{"id":22586,"date":"2025-05-23T17:29:34","date_gmt":"2025-05-23T20:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/produtora-define-o-riso-e-a-faca-como-raro-e-precioso-apos-estreia-em-cannes\/"},"modified":"2025-05-23T17:29:34","modified_gmt":"2025-05-23T20:29:34","slug":"produtora-define-o-riso-e-a-faca-como-raro-e-precioso-apos-estreia-em-cannes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/produtora-define-o-riso-e-a-faca-como-raro-e-precioso-apos-estreia-em-cannes\/","title":{"rendered":"Produtora define O Riso e a Faca como &#8216;raro e precioso&#8217; ap\u00f3s estreia em Cannes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O cinema brasileiro marcou presen\u00e7a na 78\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cannes com <em><strong>O Riso e a Faca<\/strong><\/em> (<em><strong>I Only Rest In The Storm<\/strong><\/em>), longa-metragem dirigido pelo portugu\u00eas <strong>Pedro Pinho<\/strong> (<em><strong>Djon \u00c1frica<\/strong><\/em>) exibido na prestigiada mostra Un Certain Regard.<\/p>\n<p>A coprodu\u00e7\u00e3o internacional entre Portugal, Brasil, Rom\u00eania e Fran\u00e7a conta com a participa\u00e7\u00e3o de 31 profissionais brasileiros, entre eles a produtora <strong>Tatiana Leite<\/strong> e o diretor de fotografia <strong>Ivo Lopes Ara\u00fajo<\/strong>.\u00a0Inspirado na can\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima de <strong>Tom Z\u00e9<\/strong>, o filme teve sua estreia mundial em Cannes e celebra a for\u00e7a da colabora\u00e7\u00e3o lus\u00f3fona no cen\u00e1rio cinematogr\u00e1fico global.<\/p>\n<h4><strong>Qual \u00e9 a hist\u00f3ria de <em>O Riso e a Faca<\/em>?<\/strong><\/h4>\n<p><em><strong>O Riso e a Faca<\/strong><\/em> narra a trajet\u00f3ria de S\u00e9rgio, um engenheiro ambiental portugu\u00eas que, ao trabalhar em um projeto rodovi\u00e1rio entre a selva e o deserto, se envolve afetivamente com dois habitantes locais: Di\u00e1ra e Gui. O papel de Gui \u00e9 interpretado pelo brasileiro <strong>Jonathan Guilherme<\/strong>, ex-atleta de v\u00f4lei que hoje atua como poeta e ator em Barcelona, ao lado do portugu\u00eas <strong>S\u00e9rgio Coragem<\/strong> e da cabo-verdiana <strong>Cleo Di\u00e1ra<\/strong>. A produ\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 assinada pela Bubbles Project, com distribui\u00e7\u00e3o nacional da Vitrine Filmes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de <strong>Jonathan<\/strong>, outros nomes brasileiros integram o elenco e a equipe t\u00e9cnica, como o antrop\u00f3logo <strong>Renato Sztutman<\/strong>, a montadora <strong>Karen Akerman<\/strong>, o editor de som <strong>Pablo Lamar<\/strong>\u00a0e a produtora <strong>Tatiana Leite<\/strong>.\u00a0<em><strong>Rolling Stone Brasil<\/strong><\/em> conversou com <strong>Tatiana <\/strong>sobre os desafios da coprodu\u00e7\u00e3o, a estreia em Cannes, al\u00e9m do papel pol\u00edtico da obra e a for\u00e7a do cinema brasileiro no projeto. Confira a seguir:<\/p>\n<h4><strong>A import\u00e2ncia dos pa\u00edses coprodutores<\/strong><\/h4>\n<p>Desde o in\u00edcio, <em><strong>O Riso e a Faca<\/strong><\/em> foi pensado como uma coprodu\u00e7\u00e3o internacional, articulando Brasil, Portugal, Rom\u00eania e Fran\u00e7a, revelou a produtora. <strong>Tatiana Leite<\/strong> conta que o diretor <strong>Pedro Pinho<\/strong>, ainda nos primeiros esbo\u00e7os do roteiro, j\u00e1 vislumbrava a colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes pa\u00edses. \u201c<em>Os portugueses me convidaram para entrar logo nesse comecinho. Logo depois, a gente conseguiu a Fran\u00e7a e a Rom\u00eania<\/em>\u201d, lembra.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o romena foi especialmente estrat\u00e9gica: \u201c<em>A Rom\u00eania \u00e9 super importante, porque a gente ia filmar em pel\u00edcula e eles t\u00eam laborat\u00f3rios excelentes de revela\u00e7\u00e3o e de p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d. No caso brasileiro, al\u00e9m da hist\u00f3rica rela\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica com Portugal, houve tamb\u00e9m uma motiva\u00e7\u00e3o art\u00edstica muito pessoal.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>O Pedro sempre quis um personagem brasileiro, e o tema do filme \u00e9 muito pertinente em rela\u00e7\u00e3o ao Brasil. Um outro motivo muito importante \u00e9 o fato de que o Pedro queria muito filmar com o fot\u00f3grafo Ivo Lopes Ara\u00fajo, ent\u00e3o isso nos ajudou a consolidar essa parceria\u201d.<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>O valor das diferen\u00e7as<\/strong><\/h4>\n<p>Em uma coprodu\u00e7\u00e3o com tantas nacionalidades, \u00e9 inevit\u00e1vel que existam tens\u00f5es criativas. Para <strong>Tatiana<\/strong>, isso fez parte do processo e foi essencial para o resultado final. \u201c<em>Algumas diferen\u00e7as culturais podem trazer quest\u00f5es \u00e0s vezes muito positivas e \u00e0s vezes grandes desafios em coprodu\u00e7\u00f5es internacionais<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Mas ela destaca que o ambiente foi majoritariamente colaborativo: \u201c<em>A maior parte do tempo faz\u00edamos isso num ambiente muito democr\u00e1tico, todos os produtores se sentindo com voz de opinar, de discutir, de questionar\u2026<\/em>\u201d. E valoriza esse aspecto: \u201c<em>Isso tamb\u00e9m \u00e9 o que considero quando uma coprodu\u00e7\u00e3o tem sucesso: essa mistura, o que isso traz de extra para um filme<\/em>\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Os desafios das filmagens<\/strong><\/h4>\n<p>A jornada de <em>O Riso e a Faca<\/em> foi marcada por desafios em cada etapa, a equipe teve que rodar um filme em pel\u00edcula, no meio do deserto, atravessando a pandemia de Covid-19. \u201c<em>\u00c9 imposs\u00edvel escolher qual o maior desafio, porque o filme teve imensos desafios desde o princ\u00edpio at\u00e9 o fim<\/em>\u201d, afirma <strong>Tatiana<\/strong>.<\/p>\n<p>Ela relata os obst\u00e1culos enfrentados: \u201c<em>A gente pegou a Covid, que atrasou muito a filmagem, depois a gente pegou a filmagem com o p\u00f3s-Covid, tudo muito delicado. O ator principal teve insola\u00e7\u00e3o logo na primeira semana de filmagem<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e log\u00edsticas dif\u00edceis, havia ainda a complexidade t\u00e9cnica: \u201c<em>O ato da gente estar filmando em pel\u00edcula tamb\u00e9m n\u00e3o era t\u00e3o simples filmar na Maurit\u00e2nia, depois nas aldeias de Guin\u00e9-Bissau\u2026 tudo um grande desafio, assim, de ponta a ponta<\/em>\u201d. At\u00e9 mesmo a p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o foi intensa: \u201c<em>O filme s\u00f3 ficou prontinho, literalmente, na v\u00e9spera de Cannes<\/em>\u201d.<\/p>\n<h4><strong>&#8220;<em>Raro e precioso<\/em>&#8220;<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Tatiana<\/strong> revela que desde o convite para coproduzir, percebeu o potencial singular da obra. \u201c<em>O momento em que eu percebi que esse filme seria algo raro e precioso foi quando o diretor e a produtora me chamaram para coproduzir com eles. Eu li o roteiro e achei o filme muito relevante; a obra sai totalmente da nossa zona de conforto enquanto olhar e levanta milhares de quest\u00f5es<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do roteiro provocador, havia a admira\u00e7\u00e3o pela trajet\u00f3ria do diretor. \u201c<em>Eu j\u00e1 conhecia a obra do Pedro, que tinha feito um filme chamado A F\u00e1brica do Nada, que \u00e9 incr\u00edvel, eu fiquei alucinada quando vi h\u00e1 alguns anos no Festival de Cannes<\/em>\u201d. A combina\u00e7\u00e3o entre um tema potente e a assinatura autoral de <strong>Pedro Pinho<\/strong> foi, segundo ela, \u201c<em>absolutamente irresist\u00edvel<\/em>\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Potente e provocador<\/strong><\/h4>\n<p>Ao ser questionada sobre os temas abordados na obra, <strong>Tatiana<\/strong> reconhece que o filme n\u00e3o se intimida em abordar temas sens\u00edveis. \u201c<em>O filme toca realmente nas feridas abertas do colonialismo e n\u00e3o se intimida diante de levantar v\u00e1rias quest\u00f5es sobre essa tem\u00e1tica<\/em>\u201d. Para ela, essa disposi\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial: \u201c<em>Mostra talvez que as coisas tenham progredido muito menos do que se imaginaria ou se desejaria, pensando numa humanidade melhor<\/em>\u201d.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>As personagens das mulheres que atravessam o filme s\u00e3o de uma for\u00e7a incr\u00edvel, com um pensamento e questionamentos e afirma\u00e7\u00f5es muito fortes, que para mim \u00e9 raro de se ver num cinema contempor\u00e2neo, sobretudo um filme dirigido por um homem, mas produzido por muitas mulheres<\/em>\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p><strong>Tatiana<\/strong> valoriza a metodologia de cria\u00e7\u00e3o do filme, que apostou na improvisa\u00e7\u00e3o e no protagonismo dos atores: \u201c<em>O Pedro, na hora de fazer esse filme, n\u00e3o escreveu o roteiro com os di\u00e1logos para os atores decorarem, ele levantou temas\u2026 E os atores, alguns que n\u00e3o eram profissionais, improvisaram a partir dos temas<\/em>\u201d. Para ela, essa abordagem gerou uma obra genu\u00edna e potente: \u201c<em>O filme \u00e9 respons\u00e1vel e, ao mesmo tempo, puxa para discuss\u00e3o, ele n\u00e3o se intimida e eu adoro isso; acho muito importante que o cinema tenha esse papel de provocar<\/em>\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Os t\u00edtulos e Tom Z\u00e9<\/strong><\/h4>\n<p>Embora o filme carregue no t\u00edtulo uma refer\u00eancia direta \u00e0 m\u00fasica &#8220;<strong>O Riso e a Faca<\/strong>&#8220;, de <strong>Tom Z\u00e9<\/strong>, o artista baiano n\u00e3o teve envolvimento direto na produ\u00e7\u00e3o. \u201c<em>Mesmo que sejamos todos muito f\u00e3s de Tom Z\u00e9, o Pedro, desde sempre, ficou ruminando a ideia de que a m\u00fasica, O Riso e a Faca, \u00e9 o filme, n\u00e9?<\/em>\u201d, explica <strong>Tatiana<\/strong>.<\/p>\n<p>Ela destaca a pertin\u00eancia do t\u00edtulo: \u201c<em>Um mundo onde a gente \u00e9 cercado por contradi\u00e7\u00f5es, somos contradit\u00f3rios. Eu acho que nada \u00e9 mais pertinente do que esse t\u00edtulo e essa m\u00fasica<\/em>\u201d. O longa manteve o t\u00edtulo original em portugu\u00eas, mas tamb\u00e9m recebeu tradu\u00e7\u00f5es: \u201c<em>Na Fran\u00e7a, a gente fez a tradu\u00e7\u00e3o literal do t\u00edtulo, Le rire et le couteau, mas o t\u00edtulo internacional do filme \u00e9 I Only Rest In The Storm, que \u00e9 uma frase da m\u00fasica, ou seja, realmente \u00e9 uma m\u00fasica que est\u00e1 entranhada no que \u00e9 o filme<\/em>\u201d.<\/p>\n<h4><strong>A estreia em Cannes<\/strong><\/h4>\n<p>A sele\u00e7\u00e3o de <em><strong>O Riso e a Faca<\/strong><\/em> para a mostra Un Certain Regard foi motivo de grande celebra\u00e7\u00e3o para <strong>Tatiana<\/strong> e toda a equipe. \u201c<em>Ah, \u00e9 incr\u00edvel estrear no Un Certain Regard! Faz parte da sele\u00e7\u00e3o oficial do Festival de Cannes, ent\u00e3o \u00e9 uma mostra muito nobre que, de fato, o pr\u00f3prio nome diz: coleciona olhares distintos sobre o mundo e sobre cinema<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Ela valoriza ainda o car\u00e1ter plural da mostra: \u201c<em>Tive a oportunidade de ver alguns outros filmes que est\u00e3o na nossa competi\u00e7\u00e3o e eles s\u00e3o completamente distintos e super interessantes<\/em>\u201d. <strong>Tatiana<\/strong> tamb\u00e9m enfatiza o orgulho de representar o Brasil no festival: \u201c<em>O filme \u00e9 uma coprodu\u00e7\u00e3o oficial com o Brasil, ele representa o Brasil aonde for e tem um DNA marcado por muitos brasileiros<\/em>\u201d. E conclui: \u201c<em>\u00c9 um orgulho tamb\u00e9m para o nosso cinema, porque a coprodu\u00e7\u00e3o permite que a gente amplie o escopo do nosso cinema<\/em>\u201d.<\/p>\n<h4><strong>Exibi\u00e7\u00e3o no Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>Embora ainda n\u00e3o possa anunciar detalhes sobre festivais nacionais, <strong>Tatiana<\/strong> antecipa que h\u00e1 grandes expectativas para a exibi\u00e7\u00e3o no Brasil. \u201c<em>Obviamente, n\u00e3o posso falar nada agora sobre festivais, mas eu tenho uma expectativa muito grande de estrear nos festivais brasileiros, talvez fazendo uma dobradinha\u201d<\/em>, sugere.<\/p>\n<p>Ela projeta tamb\u00e9m o lan\u00e7amento comercial: \u201c<em>A gente imagina que o filme entre em cartaz no fim deste ano, distribu\u00eddo pela Vitrine Filmes<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong>Cleo Di\u00e1ra, de O Riso e a Faca, \u00e9 eleita Melhor Atriz na Mostra Un Certain Regard, em Cannes<\/p>\n<blockquote class=\"amdb-polls\" contenteditable=\"false\" data-sid=\"\/polls\/14\/embed\/\">\n<p>Qual foi o melhor filme de 2025 at\u00e9 agora? Vote no seu favorito!<\/p>\n<ul>\n<li>Baby<\/li>\n<li>Anora<\/li>\n<li>Conclave<\/li>\n<li>Acompanhante Perfeita<\/li>\n<li>Capit\u00e3o Am\u00e9rica: Admir\u00e1vel Mundo Novo<\/li>\n<li>Flow<\/li>\n<li>O Brutalista<\/li>\n<li>Um Completo Desconhecido<\/li>\n<li>Mickey 17<\/li>\n<li>Vit\u00f3ria<\/li>\n<li>Mar\u00e9 Alta<\/li>\n<li>Branca de Neve<\/li>\n<li>Oeste Outra Vez<\/li>\n<li>Um Filme Minecraft<\/li>\n<li>Pecadores<\/li>\n<li>Thunderbolts*<\/li>\n<li>Homem com H<\/li>\n<li>Karat\u00ea Kid: Lendas<\/li>\n<li>Premoni\u00e7\u00e3o 6: La\u00e7os de Sangue<\/li>\n<li>Hurry Up Tomorrow: Al\u00e9m dos Holofotes<\/li>\n<\/ul>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/cinema\/produtora-o-riso-e-a-faca-raro-precioso-cannes-entrevista\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cinema brasileiro marcou presen\u00e7a na 78\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival de Cannes com O Riso e a Faca (I Only Rest In The Storm), longa-metragem dirigido pelo portugu\u00eas Pedro Pinho (Djon \u00c1frica) exibido na prestigiada mostra Un Certain Regard. 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