{"id":21111,"date":"2025-05-17T12:58:38","date_gmt":"2025-05-17T15:58:38","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/sincera-e-transparente-revela-diretor\/"},"modified":"2025-05-17T12:58:38","modified_gmt":"2025-05-17T15:58:38","slug":"sincera-e-transparente-revela-diretor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/sincera-e-transparente-revela-diretor\/","title":{"rendered":"sincera e transparente&#8217;, revela diretor"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p><em><strong>Ritas<\/strong><\/em>, document\u00e1rio dirigido por <strong>Oswaldo Santana<\/strong> e codirigido por <strong>Karen Harley<\/strong>, chega aos cinemas a partir da pr\u00f3xima quinta-feira, 22 de maio, no <strong>Dia de Rita Lee<\/strong>. O longa traz a \u00faltima e in\u00e9dita entrevista de <strong>Rita Lee<\/strong>, momentos de seu cotidiano narrados e registrados pela pr\u00f3pria cantora, al\u00e9m de um vasto material de acervo.<\/p>\n<p>Em entrevista exclusiva \u00e0 <strong>Rolling Stone Brasil<\/strong>, o diretor\u00a0<strong>Oswaldo Santana<\/strong> falou sobre o processo de pesquisa, grava\u00e7\u00e3o e montagem do document\u00e1rio, al\u00e9m de elencar os principais desafios em condensar os mais de 60 anos de carreira da artista em um document\u00e1rio com menos de duas horas de dura\u00e7\u00e3o. Confira a seguir:<\/p>\n<h4><strong>O nascimento do projeto<\/strong><\/h4>\n<p><em><strong>Ritas<\/strong><\/em> nasceu com a compra dos direitos da autobiografia de <strong>Rita Lee<\/strong> pela produtora Bionica Filmes. Segundo <strong>Oswaldo<\/strong>, foi a partir desse ponto que tudo come\u00e7ou a tomar forma. \u201c<em>A primeira entrevista, feita pela <strong>Karen<\/strong>, e a primeira rodada de pesquisa de acervo aconteceram em paralelo<\/em>\u201d, esclarece. Ele lembra que a equipe tamb\u00e9m passou a receber muito material pessoal da artista, como v\u00eddeos caseiros e conte\u00fados de celular, que enriqueceram a narrativa.<\/p>\n<p><strong>Oswaldo<\/strong> conta que, com o tempo, uma nova camada se somou ao filme: a pesquisa fotogr\u00e1fica. \u201c<em>A gente chegou a um momento muito forte, com acervos de fotos, que trouxeram uma nova linguagem para o document\u00e1rio<\/em>\u201d, explica. Ao lado do diretor de arte <strong>Ricardo Fernandes<\/strong>, a equipe passou a pensar formas visuais de refor\u00e7ar os elementos que queriam destacar no filme.<\/p>\n<h4><strong>Rita Lee como fio condutor da narrativa<\/strong><\/h4>\n<p>A decis\u00e3o de ter <strong>Rita Lee<\/strong> como voz ativa do document\u00e1rio veio de maneira org\u00e2nica, especialmente pelo ponto de partida ser a autobiografia da cantora. \u201c<em>F<\/em><em>oi natural seguir por esse caminho<\/em>\u201d, diz <strong>Oswaldo<\/strong>. Segundo ele, a forma como <strong>Rita<\/strong> lida com os momentos, com humor, ironia e leveza, mesmo ao tratar de assuntos s\u00e9rios, tornou claro que \u201c<em>a pr\u00f3pria voz dela era o que tinha mais pot\u00eancia<\/em>\u201d.<\/p>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Ritas apresenta cantora &#8216;como ela \u00e9: sincera e transparente&#8217;, revela diretor (Divulga\u00e7\u00e3o\/Bi\u00f4nica Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>A &#8220;<em>familee<\/em>&#8220;<\/strong><\/h4>\n<p>Para <strong>Oswaldo<\/strong>, a fam\u00edlia de <strong>Rita<\/strong> \u2014 a quem ele chama carinhosamente de &#8220;<em>familee<\/em>&#8221; \u2014 foi essencial e pr\u00f3xima. \u201c<em>Eu brinco que trato eles como familiares. S\u00e3o muito participativos, mas tamb\u00e9m muito abertos<\/em>\u201d, afirma. Segundo ele, n\u00e3o houve qualquer tipo de censura ou limita\u00e7\u00e3o por parte da fam\u00edlia: \u201c<em>Essas palavras n\u00e3o existem ali<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>O diretor conta que, durante o processo, especialmente entre 2018 e o in\u00edcio da pandemia, a troca com a fam\u00edlia foi constante, com decis\u00f5es sendo compartilhadas e <em>feedbacks<\/em> sendo recebidos em momentos-chave. \u201c<em>Eles foram participativos at\u00e9 o final.<\/em>\u201d<\/p>\n<h4><strong>Equil\u00edbrio entre as Ritas e a vis\u00e3o do diretor<\/strong><\/h4>\n<p>Apesar de <strong>Rita Lee<\/strong> conduzir a narrativa, existe uma dire\u00e7\u00e3o por tr\u00e1s do projeto. <strong>Oswaldo<\/strong> acredita que este equil\u00edbrio veio com a descoberta do conceito de m\u00faltiplas <strong>Ritas<\/strong>. <em>\u201cQuando chegou o <\/em>insight<em> de <\/em><strong>Ritas<\/strong><em>, a gente entendeu que a for\u00e7a estava em mostrar suas v\u00e1rias facetas\u201d<\/em>, explica.<\/p>\n<p>Ao inv\u00e9s de aprofundar apenas um aspecto da artista, a equipe escolheu abordar todos, transformando o document\u00e1rio em uma viagem multifacetada. \u201c<em>Esse olhar deu outro sentido \u00e0 pesquisa. Por exemplo, o material dela na MTV com a banda <strong>Os Mutantes<\/strong> passou a ter um novo valor.<\/em>\u201d<\/p>\n<h4><strong>O desafio de lidar com tantas Ritas<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Oswaldo<\/strong> confessa que ter uma carreira como montador \u2014 ele assina a edi\u00e7\u00e3o de projetos como <em>Bruna Surfistinha<\/em>\u00a0(2011), <em>Santo Maldito<\/em>\u00a0(2023) e <em>Turma da M\u00f4nica &#8211; A S\u00e9rie<\/em> (2022), entre outros \u2014 o ajudou a lidar com tantas <strong>Ritas<\/strong>. \u201c<em>Como \u00e9 meu primeiro filme como diretor, contar com essa experi\u00eancia foi fundamental para construir um arco<\/em>\u201d, relata. Ele explica que foi necess\u00e1rio ajustar os pesos das diferentes hist\u00f3rias para evitar que alguma se sobressa\u00edsse demais.<\/p>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Ritas apresenta cantora 'como ela \u00e9: sincera e transparente', revela diretor (Divulga\u00e7\u00e3o\/Bi\u00f4nica Filmes)\" height=\"435\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/rollingstone.uol.com.br\/media\/uploads\/2025\/05\/ritas-apresenta-cantora-como-ela-e-sincera-e-transparente-revela-diretor-1.jpg\" width=\"773\"\/><figcaption>Ritas apresenta cantora &#8216;como ela \u00e9: sincera e transparente&#8217;, revela diretor (Divulga\u00e7\u00e3o\/Bi\u00f4nica Filmes)<\/figcaption><\/figure>\n<h4><strong>A import\u00e2ncia da m\u00fasica<\/strong><\/h4>\n<p>A m\u00fasica tamb\u00e9m teve um papel importante em <em><strong>Ritas<\/strong><\/em>: \u201c<em>Ela ajuda a conduzir, a fazer viradas, a criar din\u00e2mica. O document\u00e1rio musical permite isso<\/em>\u201d. A dire\u00e7\u00e3o musical foi um trabalho coletivo, mas com lideran\u00e7a de <strong>Oswaldo<\/strong>. \u201c<em>Dividi com os roteiristas, a <strong>Karen Harley<\/strong> \u2014 que tamb\u00e9m \u00e9 co-diretora \u2014 e o <strong>Fernando Fraiha<\/strong><\/em>\u201d, diz.<\/p>\n<p>Para ele, escolher o repert\u00f3rio de can\u00e7\u00f5es envolveu pensar em dois eixos: a emo\u00e7\u00e3o contida nas m\u00fasicas e a mem\u00f3ria afetiva que elas despertam no p\u00fablico. \u201c<em>A <strong>Rita<\/strong> falou de tudo: ditadura, amor&#8230; Ent\u00e3o o desafio era como trafegar por isso tudo com coer\u00eancia e emo\u00e7\u00e3o.<\/em>\u201d<\/p>\n<h4><strong>Grava\u00e7\u00f5es caseiras<\/strong><\/h4>\n<p>Certas cenas de <em><strong>Ritas<\/strong><\/em> s\u00e3o compostas por grava\u00e7\u00f5es caseiras que a pr\u00f3pria <strong>Rita Lee<\/strong> fez em seu celular. Essas imagens come\u00e7aram a ser enviadas por <strong>Rita<\/strong> antes mesmo da pandemia. \u201c<em>A gente pedia: \u2018<strong>Rita<\/strong>, manda uns v\u00eddeos a\u00ed\u2019, e come\u00e7ou a chegar material incr\u00edvel<\/em>\u201d, conta <strong>Oswaldo<\/strong>.<\/p>\n<p>Como ela e a fam\u00edlia j\u00e1 tinham o h\u00e1bito de se filmar, havia muito conte\u00fado informal, \u00edntimo e verdadeiro. \u201c<em>Foi dif\u00edcil escolher o que entraria. Era tudo muito bom. Esse material mostra como o cotidiano dela era rico, gostoso de assistir, real.<\/em>\u201d<\/p>\n<p>Apesar da grande quantidade de material gravado e disponibilzado pela fam\u00edlia de <strong>Rita Lee<\/strong> e coletado a partir de pesquisas, <strong>Oswaldo<\/strong> diz que o processo longo de desenvolvimento deu seguran\u00e7a nas escolhas.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>\u201c<em>Claro que tem coisas que ficaram de fora, mas foi natural. Em document\u00e1rios baseados em arquivo, o licenciamento tamb\u00e9m \u00e9 um fator determinante. N\u00e3o basta querer colocar algo, \u00e9 preciso viabilizar legalmente.<\/em>\u201d<\/p><\/blockquote>\n<h4><strong>Uma Rita Lee vulner\u00e1vel&#8230; Ou verdadeira?<\/strong><\/h4>\n<p>Mostrar uma <strong>Rita Lee<\/strong> mais vulner\u00e1vel exigiu sensibilidade, mas foi coerente com quem <strong>Rita<\/strong> sempre foi. \u201c<em>Ela sempre foi sincera, transparente, verdadeira \u2014 no palco, na horta, diante das c\u00e2meras ou longe delas<\/em>\u201d, reflete <strong>Oswaldo<\/strong>.<\/p>\n<p>Ele destaca que, com o tempo, especialmente com os v\u00eddeos mais recentes, veio o desejo de mostrar a <strong>Rita<\/strong> de cabelo branco, vivendo uma fase mais reservada. \u201c<em>Eu trocaria \u2018vulner\u00e1vel\u2019 por \u2018verdadeira\u2019. Essa \u00e9 a <strong>Rita<\/strong>: uma artista que viveu com verdade cada momento.<\/em>\u201d<\/p>\n<p><iframe title=\"RITAS (2025) | Trailer Oficial | 22 de Maio Somente nos Cinemas\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/v-K1z4vi8b0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><strong>LEIA TAMB\u00c9M: Por que os Mutantes foram exclu\u00eddos de document\u00e1rio de Rita Lee, segundo diretor<br \/><\/strong><\/p>\n<blockquote class=\"amdb-polls\" contenteditable=\"false\" data-sid=\"\/polls\/14\/embed\/\">\n<p>Qual foi o melhor filme de 2025 at\u00e9 agora? 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