{"id":22125,"date":"2025-05-21T21:45:35","date_gmt":"2025-05-22T00:45:35","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/os-3-piores-discos-do-kiss-segundo-critico-da-rolling-stone\/"},"modified":"2025-05-21T21:45:35","modified_gmt":"2025-05-22T00:45:35","slug":"os-3-piores-discos-do-kiss-segundo-critico-da-rolling-stone","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/os-3-piores-discos-do-kiss-segundo-critico-da-rolling-stone\/","title":{"rendered":"Os 3 piores discos do Kiss, segundo cr\u00edtico da Rolling Stone"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Entre as grandes bandas de rock, poucas foram t\u00e3o desprezadas pela m\u00eddia especializada como o <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Kiss<\/strong><\/span>. Injusto. O grupo fundado por <strong>Paul Stanley<\/strong> (voz e guitarra), <strong>Gene Simmons<\/strong> (voz e baixo), <strong>Peter Criss<\/strong> (bateria e voz) e <strong>Ace Frehley<\/strong> (guitarra e voz) fez muito para o rock, seja com seus \u00e1lbuns repletos de m\u00fasicas fortes, talentos que levaram incont\u00e1veis garotos fascinados a pegar num instrumento musical pela primeira vez, shows que se tornaram verdadeiros espet\u00e1culos \u2014 Simmons garante que at\u00e9 <strong>Paul McCartney<\/strong> imitou o conceito \u2014, visual impactante e vis\u00e3o de marketing a ponto de lan\u00e7ar todo tipo de produto licenciado: de caix\u00e3o a papel higi\u00eanico.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m seria injusto enxergar apenas m\u00e9ritos nesta trajet\u00f3ria. Como em toda longa carreira de artista ou banda \u2014 eles estiveram na ativa por cinco d\u00e9cadas \u2014, houve uma s\u00e9rie de trope\u00e7os discogr\u00e1ficos, motivados especialmente por Stanley e Simmons preferirem ir atr\u00e1s de tend\u00eancias sonoras do que incorporar influ\u00eancias \u00e0 sua pr\u00f3pria ess\u00eancia.<\/p>\n<p>A lista a seguir apresenta os tr\u00eas piores \u00e1lbuns do Kiss na opini\u00e3o de algu\u00e9m que tem esta banda como a sua favorita h\u00e1 duas d\u00e9cadas. Acredite: d\u00f3i mais em mim do que em voc\u00ea. Confira!<\/p>\n<h2><strong>Os 3 piores discos do Kiss<\/strong><\/h2>\n<h3>3) Carnival of Souls: The Final Sessions (1997)<\/h3>\n<p><\/p>\n<p>Diferentemente dos outros dois nesta lista, <em><strong>Carnival of Souls: The Final Sessions<\/strong><\/em> nem de longe pode ser definido com um \u00e1lbum ruim. Mas h\u00e1 dois problemas graves que o permeiam. O primeiro \u00e9 simples: este trabalho n\u00e3o foi finalizado. Suas grava\u00e7\u00f5es ocorreram entre 1995 e 1996, quando, nos bastidores, desenhava-se uma volta da forma\u00e7\u00e3o original do Kiss.<\/p>\n<p>Ou seja: neste per\u00edodo, Paul Stanley e Gene Simmons tinham que distribuir suas preocupa\u00e7\u00f5es entre compor e gravar novo material junto a <strong>Bruce Kulick<\/strong> (guitarra) e <strong>Eric Singer<\/strong> (bateria) e discutir os detalhes dos retornos de Ace Frehley e Peter Criss, ambos fora havia mais de uma d\u00e9cada. Dif\u00edcil se concentrar dessa forma. Quando resolveram lan\u00e7ar, em 1997, Frehley e Criss j\u00e1 estavam de volta. S\u00f3 colocaram o material no mercado para combater vers\u00f5es piratas que circulavam \u2014 e mal fizeram um trabalho mais caprichado de mixagem e masteriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A segunda falha recai sobre o conceito: aqui, o Kiss se limitou a reproduzir a sonoridade grunge\/alternativa em alta nos anos anteriores. Basicamente, atuaram como perseguidores de tend\u00eancia. N\u00e3o que eles n\u00e3o tenham feito isso antes \u2014 emularam discoteca em <em><strong>Dynasty<\/strong><\/em> (1979) e <em><strong>Unmasked<\/strong><\/em> (1980), tentaram ser contemplativos em <em><strong>Music from \u201cThe Elder\u201d<\/strong><\/em> (1981), buscaram se adequar ao glam metal em boa parte dos trabalhos da d\u00e9cada de 1980 \u2014, mas em <em><strong>Carnival of Souls: The Final Sessions<\/strong><\/em> isso ficou bem escrachado. Surgiram da\u00ed m\u00fasicas incr\u00edveis como <strong>\u201cHate\u201d, \u201cMaster &amp; Slave\u201d<\/strong> e <strong>\u201cI Will Be There\u201d<\/strong>, mas o resultado est\u00e1 abaixo at\u00e9 mesmo de outros discos question\u00e1veis, como <em><strong>Crazy Nights<\/strong><\/em> (1987) e <em><strong>Hot in the Shade<\/strong><\/em> (1989).<\/p>\n<h3>2) Music from \u201cThe Elder\u201d (1981)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"778\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/kiss-music-from-the-elder.jpg\" width=\"778\"\/><\/p>\n<p>O maior fracasso da hist\u00f3ria do Kiss. E, mesmo assim, n\u00e3o est\u00e1 listado aqui como o pior \u00e1lbum \u2014 opini\u00e3o da qual Gene Simmons e Paul Stanley discordariam. <em><strong>Music from \u201cThe Elder\u201d<\/strong><\/em> foi uma tentativa desesperada de ser levado a s\u00e9rio, vinda de uma banda famosa justamente por\u2026 n\u00e3o se levar a s\u00e9rio. Conceitual, a obra buscou narrar a hist\u00f3ria de um garoto pertencente a uma gera\u00e7\u00e3o de anjos que protegem o mundo de dem\u00f4nios. A trama \u00e9 t\u00e3o mal costurada que ningu\u00e9m a entendeu, e n\u00e3o ajudou o fato de o disco ter sido lan\u00e7ado com a ordem de faixas misturada, bagun\u00e7ando toda a sequ\u00eancia de fatos. Musicalmente, o grupo explorou influ\u00eancias sinf\u00f4nicas, meio progressivas (eu disse \u201cmeio\u201d), mas ficou mal acabado a ponto de s\u00f3 soar brega.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi gravado em um per\u00edodo interno conturbado: Peter Criss havia acabado de sair, Ace Frehley estava cada vez mais imerso no v\u00edcio, Paul Stanley enfrentava um momento dif\u00edcil em sua vida pessoal e Gene Simmons encontrava-se cada vez mais seduzido pela fama \u2014 poucos anos depois, ele se afastaria criativamente do grupo e deixaria tudo nas costas de Stanley. Para piorar, chamaram o produtor <strong>Bob Ezrin<\/strong>, que, apesar da moral elevada por ter conduzido o cl\u00e1ssico do <strong>Pink Floyd<\/strong><em><strong>The Wall<\/strong><\/em> (1979), encontrava-se numa fase megaloman\u00edaca e, claro, recheada de drogas.<\/p>\n<p>Como em Carnival of Souls, h\u00e1 can\u00e7\u00f5es interessantes. <strong>\u201cThe Oath\u201d<\/strong>, <strong>\u201cDark Light\u201d<\/strong> (mesmo parecendo uma demo) e <strong>\u201cI\u201d<\/strong> s\u00e3o alguns dos destaques. Mas o todo \u00e9 t\u00e3o fraco que n\u00e3o \u00e0 toa o \u00e1lbum fracassou em vendas, sequer foi promovido em turn\u00ea, rendeu a sa\u00edda de Frehley e levou Simmons e Stanley a seguirem o caminho musical exatamente oposto no \u00f3timo sucessor <em><strong>Creatures of the Night<\/strong><\/em> (1982).<\/p>\n<h3>1) Animalize (1984)<\/h3>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"778\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/kiss-animalize.jpg\" width=\"778\"\/><\/p>\n<p>Escolha controversa, eu sei. <span style=\"text-decoration: underline;\">N\u00e3o me denuncie para o RH da Rolling Stone Brasil<\/span>. Estou ciente: este foi o \u00e1lbum que teve a posi\u00e7\u00e3o mais alta nas paradas americanas desde <em><strong>Dynasty<\/strong><\/em> (19\u00ba) e deu ao mundo <strong>\u201cHeaven\u2019s on Fire\u201d<\/strong>, hit que manteve o Kiss em uma retomada de popularidade iniciada com a retirada das maquiagens e <em><strong>Lick It Up<\/strong><\/em> (1983). Mas fora esta can\u00e7\u00e3o e <strong>\u201cThrills in the Night\u201d<\/strong>, pouco se aproveita do \u00fanico disco gravado com o j\u00e1 falecido guitarrista <strong>Mark St. John<\/strong> \u2014 que nem terminou o processo, sendo substitu\u00eddo por Bruce Kulick em algumas faixas e limado da turn\u00ea ap\u00f3s um suposto e mal explicado diagn\u00f3stico de artrite.<\/p>\n<p>Embebido nos excessos do glam metal a ponto de ter oncinha <strong>E<\/strong> zebrinha na capa, Animalize \u00e9 uma das melhores representa\u00e7\u00f5es de como Gene Simmons fazia parte do Kiss apenas em corpo. Sua alma estava nas malfadadas tentativas de se estabelecer como ator de Hollywood, com filmes t\u00e3o constrangedores quanto suas contribui\u00e7\u00f5es a este \u00e1lbum: <strong>\u201cBurn Bitch Burn\u201d, \u201cLonely is the Hunter\u201d, \u201cWhile the City Sleeps\u201d<\/strong> e <strong>\u201cMurder in High-Heels\u201d<\/strong>. S\u00e9rio, leia a letra dessas m\u00fasicas. Gene acabou substitu\u00eddo em algumas m\u00fasicas por Jean Beauvoir, m\u00fasico do Plasmatics que nada poderia fazer a n\u00e3o ser acompanhar as ordens de um acumulado e pouco inspirado Paul Stanley. O sucessor <em><strong>Asylum<\/strong><\/em> (1985) ao menos come\u00e7a a restabelecer um esp\u00edrito de banda, com Kulick efetivado e mais ativo.<\/p>\n<h3><strong>Rolling Stone Brasil especial: Iron Maiden<\/strong><\/h3>\n<p><strong>Iron Maiden na capa<\/strong>: a <strong><em>Rolling Stone Brasil<\/em><\/strong> lan\u00e7ou uma edi\u00e7\u00e3o de colecionador in\u00e9dita para os f\u00e3s da banda de heavy metal. Os maiores \u00e1lbuns, a lista dos shows no Brasil, o poder do merchadising do grupo e at\u00e9 um tour pelo avi\u00e3o da banda voc\u00ea confere no especial impresso, \u00e0 venda na <strong>Loja Perfil<\/strong>.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"924\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2024\/11\/whatsapp-image-2024-11-28-at-111827.jpeg\" width=\"773\"\/><figcaption>Rolling Stone Brasil especial: Iron Maiden<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>+++ LEIA TAMB\u00c9M: Os 5 melhores discos do Iron Maiden, segundo cr\u00edtico da Rolling Stone<br \/>+++ LEIA TAMB\u00c9M: Todos os discos do Guns N\u2019 Roses do pior ao melhor, segundo cr\u00edtico da Rolling Stone<br \/><\/strong><strong>+++ LEIA TAMB\u00c9M: 7 bons discos de rock e metal que n\u00e3o est\u00e3o no Spotify e voc\u00ea n\u00e3o se deu conta<br \/><\/strong><strong>+++ Clique aqui para seguir a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<br \/>+++ Clique aqui para seguir o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/os-3-piores-discos-do-kiss-segundo-critico-da-rolling-stone\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as grandes bandas de rock, poucas foram t\u00e3o desprezadas pela m\u00eddia especializada como o Kiss. 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