{"id":20137,"date":"2025-05-13T20:26:52","date_gmt":"2025-05-13T23:26:52","guid":{"rendered":"https:\/\/mussicom.com\/sobre-a-vida-que-eu-tive\/"},"modified":"2025-05-13T20:26:52","modified_gmt":"2025-05-13T23:26:52","slug":"sobre-a-vida-que-eu-tive","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mussicom.com\/noticias\/sobre-a-vida-que-eu-tive\/","title":{"rendered":"&#8216;Sobre a vida que eu tive&#8217;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Quase dois anos ap\u00f3s o \u00faltimo \u00e1lbum solo, a rapper e compositora <strong>Ebony<\/strong> est\u00e1 de volta e inaugura uma fase mais pessoal, introspectiva e corajosa com o disco <em><strong>KM2<\/strong><\/em>. O trabalho faz refer\u00eancia \u00e0 cidade natal da artista, Queimados, na Baixada Fluminense, que ela e seus amigos costumavam chamar de \u201cK-M-Dois\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>No projeto, <strong>Ebony<\/strong> mergulha fundo em temas como identidade, viv\u00eancias perif\u00e9ricas, dores e superpoderes constru\u00eddos a partir da complexidade de ser uma jovem mulher negra em um mundo que insiste em enquadrar e categorizar tudo e todos em caixas.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Esse \u00e1lbum vem da minha vontade de parar de me esconder. N\u00e3o \u00e9 um disco feliz. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 triste. \u00c9 um chocolate meio amargo\u201d, explica.\u00a0<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo ela, o desejo surgiu ap\u00f3s perceber que vinha sendo constantemente reduzida \u00e0 persona hiper sexual que elaborou durante o processo criativo de <em><strong>Terapia<\/strong><\/em>, seu trabalho anterior. Em <em><strong>KM2<\/strong><\/em>, o que ela apresenta \u00e9 uma busca por mostrar \u2013 n\u00e3o apenas falar \u2013 a verdade.<\/p>\n<p>Com participa\u00e7\u00f5es de <strong>Black Alien<\/strong> e <strong>Larinhx<\/strong>, o disco percorre uma narrativa sonora e emocional sobre a juventude na periferia, a cacofonia das ruas, as proje\u00e7\u00f5es externas sobre corpos negros e as perguntas que a juventude da Baixada se faz diariamente. &#8220;Esse \u00e1lbum \u00e9 sobre a vida que tive, a vida que eu tenho e a vida que eu busco&#8221;, resume a artista.<\/p>\n<p>O processo de cria\u00e7\u00e3o foi, em grande parte, solit\u00e1rio. Todas as letras s\u00e3o assinadas por <strong>Ebony<\/strong>, que tamb\u00e9m \u00e9 compositora de outros artistas.\u00a0 &#8220;Nesse projeto, em especial, tinha que ser eu. Estava escrevendo e, ao mesmo tempo, me descobrindo. Isso me fez quase excluir m\u00fasicas que julgava pesadas demais. Mas entendi que era sobre mim, sobre minha hist\u00f3ria.&#8221;<\/p>\n<p>A faixa <strong>\u201cExtraordin\u00e1ria\u201d<\/strong>, feita em parceria com a cantora Kesia, \u00e9 um dos pontos altos de <em><strong>KM2<\/strong><\/em> e representa bem essa conex\u00e3o com suas origens. Inspirada em viv\u00eancias na igreja pentecostal, onde <strong>Ebony<\/strong> come\u00e7ou a cantar, a m\u00fasica traz influ\u00eancias daquela \u00e9poca e refor\u00e7a a dimens\u00e3o do projeto. O disco tamb\u00e9m traz registros reais de sons captados em Queimados ao longo dos anos pela produtora <strong>Lara<\/strong>, o que cria um ambiente sonoro vivo, quase documental.<\/p>\n<p>Musicalmente, <em><strong>KM2<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9 um caleidosc\u00f3pio: mistura rap com drum and bass, trance, gospel, funk, indie e MPB. A proposta \u00e9 refletir, nas batidas, a confus\u00e3o do cotidiano e o glamour dos espa\u00e7os de luxo que nem sempre foram acess\u00edveis.<\/p>\n<p>\u00a0&#8220;O som desse \u00e1lbum \u00e9 diferente de tudo que eu j\u00e1 ouvi. E isso me mostra o qu\u00e3o especial ele \u00e9. N\u00e3o tenho pretens\u00e3o de agradar ningu\u00e9m. Esse \u00e1lbum \u00e9 para mim.&#8221;<\/p>\n<p>Ao longo das faixas, <strong>Ebony<\/strong> transforma em poesia temas como traumas, abuso sexual, feminilidade, autonomia, fam\u00edlia e sonhos. Com uma escrita afiada e potente, ela se prop\u00f5e a reiterar perguntas que, por mais inc\u00f4modas ou repetidas que sejam, precisam continuar sendo feitas para que novas respostas possam surgir.<\/p>\n<blockquote class=\"citacao\"><p>Espero que quem ou\u00e7a \u2018KM2\u2019 se sinta confuso e acolhido. A confus\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um sentimento importante. A gente sempre busca estar feliz ou triste, mas e tudo que existe no meio?&#8221;, indaga a artista.<\/p><\/blockquote>\n<p><em><strong>KM2<\/strong><\/em>\u00a0\u00e9, acima de tudo, um reencontro. Uma dedicat\u00f3ria \u00e0 <strong>Milena<\/strong> de Queimados, a menina que se tornaria <strong>Ebony<\/strong>, e que hoje se reconhece como extraordin\u00e1ria. Ou\u00e7a <em><strong>KM2<\/strong><\/em> a seguir:<\/p>\n<p><iframe allowfullscreen=\"allowfullscreen\" frameborder=\"0\" height=\"352\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/5o7rJ8g9O5ltC3QJeTfvjD?utm_source=generator\" style=\"border-radius: 12px;\" width=\"100%\"><\/iframe><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Conhe\u00e7a Ebony, que faz rap sobre \u2018absurdos\u2019 para voc\u00ea \u2018ter um lugar livre de julgamentos\u2019 [ENTREVISTA]<\/strong><\/p>\n<p><strong>+++LEIA MAIS: Ebony critica falta de espa\u00e7o para mulheres no hip hop: &#8216;Odeio o fato de verem como algo masculino&#8217; [ENTREVISTA]<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/>Fonte: <a href=\"https:\/\/rollingstone.com.br\/musica\/ebony-lanca-terceiro-album-da-carreira-de-surpresa-sobre-a-vida-que-eu-tive\/\">rollingstone.com.br<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase dois anos ap\u00f3s o \u00faltimo \u00e1lbum solo, a rapper e compositora Ebony est\u00e1 de volta e inaugura uma fase mais pessoal, introspectiva e corajosa com o disco KM2. 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