{"id":20239,"date":"2025-05-14T06:37:32","date_gmt":"2025-05-14T09:37:32","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/a-banda-classica-que-arrebatou-fas-em-sp-a-poucos-metros-do-show-do-system-of-a-down\/"},"modified":"2025-05-14T06:37:32","modified_gmt":"2025-05-14T09:37:32","slug":"a-banda-classica-que-arrebatou-fas-em-sp-a-poucos-metros-do-show-do-system-of-a-down","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/a-banda-classica-que-arrebatou-fas-em-sp-a-poucos-metros-do-show-do-system-of-a-down\/","title":{"rendered":"A banda cl\u00e1ssica que arrebatou f\u00e3s em SP a poucos metros do show do System of a Down"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A regi\u00e3o da Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, recebeu dois dos tr\u00eas shows do <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>System of a Down<\/strong><\/span> na cidade: no s\u00e1bado, 10, e domingo, 11. Na primeira data, outra banda de rock \u2014 com sonoridade menos pesada e mais mel\u00f3dica \u2014 arrebatou f\u00e3s a aproximadamente 1 km de dist\u00e2ncia: o <span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>Foreigner<\/strong><\/span>.<\/p>\n<p>O grupo veio ao Brasil para apresenta\u00e7\u00e3o \u00fanica, no Espa\u00e7o Unimed, para um p\u00fablico menos numeroso que o natural da casa de eventos, mas n\u00e3o menos dedicado. Para quem n\u00e3o conhece, o Foreigner foi criado em 1976 e cresceu bastante em popularidade nas d\u00e9cadas de 70 e 80, tornando-se um forte representante do chamado AOR \u2014 vers\u00e3o ainda mais radiof\u00f4nica do que se convencionou a chamar de hard rock. Hits como \u201cI Want to Know What Love Is\u201d, \u201cCold as Ice\u201d, \u201cHot Blooded\u201d e \u201cWaiting for a Girl Like You\u201d fazem parte de seu repert\u00f3rio, ostensivamente tocado em eventos e programas de r\u00e1dio com tem\u00e1tica \u201cflashback\u201d.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, o guitarrista e \u00fanico membro fundador remanescente, Mick Jones, se afastou das atividades devido a um diagn\u00f3stico de Parkinson. O Foreigner anunciou uma turn\u00ea de despedida, mas no meio do caminho percebeu que daria para continuar sem seu l\u00edder.<\/p>\n<p>Virou banda-empresa? N\u00e3o sabemos, mas foi assim que chegamos \u00e0 confus\u00e3o que \u00e9 o Foreigner em 2025, quando v\u00e1rios shows foram anunciados, mas o vocalista desde 2004, Kelly Hansen, n\u00e3o poder\u00e1 fazer nenhum deles fora dos Estados Unidos. A turn\u00ea canadense ter\u00e1 Geordie Brown, que estrelou o musical \u201cJuke Box Hero\u201d em 2019. Na Am\u00e9rica Latina, confirmaram que Lou Gramm, cantor original, estaria presente, mas sem especificar por quantas m\u00fasicas \u2014 ele j\u00e1 havia participado de apresenta\u00e7\u00f5es em 2017 e 2018, mas seus 75 anos n\u00e3o lhe permitiriam uma performance completa. Ent\u00e3o, o guitarrista Luis Maldonado assumiu o microfone principal.<\/p>\n<h3>Como foi o show do Foreigner<\/h3>\n<p>O show em S\u00e3o Paulo come\u00e7ou sem Lou Gramm, que apareceria apenas nas quatro \u00faltimas can\u00e7\u00f5es. Luis Maldonado (voz), Jeff Pilson (baixo, teclado), Michael Bluestein (teclado), Bruce Watson (guitarra), Damon Fox (guitarra, baixo) e Chris Frazier (bateria) encontraram um p\u00fablico que ainda precisava ser convencido. Era n\u00edtida a surpresa de muitos com a presen\u00e7a de Luis, anunciado no site da produtora local como guitarrista, na posi\u00e7\u00e3o de frontman. Seu f\u00edsico nada imponente e a tenra idade aparente n\u00e3o ajudaram a atrair muita aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O artista de origem mexicana, por\u00e9m, conseguiu convencer com o mais importante: qualidade vocal. Conforme o set inicial se desenrolou na incr\u00edvel abertura \u201cDouble Vision\u201d \u2014 can\u00e7\u00e3o de constru\u00e7\u00e3o pouco \u00f3bvia e muito atraente \u2014, o hino hard rock \u201cHead Games\u201d e a Queen-esca \u201cCold as Ice\u201d, Luis arrebatava cada vez mais f\u00e3s com uma interpreta\u00e7\u00e3o extremamente similar \u00e0 de Lou Gramm. Numa audi\u00e7\u00e3o \u00e0s cegas, qualquer um diria que era uma performance pr\u00e9-gravada de Gramm em seu auge. N\u00e3o era. \u00c0 altura da balada\u00e7a \u201cWaiting for a Girl Like You\u201d, quarta do set, aquele jovem cantor de visual pouco alinhado j\u00e1 tinha boa parte do p\u00fablico nas m\u00e3os e, em presen\u00e7a de palco, come\u00e7ou a se soltar ainda mais. De forma justa, ao fim desta faixa, Jeff Pilson \u2014 quase um co-frontman \u2014 puxou o colega e pediu aplausos para ele.<\/p>\n<p><iframe title=\"Foreigner - Head Games (Espa\u00e7o Unimed S\u00e3o Paulo 10\/05\/2025)\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FyRYJeUpFGM?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Maldonado e Pilson s\u00e3o os destaques de uma banda\u00e7a impec\u00e1vel que se preocupa em executar o repert\u00f3rio de modo mais fiel poss\u00edvel \u00e0s grava\u00e7\u00f5es originais. H\u00e1 momentos onde as m\u00fasicas se estendem para incluir algum solo ou intera\u00e7\u00e3o, mas a sensa\u00e7\u00e3o na maior parte do tempo \u00e9 de estar ouvindo o disco, tamanha a perfei\u00e7\u00e3o. E sem truques. Nada \u00e9 pr\u00e9-gravado, nem mesmo os backing vocals: todo mundo exceto Frazier canta de verdade e deu para perceber quando um ou outro integrante esquecia de ir ao microfone ou chegava atrasado para contribuir neste quesito.<\/p>\n<p>Uma pena que o set executado no Brasil tenha sido a vers\u00e3o mais curta, com 12 m\u00fasicas e 1h25min de dura\u00e7\u00e3o \u2014 deu para ver pelo rel\u00f3gio na lateral do palco que eles encerraram tendo 5 minutos de sobra. Em alguns outros pa\u00edses, houve a execu\u00e7\u00e3o de um set de 14 faixas, incluindo a intrincada \u201cBlue Morning, Blue Day\u201d e a af\u00e1vel \u201cFool for You Anyway\u201d. N\u00e3o foi desta vez que o Brasil ouviu este par de can\u00e7\u00f5es, mas teve espa\u00e7o para a dram\u00e1tica balada \u201cThat Was Yesterday\u201d \u2014 citada por Luis como sua predileta do set \u2014, a roqueira \u201cDirty White Boy\u201d \u2014 com letra sobre Elvis Presley \u2014 e o primeiro hit do grupo, \u201cFeels Like the First Time\u201d, aparentemente com execu\u00e7\u00e3o mais lenta e meio tom abaixo.<\/p>\n<p>A envolvente \u201cUrgent\u201d, com direito a keytar substituindo saxofone e disparo de m\u00e1quina de fuma\u00e7a, antecedeu o \u00fanico momento desnecess\u00e1rio do set: um solo de dez minutos, distribu\u00eddo em duas metades para teclado e bateria. A partir da\u00ed, por\u00e9m, ocorre o momento mais aguardado, que \u00e9 a entrada de Lou Gramm.<\/p>\n<h3>A presen\u00e7a de Lou Gramm<\/h3>\n<p>Aclamado desde o primeiro passo no palco e da primeira palavra entoada, o frontman original participou da segunda parte de \u201cJuke Box Hero\u201d e cantou inteiras a hard rocker \u201cLong, Long Way from Home\u201d, a superbalada e superhit \u201cI Want to Know What Love Is\u201d e o encerramento \u201cHot Blooded\u201d \u2014 nesta, Luis Maldonado pega uma guitarra e faz um solo t\u00e3o incr\u00edvel quanto sua performance vocal ao longo da noite. Lou, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, n\u00e3o ficou atr\u00e1s. Cantou t\u00e3o bem, at\u00e9 mesmo nos tons mais agudos, a ponto de gerar o questionamento: como seria se ele comandasse o set inteiro?<\/p>\n<p>Talvez a gente at\u00e9 consiga descobrir algum dia num futuro pr\u00f3ximo, pois tudo pode acontecer nesta empresa chamada Foreigner. Gramm encerrou o show dizendo \u201ciremos nos ver em breve\u201d, mas <span style=\"text-decoration: underline;\">em entrevista \u00e0 Rolling Stone Brasil<\/span>, disse que a turn\u00ea atual era a \u201cpen\u00faltima da banda como a conhecemos\u201d. N\u00e3o d\u00e1 para saber o que vai acontecer. Dois anos atr\u00e1s, este reencontro era imposs\u00edvel, pois Lou criticava abertamente Kelly Hansen por supostamente imit\u00e1-lo \u2014 algo que Luis faz e, agora, recebe apoio do frontman original.<\/p>\n<p>Surpreendendo ou n\u00e3o, o Foreigner fez um show impec\u00e1vel em S\u00e3o Paulo, ainda que diante de uma plateia menor que o merecido. Execu\u00e7\u00e3o perfeita de um repert\u00f3rio t\u00e3o forte que faz muita gente nem se importar com quem o executa, desde que com qualidade. Se esta banda virou empresa, digo com orgulho que virei cliente. <em>[Resenha publicada originalmente no site Igor Miranda.]<\/em><\/p>\n<p><strong>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Foreigner no Brasil: Lou Gramm fala \u00e0 RS sobre show, Hall of Fame e hit que at\u00e9 Edson e Hudson regravaram<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Deep Purple fala \u00e0 RS sobre show no Brasil, longevidade, Alice Cooper e Black Sabbath<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Quando o Ghost pretende vir ao Brasil, segundo Tobias Forge<\/span><br \/>+++ LEIA MAIS: <span style=\"text-decoration: underline;\">Outras entrevistas conduzidas pelo jornalista Igor Miranda para a Rolling Stone Brasil<\/span><br \/>+++ <span style=\"text-decoration: underline;\">Siga a Rolling Stone Brasil @rollingstonebrasil no Instagram<\/span><br \/>+++ <span style=\"text-decoration: underline;\">Siga o jornalista Igor Miranda @igormirandasite no Instagram<\/span><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/a-banda-classica-que-arrebatou-fas-em-sp-a-poucos-metros-do-show-do-system-of-a-down\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o da Barra Funda, em S\u00e3o Paulo, recebeu dois dos tr\u00eas shows do System of a Down na cidade: no s\u00e1bado, 10, e domingo, 11. 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