{"id":23318,"date":"2025-05-26T20:45:46","date_gmt":"2025-05-26T23:45:46","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/jeff-tweedy-celebra-o-acaso-e-o-improviso-como-essencia-da-musica\/"},"modified":"2025-05-26T20:45:46","modified_gmt":"2025-05-26T23:45:46","slug":"jeff-tweedy-celebra-o-acaso-e-o-improviso-como-essencia-da-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/jeff-tweedy-celebra-o-acaso-e-o-improviso-como-essencia-da-musica\/","title":{"rendered":"Jeff Tweedy celebra o acaso e o improviso como ess\u00eancia da m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p data-end=\"502\" data-start=\"189\"><em><strong data-end=\"230\" data-start=\"189\">&#8220;Por que a gente n\u00e3o fica logo aqui?&#8221;<\/strong><\/em><br data-end=\"233\" data-start=\"230\"\/>Essa pergunta, feita por <strong>Jeff Tweedy<\/strong> ao longo do show do <strong>Wilco<\/strong> no <strong>C6 Fest 2025<\/strong>, resume bem o sentimento de quem estava ali: um p\u00fablico tomado pela emo\u00e7\u00e3o ao reencontrar uma das bandas mais cultuadas de Chicago, cuja \u00faltima visita ao Brasil havia sido h\u00e1 quase uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p data-end=\"898\" data-start=\"504\">Na noite de ontem, domingo 25, o grupo americano subiu ao palco da Tenda MetLife \u2014 o secund\u00e1rio do festival, mas que ficou pequeno diante da quantidade de f\u00e3s e curiosos que se aglomeravam, saudosos e atentos. A escolha do espa\u00e7o parece ter subestimado o poder de atra\u00e7\u00e3o da banda, como j\u00e1 havia acontecido no ano anterior com o <strong>Pavement<\/strong> e, nesta mesma edi\u00e7\u00e3o, com o <strong>Gossip<\/strong> de <strong>Beth Ditto<\/strong> na noite anterior.<\/p>\n<p data-end=\"1449\" data-start=\"900\">A apresenta\u00e7\u00e3o fez parte da edi\u00e7\u00e3o 2025 do <strong>C6 Fest<\/strong>, que tomou o Parque Ibirapuera em S\u00e3o Paulo entre os dias 22 e 25 de maio, coincidindo com o fim de semana da <strong>Virada Cultural<\/strong> da cidade (mas sem integrar sua programa\u00e7\u00e3o). Ao longo de quatro dias, o evento contrastou a introspec\u00e7\u00e3o dos shows no Audit\u00f3rio com a vibra\u00e7\u00e3o urbana ao ar livre em um dos maiores cart\u00f5es-postais da capital paulista. Apesar de n\u00e3o ter encerrado o festival \u2014 esse posto ficou com <strong>Nile Rodgers &amp; Chic<\/strong> \u2014, o <strong>Wilco<\/strong> foi, sem d\u00favida, um dos shows mais celebrados da programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p data-end=\"2019\" data-start=\"1451\">Antes do reencontro com o p\u00fablico, a banda conversou com jornalistas na sexta-feira, 23, durante a passagem de som. A entrevista coletiva reuniu todos os integrantes da forma\u00e7\u00e3o atual: <strong>Jeff Tweedy<\/strong> (vocais e viol\u00e3o), <strong>Nels Cline<\/strong> (guitarra), <strong>Mikael Jorgensen<\/strong> (piano e teclado), <strong>Glenn Kotche<\/strong> (bateria), <strong>Pat Sansone<\/strong> (viol\u00e3o) e <strong>John Stirratt<\/strong> (baixo). Em tom descontra\u00eddo e receptivo, eles falaram sobre suas conex\u00f5es com a m\u00fasica brasileira, literatura, improviso criativo e os rumos futuros da banda que, desde 1994, j\u00e1 soma 13 discos de est\u00fadio e um legado inconfund\u00edvel.<\/p>\n<p data-end=\"2434\" data-start=\"2021\">\u201cTem algo no Brasil que conecta imediatamente. Como m\u00fasico, \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento que n\u00e3o sei explicar\u201d, comentou <strong>Tweedy<\/strong>. \u201cA gente sente essa energia at\u00e9 quando toca m\u00fasicas que ningu\u00e9m conhece direito\u201d.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Jeff Tweedy &#8211; Foto: FilmArt Media Content<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"605\" data-start=\"162\">Na coletiva, quando perguntado sobre o que ainda lhe parece absurdo ou inspirador na ind\u00fastria da m\u00fasica, <strong>Jeff Tweedy<\/strong> foi direto: \u201cA m\u00fasica em si \u00e9 inspiradora. Sempre tem gente fazendo algo desafiador, emocionante, com uma express\u00e3o individual verdadeira. Quando voc\u00ea faz isso direito, ningu\u00e9m soa como ningu\u00e9m\u201d. Para ele, essa autenticidade \u00e9 o que continua mantendo vivo o encantamento com a arte de compor e tocar. \u201cIsso ainda me inspira\u201d.<\/p>\n<p data-end=\"1167\" data-start=\"607\">O assunto logo evoluiu para um dos temas mais discutidos no meio art\u00edstico atualmente: a intelig\u00eancia artificial. Ao ser questionado sobre o uso da IA na m\u00fasica, <strong>Tweedy<\/strong> respondeu com ironia e firmeza: \u201cDesafio a IA a se ferrar no palco do jeito que seis seres humanos conseguem se ferrar juntos. Isso ainda est\u00e1 a uns mil anos de dist\u00e2ncia de conseguir fazer o que o <strong>Wilco<\/strong> faz\u201d. A declara\u00e7\u00e3o arrancou risos e aplausos dos presentes, mas tamb\u00e9m pontuou um posicionamento claro: o valor da falha humana, da organicidade e do improviso que ainda \u00e9 insubstitu\u00edvel.<\/p>\n<p data-end=\"1649\" data-start=\"1169\">Sobre os riscos criativos da banda ao longo dos anos, <strong>Tweedy<\/strong> mencionou a decis\u00e3o \u2014 hoje comum, mas \u00e0 \u00e9poca inovadora \u2014 de liberar os discos do <strong>Wilco<\/strong> para streaming antes do lan\u00e7amento oficial.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-end=\"1649\" data-start=\"1169\"><p>Acredit\u00e1vamos que, mesmo que as pessoas ouvissem de gra\u00e7a, elas iriam ouvir. E que isso sustentaria o que sempre nos sustentou: os shows ao vivo\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p data-end=\"1649\" data-start=\"1169\">A escolha, que poderia ter comprometido financeiramente a banda, acabou se mostrando acertada. \u201cN\u00f3s sobrevivemos. Isso provou nosso ponto\u201d.<\/p>\n<p data-end=\"2126\" data-start=\"1651\">Falando de arte e emo\u00e7\u00e3o, os membros da banda refletiram tamb\u00e9m sobre sua conex\u00e3o com a m\u00fasica brasileira. <strong>Sansone<\/strong> respondeu:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-end=\"2126\" data-start=\"1651\"><p>Algumas das minhas m\u00fasicas favoritas de todos os tempos s\u00e3o do Brasil. Eu n\u00e3o entendo uma palavra das letras, mas elas me enchem de sentimento\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para ele, esse ciclo de inspira\u00e7\u00e3o entre culturas \u00e9 algo m\u00e1gico.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Saber que, talvez, as m\u00fasicas que eu fa\u00e7o toquem algu\u00e9m aqui da mesma forma que essas can\u00e7\u00f5es brasileiras me tocam&#8230; isso \u00e9 lindo. Existe uma m\u00e1gica indescrit\u00edvel nisso\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p data-end=\"2677\" data-start=\"2128\"><strong>Tweedy<\/strong>\u00a0mant\u00e9m um blog chamado <strong><em data-end=\"2235\" data-start=\"2218\">Starship Casual<\/em><\/strong>, onde responde perguntas de f\u00e3s, faz listas, lan\u00e7a m\u00fasicas in\u00e9ditas e covers, entre outros \u2014 e foi ali que comentou estar lendo sobre a Guerra do Peloponeso, algo bem espec\u00edfico. Na coletiva, a curiosidade virou pergunta, e a banda aproveitou para compartilhar outras leituras atuais. \u201cAinda estou mergulhado na Guerra do Peloponeso, mas comecei outro livro chamado <strong><em>To <strong>T<\/strong>he Finland Station<\/em><\/strong>&#8220;.<\/p>\n<p data-end=\"2677\" data-start=\"2128\"><strong>John Stirratt<\/strong> por sua vez respondeu: &#8220;Estou lendo algumas biografias. A do <strong>Peter Wolf<\/strong>, do <strong>J. Geils Band <\/strong>que nos compartilhamos entre a banda na \u00faltima turn\u00ea. Ele \u00e9 um personagem, tem uma energia meio <strong><em>Zelig<\/em><\/strong>\u201d. Ele ainda mencionou estar lendo <strong><em data-end=\"2743\" data-start=\"2715\">I Regret Almost Everything<\/em><\/strong>, sobre o restaurateur nova-iorquino <strong>Keith McNally<\/strong>, um retrato envolvente da cidade entre os anos 70 e 80. Outro nome que surgiu, desta vez leitura de <strong>Glenn Kotche, <\/strong>foi tamb\u00e9m a biografia do <strong>Peter Wolf<\/strong> o do noruegu\u00eas <strong>Karl Ove Knausg\u00e5rd<\/strong>. <strong>Pat Sansone<\/strong> mencionou <strong><em data-end=\"2964\" data-start=\"2945\">Devotional Cinema<\/em><\/strong>, de <strong>Nathaniel Dorsky<\/strong> \u2014 uma obra essencial para quem gosta de fotografia e cinema. \u201c\u00c9 lindo, recomendo a todos os fot\u00f3grafos que conhe\u00e7o\u201d. <strong>Mikael Jorgensen<\/strong>, est\u00e1 lendo <strong><em data-end=\"3190\" data-start=\"3152\">A Short History of Nearly Everything<\/em><\/strong>, de <strong>Bill Bryson<\/strong>, que combina ci\u00eancia, hist\u00f3ria e humor em uma narrativa acess\u00edvel e profunda, algo que compartilha com o filho, e por fim, <strong>Nels Cline<\/strong> tamb\u00e9m comentou a leitura da biografia de <strong>Peter Wolff<\/strong> (houve risos de todos os presentes) mas tamb\u00e9m a leitura de <em><strong>The Notebooks of Sonny Rollins<\/strong><\/em>, um compilado dos escritos do lend\u00e1rio saxofonista, recheado de reflex\u00f5es filos\u00f3ficas, musicais e pol\u00edticas. \u201c\u00c9 fascinante. \u00c9 uma experi\u00eancia de consci\u00eancia\u201d. Por fim, revelou seu pr\u00f3ximo livro: a biografia de <strong>Candy Darling<\/strong>, \u00edcone trans da cena nova-iorquina ligada a <strong>Andy Warhol<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<p data-end=\"2899\" data-start=\"2436\">Com mais de 30 anos de carreira, o <strong>Wilco<\/strong> segue trilhando caminhos que unem o rock alternativo, o folk e o country, sempre filtrados por uma est\u00e9tica sonora que oscila entre a delicadeza l\u00edrica e a experimenta\u00e7\u00e3o instrumental. Essa ess\u00eancia se refletiu no show de ontem, que teve 1h30 de dura\u00e7\u00e3o e priorizou faixas de sua fase mais cl\u00e1ssica, com destaque para o repert\u00f3rio dos \u00e1lbuns <strong><em data-end=\"2841\" data-start=\"2819\">Yankee Hotel Foxtrot<\/em><\/strong> (2002), <strong><em data-end=\"2867\" data-start=\"2850\">A Ghost Is Born<\/em><\/strong> (2004) e <strong><em data-end=\"2891\" data-start=\"2877\">Sky Blue Sky<\/em><\/strong> (2007).<\/p>\n<p data-end=\"3250\" data-start=\"2901\">A banda entregou uma performance poderosa e comovente. Suas composi\u00e7\u00f5es \u2014 ora melanc\u00f3licas, ora radiantes \u2014 misturam sentimentos profundos com uma cacofonia precisa de sons produzidos por cada integrante, sem que uma coisa atrapalhe a outra. A plateia, que cantava at\u00e9 os solos de guitarra, se entregou a momentos de verdadeira comunh\u00e3o com o grupo.<\/p>\n<p data-end=\"3792\" data-start=\"3252\">Quem roubou a cena foi o guitarrista <strong>Nels Cline<\/strong>. Em vez de buscar o virtuosismo \u00f3bvio, ele preferiu costurar emo\u00e7\u00f5es com seu instrumento, entregando explos\u00f5es instrumentais em faixas como <strong>\u201cVia Chicago\u201d<\/strong> e longas digress\u00f5es hipn\u00f3ticas, como em <strong>\u201cImpossible Germany\u201d<\/strong>, onde parecia entrar em transe.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"515\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/ffbb2665.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Nels Cline na guitarra e Mikael Jorgensen nos teclados &#8211; Foto: FilmArt Media Content<\/figcaption><\/figure>\n<p data-end=\"3792\" data-start=\"3252\">Entre uma m\u00fasica e outra (nos poucos momentos em que elas n\u00e3o eram emendadas), <strong>Tweedy<\/strong> interagia com o p\u00fablico com o mesmo humor que mostrou na coletiva. Em <strong>\u201cHummingbird\u201d<\/strong>, ap\u00f3s uma das maiores rea\u00e7\u00f5es da noite, o vocalista se perguntou em voz alta:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\" data-end=\"3792\" data-start=\"3252\"><p>Por que n\u00e3o ficamos aqui? Por que vamos embora?\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p data-end=\"4188\" data-start=\"3794\">Essa foi a terceira vez que o <strong>Wilco<\/strong> se apresentou no Brasil \u2014 e fica dif\u00edcil entender por que n\u00e3o vem mais. O setlist, embora matador, deixou algumas favoritas fora, uma tarefa compreens\u00edvel dado o vasto repert\u00f3rio. Mas o que foi tocado bastou para aquecer cora\u00e7\u00f5es, provocar suspiros e deixar a certeza: um show do <strong>Wilco<\/strong> \u00e9 uma celebra\u00e7\u00e3o, uma entrega, uma conversa direta com quem escuta.<\/p>\n<p data-end=\"4241\" data-start=\"4190\">Torcemos para que a volta demore menos.<\/p>\n<p data-end=\"4241\" data-start=\"4190\">Confira o setlist completo:<\/p>\n<p data-end=\"4241\" data-start=\"4190\">1. Company in My Back<br \/>2. Evicted<br \/>3. Handshake Drugs<br \/>4. At Least That&#8217;s What You Said<br \/>5. I Am Trying to Break Your Heart<br \/>6. If I Ever Was a Child<br \/>7. Pot Kettle Black<br \/>8. Hummingbird<br \/>9. Bird Without a Tail \/ Base of My Skull<br \/>10. Either Way<br \/>11. Impossible Germany<br \/>12. Box Full of Letters<br \/>13. Annihilation<br \/>14. Via Chicago<br \/>15. Jesus, Etc.<br \/>16. Heavy Metal Drummer<br \/>17. I&#8217;m the Man Who Loves You<br \/>18. Spiders (Kidsmoke)<\/p>\n<p data-end=\"4241\" data-start=\"4190\"><strong>+++ LEIA MAIS: Wilco cria &#8220;festival indie dos sonhos&#8221; em praia paradis\u00edaca no M\u00e9xico<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"4241\" data-start=\"4190\"><strong>+++ LEIA MAIS: Atra\u00e7\u00e3o do C6 Fest, The Last Dinner Party prepara \u00e1lbum mais sombrio e raivoso<\/strong><\/p>\n<p data-end=\"4241\" data-start=\"4190\"><strong>+++ LEIA MAIS: Para Eric Burton, do Black Pumas, estar no Brasil \u00e9 como estar em &#8216;casa longe de casa&#8217;<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/de-volta-ao-brasil-wilco-celebra-conexao-com-o-publico-e-novas-fases\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Por que a gente n\u00e3o fica logo aqui?&#8221;Essa pergunta, feita por Jeff Tweedy ao longo do show do Wilco no C6 Fest 2025, resume bem o sentimento de quem estava ali: um p\u00fablico tomado pela emo\u00e7\u00e3o ao reencontrar uma das bandas mais cultuadas de Chicago, cuja \u00faltima visita ao Brasil havia sido h\u00e1 quase uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":23319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[51],"tags":[],"class_list":["post-23318","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-musica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23318","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=23318"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/23318\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/23319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=23318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=23318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=23318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}