{"id":20522,"date":"2025-05-15T05:23:51","date_gmt":"2025-05-15T08:23:51","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/nossos-corpos-emitem-uma-luz-suave-que-se-apaga-quando-morremos-diz-estudo\/"},"modified":"2025-05-15T05:23:51","modified_gmt":"2025-05-15T08:23:51","slug":"nossos-corpos-emitem-uma-luz-suave-que-se-apaga-quando-morremos-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/nossos-corpos-emitem-uma-luz-suave-que-se-apaga-quando-morremos-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Nossos corpos emitem uma luz suave que se apaga quando morremos, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um fen\u00f4meno conhecido como emiss\u00e3o de f\u00f3tons ultrafraca, ou bioluminesc\u00eancia end\u00f3gena ultrafr\u00e1gil (UPE nas iniciais em ingl\u00eas) faz com que todos os seres vivos emitam quantidades extremamente pequenas de luz vis\u00edvel, cerca de mil vezes mais fracas do que o olho humano consegue captar.<\/p>\n<p>Durante o metabolismo, nosso corpo produz mol\u00e9culas altamente reativas, chamadas esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio. Essas mol\u00e9culas interagem com componentes das c\u00e9lulas, como gorduras, prote\u00ednas e at\u00e9 o DNA. Esse processo, conhecido como oxida\u00e7\u00e3o, <strong>pode gerar uma luz extremamente fraca quando certas mol\u00e9culas excitadas retornam ao seu estado normal.<\/strong><\/p>\n<p>Recentemente, pesquisadores da Universidade de Calgary e do Conselho Nacional de Pesquisa do Canad\u00e1 publicaram um estudo na revista The Journal of Physical Chemistry Letters, no qual prop\u00f5em que que a cessa\u00e7\u00e3o dessa emiss\u00e3o pode servir como um sinal universal da morte celular.<\/p>\n<h2>Como os pesquisadores captaram a luz ultrafraca que sai do corpo?<\/h2>\n<figure class=\"image\"><figcaption>Houve redu\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o de f\u00f3tons ultrafr\u00e1geis ap\u00f3s a morte dos camundongos. (Fonte: V.Salari et al., The Journal of Physical Chemistry Letters, 2025)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os pesquisadores utilizaram c\u00e2meras EMCCD, dispositivos ultrassens\u00edveis capazes de registrar UPE em camundongos vivos e ap\u00f3s eutan\u00e1sia. Os animais foram fotografados por uma hora em condi\u00e7\u00f5es de vida e depois por mais uma hora ap\u00f3s a morte, com manuten\u00e7\u00e3o da temperatura corporal, para eliminar vari\u00e1veis t\u00e9rmicas. O m\u00e9todo permitiu detectar f\u00f3tons individuais na faixa vis\u00edvel emitidos pelas c\u00e9lulas.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram uma redu\u00e7\u00e3o significativa na emiss\u00e3o de f\u00f3tons ultrafr\u00e1geis ap\u00f3s a morte dos camundongos. Experimentos parecidos foram conduzidos em plantas como agri\u00e3o e \u00e1rvore-guarda-chuva an\u00e3, revelaram um brilho significantemente maior nas partes lesionadas das folhas quando comparado \u00e0s \u00e1reas n\u00e3o lesionadas, que persistiu durante as 16 horas de observa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os autores conclu\u00edram que as esp\u00e9cies reativas de oxig\u00eanio s\u00e3o as causadoras da bioluminesc\u00eancia end\u00f3gena ultrafr\u00e1gil observada nos organismos vivos. O estudo estabelece que a cessa\u00e7\u00e3o dessa emiss\u00e3o luminosa constitui um indicador universal de morte, verific\u00e1vel tanto em animais quanto em plantas sob diferentes condi\u00e7\u00f5es de estresse f\u00edsico e qu\u00edmico.<\/p>\n<h2>Quais s\u00e3o as aplica\u00e7\u00f5es dessas descobertas?<\/h2>\n<figure class=\"image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/tm.ibxk.com.br\/2025\/05\/14\/14130245658196.jpg?ims=fit-in\/800x500\" width=\"800\" height=\"500\" alt=\"1a.jpg\"\/><figcaption>Emiss\u00f5es de UPE das folhas de \u00e1rvore-guarda-chuva. (Fonte: V.Salari et al., The Journal of Physical Chemistry Letters, 2025)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A proposta de usar a emiss\u00e3o de biof\u00f3tons como um marcador universal da vida \u00e9 relevante porque oferece uma maneira potencialmente n\u00e3o invasiva e aplic\u00e1vel a diferentes formas de vida para distinguir organismos vivos de mortos. Isso pode ter implica\u00e7\u00f5es em diversas \u00e1reas, da biomedicina \u00e0 astrobiologia, campos onde detectar vida com base em sinais universais \u00e9 sempre um desafio.<\/p>\n<p>No caso das plantas, a t\u00e9cnica de imagem por UPE pode funcionar como uma ferramenta simples e n\u00e3o invasiva para acompanhar o crescimento, identificar sinais precoces de doen\u00e7as e avaliar como reagem a mudan\u00e7as ambientais e clim\u00e1ticas. Tudo isso sem causar danos \u00e0s plantas, o que \u00e9 extremamente \u00fatil para a agricultura.<\/p>\n<p>As possibilidades se ampliam tamb\u00e9m no contexto m\u00e9dico. Se for poss\u00edvel <strong>detectar sinais de estresse em c\u00e9lulas humanas, animais, vegetais ou at\u00e9 bact\u00e9rias sem a necessidade de contato direto<\/strong>, essa t\u00e9cnica pode se tornar um instrumento poderoso para m\u00e9dicos e cientistas, facilitando diagn\u00f3sticos e pesquisas sem procedimentos invasivos.<\/p>\n<p>Da pr\u00f3xima vez que algu\u00e9m disser que voc\u00ea \u00e9 uma pessoa iluminada, n\u00e3o duvide. Compartilhe esse conhecimento nas redes sociais com pessoas que tamb\u00e9m acreditam que uma luz, ainda que ultrafraca, habita o corpo humano e diz muito sobre nossa sa\u00fade. Descubra tamb\u00e9m como o corpo humano transforma comida em energia.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.tecmundo.com.br\/ciencia\/404504-nossos-corpos-emitem-uma-luz-suave-que-se-apaga-quando-morremos-diz-estudo.htm\">TecMundo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um fen\u00f4meno conhecido como emiss\u00e3o de f\u00f3tons ultrafraca, ou bioluminesc\u00eancia end\u00f3gena ultrafr\u00e1gil (UPE nas iniciais em ingl\u00eas) faz com que todos os seres vivos emitam quantidades extremamente pequenas de luz vis\u00edvel, cerca de mil vezes mais fracas do que o olho humano consegue captar. 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