{"id":22955,"date":"2025-05-25T08:47:44","date_gmt":"2025-05-25T11:47:44","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/novo-estudo-revela-o-impacto-do-divorcio-nos-filhos\/"},"modified":"2025-05-25T08:47:44","modified_gmt":"2025-05-25T11:47:44","slug":"novo-estudo-revela-o-impacto-do-divorcio-nos-filhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/novo-estudo-revela-o-impacto-do-divorcio-nos-filhos\/","title":{"rendered":"Novo estudo revela o impacto do div\u00f3rcio nos filhos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Se voc\u00ea pesquisar por \u201cdiv\u00f3rcio\u201d no Google, n\u00e3o v\u00e3o faltar artigos e reportagens explicando o passo-a-passo para oficializar o fim de um casamento ou mostrando que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de liberdade e felicidade, como se o t\u00e9rmino de um relacionamento fosse uma conquista.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Ou seja, na maioria das vezes s\u00e3o conte\u00fados que incentivam pessoas que est\u00e3o com d\u00favidas e problemas conjugais a tomar uma decis\u00e3o, e uma decis\u00e3o pelo div\u00f3rcio. J\u00e1 conte\u00fados que tratem das consequ\u00eancias da separa\u00e7\u00e3o s\u00e3o muito raros. Mas como elas existem, \u00e9 preciso falar sobre esses impactos \u2013 que s\u00e3o ainda mais acentuados em crian\u00e7as.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Um recente estudo norte-americano, publicado neste m\u00eas pelo <em>National Bureau of Economic Research (NBER)<\/em>, mostrou as consequ\u00eancias de longo prazo mais esperadas em filhos de pais separados. \u201cAp\u00f3s o div\u00f3rcio, a renda familiar cai, os pais trabalham mais horas, as fam\u00edlias se mudam com mais frequ\u00eancia \u2013 e se mudam para bairros mais pobres, com menos oportunidades econ\u00f4micas.\u00a0Esse conjunto de mudan\u00e7as sugere m\u00faltiplos canais pelos quais o div\u00f3rcio pode afetar o desenvolvimento e os resultados das crian\u00e7as\u201d, dizem os pesquisadores.\u00a0<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Mas o que esse estudo tem de diferente dos demais? A maioria das pesquisas que tentam comparar resultados entre crian\u00e7as de lares intactos e divorciados encontra dificuldades em estabelecer a causalidade, isto \u00e9, a rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. O motivo \u00e9 que para chegar nisso \u00e9 preciso uma amostra suficientemente grande ao longo de um per\u00edodo significativo de tempo e com amplo controle sobre as diferen\u00e7as entre as fam\u00edlias.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">E \u00e9 a\u00ed que a nova pesquisa ganha relev\u00e2ncia: os tr\u00eas autores conseguiram atingir esse objetivo utilizando registros fiscais e do Censo de mais de 5 milh\u00f5es de fam\u00edlias com crian\u00e7as nascidas entre 1988 e 1993. Com uma base t\u00e3o ampla de dados, tamb\u00e9m conseguiram analisar centenas de milhares de grupos de irm\u00e3os cujos pais se divorciaram. Comparando irm\u00e3os, foi poss\u00edvel entender como o div\u00f3rcio afeta, por exemplo, uma crian\u00e7a mais nova em compara\u00e7\u00e3o com um adolescente dentro de uma mesma fam\u00edlia.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Veja quais foram as quatro principais descobertas do estudo:<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">1. Queda de renda<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A diminui\u00e7\u00e3o da renda \u00e9 uma das consequ\u00eancias que costuma gerar mais preocupa\u00e7\u00e3o em adultos rec\u00e9m-divorciados, mas para as crian\u00e7as o problema \u00e9 ainda pior: antes do div\u00f3rcio, a renda familiar anual m\u00e9dia das fam\u00edlias americanas analisadas era de US$ 95.000. Ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, a renda caiu para US$ 42.000, menos da metade.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A l\u00f3gica \u00e9 simples: enquanto um casal precisa de apenas uma casa com os m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos necess\u00e1rios, um casal divorciado precisa de duas. E isso inevitavelmente exerce press\u00e3o financeira sobre as crian\u00e7as, que ter\u00e3o menos recursos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">O estudo tamb\u00e9m apontou que embora a renda familiar normalmente se recupere nos anos seguintes, ela permanece cerca de 30% abaixo do n\u00edvel anterior \u00e0 separa\u00e7\u00e3o, mesmo uma d\u00e9cada depois.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">2. Aumento das jornadas de trabalho e menos tempo com os filhos<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Como consequ\u00eancia da queda de renda, pais divorciados costumam aumentar a jornada de trabalho, reduzindo o tempo dispon\u00edvel para os filhos. A pesquisa mostra que ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, os pais trabalham em m\u00e9dia 16% a mais, e as m\u00e3es, 8%. Al\u00e9m disso, a jornada de trabalho continua a aumentar ao longo da d\u00e9cada ap\u00f3s o div\u00f3rcio.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Na minha coluna aqui na <em>Gazeta do Povo<\/em>, costumo falar muito sobre a preciosidade que \u00e9 o tempo que os pais investem passando com os filhos. Poucas coisas s\u00e3o t\u00e3o relevantes para o desenvolvimento socioemocional de uma crian\u00e7a quanto o \u00a0tempo com pai e m\u00e3e, e a separa\u00e7\u00e3o pode ser um obst\u00e1culo para isso.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">3. Maior dist\u00e2ncia entre os pais, menor proximidade com os filhos<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">A dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre os filhos e os pais que n\u00e3o moram mais na mesma casa (na grande maioria dos casos, o pai) \u00e9 de 6,4 quil\u00f4metros no ano do div\u00f3rcio, segundo a pesquisa, mas em muitos casos ultrapassou os 160 quil\u00f4metros. Ou seja, a longa dist\u00e2ncia entre os filhos e um dos pais \u00e9 a regra, e a proximidade \u00e9 exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Mas a situa\u00e7\u00e3o piora com o passar do tempo: pais separados t\u00eam maior taxa de mudan\u00e7a de resid\u00eancia, que persiste ao longo da d\u00e9cada seguinte ao t\u00e9rmino. E o que isso significa? A dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre os pais, nos anos seguintes, cresce para 16 quil\u00f4metros, com casos frequentes que ultrapassam os 320 quil\u00f4metros \u2013 um tempo de deslocamento aproximado de quatro horas de carro.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Traduzindo: a proximidade e o tempo de conviv\u00eancia entre filhos e ao menos um dos pais tende a diminuir consideravelmente.<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">4. Aumento das taxas de mortalidade e de gravidez na adolesc\u00eancia<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Os tr\u00eas pesquisadores conclu\u00edram que, entre meninas com pais casados, a taxa de gravidez na adolesc\u00eancia gira em torno de 7 para cada 1.000 ao ano. J\u00e1 entre filhas de pais divorciados, esse n\u00famero sobe para 13 a cada 1.000.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">A mortalidade infantil tamb\u00e9m apresenta crescimento: os autores observaram que, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um aumento &#8220;acentuado e persistente&#8221; de 10 a 15 mortes adicionais por 100.000 crian\u00e7as por ano.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN postParagraph_type-tag-h2__TtFkT\">Mas e quando as coisas v\u00e3o mal?<\/h2>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Dito tudo isso sobre os efeitos do div\u00f3rcio em crian\u00e7as, vale uma pondera\u00e7\u00e3o: cada um tem sua realidade e sabe \u201conde o calo aperta\u201d, e muitas vezes n\u00e3o temos o controle dos acontecimentos. O que era est\u00e1vel e seguro pode desmoronar e por a\u00ed vai. Com isso tamb\u00e9m quero dizer que pais separados n\u00e3o devem conviver com uma culpa cr\u00f4nica, mas lidar com a paternidade da melhor forma poss\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph__juWZN\">Mas a verdade \u00e9 que nem todo relacionamento \u00e9 t\u00f3xico, abusivo ou fadado ao fracasso, como muitos dizem por a\u00ed. Normalmente s\u00e3o as pequenas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o resolvidas que v\u00e3o desgastando dia ap\u00f3s dia uma rela\u00e7\u00e3o que tinha tudo para dar certo. E na maioria das vezes h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"postParagraph_post-paragraph-innerHtml__Q5vwc\">Esta coluna trata de paternidade e cria\u00e7\u00e3o de filhos, e \u00e9 n\u00edtido que para eles o div\u00f3rcio \u00e9 um golpe duro. Ent\u00e3o n\u00e3o digo para insistir em um relacionamento que seja abusivo ou mesmo perigoso para uma das partes. Mas digo, sim, que se ainda h\u00e1 alguma chance, n\u00e3o jogue a toalha. Seus filhos podem n\u00e3o dizer, mas eles est\u00e3o torcendo por voc\u00eas. Fa\u00e7a sua parte! \u00a0<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vozes\/gabriel-sestrem\/novo-estudo-descobertas-preocupantes-impacto-divorcio-filhos\/\">Revista Oeste<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea pesquisar por \u201cdiv\u00f3rcio\u201d no Google, n\u00e3o v\u00e3o faltar artigos e reportagens explicando o passo-a-passo para oficializar o fim de um casamento ou mostrando que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de liberdade e felicidade, como se o t\u00e9rmino de um relacionamento fosse uma conquista. Ou seja, na maioria das vezes s\u00e3o conte\u00fados que incentivam pessoas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":22956,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22955","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ultimas-noticias"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=22955"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/22955\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media\/22956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=22955"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=22955"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=22955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}