{"id":22172,"date":"2025-05-22T01:49:50","date_gmt":"2025-05-22T04:49:50","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/marty-friedman-fala-a-rs-sobre-shows-no-brasil-com-kiko-loureiro-megadeth-rock-in-rio-e-mais\/"},"modified":"2025-05-22T01:49:50","modified_gmt":"2025-05-22T04:49:50","slug":"marty-friedman-fala-a-rs-sobre-shows-no-brasil-com-kiko-loureiro-megadeth-rock-in-rio-e-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/marty-friedman-fala-a-rs-sobre-shows-no-brasil-com-kiko-loureiro-megadeth-rock-in-rio-e-mais\/","title":{"rendered":"Marty Friedman fala \u00e0 RS sobre shows no Brasil com Kiko Loureiro, Megadeth, Rock in Rio e mais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Faz uma d\u00e9cada desde que <strong>Marty Friedman<\/strong> esteve no Brasil pela \u00faltima vez. Mas a ocasi\u00e3o foi marcante. O guitarrista, conhecido especialmente por seu trabalho com o <strong>Megadeth<\/strong> na d\u00e9cada de 1990, viajou por mais de 20 cidades realizando workshops. \u201cMe disseram que aquela foi a maior e mais longa turn\u00ea de workshops de guitarra feita por qualquer m\u00fasico estrangeiro no pa\u00eds\u201d, contou o m\u00fasico americano, radicado h\u00e1 anos no Jap\u00e3o, em entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil.<\/p>\n<p>Agora, chegou a hora de retornar, mas para apresenta\u00e7\u00f5es propriamente ditas. Friedman excursionar\u00e1 junto ao brasileiro <strong>Kiko Loureiro<\/strong>, outro virtuoso da guitarra e tamb\u00e9m ex-integrante do Megadeth. O itiner\u00e1rio \u00e9 um pouco menor que o de 2015, mas ainda assim bastante amplo, pois a dupla tocar\u00e1 em oito cidades: Santo Andr\u00e9 (30\/05), Bras\u00edlia (31\/05), Goi\u00e2nia (01\/06), Belo Horizonte (04\/06), Porto Alegre (05\/06), Rio de Janeiro (06\/06), S\u00e3o Paulo (07\/06) e Curitiba (08\/06). <strong>Al\u00edrio Netto<\/strong> (voz), <strong>Felipe Andreoli<\/strong> (baixo), <strong>Bruno Valverde<\/strong> (bateria) e Luiz Rodrigues (guitarra) acompanham. Ingressos est\u00e3o dispon\u00edveis no <span style=\"text-decoration: underline;\">site de Kiko<\/span>.<\/p>\n<p>E o que eles v\u00e3o tocar? Segredo absoluto. Sabe-se que Loureiro promove seu \u00e1lbum solo mais recente, <em><strong>Theory of Mind<\/strong><\/em> (2024), enquanto Friedman traz consigo o disco <em><strong>Drama<\/strong><\/em> (2024). Trabalhos bem diferentes entre si \u2014 o do brasileiro \u00e9 bem pesado, enquanto o do americano tem uma abordagem quase cinematogr\u00e1fica, dram\u00e1tica como o t\u00edtulo indica \u2014, mas h\u00e1 em comum o formato de m\u00fasica instrumental com foco em guitarra. N\u00e3o espantaria se m\u00fasicas desses discos aparecessem no repert\u00f3rio junto a cl\u00e1ssicos do <strong>Angra<\/strong> (banda que teve Kiko na forma\u00e7\u00e3o entre as d\u00e9cadas de 1990 e 2010) e Megadeth (Marty poder\u00e1 ser preso se n\u00e3o executar o solo de <strong>\u201cTornado of Souls\u201d<\/strong>!!).<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Kiko Loureiro &#8211; Foto: Elsie Roymans \/ Getty Images<\/figcaption><\/figure>\n<p>Convidado a dar spoilers do repert\u00f3rio, Friedman, com seu discurso polido e ingl\u00eas de \u00f3tima dic\u00e7\u00e3o, desvia:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cN\u00e3o vou revelar nenhum segredo ou surpresa, mas vou dizer uma coisa: j\u00e1 decidimos tudo o que vamos fazer. Fizemos os arranjos. Acho que todos ficar\u00e3o muito surpresos. Claro, o show \u00e9 do Kiko Loureiro \u2014 tem uma parte do show em que eu vou entrar e n\u00f3s vamos levar isso para um lugar diferente. Vamos fazer coisas que nunca foram feitas antes em nenhuma das nossas carreiras musicais. As coisas v\u00e3o se desenvolver organicamente e se transformar nesses novos conceitos. Nunca hav\u00edamos tocado juntos antes, somente uma vez no palco com o Megadeth, mas n\u00e3o conta muito quando comparado ao que vamos fazer.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>Na verdade, Kiko e Marty tocaram juntos duas vezes, ambas em 2023. Foi quando o americano aceitou subir ao palco junto de sua ex-banda \u2014 \u00e0 \u00e9poca contando com o brasileiro \u2014 no Budokan Hall, conceituad\u00edssima casa de eventos no Jap\u00e3o, e no Wacken Open Air, festival na Alemanha.<\/p>\n<p>Uma informa\u00e7\u00e3o de bastidores indica que Loureiro foi o respons\u00e1vel por sugerir ao vocalista e guitarrista <strong>Dave Mustaine<\/strong>, l\u00edder do Megadeth e pouco afeito a reconcilia\u00e7\u00f5es, a convidar Friedman para tocar com ele em territ\u00f3rio japon\u00eas. Marty revela n\u00e3o saber disso, mas reflete:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201c\u00c9 bem poss\u00edvel. N\u00e3o sei o que aconteceu para Dave me convidar, ele s\u00f3 me mandou um e-mail perguntando: \u2018voc\u00ea j\u00e1 tocou no Budokan?\u2019. Eu disse que sim, ele mandou outro: \u2018gostaria de tocar de novo com a gente?\u2019. E eu respondi: \u2018claro\u2019. Era um sonho. Quando eu estava no Megadeth, n\u00e3o havia nada que eu quisesse mais do que tocar no Budokan. Dave Mustaine sentia o mesmo. Mas nunca hav\u00edamos tocado juntos l\u00e1. Quando me mudei para o Jap\u00e3o, toquei l\u00e1 sete ou oito vezes, mas n\u00e3o ter tocado com o Megadeth l\u00e1 era um daqueles sonhos n\u00e3o resolvidos. Se Kiko teve algo a ver com isso, sou ainda mais grato.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Rela\u00e7\u00e3o de Marty Friedman e Kiko Loureiro<\/h3>\n<p>Independentemente de Megadeth, a rela\u00e7\u00e3o entre Marty Friedman e Kiko Loureiro \u00e9 das melhores. O americano conta que, antes de o brasileiro entrar para o Megadeth, s\u00f3 o encontrou casualmente uma vez no Jap\u00e3o. Ap\u00f3s ele ter se juntado ao grupo de thrash metal, em 2015, os dois come\u00e7aram a se falar bastante por e-mail.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cQuando ele vinha ao Jap\u00e3o com o Megadeth, nos junt\u00e1vamos para beber ou algo assim. Aconteceu v\u00e1rias vezes. Senti que ele era uma pessoa muito especial, amig\u00e1vel, inteligente e divertida. Gost\u00e1vamos de conversar um com o outro porque temos experi\u00eancias parecidas, mas nossa musicalidade \u00e9 incrivelmente diferente. E simplesmente sentia que t\u00ednhamos algo que muitos outros m\u00fasicos n\u00e3o t\u00eam.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>O que, especificamente, seria \u201cexclusivo\u201d de Friedman e Loureiro? Ele explica:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cAmbos temos uma pegada \u00e9tnica em nossas m\u00fasicas. Ambos compartilhamos uma longa experi\u00eancia em uma banda muito conhecida. Temos nossos pr\u00f3prios projetos e bandas que t\u00eam f\u00e3s muito dedicados. \u00c9 incomum: temos coisas em comum, mas n\u00e3o s\u00e3o as mesmas coisas. De certa forma, podemos nos conectar. Lembro que quando convers\u00e1vamos, n\u00e3o eram coisas bobas e est\u00fapidas, mas inteligentes.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<p>A amizade logo virou parceria, pois Kiko trouxe Marty para participar de <em><strong>Open Source<\/strong><\/em> (2020), seu quarto \u00e1lbum solo. Os dois gravaram juntos a m\u00fasica <strong>\u201cImminent Threat\u201d<\/strong>, de grande repercuss\u00e3o, pois representava a uni\u00e3o do ent\u00e3o atual guitarrista do Megadeth e do ex mais famoso, respons\u00e1vel pelos discos de maior popularidade do grupo. Anos depois, naturalmente, surgiu a ideia para a turn\u00ea.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cQuando toquei no disco dele, fiquei muito impressionado. Na verdade, nunca hav\u00edamos tocado juntos no mesmo ambiente antes. Ent\u00e3o, essa viagem ao Brasil ser\u00e1 muito interessante, pois faremos muitas coisas juntos que provavelmente nunca foram feitas por ningu\u00e9m. Estamos tentando expandir os limites da guitarra. Acho que \u00e9 assim que n\u00f3s dois crescemos em nossas carreiras: aceitando desafios malucos e tentando levar nossa m\u00fasica cada vez mais longe. Pessoas que est\u00e3o nessa fase da carreira em que estamos tendem a relaxar e a viver de um \u00f3timo \u00e1lbum de d\u00e9cadas anteriores. Mas eu penso: \u2018esque\u00e7am minhas coisas antigas\u2019. Estou sempre tentando melhorar. Acho que o Kiko \u00e9 assim tamb\u00e9m.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Lembran\u00e7as do Rock in Rio 1991<\/h3>\n<p>Muito antes de se tornar um artista consolidado, Marty Friedman fez sua estreia no Brasil. Com 28 anos de idade e nem um ano de Megadeth, o guitarrista teve de encarar a multid\u00e3o do <strong>Rock in Rio 1991<\/strong>. Na mesma data, tocaram <strong>Guns N\u2019 Roses<\/strong>, <strong>Judas Priest<\/strong>, <strong>Queensr\u00ffche<\/strong>, entre outros nomes de peso. Era a turn\u00ea de Rust in Peace (1990), \u00e1lbum que faria crescer a popularidade do grupo de Dave Mustaine, \u00e0 \u00e9poca completo por <strong>David Ellefson<\/strong> (baixo) e <strong>Nick Menza<\/strong> (bateria), este j\u00e1 falecido.<\/p>\n<p>Friedman relembra:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cO Rock in Rio foi arrebatador, uma das maiores emo\u00e7\u00f5es da minha carreira toda por causa da quantidade de pessoas e da energia que elas emanavam. Sinto energia mesmo com 200 pessoas na plateia, mas aquela foi uma descarga de energia que eu nunca tinha sentido antes. Tornou muito divertido tocar guitarra, porque n\u00e3o usei minha pr\u00f3pria energia, mas de todos \u2014 e ela simplesmente retorna.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Megadeth em 1991 (E-D): Nick Menza, David Ellefson, Marty Friedman e Dave Mustaine\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/megadeth-1991-foto-krasner-trebitz-redferns.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Megadeth em 1991 (E-D): Nick Menza, David Ellefson, Marty Friedman e Dave Mustaine &#8211; Foto: Krasner \/ Trebitz \/ Redferns<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para o guitarrista, aquele show marcou sua \u201cverdadeira entrada\u201d para a banda, que j\u00e1 existia desde 1983 e tinha lan\u00e7ado tr\u00eas \u00e1lbuns antes da chegada dele.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cNa \u00e9poca eu s\u00f3 estava na banda h\u00e1 um ano. Foi ali que senti: \u2018uau, estamos a caminho de fazer coisas incr\u00edveis\u2019. Um grande come\u00e7o para minha trajet\u00f3ria naquela banda. Tamb\u00e9m foi um grande passo para o Megadeth. Abriu muitas portas para n\u00f3s. Nunca tinha sentido esse tipo de apoio de uma plateia antes.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Come to Brazil<\/h3>\n<p>Com tantas coisas boas a se dizer sobre o Brasil, por que Marty Friedman n\u00e3o incluiu, tamb\u00e9m, shows solo nesta atual visita ao pa\u00eds? Por aqui, ele se apresenta com Kiko Loureiro, mas a partir de 10 de junho, o americano tocar\u00e1 com sua pr\u00f3pria banda em Argentina, Uruguai, Chile, Peru, Col\u00f4mbia, Equador, M\u00e9xico e Costa Rica.<\/p>\n<p>A resposta \u00e9 sincera \u2014 e, novamente, carregada de elogios:<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p><em>\u201cO Brasil simplesmente n\u00e3o funcionou logisticamente. As datas n\u00e3o deram certo. Quer\u00edamos muito fazer isso. E eu me senti p\u00e9ssimo por n\u00e3o ter adicionado o Brasil, mas foi simplesmente sorte. Recebi uma liga\u00e7\u00e3o do Kiko: \u2018quer fazer uma turn\u00ea pelo Brasil comigo?\u2019. E eu disse: \u2018n\u00e3o \u00e9 a minha banda, mas com certeza\u2019. O resto dos pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina \u00e9 com a minha banda do Jap\u00e3o, a minha banda definitiva. A Am\u00e9rica do Sul tem uma import\u00e2ncia muito profunda para a minha carreira e vida pessoal. Poderei tocar na casa do <strong>Astor Piazzolla<\/strong> na Argentina, gravar um videoclipe e um \u00e1lbum ao vivo em Santiago, ir ao Peru pela segunda vez. \u00c9 algo muito especial.\u201d<\/em><\/p><\/blockquote>\n<h3>Kiko Loureiro e Marty Friedman no Brasil<\/h3>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>30\/05 \u2013 Santo Andr\u00e9\/SP @ Santo Rock Bar \u2013 vendas no\u00a0Bilheto<\/li>\n<li>31\/05 \u2013 Bras\u00edlia\/DF @ Toinha Brasil Show \u2013 vendas no\u00a0Bilheto<\/li>\n<li>01\/06 \u2013 Goi\u00e2nia\/GO @ Bolshoi Pub \u2013 vendas no\u00a0Baladapp<\/li>\n<li>04\/06 \u2013 Belo Horizonte\/MG @ Mister Rock \u2013 vendas no\u00a0Meaple<\/li>\n<li>05\/06 \u2013 Porto Alegre\/RS @ Opini\u00e3o \u2013 vendas no\u00a0Sympla<\/li>\n<li>06\/06 \u2013 Rio de Janeiro\/RJ @ Sacadura 154 \u2013 vendas no\u00a0Showpass<\/li>\n<li>07\/06 \u2013 S\u00e3o Paulo\/SP @ Tokio Marine Hall \u2013 vendas no\u00a0Ticketmaster<\/li>\n<li>08\/06 \u2013 Curitiba\/PR @ \u00d3pera de Arame \u2013 vendas no\u00a0Bilheto<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Quando o Ghost pretende vir ao Brasil, segundo Tobias Forge<br \/><\/span>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Tarja Turunen fala \u00e0 RS sobre shows no Brasil, Marko Hietala e Anette Olzon<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Bar\u00e3o Vermelho fala \u00e0 RS sobre show no Best of Blues and Rock, Cazuza, novidades e mais<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Deep Purple fala \u00e0 RS sobre show no Brasil, longevidade, Alice Cooper e Black Sabbath<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<\/span><br \/>+++ <span style=\"text-decoration: underline;\">Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<\/span><br \/>+++ <span style=\"text-decoration: underline;\">Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/marty-friedman-fala-a-rs-sobre-shows-no-brasil-com-kiko-loureiro-megadeth-rock-in-rio-e-mais\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz uma d\u00e9cada desde que Marty Friedman esteve no Brasil pela \u00faltima vez. 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