00e3o\u201d<\/em>. Desde ent\u00e3o, todos mantiveram contato e <em>\u201cningu\u00e9m processou ningu\u00e9m\u201d<\/em>.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cQuando eu estava trabalhando nos meus \u00e1lbuns, eu ligava para o Dennis e dizia: \u2018quer tocar em uma m\u00fasica?\u2019. Ou se estiv\u00e9ssemos na cidade e Neal e Dennis tamb\u00e9m estivessem, eu sempre dizia: \u2018suba no palco e toque <strong>\u2018School&#8217;s Out\u2019<\/strong> ou o que voc\u00ea quiser tocar\u2019. Como sempre fomos amigos, em certo momento eu simplesmente disse: \u2018Por que n\u00e3o nos juntamos e fazemos um \u00e1lbum? As pessoas provavelmente gostariam de ouvir como o Alice Cooper, a banda original, soaria 50 anos depois\u2019. E o engra\u00e7ado \u00e9: quando terminamos, ele soava como um \u00e1lbum de 1975. N\u00e3o tentamos fazer soar assim, \u00e9 s\u00f3 o nosso jeito.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Alice Cooper Band em 1972 (E-D): Glen Buxton, Alice Cooper, Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/alice-cooper-band-1972-foto-michael-putland-getty-images.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Alice Cooper Band em 1972 (E-D): Glen Buxton, Alice Cooper, Michael Bruce, Dennis Dunaway e Neal Smith &#8211; Foto: Michael Putland \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>O artista, inclusive, garante que sentiu muita falta dos ex-colegas quando deu in\u00edcio \u00e0 sua carreira solo propriamente dita, com <em><strong>Welcome to My Nightmare<\/strong><\/em> (1975). Embora tenha mantido o nome art\u00edstico, o cantor enxergava toda a sua obra at\u00e9 ali como um trabalho de banda. Apesar disso, a continuidade deu certo, visto que o disco cinquenten\u00e1rio fez enorme sucesso, ao ponto de conquistar certifica\u00e7\u00e3o de platina nos Estados Unidos e platina dupla no Canad\u00e1 e Austr\u00e1lia.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c<strong>Welcome to My Nightmare<\/strong> foi uma aposta para mim. Havia passado a vida inteira com os outros caras da banda original. Por\u00e9m, chegou a um ponto em que a banda se tornou disfuncional e todo mundo queria fazer seu pr\u00f3prio \u00e1lbum. Ent\u00e3o, eu fiz o meu pr\u00f3prio \u00e1lbum e foi com o Bob Ezrin. N\u00e3o esperava que fizesse tanto sucesso. Foi \u00f3timo. E continuei, mas sentia falta dos caras originais.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O primeiro single de <em><strong>The Revenge of Alice Cooper<\/strong><\/em>, <strong>\u201cBlack Mamba\u201d<\/strong>, j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel nas plataformas de streaming. A faixa conta com uma participa\u00e7\u00e3o pra l\u00e1 de especial: <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Robby Krieger<\/strong><\/span>, guitarrista do eterno <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>The Doors<\/strong><\/span>, gravou os solos. Cooper garante, por\u00e9m, que Krieger \u00e9 o \u00fanico convidado.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cS\u00e3o basicamente esses caras. N\u00e3o usamos muitos guitarristas solo, porque Gyasi tocou a maior parte. Robby foi perfeito para <strong>\u2018Black Mamba\u2019<\/strong>. S\u00f3 conseguia pensar nele para gravar essa m\u00fasica, pois imaginei aquele tipo de guitarra do The Doors, aquela guitarra sinuosa que s\u00f3 ele sabe tocar. Al\u00e9m disso, Michael Bruce tocou muita guitarra no \u00e1lbum.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Ainda que de modo n\u00e3o declarado, <em><strong>The Revenge of Alice Cooper<\/strong><\/em> \u00e9 uma homenagem a Glen Buxton. Segundo o cantor, todo o \u00e1lbum \u00e9 dedicado ao guitarrista solo original.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cTodos sentimos falta de Glen Buxton. O \u00e1lbum inteiro \u00e9 dedicado a ele. Ele era o cara favorito de todo mundo. E quando ele faleceu, foi como se tiv\u00e9ssemos perdido uma parte muito grande da personalidade da banda. Era como se ele fosse o nosso Keith Richards. Ent\u00e3o, o \u00e1lbum inteiro \u00e9 dedicado a ele.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h2>Servi\u00e7o \u2014 Best of Blues and Rock 2025<\/h2>\n<p><strong>Local:<\/strong> Parque Ibirapuera, S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p><strong>Lineup:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>S\u00e1bado, 7 de junho: Dave Matthews Band, Richard Ashcroft, Cachorro Grande, Vitor Kley<\/li>\n<li>Domingo, 8 de junho: Dave Matthews Band, Richard Ashcroft, Bar\u00e3o Vermelho, Soul Lee: Paula Lima canta Rita Lee<\/li>\n<li>S\u00e1bado, 14 de junho: Alice Cooper, Black Pantera, Charlie Brown Jr Marc\u00e3o Britto &amp; Thiago Castanho<\/li>\n<li>Domingo, 15 de junho: Deep Purple, Judith Hill, Hurricanes<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Ingressos:<\/strong>Eventim<\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Deep Purple fala \u00e0 RS sobre show no Brasil, longevidade, Alice Cooper e Black Sabbath<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Quando o Ghost pretende vir ao Brasil, segundo Tobias Forge<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Bar\u00e3o Vermelho fala \u00e0 RS sobre show no Best of Blues and Rock, Cazuza, novidades e mais<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<\/span><br \/>+++ <span style=\"text-decoration: underline;\">Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<\/span><br \/>+++ <span style=\"text-decoration: underline;\">Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/alice-cooper-fala-a-rs-sobre-show-no-brasil-livro-dos-recordes-nita-strauss-e-ex-companheiros\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEstou em algum lugar na Pensilv\u00e2nia\u201d, diz um simp\u00e1tico Alice Cooper nos momentos iniciais da entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil. 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